28/08 -
Quer comprar carro pelo Move Brasil? Governo amplia prazo de financiamento para 84 meses
Motorista de aplicativo, app, Uber, 99
Maksim Goncharenok/Pexels
O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as condições de financiamento do programa Move Brasil para taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas.
Agora, os veÃculos poderão ser financiados em até 84 meses, contra os 72 meses previstos anteriormente, e o valor máximo do automóvel passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil.
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A mudança foi aprovada em reunião extraordinária do CMN nesta quinta-feira (27). O programa é voltado à compra de veÃculos novos usados no transporte individual de passageiros.
O prazo maior permite que o valor financiado seja dividido em mais parcelas, o que pode reduzir o valor pago mensalmente pelos motoristas. O programa mantém a possibilidade de até seis meses de carência para o pagamento do valor principal — perÃodo em que o beneficiário não precisa começar a quitar essa parte da dÃvida.
Move Brasil: após baixa procura, governo aumenta limite de crédito para motoristas de app comprarem carros
Programa 'Move Brasil': Teto para financiar veÃculos sobe para R$ 200 mil
Mais modelos de carros poderão ser financiados
O aumento do limite de R$ 150 mil para R$ 200 mil amplia a quantidade de veÃculos que podem ser comprados pelo programa. Segundo levantamento do próprio ministério da Fazenda, feito com base nos emplacamentos de 2025, o limite anterior incluÃa cerca de 63% do mercado analisado.
Com a inclusão dos carros que custam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, outras 486 mil unidades passam a fazer parte do grupo de veÃculos que podem ser financiados pelo critério de preço. Com isso, a cobertura sobe para aproximadamente 88% do mercado considerado.
A mudança também permite que os motoristas tenham acesso a mais modelos e versões de veÃculos, inclusive carros que atendem a categorias de aplicativos que exigem maior nÃvel de conforto.
Como posso participar?
Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mÃnimo, 12 meses. Nesse perÃodo, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma.
Não é possÃvel juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo.
No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar.
Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos:
Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima;
A resposta é enviada em até cinco dias úteis;
Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.
Move Brasil tem baixa procura
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na última quarta-feira (20) que bancos públicos têm participado mais da operação, enquanto os privados demonstram menos apetite.
“Estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, [o Move Brasil] não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperavaâ€, disse Durigan.
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27/08 -
Honda Prelude volta ao Brasil após 25 anos por R$ 380 mil; Senna já foi garoto-propaganda do esportivo
Honda lança Prelude no Brasil
Divulgação / Honda
O Honda Prelude foi apresentado nesta quinta-feira (27) no Festival Interlagos 2026. As vendas começam hoje, por R$ 380 mil.
O cupê volta ao mercado brasileiro após 25 anos. Na década de 1990, o modelo teve Ayrton Senna como garoto-propaganda.
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A sexta geração do Prelude tem um sistema hÃbrido que combina dois motores elétricos com um motor 2.0 a gasolina. O propulsor a combustão utiliza ciclo Atkinson e injeção direta, tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de combustÃvel. O conjunto entrega 203 cv de potência e 32,1 kgfm de torque.
O modelo também utiliza componentes do chassi do esportivo Civic Type R. Entre eles estão a suspensão independente nas quatro rodas, com sistema multilink na traseira e duplo eixo na dianteira, além de amortecedores adaptativos, que ajustam seu funcionamento de acordo com as condições de condução.
Por que o Honda Civic sumiu das ruas?
Equipamentos
O Prelude será vendido em versão única. Entre os equipamentos estão rodas de 19 polegadas com pneus 235/40 R19, pedaleiras esportivas, painel digital de 10,2 polegadas e central multimÃdia de 9 polegadas com Google Assistente, Apple CarPlay e Android Auto.
O modelo também traz carregador de celular por indução, sistema de som Bose com oito alto-falantes, alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro.
A carroceria tem configuração cupê 2+2, com dois bancos dianteiros e dois lugares atrás. O banco traseiro é rebatÃvel. Na frente, os bancos são esportivos, revestidos de couro claro e têm apoios de cabeça integrados e ajustes de posição.
Na prática, os bancos traseiros são mais adequados para trajetos curtÃssimos e não oferecem conforto para quem tem mais de 1,80 m.
Honda Prelude no Autódromo de Interlagos
Divulgação / Honda
Segurança
O Prelude vem equipado com o Honda SENSING, pacote de tecnologias que auxiliam o motorista durante a condução.
Entre os recursos estão:
Frenagem automática para reduzir o risco ou a gravidade de colisões;
Correção de saÃda involuntária da pista;
Assistentes de permanência e centralização em faixa;
Ajuste automático dos faróis;
Controle de cruzeiro adaptativo, que ajusta a velocidade para manter distância do veÃculo à frente.
O carro também tem discos de freio dianteiros de 350 mm e pinças de quatro pistões Brembo. As pinças são pintadas de azul em referência ao sistema hÃbrido.
Produzido no Japão, o Prelude tem carroceria baixa e larga. O desenho inclui teto com duas elevações, para-lamas alargados e elementos aerodinâmicos na dianteira e na tampa do porta-malas.
O modelo será oferecido no Brasil nas cores Crystal Black Pearl, Rallye Red e Moonlit White Pearl.
Cabine do novo Honda Prelude
Divulgação / Honda
A garantia do veÃculo é de seis anos, sem limite de quilometragem. Para a bateria e os motores do sistema elétrico, a cobertura é de oito anos ou 160 mil quilômetros.
A pré-venda começa em 27 de agosto e segue até o fim de setembro. Os 50 compradores terão benefÃcios como capa de proteção, porcas antifurto, tapetes, condições especiais de pagamento e seguro, miniatura do Prelude, proteção para a pintura e experiências de direção promovidas pela Honda.
Propaganda do Honda Prelude no Japão em 1991 com Ayrton Senna
reprodução/redes sociais
Prelude em Interlagos
Uma das principais novidades é o sistema S+ Shift. Acionado por um botão no console central, ele simula o funcionamento de um câmbio com trocas de marcha, embora o sistema hÃbrido não faça essas trocas da maneira convencional.
Para criar o efeito, o carro controla eletronicamente o funcionamento dos motores elétrico e a combustão.
O sistema também simula reduções de marcha e até o efeito do punta-tacco, técnica usada em carros esportivos para ajustar a rotação do motor durante uma redução. O S+ Shift funciona com os quatro modos de condução: Comfort, GT, Sport e Individual.
Os modos alteram caracterÃsticas como a resposta do motor, o peso da direção, a rigidez dos amortecedores, o som reproduzido na cabine, as informações do painel e o funcionamento do controle de cruzeiro adaptativo.
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O g1 testou o Honda Prelude no Autódromo de Interlagos, palco de algumas das principais conquistas de Ayrton Senna, que também foi garoto-propaganda do modelo.
O primeiro ponto é que o Prelude não tem a mesma proposta do Civic Type R. Com câmbio manual e foco maior no desempenho, o Type R foi desenvolvido para buscar tempos rápidos em autódromos. O Prelude tenta combinar esportividade com conforto para o uso cotidiano.
Nos primeiros quilômetros, com o modo Comfort selecionado, o Prelude mostrou uma condução confortável para duas pessoas. O sistema hÃbrido também tem como proposta reduzir o consumo de combustÃvel.
Honda lança no Brasil o novo Prelude
Divulgação / Honda
O conjunto formado pelo motor 2.0 a combustão e pelo sistema hÃbrido é o mesmo utilizado no Honda Civic. O g1 já testou o modelo no Brasil e também mostrou por que ele desapareceu das lojas e das ruas.
Por dentro, a cabine segue o padrão de outros modelos da Honda. O quadro de instrumentos apresenta as informações de forma clara, com visual predominantemente em preto e branco. O couro claro com costuras azuis é um dos elementos que mais chamam atenção.
No modo Sport, o comportamento fica mais esportivo. O som do motor a combustão é reforçado artificialmente pelo sistema de áudio Bose, criando na cabine a sensação de um escapamento mais ruidoso.
Honda Prelude no Autódromo de Interlagos
A suspensão e a direção também funcionaram bem no circuito. Os componentes derivados do Civic Type R ajudam o Prelude a entrar e sair das curvas com facilidade e a manter a carroceria bem apoiada no asfalto.
Durante o teste, o conjunto de suspensão e chassi passou a impressão de que poderia lidar com mais potência sem comprometer o equilÃbrio nas curvas.
Com a função S+ Shift, a experiência muda. O sistema cria artificialmente a sensação de trocas e reduções de marcha, mesmo em um conjunto hÃbrido no qual o motor elétrico tem papel central na movimentação do carro. O efeito lembra o funcionamento de um câmbio esportivo nas acelerações e retomadas.
Na pista, a simulação é convincente. As mudanças no som e na resposta do carro dão a sensação de que um câmbio está realizando trocas de marcha, embora o funcionamento real do sistema seja diferente.
A conclusão é que o Prelude pode encontrar seu público no Brasil. E a Honda poderá ampliar a oferta dependendo da procura pelo modelo.
Entre os potenciais compradores estão consumidores atraÃdos pelo visual e pela história do Prelude, especialmente aqueles que acompanharam o modelo nas décadas de 1980 e 1990.
Cerca de 25 anos depois, esse público volta a ter a opção de comprar um Prelude no Brasil, agora com uma proposta que combina esportividade e conforto para o uso cotidiano.
Honda Prelude
Preço: R$ 380 mil;
Comprimento: 4,52 m;
Largura: 1,88 m;
Altura: 1,35 m;
Entre-eixos: 2,60 m;
Porta-malas: 264 litros;
Peso: 1.469 kg;
Rodas: 19 polegadas;
Pneus: 235/40 R19;
Suspensão dianteira: independente McPherson;
Suspensão traseira: independente multilink;
Freios dianteiros: discos ventilados;
Freios traseiros: discos;
Direção: elétrica;
Tipo de hÃbrido: convencional, sem recarga externa;
Motor a combustão: 2.0 DI DOHC 16V;
CombustÃvel: gasolina;
Potência do motor a combustão: 143 cv a 6.000 rpm;
Torque do motor a combustão: 19,1 kgfm a 4.500 rpm;
Potência do motor elétrico: 184 cv;
Torque do motor elétrico: 32,1 kgfm;
Potência combinada: 203 cv;
Transmissão: e-CVT;
Tração: dianteira;
Consumo urbano: 17,9 km/l;
Consumo rodoviário: 15,7 km/l;
Tanque de combustÃvel: 40 litros.
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27/08 -
MG apresenta o elétrico IM6 no Brasil, SUV de luxo para encarar a Porsche; g1 já testou
MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv.
Divulgação / MG
A MG Motor Brasil apresentou nesta quarta-feira (26) o SUV elétrico IM6. O modelo marca a estreia da divisão de luxo IM Motors no paÃs, que tem inÃcio previsto de vendas até o fim de 2026.
A marca britânica — que pertence à SAIC e produz carros na China — já confirmou uma linha de montagem no Brasil. A fábrica no Ceará é a mesma utilizada pela Chevrolet para montar Spark e Captiva.
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Segundo Thiago Marques, gerente de marketing da MG Motor, a empresa identificou espaço no Brasil para uma nova marca de luxo voltada a um volume menor de vendas.
Os carros da IM serão vendidos em espaços exclusivos dentro das lojas da MG. Primeiro modelo apresentado no Brasil, o IM6 é um SUV elétrico com porte do Porsche Cayenne.
A marca ainda não divulgou quais versões serão vendidas no Brasil, quando começam as entregas nem as condições de venda. Durante o Festival Interlagos, porém, trouxe a configuração mais potente do IM6.
Agora no g1
Na configuração Performance, o SUV tem dois motores elétricos que entregam 767 cv de potência e 81,7 kgfm de torque. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 3,5 segundos e atinge velocidade máxima de 305 km/h.
A reportagem do g1 pode fazer uma volta rápida no autódromo com uma configuração menos potente. A expectativa é que essa versão custe cerca de R$ 400 mil.
Na Inglaterra, a versão do IM6 com um único motor elétrico, instalado no eixo traseiro, tem os seguintes números:
Potência: 407 cv;
Torque: 51 kgfm;
Aceleração de 0 a 100 km/h: 5,4 segundos;
Velocidade máxima: 235 km/h;
Capacidade da bateria: 96,5 kWh.
MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv.
Divulgação / MG
Entre os recursos tecnológicos estão sistemas de assistência ao motorista (ADAS), tecnologias para evitar colisões e capotamentos, controle de estabilidade para reduzir o risco de aquaplanagem e esterçamento das quatro rodas, que permite que as rodas traseiras também mudem de direção para ajudar nas manobras e na estabilidade.
O painel reúne duas telas digitais, uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas. O interior também conta com sistema de som e bancos com formato semelhante ao de poltronas.
IM6 na pista
Mesmo com o centro de gravidade mais alto, caracterÃstica comum aos SUVs, o IM6 se saiu bem nas curvas do circuito. O comportamento foi previsÃvel, inclusive nas acelerações na saÃda das curvas, e mostrou que o modelo pode ser divertido de dirigir.
Como o asfalto de Interlagos é liso, ainda não foi possÃvel avaliar como o IM6 reage à s irregularidades comuns nas ruas e estradas brasileiras.
O acabamento da cabine é de boa qualidade, mas o modelo exagera na quantidade de telas. O painel de instrumentos se estende em direção ao centro da cabine e forma, junto à central multimÃdia, uma grande superfÃcie digital.
SUV IM6 da MG Motors (carro do meio) esterça as quatro rodas para facilitar manobras
divulgação/MG
No console central, os botões fÃsicos também dão lugar a uma tela usada para controlar diferentes configurações do carro.
Apesar do excesso de telas, os comandos usados durante a condução respondem bem. A direção, por outro lado, transmite pouca sensação do que acontece entre as rodas e o asfalto.
Durante o teste, ficou evidente a atuação dos sistemas eletrônicos para controlar o comportamento do carro. A suspensão faz ajustes para reduzir os movimentos da carroceria e manter o veÃculo equilibrado nas curvas.
No banco traseiro, o espaço para a cabeça é mais limitado. Isso ocorre porque o teto desce em direção à traseira, caracterÃstica comum aos SUVs cupês e presente também em modelos de marcas como BMW, Mercedes-Benz, Audi e Porsche.
MG apresenta a marca de luxo IM no Brasil; SUV IM6 é elétrico e tem versão com 767 cv.
Divulgação / MG
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27/08 -
Chevrolet Captiva PHEV será produzido no Ceará ainda em 2026, anuncia General Motors
Chevrolet Captiva PHEV será produzido no Ceará ainda em 2026, anuncia General Motors
A General Motors anunciou a produção do Chevrolet Captiva PHEV na Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), ainda em 2026. O modelo será o primeiro hÃbrido plug-in da marca produzido no Brasil e o terceiro modelo da Chevrolet a entrar em produção na PACE.
O anúncio foi feito nas redes sociais pelo presidente da General Motors na América do Sul, Thomas Owsianski, que está na China.
"Direto da China, uma notÃcia importante para a General Motors no Brasil: o Chevrolet Captiva PHEV será produzido no paÃs ainda este ano. Será o primeiro hÃbrido plug-in da Chevrolet fabricado em território nacional e o terceiro modelo a entrar em produção na Planta Automotiva do Ceará (PACE) em menos de um ano. Um sinal claro da velocidade com que estamos ampliando nossa atuação no mercado brasileiro", anunciou Owsianski.
A Chevrolet já produz na PACE os modelos Spark EUV e Captiva EV e confirma a produção do terceiro modelo elétrico na fábrica do Ceará. O primeiro modelo começou a ser produzido em dezembro de 2025 e o segundo, em junho de 2026.
Chevrolet Captiva PHEV, novo modelo de veÃculo elétrico a ser produzido no Brasil pela General Motors
Reprodução
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Diferentemente dos dois modelos anteriores, que são 100% elétricos, o Captiva PHEV combina motor a combustão e motor elétrico com bateria recarregável na tomada. Isso permite rodar trechos curtos em modo elétrico e percorrer distâncias maiores com o motor a gasolina.
"A produção do Captiva PHEV expande a oferta de eletrificados, contribui para o desenvolvimento da indústria nacional e oferece mais opções aos consumidores brasileiros. E, pelas conversas desta semana aqui na China, o próximo passo já está mais perto do que parece", completou Owsianski.
A Pace também conta atualmente com a britânica MG Motor, que pertence ao grupo Shanghai Automotive Industry Corporation (SAIC Motor). Em junho, a empresa anunciou a produção de dois modelos de carros elétricos no Ceará.
Inaugurada em dezembro de 2025, a Planta Automotiva do Ceará tem a estimativa de fabricar até 80 mil carros por ano - sendo 30 mil da Chevrolet e 50 mil da MG.
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26/08 -
Chinesa DFM chega ao Brasil em outubro com hatch e SUV elétricos para rivalizar com BYD e GWM
A chinesa DongFeng anunciou, nesta quarta-feira (26), o inÃcio de suas operações no Brasil sob o nome DFM.
Segundo representantes da marca, que anteciparam a informação ao g1, a fabricante chega ao paÃs com uma rede de 60 lojas já autorizadas a operar em 22 estados e no Distrito Federal. A primeira concessionária da marca será inaugurada em Curitiba (PR).
"Estamos aqui para ficar, investir e crescer", revelou Wang Jiong, CEO da DFM para as Américas.
Ao g1, Wang Jiong revelou que as lojas devem ficar prontas entre outubro e novembro deste ano.
"A gente tem expectativa de que a maioria das lojas fique pronta em meados de outubro. Os carros chegam em outubro para preparativos e as entregas começam em meados de novembro", disse o executivo.
Para compensar o fato de ainda ser uma marca pouco conhecida no Brasil, a DFM oferece sete anos de garantia para o veÃculo, ou até 300 mil quilômetros rodados, o que ocorrer primeiro. Para a bateria e o motor, a cobertura é de dez anos, sem limite de quilometragem.
A estratégia da DFM não é atuar com apenas uma marca de veÃculos, mas diversificar sua operação por meio de subsidiárias voltadas para diferentes segmentos:
DFM: voltada para veÃculos de passeio;
Voyah: marca de luxo de carros de passeio 100% elétricos, desempenhando um papel semelhante ao da Denza para a BYD ou a Audi para a Volkswagen;
MHero: divisão de luxo dedicada a veÃculos 100% elétricos voltados para o uso fora de estrada;
DFM: também utiliza a mesma marca em sua divisão de veÃculos comerciais, que inclui caminhões.
Em um primeiro momento, oferecerá apenas veÃculos 100% elétricos. Os primeiros modelos serão o hatch Box e o SUV Vigo.
No futuro, a empresa pretende ampliar seu portfólio com novas opções de motorização e iniciar a fabricação nacional entre o último trimestre de 2027 e o inÃcio de 2028. Os primeiros modelos dessa nova fase serão os hÃbridos plug-in, com hÃbridos plenos na sequência.
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O Box chega ao Brasil para disputar espaço com dois dos três modelos movidos a bateria mais vendidos do paÃs em 2026, segundo dados da Associação Brasileira do VeÃculo Elétrico (ABVE), que consideram os emplacamentos entre janeiro e julho deste ano:
BYD Dolphin Mini: 42.945 unidades vendidas;
Geely EX2: 20.678 unidades vendidas.
Agora no g1
Entre eles aparece o BYD Dolphin, maior e mais potente, com 24.546 unidades zero km vendidas, mas posicionado em uma faixa acima da do DFM Box.
O Box tem motor elétrico no eixo dianteiro, com 95 cv de potência e 16 kgfm de torque, combinado a uma bateria de 43,8 kWh.
DFM Box
divulgação/DFM
Por fora, o carro adota traços já conhecidos de modelos chineses, com iluminação diurna em LED bastante fina na dianteira, faróis menos destacados e predominância de curvas sobre ângulos retos — uma receita já vista em modelos de marcas como BYD, GWM, Leapmotor e GAC.
Já a traseira faz jus ao nome Box (caixa, em inglês) e tem linhas menos curvas, mas ainda sem pontas marcadas, como as vistas no Hyundai HB20, por exemplo. Esse visual, somado às maçanetas embutidas na carroceria, contribui para a aerodinâmica e ajuda a ampliar a autonomia da bateria.
No interior, a fórmula adotada por fabricantes chinesas também aparece em elementos como:
Ausência de botões fÃsicos para controle do ar-condicionado, com todos os comandos concentrados na central multimÃdia;
Volante com botões minimalistas, alguns deles com mais de uma função;
Central multimÃdia destacada de 12,3 polegadas;
Acabamento nas portas e no painel que remete às costuras de um sofá de couro;
Câmbio na coluna de direção.
DFM Box por dentro
divulgação/DFM
O painel digital, porém, chama atenção. A interface lembra a exibida no BYD Dolphin, mas a tela é quadrada, e não retangular.
Já o Vigo é um SUV de porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta, por exemplo, já que suas linhas mais retas lembram o visual do utilitário coreano.
DFM Vigo
divulgação/DFM
Ele é consideravelmente mais potente que o Box, com 165 cv e 23 kgfm de torque entregues pelo motor elétrico. A bateria tem 51,8 kWh de capacidade e, por dentro, os atributos também são mais sofisticados.
O painel de instrumentos deixa de ser quadrado e assume um visual mais minimalista, ao ficar “encaixado†entre dois vincos que percorrem toda a parte frontal. O Vigo também traz carregador de celular por indução e abertura elétrica do porta-malas.
Outra diferença marcante no Vigo está no acabamento, que dispensa a textura que simula costuras. No SUV, ele é mais sóbrio, sem grandes alterações visuais ou táteis pela cabine.
DFM Vigo por dentro
divulgação/DFM
Quem é a DFM?
Novata no Brasil, a marca chinesa chega ao paÃs após a onda de conterrâneas como BYD e GWM. Na China, a empresa foi fundada em 1969, na cidade de Wuhan, e é uma das maiores montadoras do paÃs.
Na China, a DongFeng também fabrica veÃculos de marcas como Nissan, Peugeot, Citroën, Honda, Jeep e Kia. A produção ocorre por meio de parcerias entre a montadora chinesa e essas fabricantes internacionais.
Entre essas marcas, há modelos da Peugeot em desenvolvimento na China que serão comercializados no Brasil.
A marca tem 127 mil funcionários em todo o mundo e já vendeu 62 milhões de veÃculos em mais de 100 paÃses. Desse total, 1,2 milhão de unidades foram comercializadas fora da China.
A marca está em diferentes segmentos, como veÃculos elétricos, hÃbridos, comerciais leves e pesados, incluindo caminhões e vans. Para isso, conta com divisões internas como Voyah e Mhero, estratégia que também será adotada na operação brasileira.
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26/08 -
Carro zero mais barato do Brasil, preço do Renault Kwid cai quase R$ 12 mil e parte de R$ 71.190
Renault Kwid 2027
divulgação/Renault
A Renault anunciou nesta quarta-feira (26) que a linha 2027 do Kwid terá o preço reduzido em R$ 11,6 mil, partindo de R$ 71.190 até R$ 84.890. Assim, o hatch segue sendo o carro zero mais barato do Brasil. Veja abaixo.
Renault Kwid: entre R$ 71.190 e R$ 84.890;
Fiat Mobi: entre R$ 85.490 e R$ 87.990;
Citroën C3: entre R$ 88.990 e R$ 116.990.
O hatch compacto também ganhou novo visual e uma central multimÃdia maior.
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Por fora, as mudanças são sutis e aparecem principalmente na dianteira. A grade de entrada de ar está mais fina, e há mais plástico preto fosco, que agora sobe a partir do para-choques e reduz o destaque dos faróis. No modelo anterior, eles eram envolvidos pela pintura na cor da carroceria.
Outro detalhe é o logo atualizado da Renault. Ele segue o padrão já adotado em Boreal, Koleos e Kardian. Nesses modelos, o emblema tem linhas mais finas e abre mão do losango com preenchimento interno.
Agora no g1
Internamente, as mudanças são mais visÃveis:
A central multimÃdia passa de 8 para 10,1 polegadas, deixa o centro do console e passa a ficar no topo, integrada ao painel de instrumentos;
O painel de instrumentos ganha uma tela maior, colorida e personalizável;
O volante passa a ter botões para controlar a mÃdia e personalizar as informações exibidas no painel digital.
Renault Kwid 2027
divulgação/Renault
O porta-malas continua com 290 litros, capacidade que o coloca à frente dos 200 litros do Fiat Mobi e atrás dos 310 litros do Citroën C3. O porte e o motor do novo Kwid também seguem inalterados (veja a ficha técnica abaixo).
O consumo, porém, mudou conforme o cenário. A diferença é bastante pequena, mas, na cidade, o novo Kwid faz:
Gasolina: 14,7 km/l, contra 14,4 km/l;
Etanol: 10,2 km/l, contra 10,4 km/l.
Já na estrada, foi para:
Gasolina: 15 km/l, contra 15,4 km/l;
Etanol: contra 10,6 km/l, contra 10,7 kml.
Renault Kwid 2027
Mesmo com preços mais baixos, os carros de entrada não vendem tanto. Entre janeiro e julho de 2026, dados da Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores (Fenabrave) mostram que esses modelos responderam por menos de 10% das vendas de carros zero quilômetro no paÃs.
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26/08 -
Jeep lança Série Especial 85 Anos para Renegade, Avenger, Compass e Commander
Jeep Avenger da série especial 85 anos.
Divulgação/Stellantis
A Jeep apresentou nesta quarta-feira (26) a Série Especial 85 Anos durante o Festival Interlagos, em São Paulo. A linha comemorativa abrange toda a gama produzida no paÃs: o novo utilitário esportivo Avenger e os modelos Renegade, Compass e Commander.
As vendas começam em setembro em todas as concessionárias do Brasil, com produção restrita a até 500 unidades por modelo. Preços não foram divulgados, mas, segundo a Stellantis, quando as unidades chegarem às lojas, os valores serão comunicados.
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A nova opção toma como base a versão Longitude nos modelos Avenger, Renegade e Compass, enquanto o Commander utiliza como partida a versão Limited.
Agora no g1
As mudanças visuais e os itens exclusivos da Série Especial 85 Anos incluem:
Pintura externa em dois tons com teto preto e rodas em tom Preto Opaco no Avenger;
Emblemas comemorativos de 85 anos fixados na carroceria;
Grade dianteira e protetores de para-choque em tom Preto Onyx para o Compass e em Dark Chrome para o Commander;
Logotipos externos com acabamento em preto brilhante exclusivos do Commander;
Cabine com costuras de contraste no tom Mayan Gold nos assentos, nas portas e no painel em todos os veÃculos;
Volante com acabamento em tom escuro e manopla de câmbio na cor preta;
Revestimento interno com detalhes em suede na cabine do Commander;
Faróis com iluminação Matrix e grade dianteira iluminada no Avenger.
Além das novidades de design, a série comemorativa do Avenger incorpora assistente de voz com tecnologia ChatGPT, câmeras de visão em 360 graus e sensores de estacionamento na frente. Itens que já foram apresentados no lançamento do produto.
O que é o Jeep Avenger
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
A reportagem do g1 já testou o Jeep Avenger, lançamento mais importante da marca nos últimos anos. O SUV começa é fabricado em Porto Real (RJ) com preço inicial promocional de R$ 114.990.
O valor é válido para a versão de entrada Altitude e está limitado à s primeiras mil unidades. É possÃvel ainda adicionar um pacote de opcionais com câmera de ré, barras de teto e teto preto. Com esses equipamentos, o Avenger Altitude tem preço especial de R$ 124.990 para as primeiras 2 mil unidades.
As demais versões são Longitude por R$ 135.990 e Limited por R$ 145.990.
Veja abaixo os equipamentos de série e preços dos opcionais.
O Jeep Avenger utiliza a plataforma CMP, arquitetura da Stellantis empregada em modelos de outras marcas do grupo, como Peugeot. O modelo havia sido confirmado pela Jeep no ano passado, durante o Salão do Automóvel.
Uma das principais estratégias da Jeep é oferecer uma boa lista de equipamentos para disputar espaço com modelos chineses e outros SUVs do segmento.
O Avenger é equipado com motor 1.0 turbo associado a um sistema hÃbrido leve, o MHEV 12V, a potência é de 116 cv com etanol ou gasolina.
O conjunto é ligado a uma transmissão automática CVT com sete marchas simuladas.
A aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,3 segundos com etanol e 10,7 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 185 km/h.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Ficha técnica - Jeep Avenger Limited
Assentos: 5
Comprimento: 4,08 m
Largura: 1,77 m (sem retrovisor)
Altura: 1,58 m
Entre-eixos: 2,55 m.
Porta-malas: 320 litros (VDA)
Peso: 1.280 kg
Rodas: 18 polegadas
Pneus: 215/55 R18
Suspensão dianteira: Independente, McPherson com barra estabilizadora
Suspensão traseira: Eixo de torção
Freios dianteiros: Disco ventilado
Freios traseiros: Disco sólido
Direção: Elétrica
Motor: Dianteiro, 3 cilindros em linha 1.0 Turbo MHEV
CombustÃvel: Gasolina / Etanol
Potência (E/G): 116 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina)
Torque (E/G): 20,4 kgfm (Etanol) / 20,4 kgfm (Gasolina)
Câmbio: Automático, CVT
Marchas: 7 marchas simuladas
Tração: Dianteira
Consumo urbano gasolina: 12,7 km/l
Consumo rodoviário gasolina: 13,5 km/l
Consumo urbano etanol: 8,8 km/l
Consumo rodoviário etanol: 9,4 km/l
Tanque de combustÃvel: 47 litros
Capacidade de carga: 400 kg
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Design forte
Apesar do design com para-lamas marcantes e cara robusta, o Avenger tem medidas que lembram bastante as do Fiat Pulse.
A Jeep destaca que, mesmo sem opção de tração 4x4, o SUV tem bons ângulos de entrada e saÃda e boa altura livre do solo. Segundo a marca, essas caracterÃsticas tornam o modelo mais adequado para deslocamentos leves fora de estrada.
O visual traz elementos que remetem à história da Jeep. A dianteira tem a tradicional grade com sete elementos. Os vincos nos para-lamas fazem referência aos primeiros modelos da marca.
As lanternas traseiras têm formato de X, em uma referência aos tonéis retangulares usados para transportar combustÃvel na parte traseira dos jipes durante os combates.
Jeep lança o Avenger no Brasil
Divulgação / Stellantis
Na cabine, o Avenger aposta em linhas mais sóbrias e horizontais para criar sensação de maior amplitude. O quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas de série e 10,25 polegadas nas versão mais caras. A central multimÃdia também é de série e tem 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.
Durante a apresentação, a Jeep destacou o DNA da marca, apesar de o Avenger não ter tração 4x4 e utilizar plataforma e conjunto mecânico compartilhados com modelos de Fiat, Peugeot e Citroën. Maçanetas e retrovisores, por exemplo, são componentes usados em modelos da Peugeot.
Segundo Breno Kamei, vice-presidente de marcas e marketing da Stellantis América do Sul, a Jeep considera que a história e o DNA da marca continuam sendo fatores importantes na decisão de compra dos consumidores.
A estratégia é usar essa identidade para disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e SUVs chineses de preços próximos.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Durante a apresentação, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, afirmou que a fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, já deve operar com 2 turnos na produção do Avenger e poderia abrir um terceiro. O modelo já tem exportação confirmada para Uruguai, Argentina e Paraguai.
Segundo ele, o objetivo é disputar a liderança do segmento, que tem o Volkswagen T-Cross entre os principais modelos.
Veja abaixo o que cada versão do Jeep Avenger oferece e os respectivos preços.
Jeep Avenger Altitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Altitude — R$ 114.990 (preço promocional limitado às primeiras 1.000 unidades)
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 16" + pneus 215/65 R16;
Bancos revestidos em tecido;
Console central com apoio de braço, porta-copos removÃvel, porta-celular e porta-objetos;
Lanternas escurecidas em LED;
Maçanetas e retrovisores externos na cor preta.
Tecnologia e conforto
Faróis em LED + Automatic High Beam;
Ar-condicionado;
Cluster de 7" full digital
MultimÃdia 10";
1 entrada USB e 1 USB-C;
Freio de estacionamento elétrico;
Partida do motor sem chave;
Seletor de terrenos (Selec-Terrain);
Sensor de chuva;
Sensor de estacionamento traseiro;
Volante multifuncional;
Hill Descent Control (assistente de descida de rampa).
Segurança
6 airbags: 2 laterais, 2 de cortina e 2 frontais;
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - câmera;
Aviso de saÃda de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA);
Controle de estabilidade (ESC);
Detector de fadiga do motorista;
Controle automático de velocidade de cruzeiro;
Reconhecimento de placas de trânsito (TSR).
Opcional
Pacote High Altitude com (preço do carro sobe para R$ 124.990):
Barras de teto
Câmera de ré
Jeep Avenger Longitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Longitude — R$ 135.990
Tudo da versão Altitude +
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 17" + pneus 215/60 R17;
Bancos revestidos em tecido e vinil;
Barras longitudinais no teto;
Maçanetas na cor do veÃculo;
Retrovisores em black piano;
Volante multifuncional em couro e acabamento black piano.
Tecnologia e conforto
Ar-condicionado digital automático;
Faróis de neblina com função de iluminação em curva;
Walk away lock (veÃculo trava quando a chave se afasta);
Keyless + Entry N'go (veÃculo destrava com aproximação da chave);
Câmera de ré;
Carregador de celular sem fio;
Aletas para trocas de marcha atrás do volante.
Segurança
Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC);
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - radar + câmera.
Opcionais
Pacote Convenience Pack com:
Entradas USB e USB-C traseiras;
Retrovisor Frameless (sem moldura)
Espelhos rebatÃveis;
Detector de ponto cego (Blind Spot Detection);
Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais.
Pacote com Teto solar + Jeep Adventure Intelligence
Teto solar;
Cluster Full Digital 10,25";
Jeep Connect + ChatGPT embarcada.
Jeep Avenger Limited
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Limited — R$ 145.990
Tudo da versão Longitude +
Design
Grade de sete fendas iluminada;
Rodas de liga leve 18" + pneus 215/55 R18;
Bancos revestidos em vinil;
Teto preto;
Espelho retrovisor Frameless + eletrocrômico;
Ambient Light - 8 cores;
Iluminação interna em LED;
Retrovisores em Black Piano.
Tecnologia e conforto
Farol LED Matrix;
Jeep Connect + ChatGPT embarcada;
Câmera 360°;
Retrovisores externos com rebatimento automático;
Cluster full digital 10,25";
Sensor de estacionamento frontal;
Navegação embarcada;
Porta USB para passageiros traseiros.
Segurança
Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC) + centralizador de faixa;
Sistema de monitoramento de ponto cego.
Opcional
Teto solar
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26/08 -
Jaecoo 5 chega em setembro como o mais potente da categoria, para enfrentar HR-V, Creta e Renegade
Omoda & Jaecoo apresenta o Jaecoo 5 no Festival Interlagos
Carlos Cereijo/g1
A Omoda&Jaecoo apresentou nesta quarta-feira (26) o SUV compacto Jaecoo 5, que promete ser o mais potente da categoria.
A marca não divulgou preço, mas o g1 apurou que o modelo chega para concorrer com Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta e outros SUVs na faixa dos R$ 200 mil.
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O Jaecoo 5 utiliza um sistema hÃbrido pleno, que não precisa ser ligado à tomada, já que a bateria é recarregada durante o funcionamento do veÃculo. A pré-venda começa em setembro de 2026.
O conjunto combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv com um motor elétrico de 204 cv. Juntos, eles entregam 224 cv de potência.
Agora no g1
O Jaecoo 5 acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. A bateria tem capacidade de 1,83 kWh e é recarregada pelo próprio sistema hÃbrido.
Veja as dimensões do Jaecoo 5:
Comprimento: 4,38 metros;
Largura: 1,86 metro;
Altura: 1,65 metro;
Distância entre-eixos: 2,62 metros;
Porta-malas: 410 litros de capacidade básica (1.214 litros com assentos rebaixados).
Entre os principais equipamentos da versão topo de linha estão:
Central multimÃdia de 13,2 polegadas com sistema de karaokê;
Apple CarPlay e Android Auto sem fio;
Carregador de celular por indução e comandos de voz;
Sistema de som Sony e ar-condicionado de duas zonas;
Bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação;
Teto panorâmico de 1,45 m² e iluminação interna configurável;
Recursos internos voltados ao transporte de animais de estimação;
Pacote com 17 assistentes de condução, incluindo frenagem automática de emergência, alerta de colisão, piloto automático adaptativo e monitoramento de pontos cegos.
A montadora oferece sete anos de garantia para o veÃculo e oito anos para a bateria. Segundo a empresa, o Jaecoo 5 acumula mais de 187 mil unidades vendidas no mundo em pouco mais de um ano e é o modelo mais vendido globalmente pela marca, que pertence ao Grupo Chery.
Além do Jaecoo 5, a fabricante prepara outros dois lançamentos no Brasil: o Jaecoo 8, previsto para o inÃcio de 2027, e o Omoda 7, que chega ainda neste ano.
Os modelos fazem parte do plano de expansão da empresa no paÃs. Os preços dos novos SUVs ainda não foram divulgados.
Jaecoo 8
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O Jaecoo 8 terá capacidade para até sete passageiros e sistema hÃbrido plug-in — ou seja, com bateria que pode ser recarregada na tomada. O conjunto inclui motor 1.5 turbo e tração nas quatro rodas. O SUV chega em 2027, mas ainda não teve o preço divulgado.
Veja as dimensões do Jaecoo 8:
Comprimento: 4,82 metros;
Largura: 1,93 metro;
Distância entre-eixos: 2,82 metros;
Porta-malas: 738 litros.
Omoda 7
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Já o Omoda 7 terá sistema hÃbrido plug-in de 279 cv e autonomia de 60 km rodando apenas com eletricidade, segundo o padrão brasileiro de medição. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 8,4 segundos e chega ainda neste ano. O preço também não foi divulgado.
Veja as dimensões do Omoda 7:
Comprimento: 4,66 metros;
Largura: 1,87 metro;
Distância entre-eixos: 2,72 metros;
Porta-malas: 590 litros.
Entre os equipamentos anunciados para os novos modelos estão:
Centrais multimÃdia com telas sensÃveis ao toque e conexão sem fio para celulares;
Painéis de instrumentos digitais e teto solar panorâmico;
Sistemas de som e carregadores de celular por indução;
Bancos com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento;
Frenagem automática de emergência e piloto automático adaptativo;
Câmeras com visão de 360 graus e até 10 airbags.
A empresa oferece sete anos de garantia para os veÃculos e oito anos para as baterias.
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26/08 -
GWM Tank 400 hÃbrido flex chega ao Brasil em 2026, para rivalizar com Toyota SW4
GWM Tank 400
André Fogaça/g1
A GWM confirmou que o Tank 400, um jipão de cinco lugares, chega ao mercado brasileiro em 2026. O modelo será um hÃbrido plug-in flex e terá o Toyota SW4 como um dos principais concorrentes.
O modelo estará em exibição no Festival Interlagos, que acontece entre os dias 27 e 30 de agosto, em São Paulo (SP).
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À primeira vista, o Tank 400 não tem o mesmo visual quadrado do Haval H9 e do Tank 300. As linhas são mais suaves e aproximam o modelo da proposta do Toyota SW4.
O Tank 400 também traz elementos que lembram o rival japonês. Um deles é a linha lateral, que sobe no fim das portas traseiras e deixa a janela seguinte em uma posição mais alta.
Agora no g1
A grade frontal integrada aos faróis, posicionados mais acima, também lembra a do SW4. Nas dimensões, porém, o Tank 400 é maior e chega a ter 19 centÃmetros a mais de comprimento:
Comprimento: 4,98 metros (contra 4,79 metros do SW4);
Largura: 1,95 metro (contra 1,85 metro do SW4);
Altura: 1,9 metro (contra 1,83 metro do SW4);
Distância entre-eixos: 2,85 metros (contra 2,74 metros do SW4).
Na traseira, porém, o Tank 400 se distancia do SW4: a tampa do porta-malas abre lateralmente e leva o estepe preso na parte externa.
GWM Tank 400
divulgação/GWM
Por dentro, as diferenças ficam mais evidentes. Enquanto o SW4 tem uma cabine mais simples e funcional, o Tank 400 aposta em materiais macios ao toque, acabamento com cores mais discretas e uma lista maior de equipamentos.
O destaque é a enorme central multimÃdia de 16,3 polegadas, acompanhada por um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas. No SW4, o quadro de instrumentos ainda combina mostradores analógicos, e a central multimÃdia tem só 9 polegadas.
O Tank 400 também traz dois carregadores de celular por indução. Diferentemente da versão chinesa, o seletor de marchas fica exclusivamente na coluna de direção.
A GWM ainda não divulgou todas as informações técnicas do Tank 400 que será vendido no Brasil. Por enquanto, a fabricante confirmou apenas que o modelo terá sistema hÃbrido plug-in flex, que combina motor a combustão, motor elétrico e bateria que pode ser recarregada na tomada.
Em outros mercados, o Tank 400 utiliza o mesmo conjunto mecânico do Tank 300 vendido no Brasil.
No Tank 300, os números são os seguintes:
Conjunto hÃbrido com um motor elétrico e um a combustão;
Potência combinada: 394 cv;
Torque combinado: 76,4 kgfm;
0 a 100 km/h: 6,8 segundos;
Bateria: 37 kWh;
Autonomia no modo elétrico: 74 km.
GWM Tank 400
divulgação/GWM
Novo rival de peso
Como mostrou o g1 em julho, a SW4 já vinha sofrendo com a concorrência do GWM Haval H9. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades.
Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9.
Veja na reportagem abaixo.
GWM Haval H9 ameaça o reinado do Toyota SW4; veja os pontos fortes e fracos do SUV chinês
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25/08 -
BYD mostra picape hÃbrida Mako para enfrentar Fiat Toro e Volkswagen Tukan
BYD apresenta picape hÃbrida Mako
André Fogaça / g1
A BYD mostrou, nesta terça-feira (25), uma versão concluÃda da picape Mako. O modelo chegará ao Brasil no ano que vem para competir com Fiat Toro, Volkswagen Tukan e RAM Rampage e será fabricado em Camaçari (BA).
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A picape foi vista em detalhes pela primeira vez durante o Festival Interlagos, realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Um protótipo em estágio anterior de desenvolvimento já havia sido apresentado em um evento em Ribeirão Preto (SP), no fim de abril deste ano.
Volkswagen apresenta picape Tukan
Teste do novo BYD Song Pro com motor flex
O protótipo trazia um conjunto de suspensão semelhante ao usado no Song Pro, hÃbrido plug-in que está entre os cinco eletrificados mais vendidos do Brasil. A solução privilegia o conforto no uso urbano, mas pode limitar a capacidade de carga da picape.
Apesar de estar em um estágio mais avançado de desenvolvimento, o modelo exibido ainda é um protótipo e deve passar por mudanças até chegar às concessionárias.
Por isso:
A pintura final estava escondida sob adesivos que cobriam toda a carroceria;
Os dados técnicos ainda não estão definidos e podem mudar até o lançamento;
Alguns recursos estavam inoperantes, incluindo sistemas de assistência ao motorista, sensores de estacionamento e câmeras;
Parte do acabamento interno estava coberta, escondendo detalhes da versão final.
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Pelas dimensões, a impressão é que a BYD Mako está mais próxima da proposta de uma Fiat Toro do que de picapes médias como Ford Ranger e Toyota Hilux. Ao mesmo tempo, tem porte superior ao da Fiat Strada.
Durante o teste, a direção pareceu excessivamente pesada, tanto em velocidades mais altas quanto nos trechos percorridos mais lentamente, como na área dos boxes.
BYD Mako no Festival Interlagos
André Fogaça/g1
A impressão era de que a assistência elétrica da direção não estava funcionando. Procurados, funcionários da BYD deram explicações diferentes sobre o comportamento: não ficou claro se ele é resultado da falta de calibração do protótipo ou se será mantido na versão de produção.
Se a direção desagradou, a suspensão causou a impressão oposta. Na parte inferior da Mako, o conjunto se mostrou semelhante ao utilizado no Song Pro.
Na pista, essa impressão se confirmou. A Mako apresentou um acerto voltado ao conforto urbano, sem oscilações excessivas da carroceria em acelerações bruscas, frenagens intensas e curvas em alta velocidade.
Embora realizado no autódromo que recebe a Fórmula 1, o teste buscou reproduzir condições de uso urbano. Nesse aspecto, a suspensão se mostrou bem ajustada e próxima do que se espera da versão final.
Na lateral, um segundo bocal confirmou que a picape utiliza um sistema hÃbrido plug-in, que permite recarregar a bateria em uma fonte externa. O painel não mostrava a autonomia exclusivamente elétrica, mas indicava 29% de carga na bateria e autonomia total de 977 km.
Com a bateria ainda carregada, o motor elétrico podia entregar toda a potência disponÃvel. Nas acelerações, o desempenho lembrou o do BYD Song Pro já testado pelo g1. A Mako acelera de forma contÃnua, combinando o motor 1.5 turbo com o propulsor elétrico.
No Song Pro, o conjunto entrega 219 cv de potência combinada e 30,6 kgfm de torque. Como a picape é projetada para carregar mais peso, a expectativa é que a configuração seja ajustada para entregar mais torque.
Mako pode tentar reverter desempenho fraco da Shark
Mesmo sem preço confirmado, as dimensões colocam a BYD Mako em um segmento diferente do ocupado pela Shark. A Mako é uma picape compacta, enquanto a Shark pertence à categoria das médias.
A Mako pode ter mais chances de ganhar espaço no mercado brasileiro do que a Shark, que registra vendas baixas mesmo após quase dois anos no paÃs.
Segundo a Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores (Fenabrave), 415 unidades zero km da Shark foram emplacadas entre janeiro e julho de 2026.
O volume equivale a apenas 1,5% das 26.732 unidades da Toyota Hilux emplacadas no mesmo perÃodo e a 10,5% das 3.921 unidades da GWM Poer P30 vendidas pela rival chinesa.
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25/08 -
Free flow: veja o passo a passo para consultar e pagar pedágio eletrônico no app CNH do Brasil
Free flow: CNH do Brasil passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico
O aplicativo CNH do Brasil passou a exibir nesta semana as passagens por pedágios eletrônicos do sistema "free flow".
🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp
Segundo o Ministério dos Transportes, 14 concessionárias estão integradas ao aplicativo. Elas administram estradas municipais, estaduais e federais.
O novo recurso está disponÃvel para todos os motoristas que utilizam o aplicativo CNH do Brasil, disponÃvel para celulares Android e iPhone.
Veja abaixo o passo a passo para verificar se você passou por um pedágio do sistema free flow:
Abra o aplicativo CNH do Brasil;
Toque na opção em amarelo, chamada “VeÃculosâ€;
Escolha e toque no seu carro na tela seguinte;
Role a tela até a última opção e toque no botão “Pedágio eletrônicoâ€.
Na tela, é exibida a lista de passagens registradas nos últimos 30 dias. Pelos botões no topo, é possÃvel filtrar os registros por concessionária e status do pagamento (pendente, isento, em processamento ou pago), além de ampliar o perÃodo de consulta para 60 ou 90 dias ou selecionar uma data especÃfica dos últimos cinco anos.
O detalhamento da passagem exibe dados como:
placa do veÃculo;
data e local da passagem;
identificação do pórtico, quando disponÃvel;
valor da tarifa;
concessionária responsável;
prazo para pagamento;
situação do débito.
Free flow no aplicativo CNH do Brasil
divulgação/Ministério dos Transportes
Também é possÃvel contestar uma passagem. Além disso, ao tocar na opção "Como pagar", o usuário recebe as orientações de pagamento da concessionária.
Nessa área, o motorista pode consultar as passagens registradas no sistema free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e acompanhar a confirmação do pagamento.
As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após o recebimento da notificação sobre a passagem pelo pórtico para pagar a tarifa.
“Nada é mais crÃtico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos: um para a passagem e o segundo quando estiver acabando o prazo de 30 dias para o pagamentoâ€, disse Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).
As notificações, o registro da passagem e o valor do pedágio eletrônico ficam disponÃveis apenas para o proprietário do veÃculo. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança da tarifa não pode ser transferida para outro motorista.
O ministro George Santoro disse ao g1 que o Ministério dos Transportes espera facilitar o pagamento das tarifas com a nova ferramenta. Segundo ele, caso a medida não traga os resultados esperados, o governo poderá permitir que o pagamento seja feito diretamente pelo aplicativo.
“A gente não quis impor uma solução de pagamento, deixando o mercado tentar encontrar uma solução própria. Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar uma solução. Junto do Serpro, nós vamos criar um portal de pagamento com algum parceiro, ou algum integrador", disse o ministro.
O usuário também pode contestar pelo aplicativo uma passagem que, segundo ele, não tenha sido realizada pelo veÃculo.
Para motoristas que utilizam tags, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela plataforma contratada, com o pagamento direcionado à empresa responsável pelo serviço.
Confusão fez ministério suspender multas
Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava procurar o canal de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos.
Desde abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágios eletrônicos. A medida também suspendeu os pontos na CNH decorrentes dessas infrações.
Segundo a pasta, a suspensão abriu prazo para os ajustes necessários e para a integração da comunicação das concessionárias com o sistema do governo federal.
Para aplicar a multa, o governo federal recebe da concessionária a informação sobre a falta de pagamento e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
"Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria JurÃdica", disse a pasta em nota.
Com a prorrogação, o motorista que passou pelo pórtico do free flow e não pagou a tarifa terá uma nova oportunidade para quitar a dÃvida sem multa. Não se trata, porém, de perdão: a penalidade poderá ser aplicada se o pagamento não for feito dentro do novo prazo.
O que é o pedágio eletrônico (free flow)?
Aplicativo da CNH do Brasil
Divulgação / Serpro
O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livreâ€, em inglês), é um sistema de cobrança sem cabines ou cancelas e que não exige o uso de tag pelo motorista.
Nesse sistema, câmeras e sensores identificam o veÃculo sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite cobrar de acordo com o trecho percorrido.
O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 paÃses, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina na implementação do sistema.
Pórtico free flow
divulgação/Concessionária Novo Litoral
O pedágio free flow aplica multa?
Não. O sistema free flow identifica o veÃculo para fazer a cobrança da tarifa. A multa não é aplicada pela simples passagem pelo pórtico, mas pelo não pagamento do pedágio dentro do prazo.
O não pagamento configura evasão de pedágio, uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Como acontece a cobrança do pedágio?
O free flow combina a tecnologia das tags já utilizadas no Brasil com câmeras e sensores capazes de identificar veÃculos que não possuem o dispositivo.
Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veÃculos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado.
Algumas câmeras capturam imagens em 3D para identificar o tipo de veÃculo, o número de eixos e quais deles estão suspensos. Essas informações permitem calcular corretamente a tarifa, especialmente no caso de caminhões.
Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veÃculos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.
Veja Mais
24/08 -
Free flow: CNH do Brasil passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico
Free flow do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios
Divulgação/Tamoios
O Ministério dos Transportes atualizou, nesta segunda-feira (24), o aplicativo CNH do Brasil. Com a mudança, os motoristas poderão consultar pela plataforma as passagens registradas em pedágios do sistema "free flow".
🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp
Segundo o Ministério dos Transportes, todas as passagens por rodovias estarão listadas no aplicativo, “sejam elas federais ou estaduais. Além da consulta, o cidadão terá acesso a informações centralizadas para identificar, pela plataforma, a concessionária responsável e acessar o respectivo canal indicado para pagamento do pedágioâ€.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que apenas uma das concessionárias que operam o sistema free flow no Brasil ainda não está integrada à plataforma: a responsável pelo Rodoanel, em São Paulo.
Segundo o ministro, enquanto a concessionária não estiver integrada à plataforma, não poderão ser aplicadas multas pelo não pagamento da tarifa no sistema free flow, e a homologação para o uso da tecnologia será revogada.
Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa:
Abrir o aplicativo CNH do Brasil;
Tocar na opção “VeÃculosâ€;
Escolher e tocar no veÃculo na lista exibida;
Tocar na opção “Pedágio eletrônicoâ€.
Nessa área, o motorista pode consultar as passagens registradas no sistema free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e acompanhar a confirmação do pagamento.
As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após o recebimento da notificação sobre a passagem pelo pórtico para pagar a tarifa.
“Nada é mais crÃtico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos: um para a passagem e o segundo quando estiver acabando o prazo de 30 dias para o pagamentoâ€, disse Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).
As notificações, o registro da passagem e o valor do pedágio eletrônico ficam disponÃveis apenas para o proprietário do veÃculo. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança da tarifa não pode ser transferida para outro motorista.
O ministro George Santoro disse ao g1 que o Ministério dos Transportes espera facilitar o pagamento das tarifas com a nova ferramenta. Segundo ele, caso a medida não traga os resultados esperados, o governo poderá permitir que o pagamento seja feito diretamente pelo aplicativo.
“A gente não quis impor uma solução de pagamento, deixando o mercado tentar encontrar uma solução própria. Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar uma solução. Junto do Serpro, nós vamos criar um portal de pagamento com algum parceiro, ou algum integrador", disse o ministro.
O usuário também pode contestar pelo aplicativo uma passagem que, segundo ele, não tenha sido realizada pelo veÃculo.
Para motoristas que utilizam tags, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela plataforma contratada, com o pagamento direcionado à empresa responsável pelo serviço.
Confusão fez ministério suspender multas
Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava procurar o canal de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos.
Desde abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,7 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágios eletrônicos. A medida também suspendeu os pontos na CNH decorrentes dessas infrações.
Segundo a pasta, a suspensão abriu prazo para os ajustes necessários e para a integração da comunicação das concessionárias com o sistema do governo federal.
Para aplicar a multa, o governo federal recebe da concessionária a informação sobre a falta de pagamento e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
"Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria JurÃdica", disse a pasta em nota.
Com a prorrogação, o motorista que passou pelo pórtico do free flow e não pagou a tarifa terá uma nova oportunidade para quitar a dÃvida sem multa. Não se trata, porém, de perdão: a penalidade poderá ser aplicada se o pagamento não for feito dentro do novo prazo.
O que é o pedágio eletrônico (free flow)?
O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livreâ€, em inglês), é um sistema de cobrança sem cabines ou cancelas e que não exige o uso de tag pelo motorista.
Nesse sistema, câmeras e sensores identificam o veÃculo sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite cobrar de acordo com o trecho percorrido.
O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 paÃses, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina na implementação do sistema.
Pórtico free flow
divulgação/Concessionária Novo Litoral
O pedágio free flow aplica multa?
Não. O sistema free flow identifica o veÃculo para fazer a cobrança da tarifa. A multa não é aplicada pela simples passagem pelo pórtico, mas pelo não pagamento do pedágio dentro do prazo.
O não pagamento configura evasão de pedágio, uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Como acontece a cobrança do pedágio?
O free flow combina a tecnologia das tags já utilizadas no Brasil com câmeras e sensores capazes de identificar veÃculos que não possuem o dispositivo.
Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veÃculos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado.
Algumas câmeras capturam imagens em 3D para identificar o tipo de veÃculo, o número de eixos e quais deles estão suspensos. Essas informações permitem calcular corretamente a tarifa, especialmente no caso de caminhões.
Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veÃculos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça.
Veja Mais
24/08 -
Tesla faz recall de 2,7 milhões de carros na China por motivos de segurança
Tesla Model Y foi o carro mais vendido em 2024
Divulgação | Tesla
A Tesla decidiu fazer um recall de 2,7 milhões de Model 3 e Model Y fabricados na China devido a problemas nos sistemas de monitoramento usados durante a operação dos recursos de assistência à direção.
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A informação é da Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR, na sigla em inglês).
A SAMR disse ainda que a Tesla vai fazer outra campanha para carros equipados com dispositivos internos nas portas que podem dificultar a saÃda de uma pessoa do veÃculo em caso de emergência.
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Outras oito montadoras chinesas também solicitaram recalls devido a riscos de segurança semelhantes, anunciou a SAMR.
A medida da Tesla afeta 2,9 milhões de veÃculos elétricos dos modelos Model 3 e Model Y produzidos no paÃs e terá inÃcio em 25 de setembro.
Segundo a agência reguladora, os carros afetados têm maçanetas internas de emergência com cor semelhante à do revestimento das portas, o que pode dificultar sua identificação e utilização em situações de emergência.
Fabricantes chineses de veÃculos elétricos, como Xiaomi, XPeng, Geely, Chery e Leapmotor, também estão fazendo recalls de veÃculos que apresentam problemas semelhantes nas maçanetas internas.
*com informações da AFP.
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22/08 -
Nova Volkswagen Amarok chega em 2027 e será ainda mais potente
Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada
Divulgação / Volkswagen
A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a nova geração da Amarok. A picape ainda está camuflada, mas a marca confirmou que o modelo será lançado em 2027 e terá mais potência do que qualquer outra Amarok já produzida.
Hoje a picape é vendida no Brasil com motor 3.0 V6 turbho diesel de 258 cavalos.
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A apresentação faz parte da ofensiva de picapes da Volkswagen na América do Sul, que também inclui a nova Tukan. A região participa do desenvolvimento do novo modelo, com atuação das equipes locais de design, engenharia, testes e validação.
No Brasil, a Stellantis tem muita força no segmento com Fiat Strada e Fiat Toro. Além dos modelos da RAM.
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Segundo a Volkswagen, a nova Amarok está sendo desenvolvida a partir das necessidades dos consumidores sul-americanos e terá tecnologia e eletrificação associadas à proposta da picape.
A nova Amarok está sendo testada com clientes em diferentes paÃses da América do Sul. Os testes incluem situações de uso em áreas urbanas e rurais, além de estradas pavimentadas e não pavimentadas.
O desenvolvimento considera diferentes condições de temperatura, altitude, poeira e tipos de terreno. A Volkswagen afirma que essa variedade também influenciou a camuflagem usada no modelo apresentado em Barretos.
A nova geração da picape faz parte dos investimentos de R$ 20 bilhões previstos pela Volkswagen para a América do Sul até 2028. Desse total, R$ 4 bilhões serão destinados à operação na Argentina.
O investimento também inclui melhorias na fábrica de Pacheco, onde a Amarok é produzida desde 2010. A empresa afirma que o aporte envolve mudanças nas instalações e avanços nos processos de fabricação.
Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada
Divulgação / Volkswagen
Camuflagem
Apesar de esconder o desenho definitivo da picape, a camuflagem apresentada em Barretos traz elementos relacionados a diferentes regiões da América do Sul.
Dá para perceber que o porte da Amarok permanece, mas a dianteira assume linhas horizontais iluminadas.
A nova geração será lançada após 16 anos de produção da Amarok na América do Sul. Desde 2010, a picape é fabricada no Centro Industrial de General Pacheco, na Argentina.
A produção acaba de atingir 800 mil unidades. De acordo com a Volkswagen, a Amarok se tornou o modelo mais fabricado da história da operação da marca na Argentina.
Mais de 465 mil unidades foram exportadas para mais de 100 mercados.
VW revela Tukan
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Volkswagen também apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a Tukan, nova picape da marca que será produzida no Brasil e começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027. O modelo será fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá 76% de peças nacionalizadas.
A Tukan será oferecida em duas configurações. A cabine dupla foi mostrada na versão Extreme, topo da linha, enquanto a cabine simples aparece na versão Robust, de entrada, com foco no transporte de cargas e no uso profissional.
A picape foi mostrada, mas só chega às lojas em 2027. A Volkswagen ainda não confirmou preço e demais detalhes técnicos.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Tukan utiliza a plataforma MQB, arquitetura empregada pela Volkswagen em outros modelos, como oT-Cross. O SUV foi o ponto de partida para o desenvolvimento da Tukan. A fabricante afirma que até tentou usar o Tera,as não encontrou as proporções desejadas. Esta é a primeira vez que a plataforma é usada no mundo em uma picape.
Para adaptar a estrutura ao transporte de carga, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira especÃfica com feixe de molas. A solução foi projetada para lidar com diferentes condições de uso, inclusive com o veÃculo carregado.
O entre-eixos também foi aumentado em relação ao T-Cross. Segundo a empresa, a alteração permitiu criar espaço para a caçamba sem reduzir o espaço destinado aos ocupantes.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
Cabine simples
A configuração de cabine simples tem uma proposta diferente da versão de cabine dupla. Com cabine mais curta e caçamba maior, ela foi projetada para aplicações profissionais.
Durante o desenvolvimento, a Volkswagen realizouavaliações com consumidores. De acordo com a empresa, as opiniões dos participantes levaram a mudanças no projeto, inclusive na traseira da cabine simples, que recebeu menos elementos decorativos.
A cabine dupla, por sua vez, terá uma proposta mais ampla, com foco em conforto, tecnologia e versatilidade, além do uso como picape.
A plataforma MQB da Tukan foi desenvolvida para receber diferentes tecnologias de motorização e sistemas de assistência ao condutor. A VW, porém, não detalha quais equipamentos desse tipo estarão disponÃveis na picape.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
Apesar de utilizar uma arquitetura relacionada ao T-Cross, a Tukan não repete o desenho do SUV. A Volkswagen diz que trabalhou para criar uma identidade especÃfica para a picape. Mesmo assim, o para-brisas da picape é o mesmo do T-Cross.
Na frente, os faróis de LED ficam em posição mais alta e são os mesmos do Nivus. O modelo também tem elementos pretos e entradas de ar no para-choque. Nas laterais, há caixas de roda mais angulosas, linha de cintura elevada e proteções mais volumosas.
A traseira tem lanternas de LED e elementos gráficos integrados ao desenho da tampa e do para-choque.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Tukan será produzida na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR). A unidade utiliza inteligência artificial na inspeção das peças estampadas.
O modelo terá 76% de peças nacionais. A fabricante afirma que a Tukan faz parte de uma estratégia em que novos modelos desenvolvidos e produzidos pela Volkswagen na América do Sul, a partir de 2026, terão versão eletrificada.
Carlo Ancelotti com a picape Volkswagen Tukan no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026
Divulgação / VW
Primeira aparição
A primeira aparição pública da Tukan ocorreu acompanhando a chegada do mascote Canarinho e de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira masculina, para a convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo 2026.
O protótipo estava com uma camuflagem artÃstica desenvolvida pela equipe de Design da Volkswagen do Brasil. O nome e a cor da picape, amarelo canário, já haviam sido anunciados anteriormente.
Veja fotos
Volkswagen mostra picape Tukan em Barretos (SP)
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21/08 -
Volkswagen apresenta Tukan, picape eletrificada que tenta ameaçar domÃnio da Fiat
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (21) a Tukan, nova picape da marca que será produzida no Brasil e começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027. O modelo será fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá 76% de peças nacionais.
A Tukan será oferecida em duas configurações. A cabine dupla foi apresentada na versão Extreme, topo de linha, enquanto a cabine simples aparece na versão Robust, de entrada, com foco no transporte de cargas e no uso profissional.
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A Volkswagen ainda não confirmou o preço nem os demais detalhes técnicos.
A Tukan utiliza a plataforma MQB, arquitetura empregada pela Volkswagen em outros modelos, como o T-Cross. O SUV, inclusive, serviu de ponto de partida para o desenvolvimento da picape. Segundo a fabricante, o Tera também foi considerado, mas não oferecia as proporções desejadas para o projeto.
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Para adaptar a estrutura ao transporte de cargas, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira especÃfica com feixe de molas. A solução foi projetada para diferentes condições de uso, inclusive com o veÃculo carregado.
O entre-eixos também foi ampliado em relação ao T-Cross. Segundo a empresa, a mudança permitiu criar espaço para a caçamba sem comprometer o espaço destinado aos ocupantes.
Volkswagen mostra picape Tukan em Barretos (SP)
Cabine simples
A configuração de cabine simples tem proposta diferente da versão de cabine dupla. Com cabine mais curta e caçamba maior, foi projetada para o uso profissional.
Durante o desenvolvimento, a Volkswagen realizou avaliações com consumidores. Segundo a empresa, as opiniões dos participantes levaram a mudanças no projeto, inclusive na traseira da cabine simples, que recebeu menos elementos decorativos.
A cabine dupla, por sua vez, terá uma proposta mais ampla, com foco em conforto, tecnologia e versatilidade, sem deixar de lado o uso como picape.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A plataforma MQB permite receber diferentes tecnologias de motorização e sistemas de assistência ao condutor. A Volkswagen, porém, ainda não detalhou quais desses recursos estarão disponÃveis na Tukan.
Apesar de compartilhar a arquitetura com o T-Cross, a Tukan não repete o desenho do SUV. A Volkswagen afirma que criou uma identidade própria para a picape, embora alguns componentes sejam compartilhados, como o para-brisa.
Na dianteira, os faróis de LED ficam em posição mais alta e são os mesmos usados no Nivus. O modelo também tem elementos pretos e entradas de ar no para-choque. Nas laterais, há caixas de roda mais angulosas, linha de cintura elevada e proteções mais volumosas.
A traseira tem lanternas de LED e elementos gráficos integrados ao desenho da tampa e do para-choque.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Tukan será produzida na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR), que utiliza inteligência artificial na inspeção de peças estampadas.
O modelo terá 76% de peças nacionais. Segundo a fabricante, a Tukan faz parte da estratégia de oferecer versões eletrificadas de todos os novos modelos desenvolvidos e produzidos pela Volkswagen na América do Sul a partir de 2026.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
Primeira aparição
A primeira aparição pública da Tukan ocorreu durante a chegada do mascote Canarinho e de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira masculina, para a convocação da equipe antes da Copa do Mundo de 2026.
O protótipo apareceu com uma camuflagem artÃstica desenvolvida pela equipe de design da Volkswagen do Brasil. O nome e a cor da picape, amarelo-canário, já haviam sido anunciados.
Carlo Ancelotti com a picape Volkswagen Tukan no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026
Divulgação / VW
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21/08 -
Compra e venda de carro usado poderão ter transferência pelo app da CNH; entenda
Carro zero com desconto: programa de incentivo do governo aquece a venda de carros no DF
Comprar ou vender um carro usado poderá ficar mais simples: a transferência de propriedade poderá ser feita de forma totalmente digital, reunindo em um único fluxo etapas como assinatura, pagamento de débitos e taxas e conclusão da mudança de proprietário.
As regras foram estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na Resolução nº 1.027, publicada na terça-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU).
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A medida regulamenta uma previsão do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e estabelece que as etapas da transferência poderão ser integradas ao Registro Nacional de VeÃculos Automotores (Renavam).
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A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) trabalha na implementação da ferramenta que permitirá fazer a transferência eletrônica de veÃculos usados entre pessoas fÃsicas pelo aplicativo CNH do Brasil.
O que vai dar para fazer pelo aplicativo
Quando a funcionalidade estiver disponÃvel, comprador e vendedor poderão realizar em um mesmo fluxo eletrônico etapas que hoje podem ocorrer separadamente.
Entre os procedimentos previstos estão:
registro da negociação;
assinatura eletrônica da transferência;
consulta e pagamento de débitos e taxas dos Detrans;
conclusão da mudança de propriedade.
A vistoria do veÃculo continuará fazendo parte do processo e será integrada por meio dos serviços disponÃveis.
Três modalidades de transferência
A resolução estabelece três formas de transferência de propriedadeconvencional, eletrônica e eletrônica custodiada.
Na modalidade eletrônica, as etapas poderão ser feitas digitalmente, com integração ao Renavam e cumprimento das exigências previstas na regulamentação, como a vistoria.
Já na modalidade eletrônica custodiada, o dinheiro da negociação poderá permanecer em custódia durante a operação.
A liberação dos recursos dependerá do cumprimento dos requisitos necessários para concluir a transferência. A regra também prevê mecanismos de bloqueio, reversão e restituição do dinheiro caso a operação não seja concluÃda.
O que já é digital hoje
A transferência de veÃculos já conta com ferramentas digitais, como a Autorização para Transferência de Propriedade do VeÃculo em meio digital (ATPV-e), a assinatura eletrônica e a comunicação eletrônica de venda.
A diferença é que esses procedimentos podem ocorrer atualmente em sistemas e etapas distintas.
A nova resolução estabelece as condições para integrar essas etapas em um fluxo eletrônico vinculado ao Renavam.
Sistema terá mecanismos contra fraudes
A regulamentação também estabelece requisitos de segurança para as operações digitais.
Entre eles estão autenticação individual e multifator, rastreabilidade, trilhas de auditoria e mecanismos de prevenção e detecção de fraudes.
Quando começa?
A resolução publicada pelo Contran estabelece as regras para a implementação do novo processo eletrônico.
A ferramenta que permitirá realizar a transferência pelo aplicativo CNH do Brasil, porém, ainda será implantada pela Senatran. A disponibilização das funcionalidades e os procedimentos para acesso pelos usuários ocorrerão conforme a implementação dos serviços previstos na resolução.
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21/08 -
China faz maior recall de carros da história por risco com maçanetas embutidas
Montadoras estimam aumento de carros importados do México e China
A China iniciou nesta sexta-feira (21) a maior campanha de recall automotivo já realizada no paÃs, envolvendo 11 montadoras e veÃculos elétricos de diferentes marcas.
A medida está relacionada a preocupações de segurança com os sistemas de abertura de portas em situações de emergência.
🔠O recall anunciado pela China vale para veÃculos do mercado chinês e não inclui, neste momento, os carros vendidos no Brasil.
Entre as empresas envolvidas estão Tesla, Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. Algumas delas também têm presença no mercado brasileiro, como Leapmotor e Zeekr.
A preocupação dos reguladores chineses é que as maçanetas mecânicas usadas para abrir as portas em emergências possam ser difÃceis de localizar ou operar, principalmente depois de uma colisão grave acompanhada de uma falha no sistema elétrico do veÃculo. Isso poderia dificultar a saÃda dos passageiros ou o acesso de equipes de resgate.
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O que são as maçanetas embutidas?
As chamadas maçanetas embutidas ou ocultas ficam rente à carroceria quando não estão sendo usadas. Em alguns modelos, elas podem sair automaticamente quando o motorista se aproxima ou ser acionadas por pressão, chave ou celular.
O desenho ganhou popularidade principalmente com a Tesla e passou a ser adotado por diversas fabricantes de carros elétricos.
O problema é que sistemas eletrônicos podem deixar de funcionar depois de uma colisão ou de uma falha elétrica. Em uma emergência, isso pode dificultar a abertura das portas.
Tesla fará recall de quase 3 milhões de carros
A Tesla é uma das empresas mais afetadas pela medida. A montadora fará recall de cerca de 2,98 milhões de veÃculos Model 3, Model Y, Model S e Model X fabricados na China ou importados para o paÃs.
O recall começa em 25 de setembro. A empresa informou que instalará etiquetas para facilitar a identificação das maçanetas mecânicas de emergência e fará uma atualização de software que poderá baixar automaticamente os vidros após uma colisão.
A ideia é facilitar a saÃda dos ocupantes ou o acesso dos socorristas caso o sistema elétrico do veÃculo deixe de funcionar.
Outras marcas também registram recalls
Pelo menos seis fabricantes anunciaram na sexta-feira seus maiores recalls já registrados, segundo os documentos apresentados ao órgão regulador chinês.
Carros chineses
Reuters
Além da Tesla, estão na lista Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. A Xiaomi, por exemplo, fará recall de mais de 390 mil unidades do SU7, enquanto a Leapmotor terá mais de 371 mil veÃculos envolvidos.
Nove das 11 montadoras envolvidas instalarão gratuitamente etiquetas de advertência para facilitar a localização das alavancas de emergência. A maioria também fará atualizações de software à distância, conhecidas como OTA.
China quer acabar com o sistema a partir de 2027
A campanha de recalls ocorre meses depois de a China anunciar novas regras para o sistema de abertura das portas.
A partir de 2027, veÃculos novos vendidos no paÃs terão de permitir a abertura mecânica das portas, inclusive em situações de acidente ou falha de energia. A medida faz da China o primeiro paÃs a eliminar gradualmente o uso de maçanetas ocultas que dependem exclusivamente de sistemas eletrônicos.
A mudança faz parte de uma fiscalização mais rigorosa sobre a indústria de veÃculos elétricos chinesa, que cresce em meio a uma forte disputa por preços e ao lançamento de novas tecnologias.
Marcas do recall também estão no Brasil
A medida chinesa chama atenção no Brasil porque algumas das fabricantes envolvidas na campanha também atuam no mercado brasileiro.
A Leapmotor, controlada internacionalmente em parceria com a Stellantis, também entrou no mercado brasileiro com modelos como o C10 e o B10. Procurado, o grupo não comentou se estes modelos estão no recall.
A Zeekr, marca elétrica do grupo Geely, também tem operação no paÃs. A campanha divulgada nesta sexta-feira é referente aos veÃculos cobertos pelas regras e registros do mercado chinês. Procurado, o grupo não respondeu.
* Com informações da Reuters
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21/08 -
Free flow: motoristas poderão consultar passagens pelo app CNH do Brasil a partir de segunda
O Ministério dos Transportes informou, nesta sexta-feira (21), que, a partir da próxima segunda (24), os motoristas poderão consultar, pelo aplicativo da "CNH do Brasil", as passagens registradas em pedágios eletrônicos, conhecidos como free flow.
A implementação do modelo ocorre após um perÃodo de testes, adaptação, homologação e integração dos sistemas.
🔎 O free flow (fluxo livre) é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite a cobrança automática da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. (entenda mais abaixo)
Segundo a pasta, a nova funcionalidade permitirá consultar passagens registradas em rodovias que utilizam o sistema, tanto federais quanto estaduais.
G1 em 1 minuto - Santos: Governo de SP adia inÃcio do Free Flow
A plataforma também reunirá informações que ajudarão o motorista a identificar a concessionária responsável pela cobrança e acessar o canal indicado para realizar o pagamento do pedágio.
No momento, 14 concessionárias já contam com o serviço em operação.
Sistema Anchieta-Imigrantes operará no sistema free flow (pórticos eletrônicos).
Diego Bertozzi/TV Tribuna
🚗 O que é free flow?
O modelo dispensa cancelas que obriguem a reduzir velocidade ou parar nas rodovias.
Estruturas instaladas sobre a pista com câmeras, sensores e leitores de TAGs registram a passagem dos veÃculos.
Cada vez que o carro passa por um desses pontos, o sistema faz a identificação por meio da TAG ou da leitura da placa.
Com TAG, a tarifa é debitada automaticamente. Sem TAG, o usuário deve pagar pelo site ou canais da concessionária.
O não pagamento dentro do prazo caracteriza evasão de pedágio, com possibilidade de multa.
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21/08 -
Ferrari Luce de R$ 200 milhões pode dar 'desconto' milionário no imposto de renda do comprador; entenda
Ferrari Luce leiloada por US$ 40 milhões
divulgação/RM Sotheby's
A primeira Ferrari Luce, versão totalmente elétrica da marca, foi leiloada nesta semana por US$ 40 milhões, cerca de R$ 208 milhões. Apesar do valor estrondoso, há um detalhe: parte do que foi pago pode gerar desconto no imposto de renda do comprador nos Estados Unidos.
Isso acontece porque todo o dinheiro arrecadado no leilão, realizado nos Estados Unidos pela RM Sotheby’s, será destinado a ações de educação promovidas pela Fundação Ferrari.
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Pelas regras tributárias dos Estados Unidos, a Fundação Ferrari é reconhecida como uma entidade beneficente. Isso permite que parte do valor pago no leilão seja tratada como doação e usada para reduzir a renda sobre a qual o comprador pagará imposto.
Mas não são os US$ 40 milhões inteiros que entram nessa conta. A regra considera como doação apenas o que foi pago acima do valor estimado do carro. Além disso, há limites para o tamanho da dedução.
Primeiro, é preciso descontar o valor estimado do carro. Como a Ferrari foi avaliada em até US$ 1,6 milhão, dos US$ 40 milhões pagos, até US$ 38,4 milhões poderiam ser considerados doação;
Depois, entra o limite de renda. Pelas regras aplicáveis ao caso, o contribuinte só pode usar a dedução até determinado percentual de sua renda bruta ajustada no ano;
Por fim, deduzir não significa receber esse dinheiro de volta. A dedução reduz a renda sujeita ao imposto. O tamanho da economia depende, entre outros fatores, da alÃquota aplicada ao contribuinte, que pode chegar a 37%.
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Na prática, o benefÃcio fiscal não significa que o comprador receberá de volta os US$ 38,4 milhões. Esse valor pode servir de base para uma dedução, reduzindo a renda sobre a qual o imposto é calculado.
Considerando a alÃquota máxima de 37%, a economia tributária poderia chegar a cerca de US$ 14,2 milhões, desde que o comprador cumpra os demais requisitos.
Há ainda uma condição importante: o tamanho do benefÃcio depende da renda do comprador. Como existe um limite para quanto da renda pode ser abatido por meio desse tipo de doação, o comprador precisa ter renda suficientemente alta para aproveitar toda a dedução no mesmo ano.
Por que essa Ferrari Luce custa tanto?
Uma Ferrari Luce convencional custa US$ 640 mil, pouco mais da metade do lance inicial do exemplar leiloado.
O carro leiloado tem os mesmos quatro motores elétricos da versão convencional, com 1.050 cv de potência. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o veÃculo chega aos 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h.
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Mas o exemplar leiloado tem caracterÃsticas exclusivas que encarecem o modelo:
O modelo é chamado de "chassi 0", o que significa que foi o primeiro fabricado pela Ferrari;
Esta Ferrari Luce foi desenvolvida pela divisão de design "Tailor Made", responsável por elementos exclusivos que não estão presentes nos demais exemplares;
Por fora, o carro tem um pigmento que gera brilho iridescente, variando entre tons de violeta e verde conforme a incidência de luz. Há também acabamento branco personalizado para as pinças de freio, as rodas e até o logo da Ferrari, tudo criado especificamente para este modelo;
Por dentro, o couro utilizado é exclusivo deste modelo, que tem acabamento totalmente em Perla branco feito com tecido da SuÃça.
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20/08 -
Ele vendia carros sem saber que era filho de um prÃncipe; DNA revelou a verdade aos 26 anos
Clément Vandenkerckhove (à direita) com seu pai, o prÃncipe Laurent.
Divulgação/BBC
O prÃncipe Laurent da Bélgica reconheceu legalmente Clément Vandenkerckhove, um ex-vendedor de carros de 26 anos, como seu filho e herdeiro.
Vandenkerckhove, fruto do relacionamento entre o membro da realeza e a cantora belga Wendy Van Wanten, foi discretamente incorporado à famÃlia do prÃncipe Laurent durante uma cerimônia na prefeitura há seis meses, embora os detalhes só tenham vindo a público agora.
Embora passe formalmente a ser prÃncipe, ele não receberá uma dotação da Casa Real.
O novo prÃncipe teve vários anos para se acostumar com a ideia de ter um pai membro da realeza e declarou recentemente que ainda não tinha certeza se começaria a usar o sobrenome do pai, Saxe-Coburgo.
"Talvez eu queira fazer isso, mas tenho orgulho do sobrenome Vandenkerckhove", declarou ao jornal Het Nieuwsblad.
O prÃncipe Laurent da Bélgica teve um relacionamento com a cantora Wendy Van Wanten, do qual nasceu Clément Vandenkerckhove.
Divulgação/BBC
O teste de DNA
Clément não fará parte da linha de sucessão ao trono da Bélgica, ao contrário de sua meia-irmã, a princesa Louise, e de seus meio-irmãos, os prÃncipes Aymeric e Nicolas. Ele também não participará de eventos públicos da realeza.
Vandenkerckhove já é conhecido pelos belgas, pois foi o protagonista de um documentário da televisão flamenga em setembro do ano passado, no qual contou como chegou a conhecer seu pai.
Seu pai havia mantido um relacionamento com Wendy Van Wanten — cujo nome verdadeiro é Iris Vandenkerckhove — antes de se casar com a princesa Claire, em 2003.
Durante o documentário da emissora VTM, Clément contou que encontrou o prÃncipe por acaso em um shopping em 2013, sem saber quem ele era. Foi somente quando completou 16 anos que sua mãe revelou a identidade de seu pai.
Quatro anos depois, reuniu coragem para telefonar para ele e, após várias outras conversas, os dois se encontraram pessoalmente; por fim, o prÃncipe Laurent sugeriu que eles fizessem um teste de DNA.
"Fomos juntos ao hospital e me lembro de que ele disse: 'Eu vou primeiro para que você fique tranquilo'", declarou à VTM. Depois disso, ele recebeu um e-mail do laboratório informando uma correspondência de DNA de 99,5%.
O caso do teste de DNA do prÃncipe Laurent lembra o de seu pai, o ex-rei Alberto 2º, que também se submeteu a um exame após uma longa batalha judicial. Em 2020, Alberto admitiu ter tido uma filha fruto de um relacionamento extraconjugal, que acabou reconhecendo oficialmente.
Alberto 2º abdicou como rei dos belgas em 2013, quando a questão da paternidade se tornou um escândalo para a Casa Real.
Delphine Boël, uma conhecida artista, finalmente venceu sua batalha judicial e obteve o direito de ostentar o tÃtulo de princesa; agora usa o nome de Delphine de Saxe-Coburgo.
De acordo com as mudanças na legislação belga feitas em 2013, apenas alguns membros da famÃlia real têm direito a receber dotações públicas: o rei Philippe, seu pai, o rei Alberto 2º, o prÃncipe Laurent e a princesa Astrid.
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20/08 -
Move Brasil: após baixa procura, governo aumenta limite de crédito para motoristas de app comprarem carros
Uma portaria publicada nesta quarta-feira (19) e divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ampliou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor máximo dos carros que podem ser financiados pelo programa Move Brasil, voltado a motoristas de aplicativo e taxistas.
A medida também incluiu novos tipos de veÃculos hÃbridos entre os elegÃveis. A mudança ocorre após o governo reconhecer que a adesão ao programa está abaixo do esperado.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta que bancos públicos têm participado mais da operação, enquanto os privados demonstram menos apetite.
“Estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, [o Move Brasil] não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperavaâ€, disse Durigan.
Agora no g1
Segundo o governo, a elevação do teto amplia de cerca de 63% para 88% o alcance potencial do programa no mercado brasileiro de veÃculos, com base nos emplacamentos de 2025.
O Move Brasil tem até R$ 30 bilhões em crédito para taxistas e motoristas de aplicativo e foi anunciado pelo governo em maio deste ano.
Os recursos virão do Tesouro Nacional e serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O objetivo é cobrir a diferença entre os juros praticados no mercado e as taxas mais baixas oferecidas pelo programa.
Táxi em São Vice
Prefeitura de São Vicente
RELEMBRE: Crédito para taxistas e motoristas de app: veja os carros com juros menores no programa Move Brasil
Como posso participar?
Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mÃnimo, 12 meses. Nesse perÃodo, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma.
Não é possÃvel juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo.
No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar.
Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos:
Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima;
A resposta é enviada em até cinco dias úteis;
Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.
Quem pode participar?
O programa contempla motoristas de aplicativo de qualquer plataforma, como Uber, 99 e InDrive.
Os taxistas precisam estar com a licença e o registro nos órgãos de trânsito em dia, além de manter regularidade fiscal.
Como faço o cadastro?
Para participar, é necessário seguir os seguintes passos:
Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima;
A resposta é enviada em até cinco dias úteis;
Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.
Tenho nome sujo, e agora?
Ter o nome limpo não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelo banco para aprovar o financiamento do veÃculo.
Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras.
Como sei se fui aprovado?
A resposta ao cadastro será enviada pela plataforma gov.br em até cinco dias úteis.
Como contrato o financiamento?
Motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente na concessionária ou no banco em que já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.
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20/08 -
Homem-Aranha na BMW abre discussão: montadoras podem colocar propaganda na tela do carro?
BMW fez ação em parceria com estúdio de cinema em telas de multimÃdia de carros da marca
Reprodução / Instagram
No começo de agosto, proprietários de BMW em mais de 70 paÃses se depararam com um novo Ãcone na tela da central multimÃdia dos carros. Ao ligar o veÃculo, um banner do filme "Homem-Aranha: Um Novo Dia" aparece no sistema.
Ao tocar na imagem, o motorista pode iniciar uma animação inspirada no filme. A ação também utiliza recursos do veÃculo, com efeitos sincronizados entre a iluminação da cabine e a tela da central multimÃdia.
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A campanha é resultado de uma parceria da BMW com a Sony e a Marvel. Os carros da marca também aparecem no filme.
Nas redes sociais de outros paÃses, a iniciativa provocou reações negativas entre proprietários. Parte dos donos de BMW questionou a presença de publicidade na central multimÃdia e afirmou que não gostaria de receber esse tipo de conteúdo dentro do próprio veÃculo.
Agora no g1
A campanha abriu uma discussão mais ampla: as montadoras podem usar a central multimÃdia dos carros para vender espaço publicitário? O proprietário pode recusar esse tipo de conteúdo? E o que acontece quando a propaganda é direcionada a partir de dados do motorista?
O g1 procurou a BMW para saber se a campanha também foi realizada no Brasil, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.
A possibilidade de montadoras exibirem publicidade na central multimÃdia dos carros não é, por si só, proibida no Brasil. Mas a empresa não tem liberdade para transformar a tela do veÃculo em um espaço publicitário sem limites.
Animação do herói Homem-Aranha é exibida em carros da BMW para promover parceria em filme
Reprodução / Instagram
Segundo especialistas, a forma como os anúncios são apresentados, o uso de dados pessoais, as informações dadas ao consumidor e os efeitos sobre a segurança são alguns dos pontos que precisam ser considerados.
Para Gisele Karassawa, sócia do VLK Advogados, uma montadora pode explorar comercialmente o sistema do veÃculo, diretamente ou por meio de parceiros. O fato de a central estar dentro de um bem privado não impede a publicidade, mas também não dá à empresa autorização irrestrita para fazer o que quiser.
A advogada afirma que a atividade precisa respeitar:
Contrato de compra;
Expectativas do consumidor;
Código de Defesa do Consumidor (CDC);
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
Regras relacionadas à segurança do produto.
Uma mudança posterior que introduza anúncios invasivos em um veÃculo vendido sem essa caracterÃstica pode levantar questionamentos sobre prática abusiva ou falha de informação.
"Aceitar os 'Termos’ não significa renunciar à privacidade nem autorizar qualquer uso futuro dos dadosâ€, explica a advogada.
Mesmo que exista uma previsão nos termos de uso do veÃculo, isso não significa que a montadora tenha autorização para utilizar dados ou alterar a experiência do consumidor de qualquer maneira.
Mas a montadora pode vender espaço publicitário? Para Anderson Silva, advogado, professor universitário e CEO da A2 Paralegal, a resposta é sim.
Segundo ele, não há uma proibição geral para que a montadora comercialize espaço dentro da interface digital do veÃculo. Os carros passaram a funcionar também como plataformas conectadas, com software, aplicativos e conteúdo.
Isso não significa, porém, que qualquer publicidade seja permitida. O anúncio precisa ser transparente, não pode prejudicar funções do veÃculo, ser abusivo ou comprometer a segurança.
Há ainda uma preocupação especÃfica com conteúdos exibidos na tela dianteira enquanto o carro está em movimento, já que a legislação de trânsito estabelece regras para evitar a distração do motorista.
“O limite está na forma como isso é feito. Contrato, LGPD e Código de Defesa do Consumidor precisam caminhar juntosâ€, diz o advogado.
Silva também destaca que a existência de uma propaganda na tela, por si só, não significa que a montadora esteja cometendo uma irregularidade. Para haver responsabilidade, é necessário analisar o caso concreto.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para o tratamento de informações que possam identificar uma pessoa. No caso de publicidade, ela é relevante quando a montadora usa dados do proprietário ou motorista para decidir qual anúncio será exibido.
Entre os exemplos estão:
Localização;
Perfil;
Hábitos;
Comportamento do usuário.
Se a propaganda for simplesmente enviada para todos os veÃculos de determinado modelo, sem utilização de dados pessoais para selecionar os destinatários, os advogados afirmam que a questão está principalmente relacionada ao direito do consumidor, e não necessariamente à LGPD.
A situação muda quando existe personalização. Nesse caso, a empresa precisa ter uma base legal para utilizar os dados e respeitar princÃpios como finalidade, necessidade e transparência.
Se o tratamento estiver baseado em consentimento, o consumidor pode revogá-lo. Quando a base utilizada for outra, como o legÃtimo interesse, há outras possibilidades de oposição e questionamento, dependendo de como os dados estão sendo tratados.
O consumidor precisa aceitar a publicidade?
Karassawa afirma que uma previsão contratual pode permitir a utilização comercial do sistema, mas a cláusula precisa ser clara, destacada e compreensÃvel.
O consumidor deve conseguir saber, por exemplo:
Que poderá receber publicidade;
Quais dados serão utilizados;
Com quem eles poderão ser compartilhados;
Como poderá exercer seus direitos.
Uma referência genérica escondida em um documento extenso, segundo a advogada, não necessariamente resolve a questão.
Silva segue linha semelhante. Para ele, os termos precisam informar claramente que a central multimÃdia poderá apresentar comunicações comerciais, conteúdos patrocinados ou campanhas de parceiros. Uma cláusula genérica, porém, não cria uma autorização ilimitada.
“Não existe uma proibição geral que impeça uma montadora de comercializar espaço publicitário dentro da interface digital do veÃculoâ€, diz Silva.
Karassawa afirma que uma publicidade introduzida posteriormente em um produto que foi vendido originalmente sem essa caracterÃstica pode ser considerada prática abusiva ou falha de informação, especialmente se for invasiva.
Além disso, anúncios que desviem a atenção do motorista podem trazer questões relacionadas à segurança e à responsabilidade civil.
Por isso, não basta a montadora argumentar que a central multimÃdia é um sistema conectado e que a tecnologia permite atualizações remotas. É preciso considerar o que foi informado ao consumidor no momento da compra e como a nova função altera a utilização do produto.
Se o consumidor não quiser
Os especialistas apontam que o consumidor pode ter direitos diferentes dependendo da maneira como a publicidade é feita.
Se houver tratamento de dados pessoais, Karassawa afirma que o proprietário pode pedir a interrupção dos anúncios e do uso de seus dados para essa finalidade, inclusive solicitar a exclusão dessas informações quando cabÃvel. Também pode reclamar ao Procon e apresentar uma petição à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
“Não. A LGPD não dá ao consumidor um direito geral de não receber publicidadeâ€, explica Silva.
O que a lei protege, segundo o advogado, é o uso dos dados pessoais. Portanto, uma campanha genérica e não personalizada é diferente de uma publicidade direcionada a partir de informações coletadas sobre o motorista.
Para que exista responsabilidade da montadora, é necessário identificar alguma ilegalidade ou dano relevante. Entre as situações que podem ser analisadas estão uso irregular de dados, violação contratual, publicidade abusiva, falha de informação, invasão de privacidade ou risco à segurança.
“Qualquer consumidor pode procurar a Justiça, mas isso não significa que a simples aparição de uma publicidade no multimÃdia gere automaticamente direito a indenizaçãoâ€, diz Silva.
Karassawa acrescenta que, em uma eventual disputa, é importante guardar fotos e vÃdeos dos anúncios, termos de uso, respostas da montadora e registros relacionados ao uso ou compartilhamento de dados. Essas informações podem ajudar a demonstrar a frequência e o caráter invasivo da publicidade.
O que diz o Procon
O Procon-SP adota uma posição de atenção especial à informação e à possibilidade de escolha do consumidor.
O órgão considera que as centrais multimÃdia deixaram de ser apenas equipamentos instalados no painel. Elas funcionam cada vez mais como plataformas digitais conectadas à internet, capazes de receber atualizações, notificações, mensagens e ofertas comerciais.
Por isso, se uma montadora decidir exibir publicidade na tela, o consumidor deve ser informado “antes, de forma clara e ostensivaâ€, para que possa decidir se aceita ou não esse tipo de comunicação.
O Procon-SP também defende que o proprietário tenha um mecanismo para recusar os anúncios, principalmente quando eles ocuparem espaço ou funções da interface pela qual o consumidor pagou.
“É de fundamental importância que seja assegurado ao consumidor um mecanismo de recusa a referida publicidade, evitando que seja imposto de forma permanente ou invasiva, sob pena de caracterizar prática abusivaâ€, diz em nota o Procon.
O órgão reforça que o consumidor deve receber informações sobre “quais dados são coletados, para qual finalidade eles serão utilizados, com quem serão compartilhados e como poderá exercer seus direitosâ€.
O Procon-SP também destaca as regras da LGPD sobre consentimento. Quando essa for a base utilizada para o tratamento, a manifestação do consumidor precisa ser demonstrável e relacionada a uma finalidade determinada.
Autorizações genéricas não são válidas, e o consentimento pode ser revogado por um procedimento gratuito e facilitado.
Na prática, isso significa que uma montadora que queira criar um sistema de publicidade personalizada dentro do carro precisa deixar claro o que está fazendo com os dados e oferecer ao consumidor meios para exercer seus direitos.
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19/08 -
Lei Seca: Brasil já tem teste para flagrar motorista que usou drogas; veja substâncias detectadas
Lei Seca em Itaperuna
Redes sociais
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou novas regras para a fiscalização da Lei Seca. A resolução estabelece, entre outras mudanças, o uso de equipamentos destinados à identificação de uso de substâncias psicoativas pelos motoristas.
O texto já está em vigor após publicação no Diário Oficial da União nesta terça-feira (18). Agora cabe aos Detrans e aos órgãos de trânsito homologar os equipamentos que serão usados nos testes.
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A resolução determina que esses aparelhos devem ter “certificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetroâ€.
🔎 Substâncias psicoativas são aquelas que podem alterar o funcionamento do sistema nervoso central e prejudicar a capacidade de dirigir.
Leia nesta reportagem:
Teste para substâncias psicoativas
Novo procedimento de bafômetro
O que muda na fiscalização
Como ficam os casos de álcool residual na boca
Fiscalização após acidentes
O que acontece com quem recusa o teste
Entenda as novas regras da Lei Seca
Teste para substâncias psicoativas
Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) já existe no Brasil um teste de saliva que detecta uma série de drogas.
Em nota enviada à reportagem do g1, o Inmetro esclarece que o teste detecta de forma preliminar as seguintes substâncias:
anfetamina;
cocaÃna;
MDMA (ecstasy);
6-MAM (heroÃna);
LSD;
Δ9-THC (cannabis);
fentanil;
cetamina;
K2 (canabinoides sintéticos);
morfina;
metanfetamina; e
MDPV.
O instituto esclarece que já existe certificado de conformidade para este teste. O equipamento permite uma triagem rápida. “Situações que exijam maior robustez técnica para fins administrativos, penais ou judiciais, os resultados preliminares podem demandar confirmação por análise laboratorial, conforme os procedimentos e a regulamentação aplicáveis.â€
Portanto, mesmo com um teste positivo durante a blitz, novos exames poderão ser feitos para comprovar a presença de substância psicoativa.
A certificação deste aparelho não significa, por si só, que o equipamento esteja automaticamente liberado para uso em blitz e fiscalizações de trânsito.
Isso vai ser definido por cada Detran e outros aparelhos e testes, sempre certificados como prevê a resolução do Contran, podem ser homologados.
É preciso reforçar que a resolução do Contran dá ao agente de trânsito o poder de constatar “sinais de alteração da capacidade psicomotoraâ€. E esse quadro não precisa necessariamente ter sido provocado por uso de álcool ou drogas.
Nesses casos, o agente precisa verificar ao menos dois desses sinais para comprovar a situação do condutor.
Os sinais são divididos em categorias:
Aparência:
sonolência;
olhos vermelhos;
vômito;
soluços;
desordem nas vestes; e
odor de álcool no hálito.
Atitude:
agressividade;
arrogância;
exaltação;
ironia;
falante; e
dispersão.
Orientação:
sabe onde está; e
sabe a data e a hora.
Memória:
sabe seu endereço; e
lembra dos atos cometidos.
Capacidade motora e verbal:
dificuldade no equilÃbrio; e
fala alterada.
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Homem soprando bafômetro, em imagem de arquivo
Andre Borges/Agência BrasÃlia
Novo procedimento de bafômetro
Uma das principais mudanças é a criação de uma etapa inicial de triagem. Nela, os agentes poderão usar equipamentos de pré-teste ou teste passivo de alcoolemia (quantidade de álcool etÃlico presente no sangue) para verificar possÃveis sinais da presença de álcool.
Se houver indicação positiva, será necessário seguir para os procedimentos previstos na regulamentação para confirmar a situação.
Esse primeiro resultado não poderá, sozinho, gerar uma multa nem comprovar que o motorista dirigia sob influência de álcool.
A fiscalização pelas autoridades de trânsito com os novos testes só vai acontecer após a certificação dos aparelhos e procedimentos.
Portanto, o motorista que sair hoje e for fiscalizado não vai encontrar essas novas fiscalizações.
A medida não cria uma nova infração nem muda as punições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A resolução já passa a valer após a publicação no Diário Oficial da União (DOU). As mudanças que envolvem fichas de fiscalização e códigos de enquadramento das infrações terão prazo de 60 dias para entrar em vigor.
Durante esse perÃodo, os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito deverão adaptar seus sistemas informatizados. Até a mudança, continuam sendo usados os códigos atualmente vigentes.
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O que muda na fiscalização
Triagem inicial: agentes poderão utilizar pré-teste ou teste passivo para identificar indÃcios de álcool.
Resultado da triagem: terá caráter orientativo e não será suficiente, por si só, para autuar o motorista.
Confirmação: casos com indicação positiva deverão passar pelas etapas de comprovação previstas na norma.
Outras substâncias: poderão ser utilizados equipamentos especÃficos para identificar substâncias psicoativas.
Sinais de alteração: a avaliação da capacidade psicomotora continua válida como meio de fiscalização.
Registro: o agente deverá apontar pelo menos dois sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora.
Equipamentos: aparelhos usados para detectar substâncias psicoativas precisarão ser certificados dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetro.
Resultado dos testes: a detecção de substâncias psicoativas será qualitativa, indicando a presença, e não a concentração.
Bafômetro: o etilômetro continua sendo utilizado normalmente nas fiscalizações de álcool.
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Restos de álcool na boca
A resolução também define procedimentos para situações que possam interferir no resultado dos testes.
Entre elas está a presença temporária de álcool na boca, que pode ocorrer após o consumo de produtos como bombons com licor, enxaguantes bucais e pão de forma.
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Reprodução
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Se o teste passivo indicar a presença de álcool nessas circunstâncias, deverá ser feita uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão sobre a condução sob influência de álcool.
O reteste também será realizado quando fatores técnicos ou operacionais impedirem a obtenção de um resultado considerado válido.
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Fiscalização após acidentes
A resolução determina que, sempre que possÃvel, os motoristas envolvidos em sinistros de trânsito sejam submetidos à fiscalização.
Quando houver morte, deverá ser realizado exame para verificar a presença de álcool ou outras substâncias psicoativas.
As informações obtidas deverão ser utilizadas no planejamento e na avaliação de polÃticas públicas de segurança viária.
Em agosto, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para quem causar um acidente dirigindo embriagado.
O texto aprovado na comissão prevê suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa equivalente a 50 vezes a penalidade prevista para o motorista que dirigir sob influência de álcool e se envolver em acidente que resulte em morte.
A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei o projeto ainda precisa ser votado e aprovado no Congresso.
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Blitz Lei Seca
Magbo Segllia/GovRJ
Recusa do teste
O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) será atualizado para padronizar os procedimentos em situações de recusa. O texto também estabelece como a recusa deve ser registrada e diferencia os procedimentos aplicáveis a cada situação.
A regulamentação mantém as consequências previstas no CTB. Hoje, recusar o teste do bafômetro em uma blitz da Lei Seca é uma infração gravÃssima, mesmo que o motorista não apresente sinais de embriaguez.
O que acontece com quem se recusa:
Multa: R$ 2.934,70, equivalente a dez vezes o valor da multa de uma infração gravÃssima.
Suspensão da CNH: 12 meses.
Recolhimento da CNH: o documento pode ser recolhido durante a fiscalização.
Retenção do veÃculo: o carro fica retido até que um condutor habilitado possa assumir a direção, conforme as regras do CTB.
Reincidência: se o motorista cometer novamente a mesma infração dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, chegando a R$ 5.869,40.
Em uma mesma abordagem, não deverão ser registrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por recusar o exame comprobatório destinado a verificar essa condição.
Não foram criadas novas multas com essa resolução. As infrações e penalidades previstas no CTB permanecem as mesmas. A resolução estabelece como a fiscalização deverá ser realizada e como a infração deve ser comprovada
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Veja Mais
19/08 -
Lei Seca com teste de drogas em motoristas entra em vigor; entenda o que muda
Lei Seca
ASCOM - SEMOV
O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (18) a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com novas regras para a fiscalização da Lei Seca.
A resolução atualiza os procedimentos usados pelos agentes de trânsito e regulamenta também a possibilidade de testes para identificar outras substâncias psicoativas.
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A fiscalização pelas autoridades de trânsito com os novos testes só vai acontecer após a certificação dos aparelhos e procedimentos.
Portanto, o motorista que sair hoje e for fiscalizado não vai encontrar essas novas fiscalizações.
Entenda as novas regras da Lei Seca
Uma das principais mudanças é a criação de uma etapa inicial de triagem. Nela, os agentes poderão usar equipamentos de pré-teste ou teste passivo de alcoolemia (quantidade de álcool etÃlico presente no sangue) para verificar possÃveis sinais da presença de álcool.
Se houver indicação positiva, será necessário seguir para os procedimentos previstos na regulamentação para confirmar a situação.
Esse primeiro resultado não poderá, sozinho, gerar uma multa nem comprovar que o motorista dirigia sob influência de álcool.
O texto também estabelece regras para o uso de equipamentos destinados à identificação de outras substâncias psicoativas.
A medida não cria uma nova infração nem muda as punições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A resolução já passa a valer após a publicação no Diário Oficial da União (DOU). As mudanças que envolvem fichas de fiscalização e códigos de enquadramento das infrações terão prazo de 60 dias para entrar em vigor.
Durante esse perÃodo, os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito deverão adaptar seus sistemas informatizados. Até a mudança, continuam sendo usados os códigos atualmente vigentes.
O que muda na fiscalização
Triagem inicial: agentes poderão utilizar pré-teste ou teste passivo para identificar indÃcios de álcool.
Resultado da triagem: terá caráter orientativo e não será suficiente, por si só, para autuar o motorista.
Confirmação: casos com indicação positiva deverão passar pelas etapas de comprovação previstas na norma.
Outras substâncias: poderão ser utilizados equipamentos especÃficos para identificar substâncias psicoativas.
Sinais de alteração: a avaliação da capacidade psicomotora continua válida como meio de fiscalização.
Registro: o agente deverá apontar pelo menos dois sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora.
Equipamentos: aparelhos usados para detectar substâncias psicoativas precisarão ser certificados dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetro.
Resultado dos testes: a detecção de substâncias psicoativas será qualitativa, indicando a presença, e não a concentração.
Bafômetro: o etilômetro continua sendo utilizado normalmente nas fiscalizações de álcool.
Restos de álcool na boca
A resolução também define procedimentos para situações que possam interferir no resultado dos testes.
Entre elas está a presença temporária de álcool na boca, que pode ocorrer após o consumo de produtos como bombons com licor, enxaguantes bucais e pão de forma.
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Reprodução
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Se o teste passivo indicar a presença de álcool nessas circunstâncias, deverá ser feita uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão sobre a condução sob influência de álcool.
O reteste também será realizado quando fatores técnicos ou operacionais impedirem a obtenção de um resultado considerado válido.
Outras substâncias
A nova regulamentação permite que os órgãos de trânsito utilizem equipamentos certificados para detectar substâncias psicoativas. O procedimento deverá ser combinado com a análise dos sinais apresentados pelo motorista.
🔎Substâncias psicoativas são aquelas que podem alterar o funcionamento do sistema nervoso central e prejudicar a capacidade de dirigir.
A resolução não determina um modelo especÃfico de equipamento. Também não estabelece que apenas a identificação de vestÃgios de uma substância seja suficiente para caracterizar a infração.
A possibilidade está prevista no próprio CTB, que permite o uso de testes toxicológicos e de outros meios técnicos ou cientÃficos para verificar se o motorista está sob influência de substâncias que podem comprometer a capacidade de condução.
Fiscalização após acidentes
A resolução determina que, sempre que possÃvel, os motoristas envolvidos em sinistros de trânsito sejam submetidos à fiscalização.
Quando houver morte, deverá ser realizado exame para verificar a presença de álcool ou outras substâncias psicoativas.
As informações obtidas deverão ser utilizadas no planejamento e na avaliação de polÃticas públicas de segurança viária.
Em agosto, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para quem causar um acidente dirigindo embriagado.
O texto aprovado na comissão prevê suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa equivalente a 50 vezes a penalidade prevista para o motorista que dirigir sob influência de álcool e se envolver em acidente que resulte em morte.
A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei o projeto ainda precisa ser votado e aprovado no Congresso.
Blitz Lei Seca
Magbo Segllia/GovRJ
Recusa do teste
O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) será atualizado para padronizar os procedimentos em situações de recusa. O texto também estabelece como a recusa deve ser registrada e diferencia os procedimentos aplicáveis a cada situação.
A regulamentação mantém as consequências previstas no CTB. Hoje, recusar o teste do bafômetro em uma blitz da Lei Seca é uma infração gravÃssima, mesmo que o motorista não apresente sinais de embriaguez.
O que acontece com quem se recusa:
Multa: R$ 2.934,70, equivalente a dez vezes o valor da multa de uma infração gravÃssima.
Suspensão da CNH: 12 meses.
Recolhimento da CNH: o documento pode ser recolhido durante a fiscalização.
Retenção do veÃculo: o carro fica retido até que um condutor habilitado possa assumir a direção, conforme as regras do CTB.
Reincidência: se o motorista cometer novamente a mesma infração dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, chegando a R$ 5.869,40.
Em uma mesma abordagem, não deverão ser registrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por recusar o exame comprobatório destinado a verificar essa condição.
Não foram criadas novas multas com essa resolução. As infrações e penalidades previstas no CTB permanecem as mesmas. A resolução estabelece como a fiscalização deverá ser realizada e como a infração deve ser comprovada.
Veja Mais
19/08 -
Lei Seca: mais de 3,7 milhões de infrações foram registradas em 18 anos; entenda as multas e novas mudanças
Blitz Lei Seca
Magbo Segllia/GovRJ
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou na última segunda-feira (17) novas regras para a fiscalização da Lei Seca.
Lei Seca é o nome popular da Lei 11.705, que entrou em vigor em 2008 com o objetivo de endurecer a fiscalização e as punições para motoristas que dirigem “sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependênciaâ€.
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Ao longo de 18 anos, a lei passou por uma série de atualizações.
Entre as principais estão:
Em 2012, a tolerância para a concentração de álcool no sangue passou a ser zero;
Em 2016, a recusa ao teste do etilômetro, conhecido como bafômetro, passou a ser considerada infração gravÃssima, e a multa foi atualizada, podendo chegar a R$ 2.934,70;
Em 2018, o motorista bêbado que causa um acidente passou a poder ser preso por até 8 anos. Além disso, tem a CNH suspensa por 12 meses e pode ter o documento cassado se for flagrado dirigindo durante esse perÃodo.
Entenda as novas regras da Lei Seca
Mesmo com a tolerância zero em vigor, existe um limite técnico de 0,04 mg/L para a medição de álcool. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), valores abaixo desse limite não geram penalidades.
Segundo o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), quando o resultado configura infração, a penalidade também inclui a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses e a retenção do veÃculo, até que outro motorista possa assumir a direção.
Se cometer a mesma infração novamente em até 12 meses, o motorista terá a multa em dobro, no valor de R$ 5.869,40.
A Senatran aponta que, desde a entrada em vigor da Lei Seca até maio de 2026, foram registradas 3,7 milhões de "infrações por dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência".
Desse total, 1,26 milhão de autuações foi aplicada a motoristas que dirigiam sob efeito de álcool ou de outras substâncias. Já 2,45 milhões foram emitidas por "recusa em ser submetido a teste, exame clÃnico, perÃcia ou outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou outra substância psicoativa".
Fiscalização e regras mudam em 2026
Uma nova resolução atualiza os procedimentos usados pelos agentes de trânsito e regulamenta também a possibilidade de testes para identificar outras substâncias psicoativas.
Se houver indicação positiva, será necessário seguir para os procedimentos previstos na regulamentação para confirmar a situação.
Esse primeiro resultado não poderá, sozinho, gerar uma multa nem comprovar que o motorista dirigia sob influência de álcool.
O texto também estabelece regras para o uso de equipamentos destinados à identificação de outras substâncias psicoativas.
A fiscalização pelas autoridades de trânsito com os novos testes só vai acontecer após a certificação dos aparelhos e procedimentos.
Portanto, o motorista que sair hoje e for fiscalizado não vai encontrar essas novas fiscalizações.
A medida não cria uma nova infração nem muda as punições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A resolução passa a valer após sua publicação no Diário Oficial da União (DOU). As mudanças que envolvem fichas de fiscalização e códigos de enquadramento das infrações terão prazo de 60 dias para entrar em vigor.
Durante esse perÃodo, os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito deverão adaptar seus sistemas informatizados. Até a mudança, continuam sendo usados os códigos atualmente vigentes.
O que muda na fiscalização
Triagem inicial: agentes poderão utilizar pré-teste ou teste passivo para identificar indÃcios de álcool.
Resultado da triagem: terá caráter orientativo e não será suficiente, por si só, para autuar o motorista.
Confirmação: casos com indicação positiva deverão passar pelas etapas de comprovação previstas na norma.
Outras substâncias: poderão ser utilizados equipamentos especÃficos para identificar substâncias psicoativas.
Sinais de alteração: a avaliação da capacidade psicomotora continua válida como meio de fiscalização.
Registro: o agente deverá apontar pelo menos dois sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora.
Equipamentos: aparelhos usados para detectar substâncias psicoativas precisarão ser certificados dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetro.
Resultado dos testes: a detecção de substâncias psicoativas será qualitativa, indicando a presença, e não a concentração.
Bafômetro: o etilômetro continua sendo utilizado normalmente nas fiscalizações de álcool.
Restos de álcool na boca
A resolução também define procedimentos para situações que possam interferir no resultado dos testes.
Entre elas está a presença temporária de álcool na boca, que pode ocorrer após o consumo de produtos como bombons com licor, enxaguantes bucais e pão de forma.
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Reprodução
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Se o teste passivo indicar a presença de álcool nessas circunstâncias, deverá ser feita uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão sobre a condução sob influência de álcool.
O reteste também será realizado quando fatores técnicos ou operacionais impedirem a obtenção de um resultado considerado válido.
Outras substâncias
A nova regulamentação permite que os órgãos de trânsito utilizem equipamentos certificados para detectar substâncias psicoativas. O procedimento deverá ser combinado com a análise dos sinais apresentados pelo motorista.
🔎Substâncias psicoativas são aquelas que podem alterar o funcionamento do sistema nervoso central e prejudicar a capacidade de dirigir.
A resolução não determina um modelo especÃfico de equipamento. Também não estabelece que apenas a identificação de vestÃgios de uma substância seja suficiente para caracterizar a infração.
A possibilidade está prevista no próprio CTB, que permite o uso de testes toxicológicos e de outros meios técnicos ou cientÃficos para verificar se o motorista está sob influência de substâncias que podem comprometer a capacidade de condução.
Fiscalização após acidentes
A resolução determina que, sempre que possÃvel, os motoristas envolvidos em sinistros de trânsito sejam submetidos à fiscalização.
Quando houver morte, deverá ser realizado exame para verificar a presença de álcool ou outras substâncias psicoativas.
As informações obtidas deverão ser utilizadas no planejamento e na avaliação de polÃticas públicas de segurança viária.
Em agosto, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para quem causar um acidente dirigindo embriagado.
O texto aprovado na comissão prevê suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa equivalente a 50 vezes a penalidade prevista para o motorista que dirigir sob influência de álcool e se envolver em acidente que resulte em morte.
A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei o projeto ainda precisa ser votado e aprovado no Congresso.
Operação Lei Seca em Santarém
Pablo Vastei/TV Tapajós
Recusa do teste
O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) será atualizado para padronizar os procedimentos em situações de recusa. O texto também estabelece como a recusa deve ser registrada e diferencia os procedimentos aplicáveis a cada situação.
A regulamentação mantém as consequências previstas no CTB. Hoje, recusar o teste do bafômetro em uma blitz da Lei Seca é uma infração gravÃssima, mesmo que o motorista não apresente sinais de embriaguez.
O que acontece com quem se recusa:
Multa: R$ 2.934,70, equivalente a dez vezes o valor da multa de uma infração gravÃssima.
Suspensão da CNH: 12 meses.
Recolhimento da CNH: o documento pode ser recolhido durante a fiscalização.
Retenção do veÃculo: o carro fica retido até que um condutor habilitado possa assumir a direção, conforme as regras do CTB.
Reincidência: se o motorista cometer novamente a mesma infração dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, chegando a R$ 5.869,40.
Em uma mesma abordagem, não deverão ser registrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por recusar o exame comprobatório destinado a verificar essa condição.
Não foram criadas novas multas com essa resolução. As infrações e penalidades previstas no CTB permanecem as mesmas. A resolução estabelece como a fiscalização deverá ser realizada e como a infração deve ser comprovada.
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18/08 -
Lei Seca: nova regra vai detectar uso de drogas e fazer pré-teste em motorista para indicar álcool
'Operação Lei Seca'
Divulgação/Detran-AM
O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (18) a resoluição do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta terça-feira (18) novas regras para a fiscalização da Lei Seca.
A resolução atualiza os procedimentos usados pelos agentes de trânsito e regulamenta também a possibilidade de testes para identificar outras substâncias psicoativas.
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Uma das principais mudanças é a criação de uma etapa inicial de triagem. Nela, os agentes poderão usar equipamentos de pré-teste ou teste passivo de alcoolemia (quantidade de álcool etÃlico presente no sangue) para verificar possÃveis sinais da presença de álcool.
Se houver indicação positiva, será necessário seguir para os procedimentos previstos na regulamentação para confirmar a situação.
Entenda as novas regras da Lei Seca
Esse primeiro resultado não poderá, sozinho, gerar uma multa nem comprovar que o motorista dirigia sob influência de álcool.
O texto também estabelece regras para o uso de equipamentos destinados à identificação de outras substâncias psicoativas.
A fiscalização pelas autoridades de trânsito com os novos testes só vai acontecer após a certificação dos aparelhos e procedimentos.
Portanto, o motorista que sair hoje e for fiscalizado não vai encontrar essas novas fiscalizações.
A medida não cria uma nova infração nem muda as punições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A resolução passa já passa a valer após a publicação no Diário Oficial da União (DOU). As mudanças que envolvem fichas de fiscalização e códigos de enquadramento das infrações terão prazo de 60 dias para entrar em vigor.
Durante esse perÃodo, os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito deverão adaptar seus sistemas informatizados. Até a mudança, continuam sendo usados os códigos atualmente vigentes.
A reportagem do g1 entrou em contato com o Detran-SP; a assessoria do órgão diz que ainda aguarda a publicação no DOU e as seguintes orientações do Contran para saber como realizar as fiscalizações.
Leia nesta reportagem:
O que muda na fiscalização
Como ficam os casos de álcool residual na boca
Testes para outras substâncias psicoativas
Fiscalização de motoristas envolvidos em acidentes
O que acontece com quem recusa o teste
O que muda na fiscalização
Triagem inicial: agentes poderão utilizar pré-teste ou teste passivo para identificar indÃcios de álcool.
Resultado da triagem: terá caráter orientativo e não será suficiente, por si só, para autuar o motorista.
Confirmação: casos com indicação positiva deverão passar pelas etapas de comprovação previstas na norma.
Outras substâncias: poderão ser utilizados equipamentos especÃficos para identificar substâncias psicoativas.
Sinais de alteração: a avaliação da capacidade psicomotora continua válida como meio de fiscalização.
Registro: o agente deverá apontar pelo menos dois sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora.
Equipamentos: aparelhos usados para detectar substâncias psicoativas precisarão ser certificados dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetro.
Resultado dos testes: a detecção de substâncias psicoativas será qualitativa, indicando a presença, e não a concentração.
Bafômetro: o etilômetro continua sendo utilizado normalmente nas fiscalizações de álcool.
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Restos de álcool na boca
A resolução também define procedimentos para situações que possam interferir no resultado dos testes.
Entre elas está a presença temporária de álcool na boca, que pode ocorrer após o consumo de produtos como bombons com licor, enxaguantes bucais e pão de forma.
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Reprodução
Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no PiauÃ
Se o teste passivo indicar a presença de álcool nessas circunstâncias, deverá ser feita uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão sobre a condução sob influência de álcool.
O reteste também será realizado quando fatores técnicos ou operacionais impedirem a obtenção de um resultado considerado válido.
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Outras substâncias
A nova regulamentação permite que os órgãos de trânsito utilizem equipamentos certificados para detectar substâncias psicoativas. O procedimento deverá ser combinado com a análise dos sinais apresentados pelo motorista.
🔎Substâncias psicoativas são aquelas que podem alterar o funcionamento do sistema nervoso central e prejudicar a capacidade de dirigir.
A resolução não determina um modelo especÃfico de equipamento. Também não estabelece que apenas a identificação de vestÃgios de uma substância seja suficiente para caracterizar a infração.
A possibilidade está prevista no próprio CTB, que permite o uso de testes toxicológicos e de outros meios técnicos ou cientÃficos para verificar se o motorista está sob influência de substâncias que podem comprometer a capacidade de condução.
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Fiscalização após acidentes
A resolução determina que, sempre que possÃvel, os motoristas envolvidos em sinistros de trânsito sejam submetidos à fiscalização.
Quando houver morte, deverá ser realizado exame para verificar a presença de álcool ou outras substâncias psicoativas.
As informações obtidas deverão ser utilizadas no planejamento e na avaliação de polÃticas públicas de segurança viária.
Em agosto, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para quem causar um acidente dirigindo embriagado.
O texto aprovado na comissão prevê suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa equivalente a 50 vezes a penalidade prevista para o motorista que dirigir sob influência de álcool e se envolver em acidente que resulte em morte.
A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei o projeto ainda precisa ser votado e aprovado no Congresso.
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Blitz Lei Seca
Magbo Segllia/GovRJ
Recusa do teste
O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) será atualizado para padronizar os procedimentos em situações de recusa. O texto também estabelece como a recusa deve ser registrada e diferencia os procedimentos aplicáveis a cada situação.
A regulamentação mantém as consequências previstas no CTB. Hoje, recusar o teste do bafômetro em uma blitz da Lei Seca é uma infração gravÃssima, mesmo que o motorista não apresente sinais de embriaguez.
O que acontece com quem se recusa:
Multa: R$ 2.934,70, equivalente a dez vezes o valor da multa de uma infração gravÃssima.
Suspensão da CNH: 12 meses.
Recolhimento da CNH: o documento pode ser recolhido durante a fiscalização.
Retenção do veÃculo: o carro fica retido até que um condutor habilitado possa assumir a direção, conforme as regras do CTB.
Reincidência: se o motorista cometer novamente a mesma infração dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, chegando a R$ 5.869,40.
Em uma mesma abordagem, não deverão ser registrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por recusar o exame comprobatório destinado a verificar essa condição.
Não foram criadas novas multas com essa resolução. As infrações e penalidades previstas no CTB permanecem as mesmas. A resolução estabelece como a fiscalização deverá ser realizada e como a infração deve ser comprovada.
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18/08 -
É #FAKE que Toyota deixou de fabricar Corolla no Brasil; produção foi transferida para outra cidade
É #FAKE que Toyota deixou de fabricar Corolla no Brasil; produção foi transferida para Sorocaba
Reprodução
Circulam nas redes sociais publicações com um vÃdeo mostrando o último Corolla, carro da Toyota, produzido na fábrica de Indaiatuba (SP). As legendas sugerem que a montadora teria deixado de produzir o modelo no Brasil. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como são as publicações?
Os posts viralizaram no inÃcio de agosto no Instagram, no Facebook e no X. Eles mostram o vÃdeo de um Corolla passando por um tapete vermelho em um galpão, com pessoas nas laterais filmando a cena.
Duas caixas de texto sobrepostas às imagens dizem: "Toyota produz último Corolla em Indaiatuba e emociona funcionários em despedida histórica. Lula Quebrou o Brasil".
Veja duas legendas que acompanham o conteúdo: "Toyota vai embora do Brasil"; e "Esse é o retrato do Brasil hoje! 😔 LAMENTÃVEL".
Apesar de o vÃdeo ser real — e não uma produção de inteligência artificial (IA), por exemplo —, as legendas alteraram o contexto da cena para sugerir, falsamente, que a Toyota teria deixado de produzir o Corolla no Brasil (leia mais abaixo).
Uma das publicações no X recebeu a seguinte nota da comunidade: "Post é enganoso ao dar a entender que a Toyota vai parar de produzir o Corolla no Brasil, o que é mentira, pois apenas vai passar a ser produzido em uma nova fábrica recém inaugurada".
âš ï¸ Por que #É FAKE?
A Toyota não vai deixar de fabricar o modelo no Brasil. Na verdade, a montadora encerrou as produções na fábrica de Indaiatuba (SP), em 30 de junho, e transferiu toda a produção para a nova fábrica em Sorocaba (SP), com previsão de inauguração para novembro deste ano.
A unidade de Indaiatuba atendia todo o mercado brasileiro e chegou a produzir 1,5 milhões de Corollas. Na cerimônia de encerramento, o último modelo do carro montado na fábrica desfilou por um tapete vermelho.
O Fato ou Fake mostrou o conteúdo para a assessoria de imprensa da Toyota, que desmentiu as alegações por e-mail:
"O encerramento das atividades produtivas de Indaiatuba ocorreu em junho de 2026, quando foi produzido o último Toyota Corolla na unidade. O processo de transferência de produção para a nova fábrica da Toyota em Sorocaba segue, como planejado, até a abertura da nova unidade, em novembro de 2026".
Segundo a nota enviada, a mudança faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil até 2030, e deve criar aproximadamente 2 mil novos postos de trabalho.
Em junho deste ano, o Fato ou Fake também desmentiu publicações que alegavam que a Toyota deixaria o Brasil e teria demitido 1,5 mil funcionários.
É #FAKE que Toyota deixou de fabricar Corolla no Brasil; produção foi transferida para Sorocaba
Reprodução
É #FAKE vÃdeo de Drauzio Varella recomendando tratamento para disfunção erétil
É #FAKE vÃdeo de Drauzio Varella recomendando tratamento para disfunção erétil
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18/08 -
Carros elétricos em garagens: quais são os riscos, os desafios e os cuidados para instalação de carregadores
O aumento nas vendas de carros elétricos provoca debate nos condomÃnios
Com o aumento da frota de carros elétricos e hÃbridos no Brasil, condomÃnios têm enfrentado um novo desafio: como adaptar as garagens para receber pontos de recarga com segurança e sem gerar conflitos entre moradores. Enquanto proprietários dos veÃculos defendem a instalação dos equipamentos, vizinhos questionam os custos, a infraestrutura necessária e os riscos envolvidos.
Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o principal risco não está necessariamente nos veÃculos, mas em instalações improvisadas ou em estruturas elétricas que não foram projetadas para suportar a demanda adicional.
Mais carros elétricos levam carregadores para o centro da disputa em condomÃnios
Segurança exige adaptação da estrutura
Com a mudança na forma de abastecimento dos veÃculos, cresce também a necessidade de adequação das edificações. Especialistas alertam que a instalação de carregadores exige análise técnica e planejamento, especialmente em prédios mais antigos.
"O prédio antigo não vai dar conta de atender a uma demanda maior de energia. O maior risco possÃvel é usar tomada sem saber a carga, sem saber se a parte técnica está correta", afirma Omar Anauate, presidente da Associação Administrativa de Bens, Imóveis e CondomÃnios/SP.
Além das adaptações internas, alguns casos podem exigir reforço no fornecimento de energia pela concessionária.
"Começa-se internamente na alteração de cabeamento e dispositivos de proteção, mas não se exclui a necessidade de eventualmente solicitar mais energia para a concessionária", explica Fábio Delatore, engenheiro eletricista, IMT.
Quais são os riscos?
Entre as preocupações mais frequentes está a segurança das baterias de Ãons de lÃtio, utilizadas na maior parte dos veÃculos elétricos.
"Existe a questão das baterias de Ãons de lÃtio. Elas realmente têm uma questão de serem mais inflamáveis se expostas ao oxigênio", destaca Marco Aurélio Moreira, engenheiro elétrico.
Por isso, bombeiros e técnicos reforçam que qualquer instalação deve seguir normas especÃficas e evitar improvisos.
"A gente precisa evitar qualquer tipo de improviso. É uma nova tecnologia e uma ocorrência um pouco mais complexa. Ela demanda novas táticas e novas técnicas para fazer justamente esse combate", afirma Capitão Murillo Amendoeira, Corpo Bombeiros/SP.
Quem paga a conta?
Outro ponto de debate é a divisão dos custos. Especialistas defendem que a energia consumida seja paga somente pelo proprietário do veÃculo, mas que eventuais obras estruturais precisem ser discutidas coletivamente.
"A estrutura todo mundo paga. Agora, a energia só paga quem vai usar. É absolutamente justo e claro. Tem que fazer um projeto, estar dentro das normas do bombeiro e passar por assembleia", defende Marcio Rachkorsky, advogado especialista em condomÃnios.
Em São Paulo, uma lei estadual já garante ao morador o direito de instalar um carregador em sua própria vaga, desde que sejam respeitados critérios técnicos e de segurança. O condomÃnio só pode negar o pedido caso exista justificativa técnica.
Tendência para os próximos anos
Apesar das divergências, moradores que defendem a instalação dos carregadores acreditam que a medida será inevitável nos próximos anos e poderá até valorizar os imóveis.
"A valorização do seu imóvel, principalmente isso, porque hoje em dia todo mundo procura um prédio que tenha algo a mais", afirma um morador.
Enquanto a decisão ainda não é tomada no condomÃnio do Rio, a expectativa é de que o debate avance nas próximas assembleias.
"Eu acredito que no final nós vamos conseguir uma energia limpa, com estrutura, com segurança. Acredito porque esse é o futuro", diz outro morador.
A infraestrutura elétrica que leva energia até o carregador faz parte do prédio e pode ser compartilhada entre os demais condôminos.
Reprodução/TV Globo
LEIA TAMBÉM: Circulação na contramão, engarrafamento e infração dos limites de velocidade: os riscos da febre das bicicletas elétricas
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17/08 -
Carro elétrico no condomÃnio: quem deve arcar com os custos da instalação dos carregadores de bateria?
O aumento nas vendas de carros elétricos provoca debate nos condomÃnios
A chegada dos carros elétricos à s garagens de condomÃnios começa a criar um novo tipo de discussão entre vizinhos: quem deve pagar pela instalação dos carregadores de bateria? A dúvida aparece porque, embora o veÃculo e a vaga sejam de uso individual, a infraestrutura necessária para levar energia até o ponto de recarga é, em muitos casos, compartilhada.
Mais carros elétricos levam carregadores para o centro da disputa em condomÃnios
Em um condomÃnio no Rio de Janeiro, com 170 apartamentos, há apenas uma estação de recarga, instalada em uma vaga de visitantes. Os moradores que têm carros elétricos querem que novos carregadores sejam instalados nas próprias vagas. Do outro lado, quem não tem veÃculo elétrico questiona por que deveria arcar com uma estrutura que não utiliza.
“Ele não paga minha gasolina, por que eu tenho que pagar a eletricidade do carro dele?â€, questiona um dos moradores.
O impasse levou o carregamento de veÃculos elétricos para a pauta do condomÃnio. A discussão envolve não apenas o custo da energia consumida, mas também eventuais obras necessárias para adaptar a rede elétrica do prédio.
Mercado de carros elétricos ganha força no Brasil
Reprodução/TV Globo
Quem paga pela instalação?
A resposta depende da estrutura necessária para fazer a instalação. Em prédios mais antigos, pode ser preciso alterar cabeamento, equipamentos de proteção e o quadro de energia. Em alguns casos, também pode haver necessidade de solicitar aumento da carga disponÃvel junto à concessionária.
Por isso, a instalação de um carregador não deve ser tratada simplesmente como a colocação de uma tomada na garagem.
“Começa-se internamente na alteração de cabeamento, dispositivos de proteção, mas não se exclui a necessidade de eventualmente solicitar mais energia para o concessionárioâ€, explica um especialista ouvido pela reportagem.
A orientação é que o condomÃnio faça um projeto e siga as normas de segurança antes de instalar os equipamentos.
Segundo a administração de um dos prédios ouvidos, a lógica defendida é separar os custos da estrutura coletiva do consumo individual. A estrutura necessária para permitir a instalação dos carregadores pode ser custeada pelo condomÃnio, enquanto a energia utilizada para abastecer cada veÃculo fica por conta do respectivo morador.
“Que a estrutura todo mundo paga, agora a energia só paga quem vai usarâ€, explica.
Prédios antigos enfrentam desafio maior
O problema pode ser ainda maior em edifÃcios antigos. Segundo o especialista, uma rede elétrica projetada há décadas pode não ter capacidade para atender vários veÃculos carregando simultaneamente.
“O prédio antigo, eu vou te dizer objetivamente, ele não vai dar conta de atender a uma demanda maior de energiaâ€, afirma.
Por isso, antes de autorizar a instalação, é necessário avaliar a capacidade da rede elétrica e identificar quais adaptações serão necessárias.
Em um prédio novo em São Paulo, por exemplo, a infraestrutura já foi planejada para receber carros elétricos. O condomÃnio tem 188 vagas e três carregadores instalados. Mesmo assim, já são 18 moradores com veÃculos elétricos — uma média de seis carros para cada ponto de recarga.
A situação mostra que o crescimento da frota também pode pressionar a infraestrutura dos condomÃnios.
E se o morador quiser instalar o carregador sozinho?
Em São Paulo, uma lei estadual garante ao morador o direito de instalar um carregador na própria vaga, desde que sejam cumpridas as regras de segurança. O condomÃnio só pode impedir a instalação caso exista uma justificativa técnica.
Mesmo assim, a orientação apresentada na reportagem é que a questão seja levada à assembleia antes de qualquer obra.
“Tem que descer para a assembleiaâ€, afirma um dos entrevistados. Segundo ele, é necessário discutir a instalação coletivamente, já que a obra pode envolver áreas e equipamentos de uso comum.
A infraestrutura elétrica que leva energia até o carregador faz parte do prédio e pode ser compartilhada entre os demais condôminos.
Reprodução/TV Globo
O que acontece com a conta de luz?
A separação entre a instalação da estrutura e o consumo é um dos principais pontos da discussão.
A energia usada para carregar o veÃculo é individual e, portanto, a proposta apresentada é que seja paga pelo proprietário do carro. Já obras na infraestrutura elétrica do prédio podem envolver todos os moradores, já que beneficiam a estrutura coletiva e permitem que diferentes vagas recebam carregadores.
Para a administradora do condomÃnio no Rio, a solução passa por colocar os prós e os contras na mesa e deixar a decisão para a assembleia.
Enquanto os moradores discutem quem deve pagar, os carros elétricos continuam ganhando espaço no paÃs. Em um ano, as vendas de elétricos e hÃbridos triplicaram. Já são mais de 815 mil veÃculos desse tipo circulando no Brasil, e eles representaram cerca de 16% dos carros vendidos no primeiro semestre.
Com mais veÃculos elétricos nas ruas, a disputa pela tomada tende a chegar a cada vez mais garagens — e transformar uma questão individual em um problema coletivo.
LEIA TAMBÉM: Circulação na contramão, engarrafamento e infração dos limites de velocidade: os riscos da febre das bicicletas elétricas
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17/08 -
Mais carros elétricos levam carregadores para o centro da disputa em condomÃnios
O aumento nas vendas de carros elétricos provoca debate nos condomÃnios
O avanço dos carros elétricos no Brasil começa a mudar também a rotina dos condomÃnios. A instalação de pontos de recarga nas garagens já chegou à s assembleias e divide moradores entre aqueles que querem carregar o veÃculo na própria vaga e os que se preocupam com os impactos da mudança na estrutura e nos custos do prédio.
Em um condomÃnio no Rio de Janeiro, com 170 apartamentos, há apenas uma estação de recarga, instalada em uma vaga de visitante. A discussão sobre ampliar a estrutura ainda divide os moradores — e uma das principais dúvidas é quem deve pagar pela energia consumida pelos veÃculos.
Segundo o advogado especialista em condomÃnios Marcio Rachkorsky, esse é um dos questionamentos que mais aparecem nas discussões:
“O que mais eu ouço: 'Mas ele não paga a minha gasolina, por que eu tenho que pagar a eletricidade do carro dele? Cada um que pague a sua.'â€
A resistência, porém, não se resume à conta de luz. Para a arquiteta Alice Camargos, parte da oposição à instalação dos carregadores vem justamente de moradores que ainda não têm um veÃculo elétrico:
“As pessoas que estão ao contrário são pessoas que não têm o carro elétrico.â€
A administradora do condomÃnio, Gabriela Mattos, vê outro fator por trás da resistência: a falta de informação. Segundo ela, existe “um preconceito muito muito grande em relação a isso, até por falta de conhecimento, por falta de informaçõesâ€.
Nesse cenário, a discussão ainda está longe de ser consensual. A cirurgiã-dentista Danielle Machado reconhece que o tema provoca divergências, mas vê o conflito como parte do processo de adaptação à nova tecnologia.
“Tá muito acirrado, tá polêmico. Mas a gente sabe que isso é normal. Toda mudança, todo processo de transformação se fazem necessário muita discussão, muito diálogoâ€
Mais carros elétricos, mais necessidade de recarga
A discussão ganha força à medida que mais veÃculos elétricos e hÃbridos chegam à s ruas. Em um ano, as vendas desses modelos triplicaram. Atualmente, são mais de 815 mil veÃculos desse tipo circulando no Brasil.
No primeiro semestre, eles representaram cerca de 16% do total de carros vendidos. Em julho, os emplacamentos de elétricos superaram os de veÃculos a diesel pela primeira vez.
Com mais carros desse tipo nas ruas, também muda a forma de abastecer. A recarga pode ser feita em hotéis, shoppings, supermercados, empresas ou em casa, mas exige um planejamento diferente do abastecimento em um posto de combustÃvel.
O engenheiro eletricista Sidney Aparecido Antônio instalou um carregador em casa. Segundo ele, o tempo necessário depende do equipamento: nesse tipo de carregadores, é 25 a 30 minutos para carregar 50% do necessário.
Mercado de carros elétricos ganha força no Brasil
Reprodução/TV Globo
“Se você gasta R$ 3 mil por mês, você vai estar a gastar R$ 500.â€
Para quem depende do carro para trabalhar, porém, não ter um carregador disponÃvel em casa pode complicar a rotina.
A taxista PatrÃcia Martins Neves trabalha há sete meses com um veÃculo elétrico e precisa manter a bateria carregada para atender aos clientes.
No condomÃnio onde mora, ainda não há pontos de recarga. Ela e outros dois moradores que têm carros elétricos aguardam uma solução.
“A gente já conversou com o sÃndico, ele falou que no momento não dá. Só que no futuro isso vai ser feito. É pra gente ter paciência e esperar.â€
A infraestrutura elétrica que leva energia até o carregador faz parte do prédio e pode ser compartilhada entre os demais condôminos.
Reprodução/TV Globo
Por que a instalação vira uma decisão do condomÃnio?
O problema é que, embora a vaga seja de uso do morador, a estrutura elétrica necessária para levar energia até ela faz parte do prédio e pode ser compartilhada pelos demais condôminos.
Por isso, instalar um carregador não é apenas uma decisão individual. É preciso avaliar se a rede elétrica suporta os novos equipamentos, quais adaptações serão necessárias e como os custos serão divididos.
Para Rachkorsky, a conta deve separar a estrutura coletiva do consumo de cada veÃculo.
“A estrutura todo mundo paga. Agora, a energia só paga quem vai usar. Tem que fazer um projeto, tem que estar dentro das normas do bombeiro, tem que fazer uma assembleia, os moradores precisam aprovar, custear tudo isso, arrecadar o dinheiro, aà sim.â€
Em São Paulo, uma lei estadual garante ao morador o direito de instalar um carregador na própria vaga, desde que sejam observadas regras de segurança. O condomÃnio só pode impedir a instalação mediante justificativa técnica.
Mesmo assim, a sÃndica profissional Elisabeth Machado Gomes afirma que o assunto deve ser discutido coletivamente:
“É um perereco. Não é só porque a lei está aÃ, foi criada, e que eu posso sair fazendo, ou ele pode fazer da maneira que ele bem entende. Ele tem que esperar, sim, uma assembleia.â€
Prédios novos já preveem carregadores; antigos podem precisar de adaptações
A estrutura disponÃvel varia bastante de um condomÃnio para outro.
Em um prédio recém-entregue em São Paulo, a garagem já foi planejada para receber carregadores. São 188 vagas, mas apenas três pontos de recarga instalados para uma frota de 18 carros elétricos.
Em edifÃcios antigos, a adaptação pode ser mais complexa. Segundo Omar Anawat, presidente da Associação dos Administradores de Bens Imóveis e CondomÃnios de São Paulo (AABIC), muitos prédios não foram projetados para atender ao aumento da demanda por energia.
“O prédio antigo, eu vou te dizer objetivamente, ele não vai dar conta de atender a uma demanda maior de energia. Isso é o maior risco possÃvel para uma situação de carregamento: é você usar a tomada sem saber a carga, sem saber se a parte técnica está correta.â€
O engenheiro eletricista Fabio Delatore explica que a instalação pode exigir novos cabos e equipamentos de proteção e, em alguns casos, até um aumento da quantidade de energia fornecida pela concessionária.
“Começa-se internamente uma operação de cabeamento, dispositivos de proteção, mas não se exclui a necessidade de, eventualmente, solicitar mais energia do concessionário. E aà está condicionada a disponibilidade ou não.â€
Segurança também preocupa
Além da capacidade da rede elétrica, os condomÃnios precisam considerar os riscos relacionados à s baterias dos veÃculos.
O engenheiro eletricista Marco Aurélio Moreira afirma que as baterias de Ãon de lÃtio exigem cuidados especÃficos.
“Existe a questão das baterias de Ãon de lÃtio, elas realmente têm uma questão de serem mais inflamáveis se expostas ao oxigênio.â€
O Corpo de Bombeiros também vem se preparando para ocorrências envolvendo veÃculos elétricos e sistemas de recarga. Segundo o capitão Murillo Rinaldi Amendoeira, a orientação é evitar instalações improvisadas.
“A gente precisa evitar qualquer tipo de improviso. É um novo tipo de tecnologia. O bombeiro, no mundo todo, vem se preparando para atender esse tipo de ocorrência. É uma ocorrência um pouco mais complexa. Ela demanda novas táticas, novas técnicas, para fazer justamente esse combate.â€
Para moradores, carregadores podem virar diferencial
Enquanto a assembleia do condomÃnio no Rio de Janeiro ainda não tem data para acontecer, moradores seguem discutindo os possÃveis impactos da instalação dos carregadores.
Para Alice Camargos, a infraestrutura pode inclusive aumentar o valor dos imóveis: “Porque hoje em dia todo mundo procura um prédio que tenha algo a mais.â€
Danielle Machado também vê a mudança como parte de uma transformação que tende a avançar:
“Acredito que no final nós vamos conseguir sim. Nós vamos conseguir uma energia limpa, com estrutura, com segurança. Eu acredito porque esse é o futuro.â€
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15/08 -
Abandono de animais com carro pode virar infração gravÃssima e levar à perda da CNH por 18 meses
Câmera de segurança flagrou abandono de cachorro em São Leopoldo (RS)
Reprodução/Câmera de segurança
Foi aprovado na Câmara dos Deputados o projeto de lei que endurece as punições para quem usar veÃculo para abandonar animais. A proposta agora segue para o Senado para ser votada.
O texto prevê multa, suspensão do direito de dirigir e cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em caso de reincidência.
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O projeto reúne propostas que tramitavam em conjunto na Câmara e estabelece também punições para o abandono de animais com embarcações.
O parecer do relator, deputado Fred Costa (PRD-MG), recomenda a aprovação da matéria na forma de um substitutivo. Ou seja, altera o texto original e junta outras propostas.
Agora no g1
O que prevê o projeto
A proposta cria uma nova infração gravÃssima no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para quem utilizar veÃculo para abandonar ou ajudar no abandono de um animal em via.
A punição básica é multa equivalente a 10 vezes o valor previsto para a infração e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quando o animal abandonado for cão ou gato, a suspensão sobe para 18 meses.
O texto também prevê regras especÃficas para abandono de animais com embarcações em rios, lagos, baÃas, represas e outras águas interiores. Nesse caso, a punição inclui multa e suspensão do certificado de habilitação por 12 meses. Para cães e gatos, o perÃodo também sobe para 18 meses.
Veja as punições previstas
Abandono com veÃculo: infração gravÃssima.
Multa: 10 vezes o valor da multa correspondente à infração.
Suspensão da habilitação: 12 meses.
Se for cão ou gato: suspensão por 18 meses.
Se o abandono provocar morte, atropelamento ou lesão: a multa é aplicada em dobro.
Reincidência em até 24 meses: cassação da CNH.
Abandono com embarcação: multa e suspensão do certificado de habilitação por 12 meses.
Cão ou gato abandonado por embarcação: suspensão por 18 meses.
Morte, afogamento ou lesão em abandono por embarcação: multa em dobro.
Reincidência em até 24 meses com embarcação: cancelamento do certificado de habilitação.
O que diz o relator
No parecer, Fred Costa afirma que o abandono de animais deve ser tratado como uma conduta de maior gravidade.
“Todos [os projetos apensados ao texto final] partem de uma premissa correta: o abandono não pode ser tratado como conduta de baixa gravidade ou de mera irregularidade administrativaâ€, diz o deputado no voto.
Segundo o relator, o uso de veÃculos agrava a situação porque pode levar o animal para locais onde fica mais difÃcil seu retorno, resgate ou identificação do responsável. O parecer cita ainda riscos como atropelamento, fome, sede, doenças e ataques de outros animais.
Em outro trecho, Costa defende que a prática não seja tratada apenas como uma irregularidade administrativa.
“O abandono não pode ser tratado como conduta de baixa gravidade ou de mera irregularidade administrativa.â€
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14/08 -
Vendas de carros chineses estão em alta, exceto na própria China
JN na China: série especial mostra Cantão, cidade que virou polo da produção de carros elétricos
A indústria automotiva chinesa está em franca expansão no exterior, conquistando mercados da Europa ao Sudeste Asiático e pressionando montadoras tradicionais como Toyota e Volkswagen.
Mas a situação é diferente no mercado interno. As vendas de carros vêm caindo desde o fim do ano passado, em meio à fraca demanda dos consumidores e a anos de intensa concorrência de preços, que deixaram o maior mercado automotivo do mundo saturado e com excesso de capacidade.
'Efeito China': ofensiva chinesa traz 7 novas marcas de carros ao Brasil até 2028
🚗 Embora grandes montadoras chinesas como BYD, Geely e Chery há muito busquem se tornar grandes players globais, a rápida expansão internacional agora é impulsionada tanto pela ambição quanto pela necessidade econômica, segundo analistas e especialistas do setor.
Vendas na China caem pelo 10º mês seguido
âž¡ï¸ As vendas de carros na China caÃram 20% em julho, para 1,47 milhão de veÃculos, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foi o décimo mês consecutivo de queda, segundo dados divulgados pela Associação Chinesa de VeÃculos de Passageiros.
Na direção oposta, as exportações dispararam 88%, para 923 mil veÃculos.
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Embora os dados incluam marcas estrangeiras que produzem na China, a tendência de queda de dois dÃgitos no mercado doméstico e crescimento de dois dÃgitos nas exportações também aparece entre as montadoras chinesas.
FOTO DE ARQUIVO: Carros destinados à exportação são vistos em um porto em Lianyungang, na provÃncia de Jiangsu, na China, em 2 de abril de 2020.
China Daily via Reuters
Cui Dongshu, presidente da associação de automóveis de passageiros, atribuiu a fraqueza recente aos preços elevados dos combustÃveis, que prejudicaram a demanda por veÃculos movidos a gasolina, além da persistente desaceleração no segmento de sedãs básicos.
Excesso de produção aumenta pressão por exportações
Diante da demanda interna fraca, as montadoras chinesas têm um incentivo cada vez maior para acelerar a expansão no exterior, que já estava em andamento.
“As montadoras chinesas têm excesso de capacidade de produção, cadeias de suprimentos altamente competitivas, produtos cada vez mais sofisticados e um forte incentivo econômico para buscar crescimento fora da Chinaâ€, disse Bill Russo, presidente-executivo da consultoria Automobility, com sede em Xangai.
Para ele, a internacionalização “está se tornando uma necessidade estratégica†para as principais montadoras chinesas.
A situação do setor automotivo reflete uma dinâmica mais ampla da economia chinesa. Fábricas em expansão e exportações impulsionam o crescimento, enquanto um mercado imobiliário fraco e o baixo consumo restringem a demanda interna.
Os formuladores de polÃticas chineses enfrentam o desafio de uma economia que produz mais do que consegue vender no mercado doméstico. Para as montadoras, os mercados externos representam um canal de escoamento cada vez mais importante.
Mercado doméstico encolhe enquanto exportações avançam
No primeiro semestre deste ano, as vendas domésticas de automóveis na China caÃram 2,3 milhões de veÃculos em relação ao mesmo perÃodo do ano anterior, uma queda de 20%.
O volume equivale ao total de registros de carros novos no Japão, quarto maior mercado automotivo do mundo, durante o mesmo perÃodo.
Enquanto isso, as exportações chinesas de automóveis aumentaram 71% no primeiro semestre.
Segundo a analista do HSBC Yuqian Ding, a demanda doméstica por carros provavelmente se estabilizará e poderá começar a se recuperar entre o fim de agosto e setembro, com o lançamento de novos modelos. Ainda assim, uma recuperação rápida em formato de V parece improvável, afirmou.
Brasil como "solução" para o problema
A importação de veÃculos chineses para o Brasil mais que dobrou nos sete primeiros meses de 2026. Os embarques da China para o mercado brasileiro cresceram 105,4% na comparação com o mesmo perÃodo do ano passado. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea).
Ao todo, o Brasil importou 344,1 mil autoveÃculos até julho, volume 25,7% superior ao registrado nos primeiros sete meses de 2025, segundo Anfavea.
Desse volume total de veÃculos importados, mais de 180 mil vieram da China. O que corresponde a 52,4 % das importações do perÃodo.
A ofensiva de montadoras chinesas no mercado brasileiro deve ganhar ainda mais força nos próximos anos. Sete novas marcas confirmaram planos de chegar ao paÃs até 2028.
O movimento inclui quatro marcas ligadas à Chery International, além da Dongfeng, que adotará a sigla DFM no Brasil, e da IM, divisão de luxo da MG. A estratégia ocorre em um mercado que já registra forte presença de fabricantes chineses.
No ano seguinte, será a vez de Luxeed e Freelander, que atuarão sob a bandeira Exeed. Para 2026, o grupo planeja ter mais de 150 lojas e vender mais de 10 mil carros por mês. Até 2031, a meta é superar 1 mil lojas e 500 mil veÃculos vendidos no ano.
Além das marcas da Chery, a Dongfeng confirmou sua chegada ao mercado brasileiro e adotará a sigla DFM.
BYD compensa queda na China com vendas no exterior
A BYD é um exemplo dessa mudança de estratégia.
A montadora registrou queda de 35% nas vendas no mercado doméstico nos primeiros sete meses do ano, mas compensou parte da retração com um aumento de 79% nas vendas no exterior na comparação com o mesmo perÃodo do ano anterior.
Brasil e Reino Unido emergiram como os maiores mercados individuais da BYD fora da China em 2026.
China ameaça liderança de montadoras japonesas
A crescente presença chinesa no exterior representa um desafio particularmente forte para o Japão.
Desde 2023, a China é a maior exportadora mundial de veÃculos, posição que durante muito tempo pertenceu ao rival asiático.
“A ascensão do Japão como exportador automotivo baseou-se na eficiência de fabricação, na qualidade e na economia de combustÃvelâ€, disse Russo.
A vantagem chinesa atualmente é mais ampla, segundo o executivo, e inclui eletrificação, baterias, software, recursos inteligentes, escala da cadeia de suprimentos e desenvolvimento acelerado de produtos.
“Essa combinação pode tornar a globalização da China consideravelmente mais disruptiva.â€
Veja Mais
13/08 -
Jeep Avenger: 6 motivos para comprar e 6 motivos para não comprar o novo SUV de R$ 114.990
Jeep lança o Avenger no Brasil
Divulgação / Stellantis
A Jeep apresentou o Avenger, novo SUV da marca, que começa a ser vendido com preço promocional de R$ 114.990. Com isso, o lançamento é o hÃbrido mais barato do Brasil.
O valor é válido para a versão de entrada Altitude e está limitado à s primeiras mil unidades. É possÃvel ainda adicionar um pacote de opcionais com câmera de ré, barras de teto e teto preto. Com esses equipamentos, o Avenger Altitude tem preço especial de R$ 124.990 para as primeiras 2 mil unidades.
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As demais versões são Longitude por R$ 135.990 e Limited por R$ 145.990.
O g1 já testou a novidade e mostra algumas razões para comprar e outras razões para não comprar a novidade da Jeep.
Agora no g1
A primeira razão para comprar o Jeep Avenger está no preço. O modelo, na versão Altitude do primeiro lote de mil unidades, é o hÃbrido mais barato do Brasil, por R$ 114.990.
Se analisarmos o restante das versões e os pacotes de equipamentos até a mais cara, a Limited, o Avenger consegue entregar conteúdos com preços competitivos em relação a concorrentes.
Durante a apresentação, a reportagem do g1 perguntou se a executivos da Stellantis se a Jeep teria vendas do Avenger também para grandes empresas, como locadoras. Os executivos da marca disseram que essa estratégia não acontecerá agora, mas não está descartada.
O segundo motivo são justamente os pacotes de equipamentos. Desde a versão de entrada, veja mais abaixo, o Avenger oferece um bom pacote de tecnologia comparado com Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e Fiat Pulse. Mesmo na versão Altitude Pack, o modelo consegue entregar equipamentos interessantes.
Há, porém, algumas pegadinhas. Desde a versão de entrada, o carro tem ar-condicionado, mas ele não é automático. Há apenas um mostrador digital. Também, desde a versão de entrada, o cluster de instrumentos é digital, mas a tela é menor e só cresce nas versões mais caras.
Cluster de instrumentos do Jeep Avenger na versão Altitude
Divulgação / Stellantis
O terceiro ponto, e talvez aquele em que a Stellantis mais se apoie para vender o carro, é o design. O modelo tem uma presença forte e usa vários elementos de outros carros da Jeep e tradicionais da marca para transmitir a história da montadora focada no off-road.
A grade tem as tradicionais sete fendas. Na versão Limited, ela pode ser iluminada. Os para-lamas têm um recorte marcado para valorizar as rodas de 18 polegadas na versão mais cara.
Os apliques pretos marcam a silhueta. A coluna C tem uma assinatura que lembra outros carros da marca, como o Compass.
Por dentro, o design é bem sóbrio e funcional. Por isso, o design pode ser um dos quesitos que vai fazer o público comprar o carro.
Aliado a isso, o quarto motivo também tem relação com o design: é justamente a personalização que a Jeep vai permitir com o Avenger. Já neste primeiro momento, existe uma parceria com a marca californiana, Deus Ex Machina, e também com a divisão Mopar, que pertence a Stellantis.
É esperado, portanto, que o Avenger tenha uma linha de acessórios ampla e que o cliente consiga deixar o carro cada vez mais personalizado, como é comum nos produtos da Jeep.
Jeep Avenger na versão Longitude
Divulgação / Stellantis
O quinto motivo é algo inesperado para um modelo da Jeep, que está sempre ligado ao off-road e à aventura: a tocada, ou seja, o jeito que o Avenger anda.
O carro é muito suave, em boa parte por conta da plataforma CMP, que é de carros menores. O DNA do Avenger é ser um carro fácil de conduzir, com direção elétrica leve e suspensão bem acertada, mas bastante focada no uso urbano.
Quem entra no Avenger sem saber que é um Jeep pode achar que está conduzindo um hatch grande. Até a posição do banco é feita para não ser muito alta e não transmitir aquela impressão de carro altinho artificial.
Para quem gosta de uma tocada suave, portanto, o Avenger é uma boa opção.
O sexto motivo para comprar o Avenger é a tecnologia. O carro tem faróis com sistema Matrix, que se adaptam para não ofuscar outros veÃculos quando o farol alto está acionado. Com isso, ele consegue permanecer com o farol alto sem ofuscar quem vem com outros veÃculos na mesma mão ou na contramão.
O modelo também tem uma assinatura do ChatGPT durante um ano para utilização na cabine, controle automático de velocidade de cruzeiro e controle adaptativo, além de frenagem autônoma.
Há ainda um recurso mais comum em carros mais caros: o centralizador de faixa. Nas versões mais baratas, o Avenger tem sistema de alerta de faixa. Na versão mais cara, há também o centralizador, que mantém o carro no centro.
Motivos para não comprar
O primeiro motivo para não comprar o Jeep Avenger está justamente no desempenho. Desde o começo, toda a comunicação da Stellantis em relação ao modelo foi muito focada no MHEV, a tecnologia de hÃbrido leve já conhecida na marca e utilizada, por exemplo, no Fiat Pulse.
O destaque desde o lançamento dessa tecnologia foi a leve economia de consumo e também alguns privilégios, como a possibilidade de não participar do rodÃzio na cidade de São Paulo. Mas, olhando a ficha técnica, não dá para negar que os 116 cavalos não são muito empolgantes.
Portanto, se você olhar para o Jeep Avenger e enxergar toda essa aparência esportiva, é preciso entender que isso não se reflete no desempenho do carro.
Conjunto mecânico do Jeep Avenger MHEV tem motor 1.0 Turbo e gera 116 cv
Divulgação / Stellantis
O segundo motivo tem muito a ver com o próprio DNA da Jeep. O Avenger, por enquanto no Brasil, não tem nenhuma opção 4x4.
O modelo tem uma opção de bloqueio do diferencial. Nesse sistema, um dos freios no eixo dianteiro é usado para frear uma das rodas e transmitir a maior parte da força do motor para outra roda.
Isso ajuda a sair de uma situação em que uma roda não está em contato com o chão ou quando uma das partes do piso está mais escorregadia.
Porém, durante o lançamento, a reportagem do g1 sentiu claramente que a vocação do modelo é para a cidade. Além disso, os pneus não são off-road nem de uso misto.
Portanto, o DNA da Jeep no Avenger é visual. Ele não está no sistema 4x4 nem no desempenho.
O terceiro motivo que pode decepcionar os clientes é ouvir sempre a palavra "hÃbrido" quando se fala do Avenger.
A questão é que esse hÃbrido leve não é parecido com o que alguns clientes já estão vendo em marcas chinesas, com baterias um pouco maiores, possibilidade de condução em modo elétrico e números de consumo mais interessantes.
Aqui, segundo a Stellantis, a tecnologia proporciona economia de até 7% em relação ao carro convencional. E, olhando os números de consumo, eles não são tão impressionantes quando se considera que o motor é um 1.0 turbo.
Espaço traseiro do Jeep Avenger
Divulgação / Stellantis
O quarto motivo, e esse talvez pegue muita gente de surpresa, é entender que o Avenger é um carro de dimensões pequenas.
Na apresentação, a Stellantis destacou que o público do carro seriam pessoas que compram o primeiro veÃculo, casais sem filhos, famÃlias pequenas, com apenas uma criança, e os chamados casais de "ninho vazio", que já não têm filhos em casa porque eles cresceram.
Quando se entra no carro e se colocam os bancos na posição correta, o espaço traseiro é acanhado e lembra o de um hatch. O espaço dianteiro é interessante, com a posição de dirigir, como já foi comentado, mais próxima à de um hatch do que à de um SUV.
O porta-malas tem 320 litros, capacidade que também se aproxima do que é encontrado em hatches.
Portanto, não é de se esperar que o Avenger seja um carro grande. As medidas podem ser algo que não encante algumas pessoas quando elas virem o carro ao vivo.
Outro motivo, o quinto, para não comprar o Jeep Avenger é justamente a relação entre a lista de tecnologias e as versões disponÃveis. O modelo tem uma lista extensa de tecnologias e itens exclusivos na categoria, mas, do jeito que o carro está posicionado no configurador, muitas dessas tecnologias estão disponÃveis apenas na versão topo de linha, a Limited.
Faróis com tecnologia Matrix do Jeep Avenger
Divulgação / Stellantis
Assim, ao ver o preço de menos de R$ 120 mil, alguns clientes podem se frustrar ao perceber que muitas das novidades estão somente na versão que custa mais de R$ 140 mil. O carro entra, nesse caso, em outra faixa de concorrência com outros modelos.
Isso, combinado com o motor pequeno e as medidas menores da cabine, pode tornar a decisão mais difÃcil.
O último quesito que pode fazer algumas pessoas não comprarem o Jeep Avenger está nas versões mais baratas. O cluster de instrumentos é pequeno e, embora a central multimÃdia tenha 10 polegadas, a tela é um retângulo comprido.
A escolha de grafismos feita pela Jeep para o cluster e para a central multimÃdia poderia ser mais refinada.
Durante o test drive, a central multimÃdia se mostrou intuitiva, mas a tela parece pequena em comparação com o que outros concorrentes oferecem atualmente, especialmente em relação a formatos mais retangulares.
O cluster tem um grafismo diferente dos outros carros, o que é interessante, mas, na hora de ser funcional, pareceu um pouco confuso e não foi intuitivo de primeira.
É um ponto que a Jeep e a Stellantis podem melhorar no futuro.
Vendas já começaram
O modelo já entra em pré-venda e começa a ser entregue aos clientes ainda em agosto. Veja abaixo os equipamentos de série e preços dos opcionais.
O Jeep Avenger utiliza a plataforma CMP, arquitetura da Stellantis empregada em modelos de outras marcas do grupo, como Peugeot. O modelo havia sido confirmado pela Jeep no ano passado, durante o Salão do Automóvel.
Uma das principais estratégias da Jeep é oferecer uma boa lista de equipamentos para disputar espaço com modelos chineses e outros SUVs do segmento.
O Avenger é equipado com motor 1.0 turbo associado a um sistema hÃbrido leve, o MHEV 12V, a potência é de 116 cv com etanol ou gasolina.
O conjunto é ligado a uma transmissão automática CVT com sete marchas simuladas.
A aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,3 segundos com etanol e 10,7 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 185 km/h.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Ficha técnica - Jeep Avenger Limited
Assentos: 5
Comprimento: 4,08 m
Largura: 1,77 m (sem retrovisor)
Altura: 1,58 m
Entre-eixos: 2,55 m.
Porta-malas: 320 litros (VDA)
Peso: 1.280 kg
Rodas: 18 polegadas
Pneus: 215/55 R18
Suspensão dianteira: Independente, McPherson com barra estabilizadora
Suspensão traseira: Eixo de torção
Freios dianteiros: Disco ventilado
Freios traseiros: Disco sólido
Direção: Elétrica
Motor: Dianteiro, 3 cilindros em linha 1.0 Turbo MHEV
CombustÃvel: Gasolina / Etanol
Potência (E/G): 116 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina)
Torque (E/G): 20,4 kgfm (Etanol) / 20,4 kgfm (Gasolina)
Câmbio: Automático, CVT
Marchas: 7 marchas simuladas
Tração: Dianteira
Consumo urbano gasolina: 12,7 km/l
Consumo rodoviário gasolina: 13,5 km/l
Consumo urbano etanol: 8,8 km/l
Consumo rodoviário etanol: 9,4 km/l
Tanque de combustÃvel: 47 litros
Capacidade de carga: 400 kg
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Design forte
Apesar do design com para-lamas marcantes e cara robusta, o Avenger tem medidas que lembram bastante as do Fiat Pulse.
A Jeep destaca que, mesmo sem opção de tração 4x4, o SUV tem bons ângulos de entrada e saÃda e boa altura livre do solo. Segundo a marca, essas caracterÃsticas tornam o modelo mais adequado para deslocamentos leves fora de estrada.
O visual traz elementos que remetem à história da Jeep. A dianteira tem a tradicional grade com sete elementos. Os vincos nos para-lamas fazem referência aos primeiros modelos da marca.
As lanternas traseiras têm formato de X, em uma referência aos tonéis retangulares usados para transportar combustÃvel na parte traseira dos jipes durante os combates.
Jeep lança o Avenger no Brasil
Divulgação / Stellantis
Na cabine, o Avenger aposta em linhas mais sóbrias e horizontais para criar sensação de maior amplitude. O quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas de série e 10,25 polegadas nas versão mais caras. A central multimÃdia também é de série e tem 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.
Durante a apresentação, a Jeep destacou o DNA da marca, apesar de o Avenger não ter tração 4x4 e utilizar plataforma e conjunto mecânico compartilhados com modelos de Fiat, Peugeot e Citroën. Maçanetas e retrovisores, por exemplo, são componentes usados em modelos da Peugeot.
Segundo Breno Kamei, vice-presidente de marcas e marketing da Stellantis América do Sul, a Jeep considera que a história e o DNA da marca continuam sendo fatores importantes na decisão de compra dos consumidores.
A estratégia é usar essa identidade para disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e SUVs chineses de preços próximos.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Durante a apresentação, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, afirmou que a fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, já deve operar com 2 turnos na produção do Avenger e poderia abrir um terceiro. O modelo já tem exportação confirmada para Uruguai, Argentina e Paraguai.
Segundo ele, o objetivo é disputar a liderança do segmento, que tem o Volkswagen T-Cross entre os principais modelos
Veja abaixo o que cada versão do Jeep Avenger oferece e os respectivos preços.
Jeep Avenger Altitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Altitude — R$ 114.990 (preço promocional limitado às primeiras 1.000 unidades)
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 16" + pneus 215/65 R16;
Bancos revestidos em tecido;
Console central com apoio de braço, porta-copos removÃvel, porta-celular e porta-objetos;
Lanternas escurecidas em LED;
Maçanetas e retrovisores externos na cor preta.
Tecnologia e conforto
Faróis em LED + Automatic High Beam;
Ar-condicionado;
Cluster de 7" full digital
MultimÃdia 10";
1 entrada USB e 1 USB-C;
Freio de estacionamento elétrico;
Partida do motor sem chave;
Seletor de terrenos (Selec-Terrain);
Sensor de chuva;
Sensor de estacionamento traseiro;
Volante multifuncional;
Hill Descent Control (assistente de descida de rampa).
Segurança
6 airbags: 2 laterais, 2 de cortina e 2 frontais;
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - câmera;
Aviso de saÃda de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA);
Controle de estabilidade (ESC);
Detector de fadiga do motorista;
Controle automático de velocidade de cruzeiro;
Reconhecimento de placas de trânsito (TSR).
Opcional
Pacote High Altitude com (preço do carro sobe para R$ 124.990):
Barras de teto
Câmera de ré
Jeep Avenger Longitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Longitude — R$ 135.990
Tudo da versão Altitude +
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 17" + pneus 215/60 R17;
Bancos revestidos em tecido e vinil;
Barras longitudinais no teto;
Maçanetas na cor do veÃculo;
Retrovisores em black piano;
Volante multifuncional em couro e acabamento black piano.
Tecnologia e conforto
Ar-condicionado digital automático;
Faróis de neblina com função de iluminação em curva;
Walk away lock (veÃculo trava quando a chave se afasta);
Keyless + Entry N'go (veÃculo destrava com aproximação da chave);
Câmera de ré;
Carregador de celular sem fio;
Aletas para trocas de marcha atrás do volante.
Segurança
Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC);
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - radar + câmera.
Opcionais
Pacote Convenience Pack com:
Entradas USB e USB-C traseiras;
Retrovisor Frameless (sem moldura)
Espelhos rebatÃveis;
Detector de ponto cego (Blind Spot Detection);
Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais.
Pacote com Teto solar + Jeep Adventure Intelligence
Teto solar;
Cluster Full Digital 10,25";
Jeep Connect + ChatGPT embarcada.
Jeep Avenger Limited
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Limited — R$ 145.990
Tudo da versão Longitude +
Design
Grade de sete fendas iluminada;
Rodas de liga leve 18" + pneus 215/55 R18;
Bancos revestidos em vinil;
Teto preto;
Espelho retrovisor Frameless + eletrocrômico;
Ambient Light - 8 cores;
Iluminação interna em LED;
Retrovisores em Black Piano.
Tecnologia e conforto
Farol LED Matrix;
Jeep Connect + ChatGPT embarcada;
Câmera 360°;
Retrovisores externos com rebatimento automático;
Cluster full digital 10,25";
Sensor de estacionamento frontal;
Navegação embarcada;
Porta USB para passageiros traseiros.
Segurança
Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC) + centralizador de faixa;
Sistema de monitoramento de ponto cego.
Opcional
Teto solar
Veja Mais
12/08 -
Jeep Avenger é o hÃbrido mais barato do Brasil por R$ 114.990
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
A Jeep apresentou nesta quarta-feira (12) o Avenger, novo SUV da marca, que começa a ser fabricado em Porto Real (RJ) com preço inicial promocional de R$ 114.990.
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O valor é válido para a versão de entrada Altitude e está limitado à s primeiras mil unidades. É possÃvel ainda adicionar um pacote de opcionais com câmera de ré, barras de teto e teto preto. Com esses equipamentos, o Avenger Altitude tem preço especial de R$ 124.990 para as primeiras 2 mil unidades.
As demais versões são Longitude por R$ 135.990 e Limited por R$ 145.990.
Agora no g1
O modelo já entra em pré-venda e começa a ser entregue aos clientes ainda em agosto. Veja abaixo os equipamentos de série e preços dos opcionais.
O Jeep Avenger utiliza a plataforma CMP, arquitetura da Stellantis empregada em modelos de outras marcas do grupo, como Peugeot. O modelo havia sido confirmado pela Jeep no ano passado, durante o Salão do Automóvel.
Uma das principais estratégias da Jeep é oferecer uma boa lista de equipamentos para disputar espaço com modelos chineses e outros SUVs do segmento.
O Avenger é equipado com motor 1.0 turbo associado a um sistema hÃbrido leve, o MHEV 12V, a potência é de 116 cv com etanol ou gasolina.
O conjunto é ligado a uma transmissão automática CVT com sete marchas simuladas.
A aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,3 segundos com etanol e 10,7 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 185 km/h.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Ficha técnica - Jeep Avenger Limited
Assentos: 5
Comprimento: 4,08 m
Largura: 1,77 m (sem retrovisor)
Altura: 1,58 m
Entre-eixos: 2,55 m.
Porta-malas: 320 litros (VDA)
Peso: 1.280 kg
Rodas: 18 polegadas
Pneus: 215/55 R18
Suspensão dianteira: Independente, McPherson com barra estabilizadora
Suspensão traseira: Eixo de torção
Freios dianteiros: Disco ventilado
Freios traseiros: Disco sólido
Direção: Elétrica
Motor: Dianteiro, 3 cilindros em linha 1.0 Turbo MHEV
CombustÃvel: Gasolina / Etanol
Potência (E/G): 116 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina)
Torque (E/G): 20,4 kgfm (Etanol) / 20,4 kgfm (Gasolina)
Câmbio: Automático, CVT
Marchas: 7 marchas simuladas
Tração: Dianteira
Consumo urbano gasolina: 12,7 km/l
Consumo rodoviário gasolina: 13,5 km/l
Consumo urbano etanol: 8,8 km/l
Consumo rodoviário etanol: 9,4 km/l
Tanque de combustÃvel: 47 litros
Capacidade de carga: 400 kg
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Design forte
Apesar do design com para-lamas marcantes e cara robusta, o Avenger tem medidas que lembram bastante as do Fiat Pulse.
A Jeep destaca que, mesmo sem opção de tração 4x4, o SUV tem bons ângulos de entrada e saÃda e boa altura livre do solo. Segundo a marca, essas caracterÃsticas tornam o modelo mais adequado para deslocamentos leves fora de estrada.
O visual traz elementos que remetem à história da Jeep. A dianteira tem a tradicional grade com sete elementos. Os vincos nos para-lamas fazem referência aos primeiros modelos da marca.
As lanternas traseiras têm formato de X, em uma referência aos tonéis retangulares usados para transportar combustÃvel na parte traseira dos jipes durante os combates.
Jeep lança o Avenger no Brasil
Divulgação / Stellantis
Na cabine, o Avenger aposta em linhas mais sóbrias e horizontais para criar sensação de maior amplitude. O quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas de série e 10,25 polegadas nas versão mais caras. A central multimÃdia também é de série e tem 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.
Durante a apresentação, a Jeep destacou o DNA da marca, apesar de o Avenger não ter tração 4x4 e utilizar plataforma e conjunto mecânico compartilhados com modelos de Fiat, Peugeot e Citroën. Maçanetas e retrovisores, por exemplo, são componentes usados em modelos da Peugeot.
Segundo Breno Kamei, vice-presidente de marcas e marketing da Stellantis América do Sul, a Jeep considera que a história e o DNA da marca continuam sendo fatores importantes na decisão de compra dos consumidores.
A estratégia é usar essa identidade para disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e SUVs chineses de preços próximos.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Durante a apresentação, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, afirmou que a fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, já deve operar com 2 turnos na produção do Avenger e poderia abrir um terceiro. O modelo já tem exportação confirmada para Uruguai, Argentina e Paraguai.
Segundo ele, o objetivo é disputar a liderança do segmento, que tem o Volkswagen T-Cross entre os principais modelos
Veja abaixo o que cada versão do Jeep Avenger oferece e os respectivos preços.
Jeep Avenger Altitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Altitude — R$ 114.990 (preço promocional limitado às primeiras 1.000 unidades)
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 16" + pneus 215/65 R16;
Bancos revestidos em tecido;
Console central com apoio de braço, porta-copos removÃvel, porta-celular e porta-objetos;
Lanternas escurecidas em LED;
Maçanetas e retrovisores externos na cor preta.
Tecnologia e conforto
Faróis em LED + Automatic High Beam;
Ar-condicionado;
Cluster de 7" full digital
MultimÃdia 10";
1 entrada USB e 1 USB-C;
Freio de estacionamento elétrico;
Partida do motor sem chave;
Seletor de terrenos (Selec-Terrain);
Sensor de chuva;
Sensor de estacionamento traseiro;
Volante multifuncional;
Hill Descent Control (assistente de descida de rampa).
Segurança
6 airbags: 2 laterais, 2 de cortina e 2 frontais;
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - câmera;
Aviso de saÃda de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA);
Controle de estabilidade (ESC);
Detector de fadiga do motorista;
Controle automático de velocidade de cruzeiro;
Reconhecimento de placas de trânsito (TSR).
Opcional
Pacote High Altitude com (preço do carro sobe para R$ 124.990):
Barras de teto
Câmera de ré
Jeep Avenger Longitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Longitude — R$ 135.990
Tudo da versão Altitude +
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 17" + pneus 215/60 R17;
Bancos revestidos em tecido e vinil;
Barras longitudinais no teto;
Maçanetas na cor do veÃculo;
Retrovisores em black piano;
Volante multifuncional em couro e acabamento black piano.
Tecnologia e conforto
Ar-condicionado digital automático;
Faróis de neblina com função de iluminação em curva;
Walk away lock (veÃculo trava quando a chave se afasta);
Keyless + Entry N'go (veÃculo destrava com aproximação da chave);
Câmera de ré;
Carregador de celular sem fio;
Aletas para trocas de marcha atrás do volante.
Segurança
Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC);
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) - radar + câmera.
Opcionais
Pacote Convenience Pack com:
Entradas USB e USB-C traseiras;
Retrovisor Frameless (sem moldura)
Espelhos rebatÃveis;
Detector de ponto cego (Blind Spot Detection);
Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais.
Pacote com Teto solar + Jeep Adventure Intelligence
Teto solar;
Cluster Full Digital 10,25";
Jeep Connect + ChatGPT embarcada.
Jeep Avenger Limited
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Limited — R$ 145.990
Tudo da versão Longitude +
Design
Grade de sete fendas iluminada;
Rodas de liga leve 18" + pneus 215/55 R18;
Bancos revestidos em vinil;
Teto preto;
Espelho retrovisor Frameless + eletrocrômico;
Ambient Light - 8 cores;
Iluminação interna em LED;
Retrovisores em Black Piano.
Tecnologia e conforto
Farol LED Matrix;
Jeep Connect + ChatGPT embarcada;
Câmera 360°;
Retrovisores externos com rebatimento automático;
Cluster full digital 10,25";
Sensor de estacionamento frontal;
Navegação embarcada;
Porta USB para passageiros traseiros.
Segurança
Controle automático da velocidade cruzeiro adaptativo (ACC) + centralizador de faixa;
Sistema de monitoramento de ponto cego.
Opcional
Teto solar
Veja Mais
12/08 -
Câmara aprova suspender CNH de motorista que usar carro para abandonar animais na rua
Gato e cachorro
Andrew S/Unsplash
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) um projeto de lei que estabelece a suspensão por um ano e meio da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista que usar o carro para abandonar animais na rua.
🶠No caso de abandono de cão ou gato, a suspensão passa a ser de 18 meses. As punições também serão aplicadas na condução de embarcações. (Veja mais)
🚗 A proposta agora precisa ser analisada pelo Senado Federal. Relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG), o projeto acrescenta a conduta ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como infração gravÃssima.
“O abandono de animais domésticos ou domesticados, em qualquer circunstância, representa prática de crueldade incompatÃvel com o dever constitucional de proteção da fauna e com a vedação à s condutas que submetam animais a tratamento cruelâ€, afirmou o relator.
O projeto de lei prevê que o motorista que utilizar veÃculo automotor para abandonar ou auxiliar o abandono de animal na via será multado. Se o animal sofrer alguma lesão, for atropelado ou morrer, a multa é dobrada.
Agora no g1
O texto ainda prevê a perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para o motorista que reincidir na infração em até 24 meses.
Para o deputado relator, a utilização de veÃculo para abandono, levando o animal para local em que se pretende dificultar o retorno, o resgate ou a identificação do responsável é uma ameaça à segurança dos bichos e das vias.
“O meio empregado, portanto, não é neutro: ele potencializa o sofrimento do animal, agrava o risco de morte, atropelamento, fome, sede, doença, exposição climática e ataque por outros animais, além de prejudicar a segurança das viasâ€, afirmou.
Regras valem para embarcações
O projeto cria as mesmas punições para o abandono com embarcações, lanchas e motos aquáticas.
Segundo o texto, o condutor terá a suspensão por 12 meses do certificado de habilitação se utilizar meios de transporte aquáticos para abandonar ou auxiliar o abandono de animal.
A nova regra abrange os abandanos feitos em rios, lagos, baÃas, represas ou demais águas interiores.
Se o animal abandonado for gato ou cachorro, a suspensão também sobe para 18 meses.
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12/08 -
Projeto de lei quer suspender por 10 anos CNH de motorista alcoolizado que causar morte; multa pode chegar a R$ 14,6 mil
Mortes por álcool no trânsito têm queda de quase 20%, mas trajetória de queda não é mantida
Adobe Stock
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu, nesta quarta-feira (12), parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para quem causar um acidente dirigindo embriagado.
O texto aprovado na comissão prevê suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa equivalente a 50 vezes a penalidade prevista para o motorista que dirigir sob influência de álcool e se envolver em acidente que resulte em morte. Multa por infração gravÃssima é de R$ 293,47; com a multiplicação prevista no projeto, o valor salta para R$ 14.673,50.
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A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei o projeto ainda precisa ser votado e aprovado no Congresso.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para aumentar as punições para motoristas que dirigirem sob influência de álcool.
Agora no g1
O texto original, de autoria do deputado Gilvan Maximo (Republicanos-DF), previa multa agravada em até 100 vezes e suspensão do direito de dirigir por 10 anos quando o acidente resultasse em morte.
No substitutivo apresentado pelo relator, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), a multa para os casos com morte ficou estabelecida em 50 vezes, enquanto o perÃodo de suspensão da habilitação foi mantido em 10 anos.
Para casos em que a vÃtima fique permanentemente inválida, a proposta prevê multa de 20 vezes e suspensão do direito de dirigir por cinco anos.
Para que as penalidades sejam aplicadas, o texto estabelece que o motorista tenha se envolvido em um sinistro nas circunstâncias previstas na lei e que sua responsabilidade pela ocorrência tenha sido comprovada.
Blitz Lei Seca
Magbo Segllia/GovRJ
13.075 óbitos
A taxa de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool caiu 19,5% no Brasil entre 2010 e 2024, mas o avanço perdeu força nos últimos anos e o número absoluto de vÃtimas voltou a crescer.
Os dados mais recentes são de 2024 e mostram que o paÃs registrou 13.075 óbitos associados à combinação de bebida alcoólica e direção, alta de 6,2% em relação ao ano anterior. A análise é do Centro de Informações sobre Saúde e Ãlcool (CISA), divulgada em junho de 2026.
Criada em 2008, a Lei Seca estabeleceu tolerância zero para motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas. Desde então, o Brasil registrou uma redução de 19,5% na taxa de mortes atribuÃveis ao álcool no trânsito por 100 mil habitantes entre 2010 e 2024.
Mas a análise do CISA mostra que esse ritmo de queda vem desacelerando. O levantamento também mostra crescimento das consequências mais graves da combinação entre álcool e direção.
Em 2025, foram registradas 102.440 internações relacionadas a esses eventos, número 1,9% superior ao do ano anterior.
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12/08 -
Trocar um carro a combustão ainda novo por um elétrico é melhor para o clima? Estudo avaliou impacto
Um carro elétrico é carregado em estação de recarga; estudo analisou o impacto climático da troca de veÃculos a combustão por modelos elétricos.
Pexels
Substituir um carro a combustão que ainda funciona por um elétrico pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao longo dos anos, mesmo quando o veÃculo substituÃdo é relativamente novo.
A conclusão é de um estudo publicado na revista "Science", que analisou diferentes cenários nos Estados Unidos e buscou responder a uma questão especÃfica: do ponto de vista das emissões de carbono, é melhor usar um carro a gasolina até o fim de sua vida útil ou antecipar sua retirada?
A resposta encontrada pelos pesquisadores Elliott Campbell, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, foi favorável à troca em grande parte das situações analisadas.
âš ï¸ Isso não significa, porém, que substituir qualquer carro por um elétrico seja sempre a opção mais sustentável ou vantajosa.
O trabalho se concentra nas emissões de gases de efeito estufa e parte de condições especÃficas, entre elas a de que o veÃculo a combustão seja retirado definitivamente de circulação.
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Para fazer a comparação, os cientistas levaram em conta não apenas as emissões produzidas durante o uso dos veÃculos.
A conta também incluiu etapas como fabricação do automóvel e da bateria, obtenção de matérias-primas, produção de combustÃvel e geração da eletricidade usada para recarregar o modelo elétrico.
É justamente aà que está um dos principais pontos do estudo. Produzir um carro elétrico novo também gera emissões e, em alguns casos, essa etapa pode ter um impacto maior do que a fabricação de um modelo a combustão.
Segundo os autores, porém, essa diferença inicial pode ser compensada posteriormente porque, nos cenários analisados, os elétricos emitem menos durante o uso.
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Em um exemplo usado pelos pesquisadores, um SUV médio nos Estados Unidos teria uma vida útil de 16 anos.
Se o modelo a combustão fosse retirado no segundo ano e substituÃdo por um elétrico, as emissões acumuladas ao longo do perÃodo cairiam 44%.
âž¡ï¸ Nesse cenário especÃfico, seriam necessários cerca de três anos para compensar as emissões adicionais associadas à produção do novo veÃculo.
O resultado não foi igual em todas as simulações. Ao variar eficiência dos veÃculos, caracterÃsticas das baterias e nÃvel de emissões da rede elétrica, os pesquisadores encontraram redução lÃquida de carbono em 92% dos cenários testados.
Houve, no entanto, situações em que a vantagem diminuiu ou desapareceu, especialmente quando se combinavam um elétrico de alto consumo com eletricidade produzida por uma rede mais intensiva em carbono.
Mikel González, professor de pesquisa do BC3, que não participou do trabalho, avaliou ao Science Media Centre España que os resultados são consistentes em diferentes condições.
“Este artigo publicado na revista Science demonstra que a substituição antecipada de veÃculos de combustão fóssil por veÃculos elétricos é muito favorável do ponto de vista das emissões em quase todos os casos e contextosâ€, afirmou.
O pesquisador também destacou um dos cenários calculados pelos autores. “No caso extremo em que o carro de combustão fosse retirado no segundo ano, as emissões durante todo o ciclo de vida seriam reduzidas em 44%â€.
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Há ressalvas
Uma das principais limitações, contudo, está justamente no destino do veÃculo substituÃdo. O estudo compara a continuidade do uso do carro a combustão com sua retirada permanente da frota. Se esse automóvel for apenas vendido e continuar circulando, o efeito pode ser diferente.
Os autores discutem esse problema ao avaliar a possibilidade de que uma maior oferta de carros usados reduza preços e coloque mais veÃculos a combustão nas ruas. Dependendo da dimensão desse efeito, parte do benefÃcio calculado para a eletrificação poderia ser anulada.
Antonio GarcÃa MartÃnez, professor da Universidade Politécnica de Valência, também chamou atenção para essa questão em comentário ao Science Media Centre España.
“Suas conclusões dependem de uma hipótese muito forte: que o veÃculo de combustão seja retirado definitivamente da frota e não continue sendo utilizado no mercado de segunda mãoâ€, afirmou.
Ele considera o trabalho metodologicamente sólido para responder à pergunta proposta, mas ressalta que o estudo olha especificamente para a redução das emissões futuras de CO₂.
Outros aspectos ambientais, como o consumo de materiais, a energia já empregada para fabricar um automóvel ainda funcional e princÃpios da economia circular, ficam fora do centro da análise.
Por isso, ainda segundo ele, os resultados não devem ser interpretados como uma recomendação para que proprietários descartem carros em bom estado e comprem modelos elétricos imediatamente.
Os próprios autores observam que retirar veÃculos mais novos da frota é hoje economicamente pouco viável e apresentam o trabalho principalmente como uma análise sobre o potencial climático de polÃticas que incentivem a substituição de veÃculos a combustão, especialmente os menos eficientes.
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12/08 -
Jeep lança o Avenger nesta quarta, mirando disputa entre SUVs compactos; veja o que se sabe
Jeep lança o Avenger no Brasil
Divulgação / Stellantis
A Jeep do Brasil vai lançar nesta quarta-feira (12) o Avenger. O modelo mais importante da marca chega com motor T200 hÃbrido leve (MHEV) de 12V em todas as versões.
O g1 acompanha o lançamento e vai trazer todas as informações durante o dia.
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A Jeep ainda não divulgou oficialmente os dados técnicos do conjunto mecânico do Avenger, mas a motorização é a mesma utilizada no Fiat Pulse Audace 1.0 Turbo Hybrid.
No Pulse, o motor 1.0 turbo de três cilindros gera 125 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, tanto com gasolina quanto com etanol.
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O sistema hÃbrido leve do Avenger também conta com um motor elétrico de 4 cv e 1 kgfm de torque, além de uma bateria de 0,132 kWh.
Ainda não foram divulgados dados oficiais de consumo do Jeep Avenger. Como referência, a ficha técnica do Fiat Pulse informa consumo de 9,3 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os números são de 13,4 km/l e 14,4 km/l, respectivamente.
Plataforma e dimensões
A plataforma do Jeep é a CMP, também utilizada em modelos da Citroën e da Peugeot. As medidas do Jeep Avenger ainda não foram confirmadas, mas o modelo tem porte semelhante ao do Fiat Pulse.
O SUV será produzido em Porto Real (RJ) e será o primeiro veÃculo hÃbrido MHEV fabricado na unidade.
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Design e cabine
O Avenger terá as tradicionais sete fendas da Jeep iluminadas na dianteira e lanternas traseiras em formato de X.
O desenho também inclui caixas de rodas trapezoidais, para-choques descritos pela marca como robustos, barras de teto, pintura em duas cores e rodas de liga leve de 18 polegadas com acabamento diamantado.
A Jeep também destaca os ângulos de ataque e de saÃda e a altura em relação ao solo, mas ainda não confirmou essas medidas.
Painel do novo Jeep Avenger
Divulgação / Stellantis
Segundo a Jeep, o interior foi desenvolvido com foco em ergonomia e conforto. A marca destaca a escolha dos materiais, os acabamentos, as formas e as texturas da cabine. O interior também terá uma assinatura luminosa, com iluminação integrada ao desenho.
Segundo a marca, a cabine terá tecnologias intuitivas e uma ambientação voltada ao conforto. Entre os recursos tecnológicos anunciados para o modelo está um assistente de voz com ChatGPT embarcado, desenvolvido em parceria com a OpenAI.
A Jeep afirma que o sistema permitirá aos ocupantes interagir com recursos de inteligência artificial a bordo.
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11/08 -
Venda de carros cai na China, e marcas chinesas aceleram chegada ao Brasil e a novos mercados
Carros da Leapmotor prontos para exportação
Divulgação / Leapmotor
Dados da Associação de Automóveis de Passeio da China (CPCA) mostram que julho de 2026 foi o décimo mês consecutivo de queda nas vendas de automóveis no mercado doméstico da China.
O recuo foi de 21,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 1,47 milhão de veÃculos.
No mesmo perÃodo, as exportações da China dispararam 88,2%, para 923 mil veÃculos. O movimento mostra como as montadoras chinesas estão ampliando sua presença em outros mercados diante da desaceleração da demanda interna e da forte concorrência no maior mercado automotivo do mundo.
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A queda das vendas domésticas foi mais intensa do que a associação esperava. Segundo Cui Dongshu, secretário-geral da CPCA, o aumento dos preços dos combustÃveis prejudicou principalmente os veÃculos movidos a gasolina, enquanto a demanda por sedãs de entrada também perdeu força.
Nos primeiros sete meses do ano, as vendas domésticas de veÃculos de passeio acumulam queda de 20,5%, o equivalente a cerca de 2,65 milhões de unidades a menos do que no mesmo perÃodo de 2025.
Exportações ganham força
O movimento é oposto no mercado externo. As exportações de veÃculos elétricos e hÃbridos plug-in cresceram 147,8% em julho, enquanto as vendas desses modelos no mercado doméstico recuaram 3,9%.
As montadoras chinesas vêm ampliando a atuação, especialmente na Europa, no Sudeste Asiático, na América Latina e no Oriente Médio. A estratégia ajuda as fabricantes a compensar a menor demanda dentro do paÃs e a aproveitar mercados onde a presença de marcas chinesas ainda está em expansão.
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A BYD, maior fabricante mundial de veÃculos elétricos, é um dos exemplos. A empresa enfrenta um mercado doméstico mais fraco, mas registrou recorde de remessas internacionais em julho, contribuindo para o terceiro mês consecutivo de crescimento de suas vendas globais.
Brasil está entre os mercados que mais recebem carros chineses
O movimento de expansão das montadoras chinesas já aparece com força no Brasil. Entre janeiro e julho, o paÃs importou 344,1 mil veÃculos, alta de 25,7% em relação ao mesmo perÃodo de 2025. Mais de 180 mil vieram da China — 52,4% de todos os veÃculos importados pelo Brasil no perÃodo.
As importações de veÃculos chineses cresceram 105,4% no acumulado do ano, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea).
A ofensiva ocorre em um momento de forte crescimento dos veÃculos eletrificados no mercado brasileiro. No acumulado até julho, os emplacamentos de carros elétricos e hÃbridos avançaram 120,8% em relação ao mesmo perÃodo do ano passado.
Em julho, os eletrificados responderam por 23,5% dos emplacamentos de veÃculos no paÃs, a maior participação registrada até então.
Montadoras buscam espaço fora da China
A expansão internacional ocorre em um momento de maior competição dentro da própria China. Com consumidores mais seletivos e uma grande quantidade de novos modelos, as fabricantes enfrentam pressão para manter preços competitivos e preservar margens.
Segundo analistas, a demanda por substituição de veÃculos perdeu força depois do impulso provocado pelos subsÃdios, enquanto os consumidores passaram a selecionar mais os modelos antes de comprar.
O secretário-geral da CPCA, Cui Dongshu, resumiu o desafio das fabricantes: enquanto as montadoras tentam avançar para segmentos mais sofisticados, os consumidores chineses continuam priorizando veÃculos com melhor relação entre preço e benefÃcio.
Estratégia inclui produção no exterior
Além de aumentar as exportações, as fabricantes chinesas também estão buscando produzir mais perto dos mercados consumidores.
Um exemplo é a Geely, que fechou acordo com a Ford para produzir SUVs elétricos em uma fábrica da montadora americana na Espanha. A estratégia permite às empresas chinesas ampliar a capacidade de produção e facilitar o acesso ao mercado europeu.
Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador
Malu Vieira/ g1 BA
No Brasil, o movimento também deve continuar. Sete novas marcas chinesas têm planos de entrar no mercado brasileiro até 2028, segundo levantamento divulgado pelo g1.
A expansão aumenta a concorrência com fabricantes tradicionais e já começa a pressionar os preços. Segundo estudo da Bright Consulting, o preço médio dos veÃculos zero quilômetro teve queda real de 1,5% em 2026, descontada a inflação.
Pressão sobre o setor deve continuar
Apesar do avanço das exportações, a fraqueza do mercado chinês pode continuar no segundo semestre.
Analistas do Deutsche Bank avaliam que as montadoras devem enfrentar pressão sobre as margens com o aumento das promoções e dos custos de componentes, como baterias de lÃtio e memórias para semicondutores.
O cenário cria uma situação paradoxal para a indústria chinesa: as vendas dentro do paÃs perdem força justamente quando as montadoras aceleram a expansão internacional — e mercados como o Brasil ganham importância nessa estratégia.
*Com informações da Reuters
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11/08 -
Ford do Brasil adianta a inspeção por recall de 1.371 unidades do Mustang
Ford Mustang GT
Divulgação / Ford
A Ford do Brasil havia anunciado em 21 de julho um recall para o Mustang por falha nos limpadores do para-brisa. Os modelos envolvidos foram fabricados entre 2024 e 2026.
Na ocasião, o comunicado da Ford informava que o defeito só seria averiguado e solucionado no segundo trimestre de 2027.
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Porém, um novo comunicado da montadora, divulgado nesta terça-feira (11), informa que as 1.371 unidades do Mustang no Brasil já podem passar pela inspeção imediatamente.
O texto do comunicado da Ford também "destaca a importância do imediato atendimento a esta convocação".
Entenda o recall
Segundo a marca, existe o risco de o esguicho de água e os limpadores não funcionarem e, por isso, pode haver a diminuição ou perda de visibilidade.
De acordo com a Ford, esta condição acaba “aumentando o risco de acidente com possÃveis danos fÃsicos aos ocupantes do veÃculo e a terceirosâ€.
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O motivo do possÃvel defeito é uma falha na programação que pode afetar o funcionamento do motor do limpador quando a temperatura atinge 0 grau Celsius ou menos.
“Nessa condição, os limpadores podem funcionar apenas na velocidade alta, e o esguicho de água do para-brisa pode não funcionar, sem aviso prévio ao condutorâ€, diz a Ford em nota.
A inspeção e eventual reparo, segundo a Ford, levam aproximadamente 20 minutos. Se necessária, a substituição do motor dos limpadores do para-brisa é gratuita.
Unidades envolvidas no recall:
Mustang - Modelo 2024 - Chassis: de R5433555 até R5434492.
Mustang - Modelo 2025 - Chassis: de S5405308 até S5504022.
Mustang - Modelo 2026 - Chassis: de T5501127 até T5501731.
Ford Bronco Sport
Divulgação | Ford
Ford pediu para não conduzir Bronco Sport e Maverick
Em junho deste ano, a Ford já havia feito um outro recall e pediu para os proprietários não conduzirem os veÃculos envolvidos no recall.
Os modelos Bronco Sport, fabricados entre 2021 e 2025, e Maverick, produzidos entre 2022 e 2025, poderiam apresentar um problema na fixação do braço inferior da suspensão dianteira. Segundo a Ford, 237 unidades dos dois veÃculos fazem parte deste recall.
A montadora, na ocasião, recomendou que os proprietários dos veÃculos afetados evitassem conduzir os carros até que o atendimento seja realizado em uma concessionária.
O chamado ocorreu devido a uma falha detectada no processo de montagem. Segundo a Ford, o braço inferior da suspensão dianteira, em ambos os lados dos veÃculos, poderia não estar fixado de maneira correta no suporte da roda dianteira.
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Caso ocorra a falha de fixação, a peça poderá se soltar do suporte da roda. O defeito acarreta o risco de o motorista perder o controle do veÃculo em movimento, o que eleva a possibilidade de acidentes com danos fÃsicos e riscos fatais aos ocupantes do automóvel e a terceiros.
O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de 20 minutos, embora o prazo possa variar segundo o fluxo da concessionária escolhida.
O atendimento aos proprietários do Bronco Sport e da Maverick já está aberto. Os clientes devem realizar o agendamento do serviço, disponÃvel de segunda a sexta-feira, das 8h à s 17h.
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08/08 -
Quanto o posto de combustÃvel lucra? Projeto de lei quer exigir informação na nota fiscal
Projeto de lei quer obrigar postos a detalhar preço dos combustÃveis na nota fiscal, inclusive Lucro
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados quer obrigar postos de combustÃveis a informar na nota fiscal como é formado o preço pago pelo consumidor, incluindo a margem de lucro na distribuição e na venda dos combustÃveis.
A proposta, de autoria do deputado licenciado Guilherme Boulos (PSOL-SP), prevê um detalhamento maior dos componentes que formam o preço final da gasolina, do etanol, do diesel e do gás de cozinha.
O PL 4788/2025 teve um requerimento de urgência aprovado pelo Plenário em abril de 2026 e, por isso, pode ser analisado diretamente pelos deputados.
🔎 Na tramitação, o texto passou pela Comissão de Defesa do Consumidor e está também na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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Pelo texto, a nota fiscal ou documento equivalente deverá apresentar os valores nominais e percentuais de cada componente do preço.
A medida altera a Lei 12.741/2012, que já determina a informação sobre a carga tributária nos documentos fiscais, e passaria a exigir um detalhamento especÃfico para combustÃveis e gás liquefeito de petróleo (GLP).
Entre os itens que teriam de aparecer no documento estão:
O valor recebido pelo produtor ou importador;
O custo do biocombustÃvel incorporado ao combustÃvel, como o etanol anidro na gasolina ou o biodiesel, quando houver;
Os tributos federais, que incluem CIDE, PIS/Pasep e Cofins, além do ICMS estadual;
A margem bruta de comercialização, que reuniria os custos e as margens de lucro das empresas de distribuição e revenda.
As informações teriam de ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização no documento entregue ao consumidor.
O projeto também prevê que produtores, importadores e distribuidores informem, nos documentos fiscais de suas próprias operações, os dados referentes às etapas pelas quais são responsáveis.
A intenção é permitir que o consumidor acompanhe a formação do preço ao longo da cadeia.
Na justificativa, Boulos afirma que a legislação atual avançou ao exigir a indicação dos tributos, mas que o consumidor ainda não consegue visualizar como o preço final é formado.
Divulgação de lucro
Advogados ouvidos pelo g1 concordam que o consumidor pode ter acesso a mais informações. Eles, porém, fazem ressalvas principalmente à divulgação das margens de lucro das empresas.
Para os especialistas, o projeto pode ampliar a transparência, mas precisa estabelecer limites para evitar a exposição de informações comerciais e a criação de obrigações difÃceis de cumprir.
Para Bruno Boris, sócio-fundador do Bruno Boris Advogados, a proposta amplia uma obrigação que já existe. A legislação atual determina que o consumidor receba informações sobre os tributos e outros dados relacionados ao preço.
O problema começa, na avaliação do advogado, quando o projeto passa a exigir a divulgação da margem de lucro das empresas.
Segundo Boris, a divulgação detalhada desses dados pode gerar problemas de concorrência, já que uma empresa poderia usar informações sobre os custos de outra para ajustar sua estratégia comercial.
Por isso, ele afirma que, mesmo se aprovado, o projeto pode ser questionado do ponto de vista jurÃdico e constitucional.
Lorena Bentes, advogada do departamento cÃvel e empresarial do Fonseca Brasil Serrão Advogados, considera que o consumidor já tem direito a informações claras sobre o produto, o preço e os impostos.
O que não existe atualmente é uma obrigação geral para que uma empresa revele quanto gastou, quanto custa sua operação ou quanto ganha em cada venda.
“Transparência de preço não é necessariamente transparência da contabilidade interna da empresaâ€, diz a advogada.
Na avaliação de Lorena, há justificativa para que os combustÃveis tenham uma regra diferente de outros produtos. Ela destaca que se trata de um mercado regulado, com produtos essenciais e de forte impacto na economia.
Por isso, segundo a advogada, o fato de outros setores não precisarem divulgar suas margens não é suficiente para impedir a criação de uma regra especÃfica para combustÃveis.
A principal ressalva de Lorena está na quantidade de informações que seria divulgada. Para ela, o debate mais importante é saber se é necessário mostrar a margem de cada empresa ou se dados médios e informações consolidadas seriam suficientes.
A advogada também chama atenção para o risco de informações individuais afetarem a concorrência. Assim, sua avaliação é favorável à transparência, mas com limites.
Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli, Porto & Andreghetto Advogados, também entende que o projeto pode criar uma regra especÃfica para os combustÃveis. Ela ressalta que o consumidor hoje não pode exigir a abertura completa dos custos e do lucro de uma empresa.
Para Daniela, o projeto faz sentido porque os combustÃveis têm caracterÃsticas próprias e seus preços afetam outros setores da economia.
Ela, porém, aponta dificuldades práticas. Um posto, por exemplo, pode não ter acesso a todos os dados sobre custos e margens das etapas anteriores da cadeia.
A advogada defende que, caso a proposta avance, os dados sejam padronizados e verificáveis, deixando claro quem fornece cada informação e quem será responsável por eventuais erros.
"A diferença entre o preço de compra e o de venda não representa necessariamente lucro, já que desse valor ainda saem despesas como salários, aluguel, energia, transporte e manutenção", diz a especialista.
A reportagem do g1 entrou em contato com a Federação Nacional do Comércio de CombustÃveis e de Lubrificantes (FecombustÃveis), mas não houve retorno.
Segundo Rodrigo Zingales, diretor executivo da Associação Brasileira de Revendedores de CombustÃveis Independentes e Livres (AbraLivre), a entidade já defendia uma medida semelhante em 2021, quando houve a discussão sobre a divulgação dos custos dos combustÃveis.
Na época, a AbraLivreve argumentava que, além dos custos, o consumidor deveria ter acesso ao preço pago pelo posto à distribuidora.
Para Zingales, essa informação é importante porque permite acompanhar melhor a formação do preço ao longo da cadeia.
Segundo ele, o projeto de lei em discussão na Câmara pode corrigir justamente essa lacuna. Ele também avalia que a medida pode ajudar na fiscalização de eventuais aumentos considerados abusivos e permitir que postos e consumidores identifiquem diferenças de preços entre distribuidoras e revendedores.
"Com esta transparência, será mais fácil os órgãos fiscalizadores descobrirem quem realmente abusa de aumento de preços", diz Zingales.
Na avaliação do diretor da AbriLivre, a divulgação do preço de compra também permitiria comparar com mais clareza os valores praticados pelas distribuidoras e pelos postos, aumentando a transparência nas relações comerciais entre os dois segmentos.
Chevrolet Onix ECO usa exclusivamente etanol no tanque
Divulgação / GM
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07/08 -
Carros da China já correspondem a 52% dos importados no Brasil em 2026; eletrificados crescem 120%
Carros da Leapmotor desembarcam no porto
Divulgação / Leapmotor
A importação de veÃculos chineses para o Brasil mais que dobrou nos sete primeiros meses de 2026. Os embarques da China para o mercado brasileiro cresceram 105,4% na comparação com o mesmo perÃodo do ano passado. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea).
Ao todo, o Brasil importou 344,1 mil autoveÃculos até julho, volume 25,7% superior ao registrado nos primeiros sete meses de 2025, segundo Anfavea.
Desse volume total de veÃculos importados, mais de 180 mil vieram da China. O que corresponde a 52,4 % das importações do perÃodo.
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O avanço das importações acontece em sentido contrário ao desempenho das exportações brasileiras. De janeiro a julho, o paÃs embarcou 255,9 mil autoveÃculos para outros mercados, contra 323 mil no mesmo perÃodo de 2025.
A queda nas exportações foi de 20,8%. Em julho, porém, as exportações somaram 39,3 mil unidades, alta de 6,8% em relação a junho.
Para a Anfavea, o volume de importações já representa uma parcela relevante em relação à produção das fábricas instaladas no paÃs.
"Esse volume de quase 350 mil é maior do que a produção no perÃodo da maioria das fábricas das nossas associadas, o que indica que poderÃamos estar gerando mais demanda para nossas fábricas e fornecedores e, por tabela, mais empregos", afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea.
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A Argentina teve papel importante na retração das vendas externas. Os embarques brasileiros para o paÃs, que é o principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo, caÃram 35,4% no acumulado do ano.
Segundo a Anfavea, com exceção da Colômbia, houve redução dos embarques brasileiros para todos os paÃses da América Latina.
Apesar da maior entrada de veÃculos importados e da queda nas exportações, a produção brasileira cresceu.
As fábricas instaladas no paÃs produziram mais de 1,6 milhão de veÃculos nos primeiros sete meses de 2026, alta de 8,3% sobre as 1,5 milhão de unidades fabricadas no mesmo perÃodo de 2025.
Em julho, foram produzidas 253,9 mil unidades, crescimento de 3,1% sobre junho e de 5,9% na comparação com julho do ano passado.
O desempenho colocou o Brasil entre os paÃses produtores de veÃculos com maior crescimento no perÃodo.
No acumulado até julho, a produção brasileira avançou 8,8%, atrás apenas da Ãndia, que registrou alta de 14,5%. No mesmo levantamento, o Japão teve crescimento de 2,9%, enquanto Estados Unidos e China apresentaram quedas de 11,7% e 4%, respectivamente.
"É um resultado expressivo da nossa indústria, apesar das dificuldades nas exportações e da entrada de importados bem acima da média dos anos anteriores", afirmou Calvet.
Produção de veÃculos na fábrica da Stellantis em Goiana (PE)
Divulgação/Stellantis
Mês recorde de vendas
As vendas de veÃculos novos tiveram em julho o melhor resultado do ano. Foram emplacados 279,5 mil autoveÃculos no mês, alta de 2,6% em relação a junho e de 14,9% na comparação com julho de 2025. O resultado ocorreu mesmo durante o perÃodo de férias escolares.
No acumulado de janeiro a julho, os emplacamentos passaram de 1,7 milhão de unidades. O volume representa crescimento de 17,9% em relação ao mesmo perÃodo do ano passado.
A média diária de vendas, porém, apresentou uma pequena queda. Julho teve 23 dias úteis, contra 21 em junho. Com isso, foram vendidos, em média, 12,2 mil veÃculos por dia, o menor ritmo dos últimos quatro meses.
Mesmo com a redução na média diária, o ritmo de julho ficou acima do registrado no mesmo mês de 2025. Naquele perÃodo, foram 10,6 mil unidades vendidas por dia. O resultado mantém a projeção revisada pela Anfavea, de crescimento de 12,1% nas vendas ao longo de 2026.
Os veÃculos eletrificados também tiveram destaque no mês. Elétricos e hÃbridos responderam por 23,5% de todos os emplacamentos realizados no paÃs em julho, a maior participação registrada até então e acima da previsão.
A participação dos eletrificados avançou de forma significativa em um ano.
Em julho de 2025, os modelos elétricos e hÃbridos, somados, representavam menos de 11% das vendas. No acumulado de 2026, o crescimento dos emplacamentos desses veÃculos chega a 120,8%.
Entre os eletrificados, os carros totalmente elétricos registraram em julho o maior volume da série histórica. Foram 25,8 mil unidades emplacadas no mês.
O resultado de julho combina, portanto, o maior volume mensal de vendas de veÃculos no ano com uma participação recorde dos eletrificados.
No acumulado até julho, o mercado registra crescimento de 17,9% nos emplacamentos, enquanto os eletrificados avançam 120,8%.
Ofensiva chinesa
A ofensiva de montadoras chinesas no mercado brasileiro deve ganhar força nos próximos anos. Sete novas marcas confirmaram planos de chegar ao paÃs até 2028.
O movimento inclui quatro marcas ligadas à Chery International, além da Dongfeng, que adotará a sigla DFM no Brasil, e da IM, divisão de luxo da MG. A estratégia ocorre em um mercado que já registra forte presença de fabricantes chineses.
O Brasil se tornou o maior importador de carros da China no primeiro semestre de 2026
A Chery International confirmou a chegada da iCAUR ao Brasil e anunciou também os planos para Lepas, Luxeed e Freelander. Segundo o cronograma da empresa, que já opera Omoda e Jaecoo no paÃs, iCAUR e Lepas começarão a ser vendidas em 2027.
Hu Peng, CEO da Chery International para o Brasil, apresenta a iCAUR
Divulgação / iCAUR
No ano seguinte, será a vez de Luxeed e Freelander, que atuarão sob a bandeira Exeed. Para 2026, o grupo planeja ter mais de 150 lojas e vender mais de 10 mil carros por mês. Até 2031, a meta é superar 1 mil lojas e 500 mil veÃculos vendidos no ano.
Além das marcas da Chery, a Dongfeng confirmou sua chegada ao mercado brasileiro e adotará a sigla DFM.
Segundo Felipe Amaral de Souza, chefe de vendas e expansão de rede, os veÃculos serão apresentados oficialmente ao público nas próximas semanas.
A DFM já tem 57 lojas aprovadas e 31 grupos concessionários e pretende estar presente em 21 estados e no Distrito Federal.
A IM, divisão de luxo da MG, também deve chegar ao Brasil. A matéria explica que, embora a MG tenha origem britânica, a marca foi adquirida pela chinesa SAIC e atualmente não tem ligação com os modelos que fizeram dela um Ãcone da indústria automotiva britânica nas décadas passadas.
A expansão das marcas chinesas amplia a disputa no mercado brasileiro e coloca novas empresas para concorrer com fabricantes tradicionais.
Esse aumento da concorrência já aparece nos preços dos carros novos. Segundo um estudo da Bright Consulting, o preço médio dos veÃculos zero km teve queda real de 1,5% em 2026, descontada a inflação.
O preço médio sugerido pelas montadoras subiu nominalmente 1,4%, para R$ 166,9 mil, enquanto a inflação oficial acumulada no perÃodo foi de 3,18%.
Segundo analistas, a expansão das montadoras chinesas foi o principal fator por trás da queda dos preços, ao aumentar a competição e forçar fabricantes tradicionais a reduzir suas margens.
Apesar da maior oferta e da pressão sobre os preços, o carro zero quilômetro continua distante do bolso de grande parte dos brasileiros. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que renda estagnada e juros elevados do crédito veicular dificultam a compra.
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06/08 -
'Efeito China': ofensiva chinesa traz 7 novas marcas de carros ao Brasil até 2028
iCAUR chega ao Brasil com o V27 no ano que vem.
Divulgação / iCAUR
A Chery International confirmou nesta quarta-feira (5) a chegada da iCAUR ao Brasil e anunciou os planos para outras três marcas do grupo.
Segundo o cronograma da multinacional, que já opera a Omoda & Jaecco no Brasil, os modelos da iCAUR e da Lepas começarão a ser vendidos em 2027. Em 2028, será a vez das marcas de luxo Luxeed e Freelander, que atuarão sob a bandeira da Exeed.
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Para 2026, o grupo planeja ter mais de 150 lojas e vender mais de 10 mil carros por mês. Com a chegada das novas marcas, a Chery International pretende continuar a expansão e encerrar 2031 com mais de 1 mil lojas e mais de 500 mil carros vendidos no ano.
Roger Corassa, vice-presidente da Omoda & Jaecco, afirmou que o grupo estuda a instalação de uma fábrica no Brasil e que ainda analisa os incentivos oferecidos por cada estado.
“É natural que, para ter escala no Brasil, seja necessário ter uma linha de montagem no paÃs. Mas ainda estamos analisando as possibilidadesâ€, disse o executivo.
'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos
Em maio, o Grupo Chery lançou a marca Omoda & Jaecco na Argentina e confirmou a intenção de abrir uma linha de montagem no paÃs vizinho. A empresa também anunciou um centro de distribuição de peças para atender a região.
Corassa não quis comentar a operação na Argentina, mas afirmou que uma integração com os paÃses vizinhos faz sentido.
A iCAUR (pronuncia-se “Ai Car†sem a letra “uâ€), aposta em SUVs de linhas quadradas, com clara inspiração em modelos da Land Rover. O primeiro modelo a chegar será o V27, equipado com a tecnologia REEV, em que a propulsão é elétrica e o motor a combustão é usado apenas para recarregar as baterias.
A marca ainda não confirmou os dados técnicos para o mercado brasileiro, já que o modelo passa pelo processo de homologação. No site internacional da iCAUR, o V27 topo de linha aparece com dois motores elétricos, potência de 449 cv e torque de 51,5 kgfm.
iCAUR V23 está confirmado para o Brasil.
Divulgação / iCAUR
Também foi confirmada a venda do V23, um jipinho 100% elétrico, além de outros dois utilitários esportivos: o V25 e o V29.
A Lepas, também confirmada para o Brasil, adota uma proposta diferente da iCAUR. A marca aposta em SUVs de linhas mais tradicionais, que lembram modelos vendidos no paÃs pela Caoa Chery. O nome Lepas é uma junção das palavras "leap" (saltar, em inglês), "passion" (paixão, em inglês) e "leopard" (leopardo, em inglês).
Já as marcas Freelander, Luxeed e Exeed serão comercializadas sob a bandeira Exeed. A estratégia é concentrar a atuação em veÃculos de menor volume de vendas, posicionados no segmento de luxo e com maior valor agregado.
A Chery chegou a cogitar trazer a Exeed ao Brasil há alguns anos, mas impasses com o grupo Caoa, que assumiu a operação da marca Chery no paÃs, fizeram a montadora chinesa desistir do plano.
A Jetour também pertence à Chery International. No entanto, sua operação no Brasil e em outros mercados é independente. Tanto que, durante o evento da iCAUR, o CEO da Chery International no Brasil, Hu Peng, não considerou os números da Jetour no planejamento da empresa para o paÃs.
Também ainda não está claro como será a relação entre a Chery International e a Caoa Chery no mercado brasileiro. Até porque o grupo Caoa anunciou recentemente a criação da Caoa Changan Brasil, que passará a vender modelos das marcas Changan e Avatr.
Hu Peng, CEO da Chery International para o Brasil, apresenta a iCAUR
Divulgação / iCAUR
Mais marcas
A Dongfeng confirmou a chegada ao Brasil e, por aqui, adotará a sigla DFM. O chefe de vendas e expansão de rede, Felipe Amaral de Souza, confirmou os planos da marca e afirmou que, nas próximas semanas, os veÃculos serão apresentados oficialmente ao público.
Segundo o executivo, a DFM já tem 57 lojas aprovadas e 31 grupos concessionários. A marca pretende estar presente em 21 estados e no Distrito Federal.
A IM, divisão de luxo da MG, também deve chegar ao Brasil. Apesar de a MG carregar a história de uma tradicional marca britânica, ela foi adquirida pela chinesa SAIC e hoje já não tem ligação com os modelos que a transformaram em um Ãcone da indústria automotiva britânica nas décadas passadas.
Thiago Marques, head de marketing da MG Motors, afirmou que, apesar da operação ainda ser pequena, a MG Motors e a IM contam com o respaldo do grupo e pretendem crescer no paÃs sem descartar a instalação de uma linha de produção própria.
O g1 acompanhou o lançamento oficial do MG4 Urban, modelo que será montado no Ceará, na mesma linha de produção que também fabricará os Chevrolet Captiva e Chevrolet Sonic para o mercado brasileiro.
A chegada dessas novas marcas é mais um capÃtulo do chamado "efeito China", que vem transformando o mercado automotivo brasileiro.
Preço médio do carro zero no Brasil
Um estudo da Bright Consulting mostra que, pela primeira vez em seis anos, o preço médio dos carros novos no Brasil subiu menos do que a inflação em 2026. O valor dos veÃculos zero km teve uma queda real — descontada a inflação — de 1,5% neste ano.
Nominalmente, o preço médio sugerido pelas montadoras subiu 1,4% e chegou a R$ 166,9 mil. Mas o reajuste ficou abaixo da inflação oficial acumulada no perÃodo, de 3,18%. Houve uma forte desaceleração em relação aos 5,5% registrados no ano anterior.
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De acordo com os analistas, a expansão das montadoras chinesas no paÃs foi o principal fator por trás da queda dos preços, já que aumentou a competição no mercado brasileiro e forçou as fabricantes tradicionais a reduzirem suas margens.
💰 Por outro lado, a renda estagnada e os juros elevados do crédito veicular ainda mantêm a compra do automóvel zero km distante do bolso da maioria da população. (entenda os detalhes abaixo)
Margem para negociação
Segundo Cássio Pagliarini, sócio da Bright Consulting, a queda dos preços fica ainda mais evidente após a negociação na concessionária. O valor efetivamente pago no balcão — conhecido como preço de transação — caiu 3,5% em 2026, passando de R$ 157,6 mil para R$ 152,1 mil.
A diferença de quase R$ 15 mil entre a tabela oficial de fábrica e o preço final registrado na nota fiscal mostra o esforço do comércio para reduzir os estoques acumulados.
Essa diferença é viabilizada por bônus de fábrica, maior valorização do carro usado dado na troca e cortes pontuais nas taxas de financiamento.
Gráfico com os dados dos preços dos carros no Brasil
g1
Efeito China
Como previsto, a entrada agressiva de marcas chinesas no paÃs começou a provocar impactos no mercado.
Segundo Antônio Jorge Martins, coordenador dos cursos da área automotiva da Fundação Getulio Vargas (FGV), as fabricantes chinesas se beneficiam principalmente da grande escala de produção em seu paÃs de origem.
"Estamos falando de um mercado de cerca de 34 milhões de veÃculos por ano, 10 vezes maior do que o brasileiro. A BYD, por exemplo, fabricou cerca de 4 milhões de carros só em 2025. Essa escala fabulosa reduz drasticamente o custo médio por veÃculo", explica Martins.
Com mais de 140 marcas disputando espaço no mercado chinês — que já apresenta demanda enfraquecida e oferta ainda elevada —, a busca por rentabilidade em outros paÃses virou prioridade para as fabricantes chinesas. Para ganhar espaço rapidamente no Brasil, a estratégia foi entrar com preços mais baixos.
🔠O movimento já coloca o Brasil no topo: o paÃs tornou-se o maior importador de carros chineses no primeiro semestre de 2026, com US$ 5,2 bilhões em compras. Do total, US$ 4,5 bilhões foram destinados a veÃculos elétricos e hÃbridos. Além da forte demanda por veÃculos mais tecnológicos, as montadoras anteciparam estoques antes do aumento das alÃquotas do imposto de importação por aqui.
O professor da FGV aponta ainda que as fabricantes chinesas mudaram o jogo ao verticalizar a produção e fabricar internamente parte dos componentes mais importantes dos veÃculos, como as baterias. Isso elimina margens de intermediários e garante mais qualidade a um custo menor.
"Nos anos 90, os carros chineses sofriam com rejeição por falta de qualidade. Hoje, eles unem alto volume, controle da cadeia e muita tecnologia embarcada", destaca o professor da FGV.
Carro mais barato não é fácil de comprar
Apesar da queda no valor médio dos carros, a dificuldade de acesso ao financiamento ainda limita um avanço maior dos emplacamentos.
As taxas cobradas pelos bancos para o financiamento veicular ainda variam entre 18% e 22% ao ano. A expectativa do setor é de que o crédito só ganhe fôlego à medida que caia a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25%.
"Em momentos normais do mercado, cerca de 60% das vendas de carros no Brasil dependem de financiamento bancário. Quando o crédito fica caro, os bancos reduzem a concessão por receio da inadimplência", avalia Martins, da FGV.
BYD Atto 2 DM-i Flex é lançado oficialmente no Brasil
Divulgação / BYD
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06/08 -
Pessoas com autismo nÃvel 1 e deficiência leve ganham isenção de imposto na compra de carro; veja quem tem direito
STF amplia a isenção na compra de veÃculos pra pessoas com deficiência e autismo
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana ampliar o direito à isenção de impostos na compra de automóveis zero km para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e pessoas com deficiência, independentemente do grau de severidade.
Com a decisão unânime do Plenário da Corte, foram retirados trechos da regulamentação da Reforma Tributária (Lei Complementar 214/2025) que restringiam o acesso ao benefÃcio. A depender do veÃculo, a isenção pode reduzir o preço de compra em até 30%.
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O texto original excluÃa do benefÃcio pessoas com deficiência leve ou com autismo nÃvel 1 de suporte. O STF considerou essas expressões inconstitucionais.
A Justiça passa a considerar a situação especÃfica da pessoa e as barreiras que ela enfrenta, e não uma classificação abstrata entre casos leves e graves. Permanece a necessidade de cumprir os requisitos de segurança para dirigir ou de adaptação do veÃculo, quando for o caso.
O intervalo entre uma isenção e outra foi mantido em três anos. Portanto, quem tem direito ao benefÃcio não pode adquirir outro veÃculo com esse desconto antes desse prazo. Já motoristas profissionais, como taxistas, podem solicitar a isenção a cada dois anos.
A seguir, veja perguntas e respostas sobre as novas regras e descubra se você tem direito ao benefÃcio:
Quem tem direito à isenção de imposto na compra de carro?
Quais são os critérios para o laudo médico ser aceito?
Tenho deficiência fÃsica, mas minha CNH não tem restrição compatÃvel. Posso pedir isenção?
Pessoas com deficiência, sem CNH, podem pedir isenção de IPI?
Qual carro pode ter abatimento de imposto?
Carros tem desconto de impostos para o pessoas com deficiência e autistas.
Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Quem tem direito à isenção de imposto na compra de carro?
Segundo a Receita Federal, a isenção de impostos na compra de veÃculos pode ser concedida a taxistas, cooperativas e permissionárias de táxi, além de pessoas com deficiência fÃsica, visual, mental ou com transtorno do espectro autista, inclusive menores de 18 anos representados legalmente.
Já a isenção de IOF tem regras mais restritas. Além de taxistas e cooperativas, o benefÃcio é destinado apenas à pessoa com deficiência fÃsica que tenha incapacidade para conduzir um automóvel convencional, comprovada por laudo emitido pelo Detran com a indicação das adaptações necessárias no veÃculo.
Quais são os critérios para o laudo médico ser aceito?
Para ser aceito pela Receita Federal, o laudo deve ser emitido por uma única unidade de saúde e conter as assinaturas do médico responsável pelo exame, do psicólogo, nos casos de deficiência mental ou transtorno do espectro autista, e do responsável pela unidade emissora.
Além disso, os profissionais e o estabelecimento de saúde precisam estar regularmente cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), conforme as exigências do Ministério da Saúde. Laudos com profissionais vinculados a unidades diferentes não são aceitos.
Tenho deficiência fÃsica, mas minha CNH não tem restrição compatÃvel. Posso pedir isenção?
Sim. O pedido pode ser apresentado, mas a Receita Federal destaca que a deficiência fÃsica precisa causar comprometimento funcional e dificultar o desempenho de atividades para dar direito à isenção de impostos.
Se a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não registrar restrições compatÃveis com essa condição, a orientação é realizar uma nova perÃcia no Detran para reavaliar a capacidade de condução antes de solicitar o benefÃcio.
Pessoas com deficiência, sem CNH, podem pedir isenção de IPI?
Sim. A Receita Federal permite a concessão da isenção de IPI para pessoas com deficiência que não possuem CNH. Nesses casos, porém, é obrigatório indicar pelo menos um condutor devidamente habilitado para dirigir o veÃculo.
Qual carro pode ter abatimento de imposto?
A isenção de IPI é destinada à compra de veÃculos novos equipados com motor de até 2.0, com pelo menos quatro portas (incluindo a do porta-malas), movidos a combustÃvel renovável, com motorização flex ou com propulsão hÃbrida ou elétrica.
A isenção de IOF só pode ser utilizada uma única vez. O benefÃcio é restrito a automóveis de passageiros com potência bruta de até 127 hp, conforme o padrão de classificação da Society of Automotive Engineers (SAE).
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04/08 -
EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, vendido por R$ 199.990
Teste do novo BYD Song Pro com motor flex
O g1 já testou, em primeira mão, o BYD Song Pro GS com motor flex e novo design. O SUV é o segundo modelo da marca com motorização bicombustÃvel e já está em pré-venda nas lojas.
O preço oficial do novo Song Pro Flex na versão GS é de R$ 199.990; na versão GL é R$ 176.990. Segundo os vendedores, a expectativa é que as entregas comecem em setembro.
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O preço é o mesmo praticado na versão anterior, mas o SUV agora tem mais equipamentos, novo design e, claro, motor flex. A potência total combinada caiu com a calibração flex. São 219 cavalos na versão GS e 218 cv na versão GL. Antes, a versão GS tinha 235 cv.
Segundo vendedores, esse valor deve ser mantido apenas durante o lançamento, com possibilidade de reajuste no futuro. A atualização de design será feita nas duas versões.
BYD Song Pro GS com motor flex
Carlos Cereijo/g1
Lista de equipamentos
As medidas do novo Song Pro mudaram pouco:
Comprimento: 4,74 m
Largura: 1,86 m
Altura: 1,71 m
Entre-eixos: 2,71 m
O peso é de 1.700 kg na versão GL e 1.760 kg na configuração GS.
A unidade do Song Pro Flex GS testada pelo g1 vinha com uma longa lista de equipamentos de série, incluindo o teto solar panorâmico. No interior, a GS ainda se diferencia da GL pelo carregador de celular por indução, item ausente na versão de entrada. Além do ADAS.
BYD Song Pro Super-HÃbrido Flex Fuel GL - R$ 176.990
Pacote ADAS 2;
Controle de cruzeiro adaptativo (ACC);
Controle de cruzeiro inteligente (ICC);
Alerta de colisão frontal (FCW);
Alerta de mudança de faixa (LCW);
Assistência de permanência em faixa (LKA);
Frenagem automática de emergência (AEB);
Reconhecimento de placas de trânsito (TSR);
Assistente automático de farol alto (IHBC);
Controle inteligente de limite de velocidade (ISLC);
Seis airbags;
Central multimÃdia de 12,8";
Google Automotive Services;
Apple CarPlay e Android Auto sem fio;
Atualizações remotas OTA (Over-the-Air);
Pacote de dados 4G;
Sistema de som com oito alto-falantes;
Chave presencial.
BYD Song Pro Super-HÃbrido Flex Fuel GS - R$ 199.990
Além dos itens da GL, acrescenta:
Alerta de colisão traseiro (RCW);
Alerta de tráfego cruzado traseiro (RCTA);
Frenagem automática em tráfego cruzado traseiro (RCTB);
Aviso de abertura de portas (DOW);
Detector de ponto cego (BSD);
Bancos com ajustes elétricos para motorista e passageiro;
Teto solar panorâmico;
Sensor de chuva;
Retrovisor interno fotocrômico;
Carregador de celular por indução ventilado de 50 W.
Na parte de multimÃdia, o novo Song Pro GS Flex tem uma tela com melhor definição e mais nitidez. O ar-condicionado é digital de duas zonas, com saÃdas para o banco traseiro.
Na parte mecânica, apesar de a versão passar a ser flex, pouca coisa muda nas sensações ao volante. Segundo os lojistas, o conjunto manteria potência combinada de 235 cv, somando o motor elétrico e o 1.5 aspirado, além da transmissão de uma marcha.
O conjunto de baterias da versão testada pelo g1 comporta 18,3 kWh, já a versão GL tem só 13,1 kWh nas baterias. Com isso, a autonomia somente na bateria é, respectivamente, de 72 km e 57 km.
Porém, o g1 apurou que o conjunto deve diminuir a potência para cerca de 220 cv. A BYD confirmou no lançamento que a potência combinada total ficou em 218 cv na versão GL e 219 cv na versão GS. O torque em ambas as configurações é de 30,6 kgfm.
Os números de desempenho são parecidos nas duas configurações, com 0 a 100 km/h em menos de 9 segundos. A velocidade máxima é de 180 km/h em ambas as versões.
O motor a combustão 1.5 de ciclo Atkinson passou por alterações para operar com gasolina e etanol e integra o novo sistema hÃbrido DM-i 5.0.
Segundo a BYD, a eficiência térmica subiu de 43,04% para 46,06%, o que melhora o aproveitamento da energia gerada pelo motor, usado para alimentar a bateria e auxiliar a tração em situações de maior demanda.
De acordo com a (PBEV), o novo Song Pro Flex é o SUV médio com o menor consumo energético do paÃs.
O Ãndice é de 0,53 MJ/km na versão GL e de 0,55 MJ/km na GS. A fabricante afirma que a nova grade ativa, com aletas de abertura e fechamento automáticos, contribui para esse resultado.
O consumo de combustÃvel aferido pelo Inmetro é:
Gasolina
15,9 km/l na cidade
13,5 km/l na estrada
Etanol
11,7 km/l na cidade
10,5 km/l na estrada
BYD Song Pro GS com motor flex
Carlos Cereijo / g1
A proposta da versão flex não é transformar a experiência ao volante do Song Pro, mas oferecer ao cliente a possibilidade de abastecer o carro com 100% de etanol.
O g1 testou o carro pelas ruas da capital paulista e percebeu que ele tem acelerações bem acertadas, boa resposta ao pedal e retomadas consistentes.
A calibração do conjunto de suspensão foi refeita e agrada. Somado ao novo interior, o Song Pro reúne atributos para conquistar o público.
Na cabine, a nova versão representa um avanço em relação ao modelo anterior. A qualidade de construção e montagem permanece a mesma, mas a renovação deixou o ambiente mais sóbrio.
Há um novo painel com quadro de instrumentos integrado de 8,8 polegadas. Os bancos foram redesenhados e, na versão GS, contam com ajustes elétricos para motorista e passageiro.
O seletor de marchas foi transferido para a coluna de direção, enquanto o revestimento interno passou a utilizar couro ecológico em tom cinza escuro.
A central multimÃdia passou a ser de 12,8 polegadas e adotou o sistema Google Automotive Services. O modelo também oferece Apple CarPlay e Android Auto sem fio, atualizações remotas OTA, pacote de dados 4G, sistema de som com oito alto-falantes e acesso por chave digital via NFC.
Na versão GS, o carregador de celular por indução passou a ser ventilado e teve a potência ampliada para 50 W.
O Song Pro anterior abusava de linhas muito fluidas, quase orgânicas. Já o novo adota uma proposta mais clássica, com uma grande peça em black piano atravessando a região atrás da tela e do volante, console central com elementos mais quadrados e volante de aparência mais robusta, com comandos mais fáceis de manusear.
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A impressão é de que a BYD está aprendendo que não precisa reinventar cada detalhe do carro para conquistar o cliente. Um ponto que ainda precisa evoluir é a lógica do sistema multimÃdia, que continua com aparência de equipamento aftermarket do mercado asiático.
A próxima evolução das marcas chinesas, incluindo a BYD, passa por tornar a interface mais amigável e facilitar a navegação entre os diferentes menus no uso diário.
O espaço no banco traseiro é adequado para famÃlias. Não houve sensação de aperto, mesmo com o teto solar panorâmico, que costuma reduzir o espaço interno em alguns modelos, mas não causou esse problema neste caso.
O porta-malas tem 530 litros, capacidade muito próxima à da versão do Song Pro já comercializada. Como a estrutura do veÃculo não mudou, também não havia motivo para uma alteração significativa nesse compartimento.
Motor 1.5 aspirado do BYD Song Pro GS com motor flex
Carlos Cereijo / g1
Ao volante, a BYD não precisou mudar a receita. Como a principal novidade está na motorização flex, sem alterações nas dimensões do veÃculo, permanecem o bom acerto da suspensão, com calibração um pouco mais firme e esportiva, e o desempenho proporcionado pela potência combinada de 219 cavalos, adequado à proposta do segmento.
Na faixa dos R$ 200 mil, o Song Pro disputa espaço com diversos concorrentes, entre eles Jeep Compass, Honda HR-V Touring, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e hÃbridos de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 One e o Geely EX5 E-MI.
Agora, resta saber se a BYD demorou demais para atualizar o Song Pro. O projeto e o design apresentados neste lançamento existem desde 2024. Com a nova identidade visual e a proposta flex, o desafio passa a ser manter a competitividade em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro.
Uma das novidades é que a BYD vai oferecer aos clientes do Song Pro a oportunidade de comprar painéis solares parcelados em até 36 vezes.
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02/08 -
Comissão da Câmara aprova projeto que obriga envio de imagem em multas aplicadas por videomonitoramento
Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança.
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 544/2026, que exige a disponibilização de imagens que comprovem multas aplicadas por câmeras usadas para identificar motoristas ao celular ou sem cinto de segurança. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Com a proposta, a autuação por esse tipo de câmera passaria a funcionar como a dos radares de velocidade, em que a notificação é enviada junto com uma foto do veÃculo.
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“Essa ausência de comprovação visual imediata gera insegurança jurÃdica e desconfiança por parte do cidadão, que se vê penalizado sem ter acesso prévio aos elementos mÃnimos que evidenciem a ocorrência da infraçãoâ€, diz Danilo Forte (União-CE), relator na proposta.
Ao g1, Marcelo Soletti, ex-secretário de Transportes de Porto Alegre, afirmou que, hoje, o motorista precisa passar por um processo burocrático para ter acesso às imagens registradas por essas câmeras.
Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança.
Reprodução/TV Globo
“Para obter as imagens, o proprietário do veÃculo ou o condutor deve solicitá-las junto ao órgão de trânsito responsável pela autuação. Essa solicitação faz parte do procedimento de defesa e deve ser feita de forma administrativa, mediante requerimento", apontou Soletti.
Esse tipo de câmera, usado para aplicar multas desde 2013, passou a contar com o auxÃlio da inteligência artificial para identificar motoristas que desrespeitam o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Como essas câmeras usam IA
Essas câmeras com IA são instaladas em pontos estratégicos das rodovias e conseguem identificar detalhes mesmo em veÃculos a 300 km/h.
Elas operam dia e noite, mesmo com reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possÃveis infrações.
"A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica Cassio VinÃcius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional.
As informações captadas pela ferramenta são verificadas por agentes humanos antes da autuação.
"O que o policial faz é verificar se, de fato, não houve nenhum erro no trabalho da inteligência", explica Fábio Rocha de Souza, inspetor da PRF.
Em Ribeirão Preto (SP), onde uma das primeiras concessionárias adotou o sistema, os números chamam atenção: entre julho e novembro de 2025, foram registradas mais de 20 mil infrações, sendo mais de 1 mil por uso do celular e quase 17 mil por falta do cinto de segurança.
Segundo a concessionária, houve redução de 30% nos acidentes após a instalação dos equipamentos.
“As pessoas percebem que podem ser multadas e isso aumenta o nÃvel de segurança para a rodoviaâ€, afirma Ana Caetano, gerente de operações da concessionária.
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01/08 -
Gasolina com 32% de etanol: veja quais peças do carro podem sofrer desgaste
Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A gasolina comum vendida no Brasil passa neste sábado (1º) a ter 32% de etanol. A mudança, anunciada pelo Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) em 14 de julho, tem gerado reclamações entre motoristas e mecânicos.
Especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas.
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Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustÃvel e a redução da autonomia dos veÃculos movidos exclusivamente a gasolina.
“Com mais etanol na mistura, o consumo pode aumentar ligeiramente. Acredito que no máximo 5%,†aponta Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte.
Agora no g1
Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva, destaca uma diferença importante entre os dois combustÃveis: a taxa de compressão.
🔎 A taxa de compressão indica o quanto o motor comprime a mistura de ar e combustÃvel antes da combustão que movimenta o veÃculo. Uma forma simples de entender é imaginar uma mola: quanto mais ela é pressionada, mais força libera ao ser solta. Os motores projetados para funcionar com etanol trabalham com nÃveis mais altos de compressão, enquanto a gasolina suporta Ãndices menores.
“A compressão dos carros a gasolina baixa, o suficiente para fazer a gasolina entrar em combustão, mas não o suficiente para ‘queimar’ com eficiência o etanol. Isso gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frioâ€, diz Tenório.
Partes afetadas pelo aumento de etanol na gasolina
Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol
Bruno Bandeira/arquivo pessoal
Carburador: presente apenas em veÃculos mais antigos, anteriores à popularização da injeção eletrônica nos modelos zero-quilômetro, é o componente que mais preocupa os mecânicos. “Os carburadores são ‘burros’. Eles não se adaptam ao combustÃvel. Nos carburadores, a passagem de ar e de combustÃvel para obter a mistura ideal é fixaâ€, diz Tenório.
Além de prejudicar o desempenho do motor nos veÃculos mais antigos, Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que o carburador pode sofrer corrosão com o aumento da concentração de etanol na gasolina.
“Esse material não foi feito para suportar etanol, então olha o que está fazendo. Esse carburador tá condenadoâ€, diz Bruno.
Tanque de combustÃvel: o problema também se concentra nos carros mais antigos, especialmente aqueles equipados com tanque metálico. Nesses casos, a peça pode precisar ser substituÃda. Segundo os três mecânicos ouvidos pela reportagem, os tanques de plástico, presentes na maioria dos veÃculos lançados desde o inÃcio dos anos 2000, não apresentam a mesma preocupação.
Bomba de combustÃvel com corrosão pelo etanol
Bruno Bandeira/arquivo pessoal
Bomba de combustÃvel: o etanol presente na gasolina pode conter até 0,7% de água. No entanto, Alexandre explica que, se o veÃculo permanecer parado por muito tempo, o combustÃvel tende a absorver a umidade do ar, aumentando a quantidade de água na mistura.
Essa água acelera o processo de corrosão da bomba de combustÃvel. Segundo Bruno, os danos também podem atingir a boia responsável por indicar o nÃvel de combustÃvel no tanque.
Bicos injetores (de injeção direta ou indireta): segundo os especialistas, os veÃculos sem turbocompressor tendem a ser os mais afetados por esse tipo de desgaste. “A central aumenta o tempo de injeção para compensar o menor poder energético do E32. Se os bicos já estiverem parcialmente sujos, o aumento da demanda pode deixar o problema mais evidente, causando falhas ou marcha lenta irregularâ€, diz Alexandre.
Velas de ignição com corrosão pelo etanol
Bruno Bandeira/arquivo pessoal
Velas de ignição: segundo os mecânicos, o problema costuma surgir apenas quando as velas já estão desgastadas. Alexandre explica que, nesses casos, elas podem contribuir para falhas na queima do combustÃvel, já que o motor exige uma regulagem mais precisa da mistura.
Catalisador: sua vida útil pode ser reduzida quando ele recebe combustÃvel que não foi queimado corretamente, o que pode ocorrer devido a uma mistura inadequada dentro do motor.
Mangueiras, retentores e itens de vedação: em veÃculos mais antigos, esses componentes podem ressecar e se desgastar mais rapidamente.
Há solução, mas ela pode ser complexa
Alexandre Dias explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina.
Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veÃculo.
Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possÃvel adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples.
Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustÃvel (giclês) no carburador, que são substituÃveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustÃvelâ€.
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31/07 -
Stellantis faz recall de mais de 1,5 milhão de picapes RAM 1500 por defeito nos cintos, diz agência
RAM 1500
Divulgação / Stellantis
A Stellantis, dona da marca RAM, vai fazer um recall de mais de 1,5 milhão de unidades da picape 1500 por problemas nos cintos de segurança. As informações são da agência Reuters.
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Os modelos envolvidos na campanha foram fabricados entre 2019 e 2026. São 1,27 milhão de picapes nos Estados Unidos, 156 mil no Canadá, 15 mil no México e cerca de 75 mil fora da América do Norte.
Desde 2020, a RAM vende no Brasil o modelo 1500. A reportagem do g1 entrou em contato com a Stellantis, que é dona das marcas como Fiat, Jeep e RAM, para verificar se as picapes no mercado brasileiro também fazem parte da campanha.
Até a publicação desta reportagem, a Stellantis não havia confirmado se haveria recall das unidades brasileiras.
Agora no g1
Defeito na ancoragem dos cintos
Segundo a Reuters, o defeito detectado está nos pontos de ancoragem dos cintos de segurança na segunda fileira de assentos, especificamente nas fivelas do cinto do meio e do cinto do passageiro que vai à esquerda, logo atrás do motorista.
De acordo com o informado pela agência, “o problema pode afetar o desempenho do sistema de cintos de segurança da segunda fileira de bancos e aumentar o risco de ferimentos aos ocupantes. A Stellantis tem conhecimento de um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito que motivou o recall, mas não há registro de mortesâ€.
Bancos traseiros da RAM 1500
Divulgação / Stellantis
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31/07 -
Move Aplicativos: só 7,3% do valor destinado ao crédito foi liberado para motoristas de app e taxistas
Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus, BYD Dolphin e Fiat Pulse podem entrar no programa Move
arte/g1
O Move Aplicativos, nova linha de crédito para financiar carros com juros mais baixos para motoristas de aplicativo e taxistas, alcançou R$ 2,2 bilhões em financiamentos aprovados, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O programa financiou veÃculos novos para 21.720 profissionais em todo o paÃs. O valor médio dos financiamentos contratados foi de R$ 102 mil por motorista.
Apesar dos R$ 2,2 bilhões já financiados, o valor representa apenas 7,3% dos R$ 30 bilhões previstos para o programa.
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“O programa alcançou 1.445 municÃpios e, esta semana, registrou quase 3 mil operações aprovadas por dia. Hoje, esta linha já responde por 30% do volume de veÃculos vendidos no Brasil", disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Mercadante argumentou que o programa é novo e que seria um desafio para o sistema financeiro. "Estamos adotando melhorias que estão nos permitindo avançar no ritmo de aprovações", disse o presidente do BNDES.
"Alguns bancos precisaram desenvolver sua interface em tecnologia da informação para aderir ao programa e estão começando a entrar em agosto, abrindo mais opções para motoristas e taxistas", explicou Mercadante.
Tire dúvidas sobre o Programa Move Brasil
Segundo o presidente do BNDES, nenhuma operação teve falta de fundo garantidor. "O objetivo do programa é chegar ao maior número de veÃculos possÃveis", explicou Mercadante.
Especialistas ouvidos pelo g1 argumentam que existe dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito. (veja mais abaixo)
O que é o Move Aplicativos
O programa foi anunciado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os recursos da linha de crédito, de cerca de R$ 30 bilhões, são do Tesouro Nacional e repassados ao BNDES para viabilizar os financiamentos.
Podem participar:
Taxistas devidamente registrados e ativos;
Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse perÃodo, na mesma plataforma.
O carro também precisa atender aos seguintes critérios:
Custar até R$ 150 mil;
Ser flex, elétrico ou hÃbrido flex — modelos hÃbridos apenas a gasolina não entram no programa;
Para carros usados, apenas modelos elétricos ou hÃbridos flex;
Ser produzido por montadora habilitada no programa Mover.
As taxas de juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. O prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência.
Carros usados também participam do programa
Para estimular as vendas, a linha de financiamento com juros reduzidos também permite a compra dos usados. No entanto, os veÃculos seminovos não podem ser apenas flex. Eles precisam ser hÃbridos flex ou totalmente elétricos.
Há poucos carros com sistema hÃbrido flex disponÃveis por menos de R$ 150 mil no mercado de seminovos, segundo o preço médio divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Nessa faixa, aparecem as versões hÃbridas de:
Fiat Pulse: R$ 107.493;
Fiat Fastback: R$ 117.746;
Peugeot 2008 GT: R$ 146.415;
Peugeot 208 GT: R$ 120.769.
Já os modelos elétricos são mais numerosos, e o preço médio apontado pela tabela Fipe é de:
BYD Dolphin Mini: R$ 98.136;
BYD Dolphin: R$ 118.540;
GWM Ora 03: R$ 120.391;
GAC Aion UT: R$ 128.790;
Chevrolet Spark EUV: R$ 139.020;
Geely EX2: R$ 113.882;
Renault Kwid E-Tech: R$ 81.412.
Programa enfrenta barreira na aprovação do crédito
Mesmo com a injeção de R$ 30 bilhões para financiar a venda de veÃculos com juros inferiores à metade dos praticados no mercado, poucos carros foram financiados para motoristas de aplicativo e taxistas.
Mesmo com os R$ 2,2 bilhões já em financiamento, o montante representa apenas 7,3% do total reservado para garantir o financiamento dos veÃculos.
Segundo Claudio Garcia, gerente da BYD Mooca em São Paulo, o programa Move Aplicativos conseguiu trazer para a loja vários clientes. “Tivemos um aumento significativo de fluxo na loja nestas primeiras semanas do programaâ€, comenta o gerente.
Garcia diz que reconhece a iniciativa do governo, mas gostaria que os clientes tivessem o crédito aprovado com mais facilidade.
O g1 ouviu especialistas e representantes do setor para entender o que está travando o programa. Todos foram categóricos ao apontar a dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito.
“A maioria dos motoristas não tem condições, senão a gente estaria vendo esse valor explodir, como foi em programas anteriores. Então, é realmente a análise de crédito que está impedindo que o programa avance com mais velocidadeâ€, apontou a economista Tereza Fernandez.
Ela vai além e comenta que, mesmo com a redução dos juros, o preço do carro ainda é alto. “Um motorista de Uber pagar R$ 120 mil em tantos meses, fica uma prestação salgada mesmo com esses jurosâ€, aponta.
“O risco está todo com a instituição financeira. O risco de inadimplemento é alto. As instituições financeiras não estão liberando crédito, pois essa análise está com elasâ€, afirma o consultor automotivo Milad Kalume Neto.
Ele afirma que, das nove instituições financeiras que operam no programa, apenas duas são consideradas mais “acessÃveisâ€.
Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), destaca que as famÃlias chegam ao financiamento já endividadas, o que reduz o número de interessados na renovação do veÃculo.
“As famÃlias estão muito endividadas. Tanto a dÃvida, quanto o serviço da dÃvida, que é o que as famÃlias gastam por mês para pagar juros e amortização, estão no recorde históricoâ€, diz Castelar.
“Eu entendo que haja uma reticência tanto do motorista em se endividar, já que ele já está muito endividado como consumidor. Como as instituições vão dar um crédito para quem já está muito endividado? Pode oferecer a você uma dÃvida, mas, se você está muito endividado, vai pegar essa dÃvida só por te oferecerem?â€, complementa.
A dificuldade de acesso ao crédito para os motoristas foi confirmada por Leandro Cruz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes Terrestres Intermunicipais do Estado de São Paulo.
Embora aprove a iniciativa do governo, Cruz afirma que uma parcela considerável dos motoristas chega “negativada†para financiar o veÃculo, e a instituição financeira acaba não aprovando a operação.
“O maior problema é que o trabalhador que trabalha muito, que faz de R$ 10 mil a R$ 12 mil, já está negativado. Esse trabalhador é o que mais tem condições de financiar, mas vem sendo negado quando pede o financiamentoâ€, apontou Leandro.
Ele ainda lembra que a garantia oferecida por um modelo seminovo é menor que a do modelo zero km, aumentando os custos que o motorista poderá ter em um prazo menor.
“Tem que fazer uma cautelar muito minuciosa, pois tem cara que mexe na quilometragem, tem motorista que pegou carro de locadora com quatro meses de rodagem e fundiu o motor, ficando três ou quatro meses sem andarâ€, revela.
A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de VeÃculos Automotores (Fenauto) também aprova a expansão do programa do governo federal, mas não comemora.
"É importante ter uma expectativa realista quanto aos seus efeitos imediatos. Se os critérios de análise de risco permanecerem os mesmos, uma parcela significativa desses profissionais continuará encontrando barreiras para acessar o financiamento", disse Everton Fernandes, presidente da Fenauto.
A preocupação é a mesma da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).
"Chamamos a atenção para dois pontos: O crédito ficará sujeito a critérios de aprovação das instituições financeiras que efetivamente são as que tomam o risco. Portanto, é razoável se esperar recusas de propostas por absoluta falta de condições de honrar o crédito. E em alguns casos vão requerer entrada para mitigar o risco de inadimplência", disse Enilson Sales, presidente da Anef.
Segundo dados do Serasa, o Brasil enfrenta um alto nÃvel de endividamento. Em junho deste ano, foram contabilizados 83,7 milhões de endividados no paÃs — 17,2% a mais do que em 2023, quando eram 71,4 milhões. Este é o maior número da série histórica, que indica alta por 18 meses consecutivos.
*Essa reportagem está em atualização.
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31/07 -
Gasolina com 32% de etanol chega aos postos; veja como proteger seu carro
Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32%
A partir deste sábado, 1º de agosto, a gasolina no Brasil deve ser comercializada com 32% de etanol. Antes, esse percentual era de 30%.
A mudança foi anunciada pelo Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) em 14 de julho e terá validade de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual perÃodo.
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Segundo o conselho, a medida considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustÃveis, e ocorre em um momento em que o paÃs enfrenta custos mais altos dos combustÃveis fósseis, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que veÃculos antigos ou sem calibração especÃfica podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste de componentes.
O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública no fim de julho, pedindo a suspensão do aumento da mistura de etanol. O argumento do MPF é que os testes não foram realizados de forma conclusiva e que os impactos ambientais não foram devidamente considerados.
O g1 listou algumas dicas para que o motorista proteja dos efeitos do etanol o motor de carros que não são flex.
Quais são os desafios da mudança
Como o etanol 'ataca' o motor
Como proteger carros que não são flex
Velas mais resistentes podem ajudar?
Quais hábitos podem ajudar a reduzir o desgaste
Filtro de combustÃvel merece atenção; entenda
Quais são os primeiros sinais de problema?
As revisões podem ficar mais caras?
Haverá consequências no bolso?
O que diz a Anfavea
O que diz a indústria do etanol
Medida vinha sendo estudada
Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A proposta de aumentar a proporção de etanol na gasolina vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a mudança pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração especÃfica para essa mistura.
A Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)
Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veÃculos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para concentrações menores de etanol.
O CNPE refutou a possibilidade de que a nova mistura cause danos aos automóveis.
"No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustÃvel e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veÃculos, inclusive aqueles equipados com motores não flex", complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) também afirma que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional e que a medida pode reduzir a importação de gasolina e ampliar o uso de combustÃvel renovável produzido no Brasil. (veja mais abaixo)
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e BiocombustÃveis (ANP) definiu um perÃodo de transição para permitir que distribuidoras e postos comercializem os estoques produzidos antes da entrada em vigor da nova regra sobre a mistura de etanol na gasolina.
Durante esse intervalo, a agência não aplicará autuações nem medidas de interdição relacionadas ao novo percentual de etanol.
O prazo é de 15 dias para distribuidoras e 30 dias para postos nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Na Região Norte, os prazos são maiores, de 30 dias para distribuidoras e 60 dias para postos, em razão das dificuldades logÃsticas e do maior tempo necessário para o transporte de combustÃveis.
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Como o etanol 'ataca' o motor
O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.
A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquÃmica.
Todos os componentes que entram em contato direto com o combustÃvel precisam estar preparados para a nova concentração de etanol.
A lista engloba:
tanque;
boia;
bomba de combustÃvel;
linhas de combustÃvel metálicas ou plásticas;
bico injetor;
câmara de combustão;
pistões;
vedações.
Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.
"As principais avarias que podem ocorrer são corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção. Isso pode provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e do consumo e até danos mais graves, principalmente na bomba de combustÃvel e nos injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustÃveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor
Arte / g1
Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.
O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veÃculos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorÃfico do etanol em relação à gasolina.
🔎 O poder calorÃfico é a quantidade de energia que um combustÃvel consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustÃvel puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.
Estimar com precisão o impacto no consumo é difÃcil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veÃculo no dia a dia.
Embora seja possÃvel estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustÃvel, a variação pode ser imperceptÃvel para o motorista no uso cotidiano.
Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veÃculo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.
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Chevrolet Onix ECO usa exclusivamente etanol no tanque
Divulgação / GM
Como proteger carro que não é flex
Segundo Marcos Passos, gerente de engenharia da PHINIA, alguns cuidados ajudam a preservar o sistema de combustÃvel de veÃculos antigos ou importados, desenvolvidos para rodar apenas com gasolina ou com uma concentração menor de etanol.
Existem aditivos que podem ajudar em situações especÃficas, mas eles não tornam compatÃvel com altos teores de etanol um veÃculo que não foi projetado para esse tipo de combustÃvel, explica Passos.
Se houver incompatibilidade em mangueiras, juntas, vedadores, componentes de alumÃnio, tanque ou sistema de alimentação, o aditivo não elimina esse risco.
Entre os produtos que podem fazer diferença estão os estabilizadores de combustÃvel, indicados principalmente para veÃculos que ficam muito tempo parados.
Aditivos para proteger motores a gasolina podem amenizar efeitos do aumento da mistura de etanol
Divulgação
Há também os inibidores de corrosão, presentes em alguns aditivos premium, que criam uma pelÃcula de proteção sobre superfÃcies metálicas.
Por fim, há os aditivos limpadores do sistema de combustÃvel, que removem depósitos acumulados em válvulas, bicos injetores e na câmara de combustão.
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Velas mais resistentes
A substituição das velas de ignição não resolve diretamente os efeitos do aumento da concentração de etanol na gasolina.
“Porém, velas mais resistentes podem, em alguns casos, melhorar a confiabilidade da ignição, especialmente em motores mais antigos, importados ou que já apresentam dificuldade de partidaâ€, diz o especialista.
O principal desafio está na compatibilidade dos materiais do sistema de combustÃvel e na maior absorção de umidade provocada pelo etanol.
Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto
Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center
As velas convencionais de nÃquel ou cobre são as mais comuns. Já as de platina têm eletrodos mais resistentes ao desgaste, enquanto as de irÃdio estão entre as melhores opções para muitos veÃculos modernos.
Quando houver modelos homologados para o motor, as velas de platina ou de irÃdio podem ser uma boa opção, por oferecerem maior durabilidade e uma ignição mais estável.
Essas velas normalmente custam mais do que as convencionais, segundo Vinicius Giungi, proprietário da Ben Imports, loja especializada na importação de peças automotivas.
"Mas também oferecem maior durabilidade quando aplicadas corretamente. A troca somente deve ser realizada por um modelo homologado para aquele motor, respeitando o grau térmico, o comprimento e o diâmetro da rosca, a folga dos eletrodos e o torque de instalação", explica Giungi.
Não é recomendado instalar uma vela mais fria ou mais quente apenas por causa do aumento do etanol.
"Uma vela muito fria pode acumular resÃduos e provocar falhas, enquanto uma vela muito quente pode favorecer superaquecimento e pré-ignição. Uma folga incorreta também pode sobrecarregar as bobinas e aumentar as falhas de combustão", diz Giungi.
Instalar um filtro com elemento excessivamente restritivo ou acrescentar um segundo filtro sem um estudo técnico pode reduzir a vazão, causar perda de pressão e sobrecarregar a bomba de combustÃvel.
Portanto, não basta que o filtro retenha partÃculas menores. Segundo o empresário, ele precisa manter todas as caracterÃsticas exigidas pelo sistema.
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Hábitos ajudam a reduzir o desgaste
Na maioria dos carros modernos, a mudança da gasolina com 27% de etanol para a mistura com 32% não exige mudanças na rotina de partida.
Os sistemas de injeção eletrônica normalmente conseguem compensar automaticamente essa pequena diferença na composição do combustÃvel.
“Ligar o motor e aguardar entre 10 e 30 segundos antes de sair; evitar acelerar logo após a partida; dirigir suavemente nos primeiros minutos e usar o carro regularmenteâ€, aconselha Passos.
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Filtro de combustÃvel merece atenção
Existem filtros de combustÃvel especÃficos para etanol ou compatÃveis com veÃculos flex. Esses componentes utilizam elementos filtrantes, vedações e carcaças adequados a esse combustÃvel.
Nos veÃculos flex, a mudança da gasolina com 27% para 32% de etanol não causa impactos, já que eles foram projetados para trabalhar com combustÃveis de alta concentração desse biocombustÃvel.
Filtros de combustÃvel
Divulgação
Já alguns veÃculos não flex têm margem para suportar essa variação, mas exigem atenção. Se o filtro foi desenvolvido para gasolina com 27% de etanol, o aumento da concentração pode afetar vedações, adesivos, resinas e componentes metálicos, devido ao maior potencial de corrosão e à absorção de água.
Nesses casos, pode ser necessária a substituição por filtros mais modernos, preparados para concentrações mais elevadas de etanol.
Passos explica que esses filtros oferecem maior resistência quÃmica, melhor retenção de partÃculas finas e maior capacidade de filtração. Isso também ajuda a reter resÃduos que podem se desprender do tanque e das tubulações com a maior concentração de etanol, evitando que cheguem aos injetores de combustÃvel.
"Instalar um filtro com elemento excessivamente restritivo ou acrescentar um segundo filtro sem estudo técnico pode diminuir a vazão, causar perda de pressão e sobrecarregar a bomba de combustÃvel", diz Giungi.
Portanto, não basta que o filtro retenha partÃculas menores. Ele precisa manter todas as caracterÃsticas exigidas pelo sistema, afirma o empresário.
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Primeiros sinais de problema
Segundo Marcos Passos, os primeiros sinais costumam surgir antes de qualquer dano mais sério ao motor.
Na maioria dos casos, os problemas estão relacionados ao sistema de combustÃvel, ao sistema de ignição ou à calibração do veÃculo.
Os sinais iniciais mais comuns são:
Dificuldade de partida, principalmente com o motor frio;
Marcha lenta instável;
Aumento perceptÃvel do consumo de combustÃvel.
Também podem surgir perda de desempenho, acelerações mais lentas, dificuldade nas retomadas, luz da injeção eletrônica acesa, cheiro de combustÃvel, vazamentos, engasgos durante as acelerações e falhas sob carga.
Em carros antigos, também é importante observar, durante as revisões, sinais de corrosão em conexões metálicas, mangueiras endurecidas ou rachadas e resÃduos no filtro de combustÃvel.
Se o veÃculo passar a apresentar dificuldade de partida, marcha lenta irregular ou aumento perceptÃvel do consumo após algumas semanas ou meses de uso da gasolina com 32% de etanol, a orientação é procurar assistência técnica especializada ou um mecânico de confiança para avaliar o sistema.
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Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumento de etanol na gasolina
Divulgação
Revisões podem ficar caras
No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetÃveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.
"Além disso, a bomba de combustÃvel e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio-proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.
O motorista pode perceber que o veÃculo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.
O risco é maior nos veÃculos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.
A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.
Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro
Divulgação / Bosch
Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustÃvel a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.
Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.
Nos veÃculos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.
"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.
Além disso, esses veÃculos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.
A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustÃvel. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.
Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.
Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustÃvel.
Como o etanol tem caracterÃsticas de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustÃvel para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustÃvel na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.
Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.
Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatÃveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.
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Bolso pode sentir
E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Ben Imports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustÃvel de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.
As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.
Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veÃculos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.
“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veÃculos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veÃculos importados de forma independenteâ€, explica.
Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:
Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustÃvel;
desgaste prematuro das bombas de combustÃvel (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;
ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;
oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustÃvel, agravada pela umidade ou contaminação;
travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustÃvel;
baixa vida útil de velas de ignição.
Bico Injetor Bosch para Bmw 320 (F30) feita entre 2012 e 2019
Reprodução
Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.
A bomba de combustÃvel de um Range Rover Evoque, feito entre 2011 e 2019, custa mais de R$ 1.900.
Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.
“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produçãoâ€, explica.
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Anfavea pede cautela
A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustÃveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veÃculos leves.
Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilÃstica se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.
"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.
Igor Calvet, presidente da Anfavea
Divulgação | Anfavea
O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustÃvel e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.
A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para VeÃculos Automotores (Sindipeças).
A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.
Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veÃculos compatÃveis com biocombustÃveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas polÃticas para combustÃveis no paÃs.
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Indústria do etanol defende medida
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em nota nesta terça-feira que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construÃda no âmbito do programa CombustÃvel do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.
Segundo a entidade, “a medida reforça a segurança energética do paÃs ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para reduzir a dependência de importações de gasolina e aumentar a previsibilidade no abastecimento, especialmente em um cenário internacional marcado por volatilidade.â€
A Unica diz que “o avanço para o E32 ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil, que já opera com misturas elevadas de etanol há anos, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em uma cadeia produtiva consolidada.â€
A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa CombustÃvel do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.
De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veÃculos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.
Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.
Sobre os veÃculos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluÃram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.
Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veÃculos.
A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veÃculos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustÃvel.
Segundo Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da Unica, os testes feitos com a especificação de E30 já contemplavam a possibilidade da mistura chegar até 32%. Na época, a legislação permitia que a bomba do posto apresentasse essa composição como margem de erro.
Agora, com o E32, segundo Rodrigues, não foi estabelecida a margem de 2 pontos percentuais e, portanto, o posto não pode vender gasolina com 34% de etanol.
A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.
Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustÃvel renovável produzido no Brasil.
“Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustÃveis renováveis em larga escala", afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.
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30/07 -
De Volkswagen à BMW, crise se espalha nas montadoras alemãs
'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos
Com a concorrência chinesa em ascensão, os lucros em queda e a popularização de veÃculos elétricos da China, gigantes automobilÃsticas alemãs planejam dezenas de milhares de demissões e revisão de estratégias.
A BMW anunciou na quarta-feira (29) o corte de até 8 mil postos de trabalho em todo o mundo, tornando-se a quinta montadora alemã a divulgar grandes reduções de pessoal. O setor automobilÃstico enfrenta crescente pressão da concorrência chinesa, especialmente no segmento de veÃculos elétricos.
Segundo a empresa sediada em Munique, as demissões afetarão cerca de 5% da força de trabalho global, que soma 154 mil funcionários. A BMW, proprietária também das marcas Mini e Rolls-Royce, afirmou que o impacto será maior sobre as operações na Alemanha.
Embora fosse considerada mais resistente à concorrência chinesa, a BMW alertou no mês passado que suas vendas na China estão caindo acentuadamente. A disputa no mercado de veÃculos elétricos com as montadoras do gigante asiático diminuÃram o poder de precificação da alemã.
Logotipo da BMW em veÃculo exibido no Salão Internacional do Automóvel de Pequim (Auto China), em Pequim, na China.
Reuters
No ano passado, as entregas de veÃculos da montadora na China reduziram para o menor nÃvel desde 2017. No trimestre encerrado em junho, o recuo foi de 30% na comparação com o mesmo perÃodo do ano anterior.
As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuÃram para as dificuldades, juntamente com o aumento dos preços da energia decorrente da guerra entre EUA, Israel e Irã e a expansão das fabricantes chinesas em outros mercados importantes, incluindo Europa, Ãsia-PacÃfico e América Latina.
Na quinta-feira, a empresa informou que o lucro lÃquido do segundo trimestre caiu 35%, para 1,2 bilhão de euros (R$ 7 bilhões), enquanto a receita recuou de 34 bilhões (R$ 199 bilhões) para 31 bilhões de euros (R$181 bilhões). A BMW revisou suas projeções para o restante do ano e alertou para uma "queda significativa" nos lucros.
Nem a Porsche escapa
Dois dias antes, a Porsche anunciara planos para cortar mais 5 mil empregos na Alemanha até o fim de 2035. O número corresponde a cerca de um em cada cinco funcionários da empresa.
A fabricante de carros esportivos informou que as novas medidas afetarão sua principal fábrica, em Stuttgart-Zuffenhausen, e seu centro de pesquisa e desenvolvimento na vizinha Weissach.
Fábrica da Porsche em Zuffenhausen, Alemanha
Divulgação / Porsche
No ano passado, a Porsche já previra a eliminação de 1,9 mil postos de trabalho na região até 2029 e o encerramento de 2 mil contratos temporários.
A empresa também vai adiar aumentos salariais, enquanto os bônus por desempenho passarão a estar mais diretamente vinculados aos lucros.
A Porsche, que pertence ao Grupo Volkswagen, mas opera com elevado grau de independência, também reduziu vagas em sua fábrica de Leipzig e está fechando três subsidiárias que empregam cerca de 500 pessoas.
No fim do ano passado, a Porsche tinha quase 41,8 mil funcionários, dos quais cerca de 85% estavam na Alemanha.
Cortes profundos na Volkswagen
A Volkswagen, maior montadora da Europa, dobrou no mês passado seu programa de redução de pessoal e anunciou planos para eliminar até 100 mil empregos. A empresa também pretende fechar quatro fábricas na Alemanha.
Os sindicatos e o estado da Baixa Saxônia, que detém 20% dos direitos de voto na companhia e tem poder de veto sobre decisões estratégicas, rejeitaram os novos planos. Inicialmente, a Volkswagen havia informado que reduziria 50 mil postos de trabalho.
A montadora é conhecida por seu quadro de pessoal inflado, com cerca de 630 mil funcionários em todo o mundo, ou 680 mil se consideradas as joint ventures chinesas.
O grupo sediado em Wolfsburg emprega aproximadamente 60% mais trabalhadores que a Toyota, apesar de produzir quantidade semelhante de veÃculos.
O grande contingente de funcionários, antes visto como sÃmbolo da força industrial alemã, se transformou em peso financeiro diante da intensificação da concorrência das fabricantes chinesas de veÃculos elétricos.
VeÃculo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China.
REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo
A Volkswagen mantém internamente mais etapas da produção do que os concorrentes, o que aumenta a demanda por mão de obra. Além disso, os custos de produção nas fábricas alemãs costumam ser até duas vezes maiores que os de seus rivais.
O avanço considerado lento da empresa no segmento de veÃculos elétricos também enfraqueceu suas vendas na China, mercado que já representou um terço das entregas globais, além da Europa.
Mercedes reduz quadro sem demissões
Em março do ano passado, a Mercedes-Benz acertou com seu conselho de trabalhadores um plano para economizar 5 bilhões de euros (R$ 29 bilhões) até 2027. No entanto, a empresa descartou demissões compulsórias em suas fábricas alemãs, defendendo que saÃdas voluntárias seriam suficientes para implementar as mudanças.
Até março deste ano, cerca de 5.500 funcionários das áreas administrativa, de pesquisa e desenvolvimento e de tecnologia da informação haviam aderido a programas de desligamento. Os trabalhadores da produção permaneceram protegidos.
No mês passado, a Mercedes adiou para 2027 o pagamento de um bônus a quase três quartos de sua força de trabalho na Alemanha e propôs ampliar a jornada semanal de 35 para 40 horas sem aumento salarial.
Mercedes-Benz VLE
Divulgação / Mercedes-Benz
Executivos da empresa indicaram que algumas funções poderão ser transferidas para outros paÃses. Foram relatadas ainda reduções de pessoal nas operações da montadora na China.
Na terça-feira, a Mercedes afirmou ter registrado baixas contábeis superiores a 700 milhões de euros (R$ 4 bilhões) devido à forte concorrência na China. Embora o lucro lÃquido do segundo trimestre tenha crescido 13,5%, alcançando 1 bilhão de euros (R$ 6 bilhões), o lucro operacional da principal divisão de automóveis caiu um quarto, para 909 milhões de euros (R$ 5 bilhões).
Audi também sob pressão
A Audi, controlada pela Volkswagen, anunciou no ano passado planos para eliminar até 7,5 mil postos de trabalho na Alemanha até o fim de 2029.
A empresa descartou demissões compulsórias e informou que os cortes nas áreas administrativa e de pesquisa e desenvolvimento ocorrerão por meio de programas voluntários e aposentadorias antecipadas.
Linha de produção do Audi Q7 na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia.
Divulgação / Audi
No entanto, no mês passado, a fábrica da Audi em Neckarsulm foi incluÃda pela controladora Volkswagen entre as unidades que poderão ser fechadas em 2030. A medida pode afetar cerca de 15 mil trabalhadores.
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30/07 -
Táxi sem volante da Amazon recebe autorização para operar comercialmente nos EUA
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA
Divulgação / Zoox
A Zoox, empresa de veÃculos autônomos da Amazon, recebeu autorização do governo dos Estados Unidos para iniciar uma operação comercial limitada de seus robotáxis sem volante nem pedais.
A Zoox afirmou que a decisão da National Highway Traffic Safety Administration concede à empresa a aprovação federal para começar a cobrar por viagens, e que ela iniciará a cobrança pelo serviço em breve — primeiramente em Las Vegas, com a expansão para outros mercados à medida que cumprir diversas exigências estaduais.
A aprovação foi anunciada nesta quarta-feira (30) pela Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA, na sigla em inglês).
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A decisão é considerada um marco para a indústria de carros autônomos porque permite que um veÃculo desenvolvido desde o inÃcio para funcionar sem motorista humano passe a operar comercialmente.
Até agora, a maioria das empresas do setor adaptava carros convencionais para incluir sistemas de direção autônoma.
Agora no g1
🤖 O robotáxi da Zoox tem formato semelhante ao de uma pequena cabine elétrica, com duas fileiras de assentos voltadas uma para a outra.
A empresa disputa espaço nesse mercado com concorrentes como a Waymo, da Alphabet (controladora do Google), e a Tesla, que também desenvolve veÃculos totalmente autônomos.
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA
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2.500 veÃculos por ano
Em entrevista exclusiva à agência Reuters, o administrador da NHTSA, Jonathan Morrison, afirmou que a autorização permite que a Zoox coloque em operação comercial até 2.500 veÃculos por ano, durante os próximos dois anos.
Segundo ele, a agência concluiu que o sistema de direção autônoma da empresa oferece um nÃvel de segurança equivalente ao exigido para veÃculos convencionais, mesmo sem volante ou pedais.
"Podemos afirmar claramente que os sistemas instalados no Zoox superam os requisitos equivalentes de desempenho de um veÃculo em conformidade", afirmou Morrison.
A autorização, no entanto, vem acompanhada de exigências extras. A Zoox terá de informar regularmente à NHTSA ocorrências como acidentes e paradas inesperadas nas vias públicas. Caso sejam identificados problemas relevantes de segurança, a autorização poderá ser suspensa.
"Temos a capacidade de retirar a isenção caso vejamos grandes problemas de segurança", disse Morrison.
Cabine do Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, que recebeu autorização para operar nos EUA
Divulgação / Zoox
Empresa já testa serviço em duas cidades
Atualmente, a Zoox realiza testes com passageiros em áreas de Las Vegas e São Francisco. Com a nova autorização federal, a empresa poderá começar a cobrar pelas viagens, desde que obtenha também as licenças exigidas pelos governos estaduais e municipais.
A NHTSA informou ainda que pretende elaborar os primeiros padrões federais especÃficos para sistemas de direção autônoma até o fim do governo Donald Trump. A agência também estuda revisar normas antigas, criadas para veÃculos conduzidos por pessoas, como a obrigatoriedade de volante, pedais e retrovisores.
Segurança continua sendo desafio
Apesar do avanço regulatório, a expansão dos robotáxis ainda enfrenta desafios relacionados à segurança.
Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA
Divulgação / Zoox
Neste mês, a NHTSA enviou uma carta à s empresas do setor cobrando medidas imediatas para corrigir situações em que veÃculos autônomos interferiram no trabalho de policiais, bombeiros e equipes de resgate.
A agência também acompanha episódios em que robotáxis tiveram dificuldades para lidar com ônibus escolares parados, áreas de obras, cruzamentos movimentados, ruas alagadas e outras situações complexas do trânsito.
"Se continuarmos vendo problemas, não hesitaremos em usar toda a nossa autoridade fiscalizadora", afirmou Morrison.
Após receber a notificação da agência, a Zoox fez um recall de sua frota de 105 veÃculos autônomos para atualizar o software. Segundo a empresa, os robotáxis poderiam ter dificuldade para detectar fumaça densa, especialmente em situações de emergência.
Morrison deve apresentar nesta quinta-feira (30) os esforços da NHTSA para aumentar a segurança dos veÃculos autônomos durante o Simpósio de Transporte Automatizado da SAE International, em San Diego.
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30/07 -
'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos
'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos
Um estudo da Bright Consulting mostra que, pela primeira vez em seis anos, o preço médio dos carros novos no Brasil subiu menos do que a inflação em 2026. O valor dos veÃculos zero km teve uma queda real — descontada a inflação — de 1,5% neste ano.
Nominalmente, o preço médio sugerido pelas montadoras subiu 1,4% e chegou a R$ 166,9 mil. Mas o reajuste ficou abaixo da inflação oficial acumulada no perÃodo, de 3,18%. Houve uma forte desaceleração em relação aos 5,5% registrados no ano anterior.
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De acordo com os analistas, a expansão das montadoras chinesas no paÃs foi o principal fator por trás da queda dos preços, já que aumentou a competição no mercado brasileiro e forçou as fabricantes tradicionais a reduzirem suas margens.
💰 Por outro lado, a renda estagnada e os juros elevados do crédito veicular ainda mantêm a compra do automóvel zero km distante do bolso da maioria da população. (entenda os detalhes abaixo)
Margem para negociação
Segundo Cássio Pagliarini, sócio da Bright Consulting, a queda dos preços fica ainda mais evidente após a negociação na concessionária. O valor efetivamente pago no balcão — conhecido como preço de transação — caiu 3,5% em 2026, passando de R$ 157,6 mil para R$ 152,1 mil.
A diferença de quase R$ 15 mil entre a tabela oficial de fábrica e o preço final registrado na nota fiscal mostra o esforço do comércio para reduzir os estoques acumulados.
Essa diferença é viabilizada por bônus de fábrica, maior valorização do carro usado dado na troca e cortes pontuais nas taxas de financiamento.
Gráfico com os dados dos preços dos carros no Brasil
g1
Efeito China
Como previsto, a entrada agressiva de marcas chinesas no paÃs começou a provocar impactos no mercado.
Segundo Antônio Jorge Martins, coordenador dos cursos da área automotiva da Fundação Getulio Vargas (FGV), as fabricantes chinesas se beneficiam principalmente da grande escala de produção em seu paÃs de origem.
"Estamos falando de um mercado de cerca de 34 milhões de veÃculos por ano, 10 vezes maior do que o brasileiro. A BYD, por exemplo, fabricou cerca de 4 milhões de carros só em 2025. Essa escala fabulosa reduz drasticamente o custo médio por veÃculo", explica Martins.
Com mais de 140 marcas disputando espaço no mercado chinês — que já apresenta demanda enfraquecida e oferta ainda elevada —, a busca por rentabilidade em outros paÃses virou prioridade para as fabricantes chinesas. Para ganhar espaço rapidamente no Brasil, a estratégia foi entrar com preços mais baixos.
🔠O movimento já coloca o Brasil no topo: o paÃs tornou-se o maior importador de carros chineses no primeiro semestre de 2026, com US$ 5,2 bilhões em compras. Do total, US$ 4,5 bilhões foram destinados a veÃculos elétricos e hÃbridos. Além da forte demanda por veÃculos mais tecnológicos, as montadoras anteciparam estoques antes do aumento das alÃquotas do imposto de importação por aqui.
O professor da FGV aponta ainda que as fabricantes chinesas mudaram o jogo ao verticalizar a produção e fabricar internamente parte dos componentes mais importantes dos veÃculos, como as baterias. Isso elimina margens de intermediários e garante mais qualidade a um custo menor.
"Nos anos 90, os carros chineses sofriam com rejeição por falta de qualidade. Hoje, eles unem alto volume, controle da cadeia e muita tecnologia embarcada", destaca o professor da FGV.
Carro mais barato não é fácil de comprar
Apesar da queda no valor médio dos carros, a dificuldade de acesso ao financiamento ainda limita um avanço maior dos emplacamentos.
As taxas cobradas pelos bancos para o financiamento veicular ainda variam entre 18% e 22% ao ano. A expectativa do setor é de que o crédito só ganhe fôlego à medida que caia a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25%.
"Em momentos normais do mercado, cerca de 60% das vendas de carros no Brasil dependem de financiamento bancário. Quando o crédito fica caro, os bancos reduzem a concessão por receio da inadimplência", avalia Martins, da FGV.
BYD Atto 2 DM-i Flex é lançado oficialmente no Brasil
Divulgação / BYD
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29/07 -
Ministério recomenda veto a trechos de projeto que cria piso mÃnimo do frete para caminhoneiros
Congresso aprova mudanças no piso do frete dos caminhoneiros
O Ministério dos Transportes recomendou à Casa Civil o veto parcial ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) que trata do piso mÃnimo do frete para caminhoneiros. O projeto tem origem na Medida Provisória (MP) do Frete, aprovada pelo Congresso Nacional no último dia 14 de julho.
A pasta recomenda a retirada de seis dispositivos do texto aprovado. Entre eles, está o trecho que concede anistia às multas aplicadas a motoristas e transportadores de cargas durante os bloqueios em rodovias após o resultado das eleições de 2022, segundo o documento que a GloboNews teve acesso.
Na justificativa, o Ministério dos Transportes afirma que o dispositivo trata de matéria de anistia polÃtico-administrativa, sem relação com o piso mÃnimo do frete ou com o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
690 mil veÃculos devem trafegar pelas rodovias do Sudoeste Paulista durante o Carnaval
SPVias/Divulgação
Quando o Projeto foi aprovado pelos parlamentares, o lÃder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), já havia antecipado que Lula vetaria esse trecho da proposta.
O parecer também recomenda o veto ao trecho que suaviza a aplicação de sanções aos caminhoneiros ao prever a conversão de autuações e infrações administrativas por excesso de peso em advertência.
Outro ponto que a pasta pede para ser retirado é o dispositivo que permite à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabelecer pisos mÃnimos diferenciados para determinadas operações.
Segundo o ofÃcio encaminhado à Casa Civil, a medida poderia limitar a atuação regulatória da agência e elevar os custos das operações.
Outros vetos recomendados
O Ministério dos Transportes também recomenda o veto aos seguintes dispositivos:
âž¡ï¸alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para instituir um piso salarial nacional para motoristas;
âž¡ï¸criação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), voltado ao fomento da modernização, da eficiência logÃstica, da segurança viária, da sustentabilidade ambiental, da renovação da frota, da qualificação profissional e do desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas;
âž¡ï¸alteração do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com normas sobre excesso de peso e uso de equipamentos de fiscalização de velocidade para autuação, entre outros pontos;
âž¡ï¸mudança nas regras da contribuição previdenciária do Transportador Autônomo de Cargas (TAC).
Nas justificativas, o Ministério dos Transportes sustenta que esses dispositivos não têm relação com o objeto do Projeto de Lei, que trata do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e da polÃtica de pisos mÃnimos do frete.
A Casa Civil deve consolidar os pareceres dos demais ministérios envolvidos na análise do projeto para subsidiar a decisão do Palácio do Planalto. Pela Constituição, o presidente Lula tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta. O prazo para a manifestação do Executivo termina em 6 de agosto.
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29/07 -
Alerta de tempestade e ventania: saiba se o seguro do seu carro cobre danos nesses casos
Carros presos em alagamento em Santo André, na Grande SP
Reprodução/TV Globo
A Defesa Civil do Estado de São Paulo enviou um alerta severo para a região após os ventos ultrapassarem o previsto. E o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual (CMDEC) divulgou nesta terça-feira (28) um Aviso Hidrometeorológico para inundações de cidades às margens de cinco rios do Rio Grande do Sul para os próximos dias.
O g1 falou com especialistas para entender quais são os direitos do motorista ao acionar o seguro em casos de danos causados pela chuva e desastres naturais.
Para o mercado segurador, o perÃodo de chuvas é marcado por um aumento no volume de sinistros (casos em que ocorre um prejuÃzo ao bem segurado que esteja especificado na apólice) e de indenizações — principalmente no que diz respeito aos seguros de automóveis.
Mas alguns acidentes ou ocorrências podem não estar cobertos pelo seguro. Tudo depende do que o cliente contratou e de como o dano aconteceu.
Previsão de chuva forte e inundação para o Rio Grande do Sul
Quais os tipos de cobertura existentes em um seguro automóvel?
O seguro automóvel é um tipo de proteção patrimonial, que pode ser contratada diretamente com uma seguradora, com uma corretora de seguros ou com um corretor registrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Esse produto serve para proteger o carro segurado de eventuais prejuÃzos que possam acontecer no dia a dia, como uma colisão entre veÃculos ou casos de roubo, furto ou enchentes.
Existem vários tipos de cobertura que podem ser contratadas em um seguro automóvel. O seguro total (também conhecido pelo setor como seguro compreensivo) é a opção mais completa — e mais cara — oferecida pelo mercado.
Normalmente, essa opção costuma oferecer cobertura contra:
Colisão (perda total ou parcial);
Colisão com seguro contra terceiros;
Roubo e furto;
Desastres naturais; entre outros.
E é a cobertura contra desastres naturais que costuma indenizar os segurados nos perÃodos de chuva. Ela pode incluir proteção contra danos causados por enchentes, chuvas de granizo, quedas de árvores ou muros e ventos fortes, por exemplo.
É preciso, no entanto, que o cliente esteja atento na hora da contratação do seguro para ter certeza de quais riscos e danos estão previstos na apólice.
“O mercado segurador cada vez mais tem os chamados produtos de entrada, que eventualmente têm algum tipo de restrição de cobertura, mas ajudam a resolver os problemas mais procurados pelos clientesâ€, disse o diretor de automóvel da Porto Seguro, Jaime Soares.
“Mas o preço do seguro à s vezes fica muito barato exatamente porque vem com restrição de cobertura. Então é fundamental que o consumidor entenda qual oferta está recebendoâ€, acrescentou.
Os chamados seguros de entrada são produtos mais baratos, que possibilitam a personalização pelo cliente. Nesse caso, o segurado opta por quais coberturas gostaria de ter em seu veÃculo e paga o preço proporcional.
Quais os danos normalmente cobertos pela apólice?
Os danos que podem ser indenizados pela apólice dependem das coberturas compradas pelo cliente na hora da contratação do seguro.
São chamados de sinistros todos os acidentes ou ocorrências que estejam especificados na apólice. É nesse documento que estão registrados os direitos e obrigações do segurado e da seguradora, bem como as informações do seguro contratado, as coberturas e franquias.
Caso o seu carro fique preso em uma enchente devido às chuvas e sofra algum dano, por exemplo, é preciso que você tenha contratado a cobertura contra desastres naturais para que seu caso seja considerado um sinistro e você possa pedir indenização à seguradora.
Mas, se o seu seguro só cobre casos de colisão entre veÃculos ou de roubo e furto, você pode ter que arcar com o prejuÃzo.
O cliente pode avisar a seguradora que houve um sinistro em até um ano da ocorrência. Depois desse prazo, o segurado perde o direito à indenização.
Além disso, há responsabilidade dos clientes em não gerar o chamado agravante de risco. Segundo a vice-presidente da comissão de seguro automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Keila Farias, agravar o risco é aumentar a probabilidade de ocorrência de dano no bem segurado.
“No caso de uma enchente, por exemplo, agravar o risco seria tentar passar com o carro em uma rua que está alagada e impedida para o trânsitoâ€, exemplificou.
Nesses casos, ao tentar passar por uma rua alagada, que esteja com água na metade da altura do pneu para cima, o veÃculo tende a perder a aderência no asfalto, aumentando o risco de dano. Caso isso aconteça, o segurado corre o risco de ter que arcar com o prejuÃzo, mesmo tendo contratado a cobertura contra enchentes e inundações.
“Se você tenta passar o carro por uma rua que esteja alagada, primeiro você está colocando em risco sua própria vida. E, se for comprovado [que o cliente tentou passar pela via alagada], a pessoa acaba perdendo a cobertura, já que forçou uma situação [de dano]â€, afirmou Soares, da Porto.
Veja técnica para 'ressuscitar' carro com sujeira incrustada
Quanto custa um seguro automóvel?
O preço desse produto varia conforme a quantidade de coberturas contratadas na apólice – assim, quanto mais coberturas, mais caro tende a ficar o seguro. Além disso, esse custo também pode variar a depender:
da idade e do gênero do condutor;
da região em que ele mora e trabalha;
do tipo de carro; entre outros condicionantes.
Em abril de 2026, os preços do seguro de automóveis recuaram 2,2% em comparação ao ano anterior. Os números são do Ãndice de Preços do Seguro de Automóvel (IPSA), elaborado pela TEx, plataforma de inteligência de dados.
Como acionar o seguro auto em caso de sinistro?
A principal maneira de acionar o seguro do carro em caso de sinistro é contatando a seguradora por um de seus canais de comunicação. A forma mais comum é pelo telefone, disponibilizado no site oficial da seguradora ou na apólice.
Algumas seguradoras já fazem toda a comunicação com o cliente, incluindo o acionamento do sinistro, por meio de aplicativos de mensagem.
Nos casos em que o carro fica preso em uma enchente, os especialistas orientam a redobrar a atenção e tentar encontrar um lugar seguro para abrigo.
“A principal orientação é evitar regiões de risco e picos de alagamentoâ€, disse Farias, da Fenseg.
“Mas se foi inevitável e a situação acabou acontecendo, a pessoa precisa tentar sair do carro em segurança, e esperar baixar a água em um lugar seguro. Ele pode até tentar avisar a seguradora na hora, mas dificilmente será possÃvel tirar o carro antes de a água baixarâ€, completou. “Depois é só esperar o guincho chegar.â€
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29/07 -
BMW vai cortar milhares de empregos na Alemanha até 2027
Logotipo da BMW em veÃculo exibido no Salão Internacional do Automóvel de Pequim (Auto China), em Pequim, na China.
Reuters
A BMW anunciou nesta quarta-feira (29) que vai cortar milhares de empregos na Alemanha até o fim de 2027 por meio de um programa de demissão voluntária.
A empresa é a mais recente montadora alemã a reduzir seu quadro de funcionários diante da queda dos lucros e da demanda fraca.
🗒ï¸Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O programa de desligamento, negociado entre a montadora e o conselho de trabalhadores, será direcionado às áreas de administração e desenvolvimento, sem atingir as operações de produção, informou um porta-voz da empresa.
Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, o número total de funcionários deve ser reduzido em cerca de 8 mil pessoas.
Agora no g1
Com sede em Munique, a BMW emprega atualmente cerca de 150 mil pessoas em todo o mundo.
Outras montadoras alemãs, como Volkswagen e Mercedes-Benz, também anunciaram acordos para eliminar dezenas de milhares de postos de trabalho.
O setor automotivo do paÃs enfrenta pressão devido aos altos custos da transição para veÃculos elétricos, à forte concorrência das fabricantes chinesas e à s tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Na segunda-feira (27), a Porsche, que faz parte do Grupo Volkswagen, ampliou seu plano de reestruturação e anunciou que pretende reduzir cerca de 20% de sua força de trabalho até 2035.
Também nesta quarta-feira, milhares de trabalhadores protestaram na fábrica da Audi em Neckarsulm, outra marca do Grupo Volkswagen. A unidade está entre as quatro fábricas alemãs ameaçadas de fechamento pelos planos de reestruturação da empresa.
Trabalhadores protestam em fábrica da Audi, em Neckarsulm, na Alemanha, uma das unidades ameaçadas de fechamento pelos planos de reestruturação da controladora Volkswagen.
Reuters
A BMW, que até recentemente era vista como uma das montadoras mais estáveis do setor, reduziu em junho sua previsão de lucro para este ano, citando um desempenho na China abaixo do esperado. As vendas de veÃculos no paÃs vêm caindo acentuadamente nos últimos meses.
Após esse anúncio, o presidente-executivo, Milan Nedeljkovic, afirmou que a empresa aceleraria e intensificaria seus esforços para reduzir custos.
Nesta quarta-feira, durante uma assembleia de trabalhadores em Munique, Nedeljkovic disse aos funcionários que as regras do setor automotivo mudaram de forma significativa e, com isso, também mudou a base do modelo de negócios da BMW, segundo um participante da reunião.
O executivo alertou que a empresa enfrentará um perÃodo desafiador, mas afirmou que as medidas são necessárias para tornar a BMW mais lucrativa, de acordo com a fonte.
A montadora divulgará os resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira (30).
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28/07 -
Move Motoapp: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para entregadores e mototaxistas
Motos flex e elétricas entram no programa Move Brasil
arte/g1
A partir desta semana, os entregadores e mototaxistas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Entregadores e Motoapp podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não.
A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
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A previsão do governo é de financiar 100 mil motos, motonetas ou ciclomotores.
O programa promete juros menores para a aquisição de motos, ciclomotores ou bicicletas que atendam aos seguintes critérios:
Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;
Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;
Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou hÃbridos não são aceitos);
Ser zero km, já que o programa não inclui veÃculos usados;
A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.
Agora no g1
Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos.
Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado.
Para entender como entregadores e mototaxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro.
1. Mostre que você tem capacidade de pagamento
O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido.
Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nÃvel geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial.
“Ajuda a dar uma entrada maior para o veÃculo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira", detalha o planejador.
Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa.
2. Cuide do seu score de crédito
O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor.
Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente.
🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas.
3. Fique atento ao comprometimento da renda
O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares.
O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente.
Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo.
4. Organize os comprovantes (mesmo sem contracheque)
Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefÃcio do Move Brasil.
Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação:
Declaração do Imposto de Renda;
Extratos bancários recentes;
Histórico completo de movimentação da conta corrente;
Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo.
Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito.
5. Use o relacionamento com o seu banco a seu favor
Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira especÃfica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação.
Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista.
“Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completaâ€, explica.
🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do entregador ou mototaxista.
6. Evite os erros mais comuns
Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento.
Os principais motivos de reprovação identificados pelo mercado incluem:
Renda declarada incompatÃvel com o valor solicitado para o veÃculo;
Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas;
Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas;
Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes.
Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veÃculos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal.
"O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustÃvel, seguro, manutenção e até perÃodos de menor faturamento", ressalta Soares.
7. Faça uma preparação para o 'sim'
Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal.
A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dÃvidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira.
Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veÃculo quanto para proteger o entregador contra imprevistos de manutenção.
“Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamentoâ€, aconselha.
Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veÃculo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial.
“O mais importante é garantir que essa dÃvida seja sustentável ao longo do tempoâ€, diz.
Juros menores
"A taxa do programa, entre 11,5% e 12,5% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veÃculos para pessoa fÃsica", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.
A estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade.
Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possÃvel continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor", explica.
🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação.
Faça as suas contas
O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento.
O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um veÃculo.
O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócioâ€, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.
🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação.
Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.
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27/07 -
Porsche anuncia corte de 5 mil postos de trabalho
Fábrica da Porsche em Zuffenhausen, Alemanha
Divulgação / Porsche
A fabricante alemã de carros esportivos Porsche anunciou nesta segunda-feira (27/07) um novo plano de reestruturação que prevê o corte de 5 mil postos de trabalho até 2035.
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A medida foi acordada entre a direção da empresa e os representantes dos trabalhadores e faz parte de uma estratégia para aumentar a competitividade da montadora em um cenário marcado por queda nas vendas, especialmente na China, custos elevados e forte concorrência internacional.
O novo programa amplia uma série de medidas de redução de custos já colocadas em prática pela subsidiária da Volkswagen.
No inÃcio do ano, a Porsche havia anunciado a eliminação de cerca de 3.900 empregos, além de outros 500 postos de trabalho.
Segundo a empresa, as novas reduções ocorrerão sem demissões por motivos operacionais, ou seja, sem demissões compulsórias.
Agora no g1
De acordo com o comunicado conjunto da direção e do conselho de fábrica, os funcionários deixarão a empresa principalmente por meio de aposentadorias graduais, desligamentos naturais e acordos voluntários de rescisão.
Ao mesmo tempo, parte dos aumentos salariais previstos será suspensa até 2035, os bônus de Natal serão reduzidos e a remuneração variável passará a depender mais diretamente dos resultados da companhia.
A Porsche limitará o número de dias de trabalho remoto a oito por mês, abaixo dos doze atualmente permitidos. Além disso, uma parcela significativa da alta gerência abrirá mão de reajustes salariais previstos para 2027 e 2028.
Garantia de empregos e investimentos
Apesar dos cortes, a montadora prorrogou até 2035 o acordo de garantia das unidades produtivas na Alemanha. Com isso, ficam excluÃdas demissões por razões operacionais durante esse perÃodo.
A empresa também anunciou investimentos de 2,1 bilhões de euros nas instalações de Zuffenhausen, onde produz modelos como o 911 e o Taycan, e no centro de desenvolvimento de Weissach.
Segundo a direção, os investimentos são fundamentais para preparar a Porsche para as transformações tecnológicas e as mudanças do mercado automotivo.
Linha de montagem de carroceria do Porsche Macan elétrico em Leipzig, Alemanha
Divulgação / Porsche
Pressão sobre o Grupo Volkswagen
As medidas da Porsche acontecem em um momento de crescente pressão sobre todo o Grupo Volkswagen.
Nos últimos anos, as montadoras alemãs têm enfrentado dificuldades para manter sua rentabilidade diante da desaceleração econômica, da concorrência cada vez mais forte das fabricantes chinesas de veÃculos elétricos e das incertezas comerciais nos mercados internacionais.
A crise também afeta a Audi, outra marca do grupo. A empresa, sediada em Ingolstadt, anunciou recentemente uma revisão de suas projeções financeiras para 2026 e segue implementando um programa que prevê a eliminação de até 7.500 empregos até 2029.
Durante a apresentação dos resultados semestrais da Audi, o diretor financeiro Jürgen Rittersberger afirmou que as medidas de economia já adotadas tiveram efeitos positivos, mas não são suficientes diante dos desafios atuais.
Segundo ele, a empresa precisa se tornar mais eficiente, reduzir custos estruturais e acelerar os processos de tomada de decisão.
Linha de produção do Audi Q7 na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia.
Divulgação / Audi
Vendas em queda na China
A desaceleração do mercado chinês continua sendo uma das principais preocupações das montadoras alemãs.
Tanto Audi quanto Porsche registraram queda nas vendas no paÃs asiático, hoje um dos mercados mais importantes para a indústria automotiva mundial.
A situação também impactou os resultados financeiros da Volkswagen. O grupo registrou uma forte redução dos lucros no segundo trimestre e revisou suas expectativas para o restante do ano.
Apesar das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, insiste que o fechamento de fábricas deve ser evitado.
Em declarações recentes, ele afirmou que existem alternativas mais eficientes para recuperar a competitividade das marcas do grupo e classificou o encerramento de unidades produtivas como "o último recurso".
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27/07 -
Nova Chevrolet S10 Trail Boss tem suspensão reforçada e pneus para uso no fora de estrada
Chevrolet S10 Trail Boss
Divulgação / GM
A Chevrolet apresentou neste domingo (26) a nova S10 Trail Boss, versão voltada para quem busca maior capacidade no fora de estrada. Preço de lançamento é de R$ 341.290.
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O principal diferencial está no conjunto de suspensão exclusivo, desenvolvido em parceria com a Ironman, e nos pneus Pirelli Scorpion All Terrain de 18 polegadas. As rodas são exclusivas da versão.
A suspensão recebeu molas e amortecedores especÃficos para esta configuração. Com isso, a picape ficou 3 cm mais alta, o que melhora a capacidade para enfrentar terrenos irregulares.
Jetour T2 4x4 tenta repetir boas vendas do GWM Haval H9
Segundo a fabricante, a geometria também foi recalibrada para equilibrar o desempenho no off-road e o uso diário.
Além das mudanças mecânicas, a Trail Boss traz visual exclusivo. A versão adota grade dianteira e para-choque traseiro com acabamento preto brilhante, molduras dos para-lamas mais largas, adesivos no capô e na tampa traseira, além de emblemas especÃficos.
Na cabine, os bancos recebem acabamento exclusivo e detalhes escurecidos.
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A picape também passa a oferecer de série o protetor de caçamba Multiflex e o santantônio estendido. O protetor conta com pontos para instalação de organizadores, ganchos e outros acessórios para facilitar a fixação da carga.
A Trail Boss ocupa uma posição acima da versão Z71 dentro da linha S10 quando o assunto é capacidade para rodar fora do asfalto.
A base do projeto foi a série especial S10 100 Anos, lançada anteriormente pela marca.
Mesmo motor
A S10 Trail Boss mantém o conjunto mecânico das demais versões da picape. O modelo é equipado com motor 2.8 turbodiesel de 207 cv de potência e 52 kgfm de torque, sempre combinado ao câmbio automático de oito marchas e à tração 4x4 com reduzida.
A versão também traz os modos de condução Off-Road e Normal, além de bloqueio eletrônico do diferencial traseiro.
Segundo a Chevrolet, a calibração da suspensão exclusiva foi desenvolvida para trabalhar em conjunto com esse conjunto mecânico e ampliar a capacidade da picape em pisos de baixa aderência e obstáculos.
Chevrolet S10 Trail Boss tem detalhes de acabamento exclusivos
Divulgação / GM
Entre os equipamentos de série, a Trail Boss oferece painel de instrumentos digital de 8 polegadas e central multimÃdia MyLink com tela de 11 polegadas, compatÃvel com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
O modelo também conta com carregador de celular por indução, ar-condicionado digital automático, bancos com revestimento especÃfico e seis airbags.
A lista inclui ainda alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, alerta de saÃda de faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa, controle de cruzeiro adaptativo, câmera de ré de alta definição, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, além de sistema de monitoramento da pressão dos pneus.
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27/07 -
Governo lança programa para financiar motos de entregadores e mototaxistas; veja regras e modelos
Motos flex e elétricas entram no programa Move Brasil
arte/g1
O governo federal lança nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, que facilita o financiamento de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não, para entregadores de aplicativo e mototaxistas. As taxas de juros são inferiores à metade das normalmente praticadas no mercado.
A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
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Os pedidos de financiamento já podem ser feitos pelo portal do programa, e o g1 reuniu abaixo os principais pontos da iniciativa.
Antes de conferir a lista, é necessário que a moto, o ciclomotor ou a bicicleta atendam aos seguintes critérios:
Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;
Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;
Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou hÃbridos não são aceitos);
Ser zero km, já que o programa não inclui veÃculos usados;
A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.
Lula diz que motoristas de app estão deixando a 'invisibilidade'
Veja os modelos elegÃveis
Motos a combustão, classificadas por preço:
Honda Biz 125 EX: R$ 16.840;
Honda CG 160 Cargo: R$ 18.390;
Yamaha Factor: R$ 18.490;
Honda CG 160 Fan: R$ 18.890;
Yamaha Factor DX: R$ 18.990;
Honda CG 160 Titan: R$ 20.590;
Yamaha Fazer FZ15: R$ 21.190;
Honda CG 160 50 anos: R$ 21.270;
Honda NXR160 Bros CBS: R$ 22.400;
Yamaha Crosser 150 S ABS: R$ 22.790;
Yamaha Crosser 150 Z ABS: R$ 22.990;
Honda NXR160 Bros ABS: R$ 23.390.
Motos a combustão flex que participam do programa
Motos elétricas, também listadas por preço:
Shineray SE1: R$ 12.490;
Shineray SE2: R$ 12.490;
Watts W125: R$ 15.992;
Shineray SHE-S: R$ 16.490;
Yamaha Neos: R$ 25.990.
Motos elétricas que fazem parte do programa Move Brasil
Veja as principais mudanças trazidas pelo programa:
O que é o programa?
Quem pode participar do programa?
Quais veÃculos estão incluÃdos?
Posso financiar motos de até qual valor?
Quais são os juros do financiamento?
Qual é o prazo do financiamento?
Qual é a linha de crédito para carregadores e estações de bateria?
Quais documentos são necessários?
Como posso participar?
Tenho nome sujo, e agora?
Como sei se fui aprovado?
Como contratar o financiamento?
O que é o programa?
O programa é uma linha de crédito criada pelo governo federal e que estará disponÃvel a partir do dia 27 de julho, voltada para veÃculos de duas rodas utilizados em serviços de entrega e no transporte individual por aplicativo ou mototáxi.
Ele cria uma linha de crédito operada pela Caixa Econômica Federal, com subsÃdios do governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
A previsão do governo é de financiar 100 mil motos, motonetas ou ciclomotores.
Além da compra de veÃculos novos, o programa também prevê apoio para que empresas ampliem redes de recarga ou de troca de baterias para modelos elétricos.
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Quem pode participar do programa?
Para participar do programa, é necessário ser um profissional de aplicativo ou contratado no regime CLT.
Profissional de aplicativo: é preciso ter, no mÃnimo, 6 meses de cadastro na plataforma e pelo menos 100 corridas ou entregas realizadas.
Profissional CLT: incluem-se ciclistas, motofretistas e mototaxistas com contrato formal (CLT), que tenham a carteira assinada há pelo menos 6 meses na mesma empresa.
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Quais veÃculos estão incluÃdos?
Fazem parte do programa:
Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex de até 160 cilindradas e que sejam fabricadas no Brasil;
Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas com potência de até 7.500 watts, produzidos no Brasil ou com projeto de investimento para fabricação no paÃs;
Bicicletas elétricas com potência de até 1.000 watts.
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Posso financiar motos de até qual valor?
O programa não estabelece limite de preço para os veÃculos, considerando apenas critérios como potência, tipo de combustÃvel e fabricação nacional.
No entanto, devido à restrição a motos de até 160 cilindradas, os preços variam entre R$ 16.840 e R$ 23.990. No caso dos modelos elétricos, o valor é mais alto, a partir de R$ 25.990.
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Quais são os juros do financiamento?
O financiamento cobre 100% do valor do veÃculo, sem necessidade de entrada. No programa, a taxa de juros é de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres.
Esse percentual corresponde a menos da metade da taxa de juros praticada pelo mercado. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o Ãndice foi de 26,6% ao ano em abril de 2026.
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Qual é o prazo do financiamento?
O prazo varia de acordo com o tipo de financiamento, que pode ser realizado por:
Pessoa fÃsica: prazo fixo de 48 meses, com dois meses de carência;
Pessoa jurÃdica (apenas para estrutura de recarga ou troca de baterias): prazo de até 48 meses, com dois meses de carência, durante os quais são cobrados apenas encargos financeiros.
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Qual é a linha de crédito para carregadores e estações de bateria?
Além da linha de crédito para o financiamento de motos, o programa também prevê a expansão de pontos de recarga ou de troca de baterias para motocicletas elétricas.
Nesses casos, podem ser financiadas itens da estrutura do local e as baterias, enquanto o capital de giro associado fica limitado a 30% do valor dos investimentos.
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Quais documentos são necessários?
Para se cadastrar no programa, não é necessário apresentar documentos. Como o registro é feito pela conta gov.br, os dados do usuário já estão disponÃveis, incluindo a CNH.
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Como posso participar?
O cadastro para adesão ao programa deve ser feito pelo site gov.br/movebrasil. A resposta é enviada em até cinco dias úteis, mas só a partir do dia 27 de julho.
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Tenho nome sujo, e agora?
Ter o nome sem restrições não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelos bancos para aprovar o financiamento do veÃculo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras.
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Como sei se fui aprovado?
A resposta ao cadastro será enviada pela plataforma gov.br em até cinco dias úteis.
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Como contratar o financiamento?
Após a análise do programa, os motoristas aprovados podem buscar o financiamento diretamente em uma concessionária ou no banco onde já possuem conta, para a análise de crédito e a contratação do financiamento.
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26/07 -
GWM Haval H6 ainda vale a compra? Veja o teste e por que ele perdeu a liderança para a BYD
O que o Haval H6 tem de especial?
O GWM Haval H6 chegou ao Brasil em 2023 e, no ano seguinte, conquistou um lugar de destaque no segmento mais pujante do mercado automotivo: tornou-se o carro hÃbrido mais vendido do paÃs, segundo a Associação Brasileira do VeÃculo Elétrico (ABVE).
Mas o reinado durou pouco. Em 2025, a linha Song, da rival BYD, assumiu a liderança. Hoje, o Song Plus (R$ 249.990) e o Song Pro (a partir de R$ 189.990) vendem, juntos, cerca de 50% a mais que a linha H6. (veja o ranking abaixo)
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O consultor automotivo Milad Kalume Neto disse ao g1 que a perda de espaço do modelo da GWM é resultado de uma combinação de fatores. O principal deles é o preço: o BYD Song Pro parte de R$ 189.990, R$ 9.910 a menos que a versão mais barata do H6 — e R$ 60 mil a menos que o H6 com mesmo sistema hÃbrido plug-in.
Mas, segundo o consultor, a montadora também demorou a renovar seu portfólio. "A BYD teve um portfólio mais amplo de produtos. A GWM ficou muito ‘presa’ apenas ao H6", afirma Kalume Neto.
Ele também destaca que o marketing mais agressivo da BYD, aliado a uma rede maior de concessionárias no Brasil, aproximou os consumidores da marca mais do que da GWM.
“A GWM inicialmente tinha um conjunto mecânico muito superior ao da BYD. Com a adoção do motor turbo, a BYD conseguiu se aproximar do desempenho do H6â€, diz o consultor.
Entre pontos fortes e fracos, ainda vale a pena apostar no H6? O g1 avaliou o SUV e responde às seguintes perguntas:
O H6 ainda vende bem?
No que ele é melhor que os concorrentes?
No que ele fica para trás?
Como é o desempenho do carro?
Como ele se sai em espaço interno e conforto?
Pra quem ele é? Compro ou vejo outro?
Haval H6 PHEV19
divulgação/GWM
O H6 ainda vende bem?
O fato de o Haval H6 ter perdido a liderança no ranking dos carros hÃbridos mais vendidos do Brasil não significa que o modelo esteja vendendo mal.
Entre janeiro e junho de 2026, o modelo teve 36% menos emplacamentos que a famÃlia BYD Song. Mesmo assim, a linha H6 registrou mais que o dobro dos emplacamentos do terceiro colocado, o Omoda 5:
BYD Song: 31.538 unidades emplacadas;
Haval H6: 20.142 unidades emplacadas;
Omoda 5: 9.184 unidades emplacadas;
Toyota Corolla Cross: 8.721 unidades emplacadas;
BYD King: 8.205 unidades emplacadas.
A série histórica mostra que o ritmo de crescimento do Haval H6 se manteve semelhante nos últimos três anos, considerando os seis primeiros meses de cada perÃodo.
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No que ele é melhor que os concorrentes?
Começando pelos predicados, o GWM Haval H6 chama a atenção nas ruas. O visual imponente, com carroceria robusta, capô elevado e grade frontal ampla, reforça essa impressão.
Os elementos da dianteira são bem marcados e a iluminação em LED que se estende pelas laterais, contribui para que o carro pareça maior do que realmente é.
O Haval H6 testado pelo g1, a PHEV19 (R$ 250.000), tem boa lista de equipamentos e oferece itens semelhantes aos dos principais concorrentes, como:
6 airbags;
Teto solar panorâmico;
Painel de instrumentos digital;
Projeção de informações no para-brisa;
Central multimÃdia grande, com 14,5 polegadas;
Câmera em 360 graus;
Sistema de direção semiautônoma com piloto automático adaptativo e sistema de permanência em faixa;
Sensor de chuva;
Porta-malas com abertura automática;
Banco do motorista com ajustes elétricos.
Porém, o Haval H6 vai além e conta com reconhecimento facial do motorista. Com esse recurso, o carro salva automaticamente as preferências de cada usuário cadastrado, como as configurações dos assistentes de condução, da central multimÃdia e a posição do banco.
O Haval H6 também oferece um assistente que faz toda a manobra de baliza. O motorista precisa apenas passar pela vaga e escolher qual deseja utilizar.
Para fechar a lista de pontos positivos, o Haval H6 tem o maior porta-malas entre os principais concorrentes. São 560 litros de capacidade, ante 552 litros do BYD Song Plus, 520 litros do BYD Song Pro e 500 litros do Jaecoo 7.
O espaço do Haval H6 é suficiente para acomodar oito malas de bordo, aquelas que podem ser levadas na cabine do avião.
GWM Haval H6 PHEV19
divulgação/GWM
Volte para o inÃcio.
No que ele fica para trás?
No geral, o Haval H6 tem poucos pontos negativos, e isso fica evidente pelo crescimento constante dos emplacamentos desde o lançamento no Brasil. O principal deles está relacionado à segurança e exige um perÃodo de adaptação maior do que o de outros carros.
Ele aparece na seta e, diferentemente dos concorrentes e da maioria dos carros vendidos hoje, o Haval H6 usa uma haste que precisa ser retornada manualmente depois de indicar uma curva.
Durante o teste, a reportagem sinalizou acidentalmente uma conversão para a direita ao tentar desligar a seta da esquerda — e vice-versa. Esse tipo de erro aconteceu mais de uma vez.
Outros focam em tecnologias com falhas. Um aparece no sistema de ar-condicionado. Ele resfria bem a cabine, mesmo em dias mais quentes, mas a temperatura escolhida pelo motorista raramente é respeitada.
No teste, a reportagem ajustou o ar-condicionado para 22 °C. Mesmo assim, o sistema manteve a cabine visivelmente mais fria o tempo todo. Foi necessário ligar e desligar o ar-condicionado manualmente com frequência, apesar de ele estar no modo automático.
Esse problema, assim como o da seta, já apareceu em outros carros da GWM. A reportagem observou o mesmo comportamento no Ora 03, no Tank 300 e até no Ora 5, durante um teste realizado em uma tarde quente na China.
O segundo envolve o sistema de direção semiautônoma. Ele funciona corretamente e detecta as faixas para manter o carro centralizado, mesmo quando elas estão menos visÃveis. Mas a quantidade de alertas e algumas intervenções do sistema acabam mais atrapalhando do que ajudando.
Por padrão, o H6 emite um alerta sonoro sempre que o piloto automático é desativado, seja por ação do motorista ou do próprio veÃculo. Além disso, o sistema também avisa por voz que o recurso foi desligado. Ou seja, o motorista recebe os dois avisos ao mesmo tempo.
É possÃvel desativar os avisos por voz, mas não o alerta sonoro. Também não é possÃvel desativar a desaceleração do Haval H6 quando o sistema alerta o motorista para manter as mãos no volante.
Em outros veÃculos, chineses ou não, essa desaceleração só acontece depois que o sistema insiste por mais tempo para que o motorista mantenha as mãos no volante.
Com isso, em alguns trechos de estrada, mesmo com o Haval H6 ajustado para a velocidade permitida da via, ocorreram desacelerações involuntárias. Nessas situações, o carro reduzia a velocidade de forma inesperada, aumentando o risco de aproximação do veÃculo que vinha logo atrás.
Volte para o inÃcio.
Como é o desempenho do carro?
A GWM foi rápida em adaptar seus carros ao gosto do brasileiro, que prefere veÃculos com suspensão mais firme. É o caso do Haval H6 avaliado, que já havia recebido um bom acerto anteriormente e agora mantém essa caracterÃstica.
O comportamento do carro é bom tanto em altas quanto em baixas velocidades. Mesmo sendo um SUV alto, ele passa segurança nas curvas e mantém o conforto.
No motor, o conjunto hÃbrido plug-in reúne uma das principais qualidades dos carros elétricos: respostas rápidas nas arrancadas, em qualquer situação. Além disso, o motor turbo entrega força em rotações mais baixas, o que reduz o ruÃdo dentro da cabine.
Mesmo em uma subida, com quatro adultos a bordo e o ar-condicionado ligado, o conjunto manteve o bom desempenho. A reportagem fez o teste tanto com a bateria cheia quanto após uma viagem longa, sem recarga para além do freio regenerativo.
O próprio sistema do H6 manteve uma carga mÃnima, em torno de 20%, para preservar o bom desempenho do motor elétrico nas arrancadas e ultrapassagens. Para isso, parte da potência do motor a combustão é usada para recarregar as baterias — o desvio de potência não chegou a ser perceptÃvel.
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Como ele se sai em espaço interno e conforto?
Mesmo com parte da dianteira do H6 ocupada pelo motor a combustão e por componentes do sistema elétrico, o que toma espaço para quem senta nos bancos, nenhum dos ocupantes viajou com desconforto durante o teste.
Até mesmo uma pessoa com mais de 1,90 metro de altura, sentada no banco traseiro, ficou com mais de um palmo de espaço até o banco da frente. O espaço para a cabeça, mesmo com o teto solar panorâmico, também agradou.
No acabamento, o H6 segue o padrão das marcas chinesas nessa faixa de preço: a maior parte da cabine é revestida com materiais macios ao toque. A única exceção está em uma pequena área da porta traseira, na parte superior e próxima ao vidro, longe de onde os ocupantes costumam apoiar o braço.
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Pra quem ele é? Compro ou vejo outro?
O GWM Haval H6 agrada pelo conjunto da obra. A lista de equipamentos está alinhada à da concorrência, e o modelo se beneficia de estar no Brasil desde 2023, o que garante uma marca que já escutou reclamações e elogios dos clientes.
O utilitário é fabricado em Iracemápolis (SP) e pode ser abastecido com etanol por ser flex.
Ele se destaca para quem prefere um carro de porte mais imponente, mas sem o visual de um jipão, como aposta o Jaecoo 7.
Também oferece mais tecnologia que os concorrentes, principalmente pelo estacionamento autônomo, pela projeção de informações no para-brisa e pela central multimÃdia, que funciona sem travamentos.
Porém, o H6 cobra por tudo isso e está entre os mais caros da categoria. Cerca de R$ 60 mil abaixo dele estão o Jaecoo 7 (a partir de R$ 189.990) e o BYD Song Pro (entre R$ 189.990 e R$ 199.990).
Tanto o Jaecoo 7 quanto o BYD Song Pro oferecem menos recursos, mas custar 24% menos pode fazer diferença na hora da compra. O modelo da BYD fica atrás em potência, torque e capacidade do porta-malas, enquanto o Jaecoo 7 entrega uma ficha técnica mais próxima do Haval H6. (veja a ficha abaixo)
Considerando o perfil de quem deve comprar esse tipo de carro, tanto o Haval H6 quanto os hÃbridos BYD Song e Jaecoo 7 atendem bem a uma famÃlia com até dois filhos. Os três são espaçosos, têm porta-malas suficiente para acomodar algumas malas e oferecem conforto para viagens longas.
Eles também permitem economizar combustÃvel mesmo quando a bateria está descarregada, já que o motor a combustão pode direcionar parte da potência para recarregá-la durante o uso.
Para quem prioriza tecnologia mais avançada e um porta-malas maior: o Haval H6 PHEV19 testado é o destaque.
Para quem prefere um visual mais moderno e quer fazer viagens curtas usando apenas o modo elétrico, o BYD Song Plus atende melhor.
O Haval H6 PHEV19 não oferece essa possibilidade. Já o Haval H6 PHEV35 entrega esse desempenho, mas custa R$ 290 mil e entra como o modelo mais caro deste comparativo.
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25/07 -
Geely EX2 é bom de dirigir e barato de manter, mas precisa corrigir 7 deslizes; VÃDEO
Geely EX2 é bom de dirigir e barato de manter, mas precisa corrigir 7 deslizes
A chinesa Geely e a francesa Renault são parceiras comerciais e já confirmaram que produzirão modelos no Brasil na mesma linha de montagem, em São José dos Pinhais (PR). Um deles é o Geely EX2, vendido por R$ 123.800 na versão Pro e por R$ 136.800 na versão Max.
Mesmo importado da China, o hatch já registra bons números de vendas e é o terceiro carro elétrico mais vendido do paÃs — atrás apenas dos BYD Dolphin Mini e Dolphin. E esse desempenho pode melhorar ainda mais quando o modelo começar a ser produzido por aqui.
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A fabricação nacional é uma ótima oportunidade para a Geely corrigir sete deslizes do modelo. O g1 testou o EX2 e mostra os pontos que precisam melhorar, além dos acertos que já ajudaram o compacto a conquistar o consumidor brasileiro.
Manutenção barata
Um dos pontos em que a Geely vai bem é o plano de manutenção. Normalmente, as revisões são feitas a cada 10 mil km, mas, no EX2, elas são realizadas a cada 20 mil km.
E os valores são mais baixos do que os de carros com bem menos tecnologia. São menos de R$ 5 mil gastos até a 7ª revisão, realizada aos 140 mil km.
O tempo de garantia também tranquiliza o consumidor. São seis anos para o carro e oito anos para a bateria.
Moderno, mas dá para melhorar
O EX2 tem um interior que passa a sensação de carro moderno, mas também comete algumas derrapadas. Já está claro que o consumidor brasileiro gosta de telas, e as marcas chinesas entenderam que esse é um caminho sem volta para o interior dos carros.
O conjunto no Geely segue a receita já conhecida, com painel de instrumentos digital e central multimÃdia. Porém, o cluster atrás do volante é pequeno e simplório.
A grafia e os elementos exibidos não facilitam a visualização. A dica para a Geely é aumentar a tela ou trabalhar melhor a parte gráfica, para que as informações fiquem mais rápidas e fáceis de ler.
Geely EX2
Divulgação / Geely
A central multimÃdia tem uma tela grande, de 14,6 polegadas. Mas a lógica de navegação não faz jus ao tamanho. Em alguns casos, é preciso executar dois ou três comandos para acessar uma função que poderia estar disponÃvel de forma mais simples.
Ãcones maiores, um menu mais intuitivo, atalhos mais bem definidos e a divisão de tela entre aplicativos deixariam a experiência melhor e reduziriam a necessidade de o motorista desviar a atenção da direção para encontrar um comando especÃfico.
Essa é uma questão de software em que a montadora poderia investir mais. Quem sabe até pedir ajuda ao time da Renault, que resolveu isso melhor no SUV Boreal, por exemplo.
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Acabamento
Falar de um carro "nacional" nos anos 1990 e no inÃcio dos anos 2000 costumava ser sinônimo de um modelo "abrasileirado": plásticos de qualidade inferior e simplificações adotadas por várias marcas ao adaptar veÃculos europeus para o mercado brasileiro.
No EX2, os plásticos são duros e não transmitem a sensação de um carro mais sofisticado.
Em comparação com o BYD Dolphin, por exemplo, o rival oferece acabamento de melhor qualidade. Há espaço para a Geely evoluir nesse aspecto — se der para manter o preço, claro.
Mais apoio
Aproveitando uma possÃvel atualização do acabamento, vale também dar atenção ao apoio lombar dos bancos dianteiros.
O EX2 é agradável de dirigir e tem bom equilÃbrio dinâmico, mas os bancos poderiam oferecer mais sustentação para o corpo. A espuma é satisfatória, porém falta apoio lombar.
Para completar, a silhueta de prédios aplicada aos painéis de porta e ao painel pode ser dispensada. O detalhe passa uma impressão infantil e não reforça a sensação de tecnologia.
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Bem equipado
A lista de equipamentos, principalmente da versão Max, é bem extensa. O principal diferencial nessa faixa de preço, de quase R$ 137 mil, é o pacote de assistências à condução (ADAS).
O EX2 oferece controle de cruzeiro adaptativo, sistema de frenagem autônoma de emergência e outros recursos que fazem diferença no uso diário.
Vale destacar também a versão Pro, que custa R$ 126 mil e já vem bem equipada. Dentro dessa faixa de preço, o EX2 oferece um bom pacote de equipamentos.
Ainda assim, há algumas escolhas da Geely que poderiam ser revistas na futura versão produzida no Brasil.
O ar-condicionado, por exemplo, tenta transmitir uma aparência mais sofisticada ao exibir comandos e animações na tela da central multimÃdia, mas trata-se apenas de uma interface gráfica para um sistema de ar-condicionado convencional, sem funcionamento automático.
Outro ponto pior é a conectividade. Apesar de contar com carregador de celular por indução, o Android Auto e o Apple CarPlay ainda exigem conexão via cabo. A marca poderia aproveitar a produção nacional, no Paraná, para passar a oferecer os dois sistemas sem fio.
Entre os equipamentos de segurança, o EX2 traz de série o alerta sonoro emitido em baixas velocidades, recurso comum em carros elétricos e hÃbridos para alertar pedestres sobre a aproximação do veÃculo.
Porém, por causa da calibração desse som e do isolamento acústico mais simples, o ruÃdo acaba invadindo a cabine.
Em deslocamentos curtos, isso não chega a incomodar. Mas, em congestionamentos longos, quando o carro permanece vários minutos em baixa velocidade, o som se torna cansativo.
A sensação é semelhante à de uma orquestra afinando os violinos antes de uma apresentação. Por enquanto, a solução é aumentar o volume da música.
Diversão ao volante
O conjunto mecânico também merece elogios. Pelo preço, pela capacidade da bateria e pela potência de 116 cv, o EX2 entrega um conjunto equilibrado.
Um dos destaques é a tração traseira, que proporciona um comportamento dinâmico diferente do encontrado na maioria dos concorrentes.
A diferença é sutil, mas quem gosta de dirigir percebe que direção e suspensão foram bem acertadas. O EX2 não tem proposta esportiva, mas oferece uma condução agradável e até divertida.
O veredito
A conclusão é que o Geely EX2 é um bom produto para o mercado brasileiro. O modelo chega competitivo em preço e precisa de apenas alguns ajustes para evoluir ainda mais quando começar a ser produzido no Brasil.
No design, o carro também está alinhado ao gosto do consumidor. Tem visual moderno, iluminação em LED que transmite personalidade e caracterÃsticas que fogem da aparência tradicional dos hatches vendidos no paÃs.
Some a isso um bom porta-malas de 375 litros, um compartimento de carga dianteiro de 70 litros e um custo de aquisição e manutenção que certamente fará muitos consumidores pensarem duas vezes antes de escolher um hatch convencional nos próximos anos.
Geely EX2 em movimento
Divulgação / Geely
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24/07 -
Jetour T2 4x4 chega por R$ 349.900 contra Tank 300 e Haval H9; veja os prós e contras do jipão hÃbrido
Jetour T2 4x4 tenta repetir boas vendas do GWM Haval H9
A Jetour lançou, nesta sexta-feira (24), a versão 4x4 do T2. O SUV hÃbrido tem quatro motores e dispensa o cardã para enfrentar trechos de terra e lama.
Ele tem dois alvos no Brasil: os GWM Tank 300 e Haval H6. O primeiro chegou por R$ 342.000, com a proposta de unir conforto e potência, mas os 2.869 emplacamentos ficaram bem abaixo do lÃder desse segmento entre janeiro e junho de 2026, segundo a Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores (Fenabrave):
Toyota Hilux SW4: 6.780 emplacamentos.
Já o GWM Haval H9 (R$ 335.000) chegou depois do Tank 300 com uma proposta ainda mais voltada ao uso fora de estrada. Maior e equipado com um motor movido apenas a diesel, ele foge da ideia de que todo carro chinês é elétrico ou hÃbrido.
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A estratégia funcionou: o modelo emplacou 5.942 unidades no mesmo perÃodo, quase o dobro do Tank 300.
Agora, o Jetour T2, lançado em março apenas com tração dianteira, ganhou uma versão com tração 4x4 por R$ 349.990, para tentar colocar os hÃbridos em destaque também nesse segmento.
Jetour T2 4x4
divulgação/Jetour
Mesma guerra, munição diferente
Assim como o Tank 300 e o Haval H9, O Jetour T2 aposta em linhas retas e traz um carro que não esconde robustez e brutalidade mesmo quando vai ao shopping, mirando em um público que olha para Toyota SW4, mas não encontra tecnologia suficiente que só os chineses entregam.
Essa propriedade de robustez do T2 aparece também nas caixas de roda salientes, revestidas de plástico rÃgido, e em dois detalhes inspirados nos jipões: as alças dianteiras para reboque e os dois pontos de ancoragem no capô.
Esse segundo detalhe tem origem em ponto de apoio para cordas, cintas, acessórios e outros itens comuns em carros aventureiros.
Jetour T2 4x4
divulgação/Jetour
No T2, tanto as alças no capô quanto os ganchos dianteiros de reboque têm apenas função estética. Feitas de plástico, elas servem apenas para reforçar o visual robusto do SUV.
Outro elemento voltado ao uso fora de estrada é o estepe preso à tampa do porta-malas. Este com a função que aparenta ter, guardando uma roda igual à s demais do T2, e não de um estepe temporário, indicado apenas para rodar até um reparo — é possÃvel continuar a trilha depois de um furo.
Se por fora o T2 4x4 se inspira claramente em jipões, por dentro ele tem DNA próprio.
Enquanto o Tank 300 aposta em um acabamento mais sofisticado, com direito a relógio analógico no centro do painel e saÃdas de ar inspiradas nas do Mercedes Classe G (que custa a partir de R$ 2 milhões), o T2 4x4 mantém o visual robusto visto por fora. Isso aparece em detalhes como:
Existem alças no console central e na coluna ao lado do para-brisa;
Há uma alça extra na porta do motorista e duas em cada porta dos passageiros, para oferecer mais apoio aos ocupantes durante trechos fora de estrada;
Há parafusos aparentes no console central e nas portas;
O acabamento interno evita formas arredondadas — até os alto-falantes e o volante fogem do formato circular;
Abaixo dos tapetes há um piso removÃvel de borracha rÃgida, que facilita a limpeza de terra e barro.
Em compensação, a central multimÃdia tem tela grande (15,6 polegadas) e os bancos são mais confortáveis que os do Tank 300 e do H9. Eles "abraçam" mais o motorista e passageiros, o que ajuda a manter todos mais firmes enquanto a suspensão traseira independente absorve as irregularidades da trilha.
Jetour T2 4x4
O teto com acabamento em suede tem toque tão macio quanto um cobertor em noite fria e outro destaque do T2 4x4, frente aos concorrentes, é o porta-malas. São 580 litros de capacidade, contra 380 litros do Tank 300. Já a comparação com o Haval H9 exige uma pitada de sal.
Isso acontece porque o H9 tem sete lugares. Com a terceira fileira de bancos em uso, o porta-malas tem 88 litros. Já com estes assentos abaixados para oferecer apenas cinco lugares, como no T2 4x4, a capacidade sobe para 791 litros.
T2 enfrenta o off-road, mas Tank 300 e H9 fazem melhor
O g1 levou o T2 4x4 no ambiente em que sua proposta mais faz sentido: um terreno acidentado, com grama, terra solta, barrancos e até um trecho com água suficiente para cobrir metade das rodas.
Porém, a reportagem começou o teste na área urbana de São Paulo (SP), enquanto o percurso fora de estrada ficava em Bragança Paulista (SP). O primeiro trecho foi feito entre ruas e rodovias que ligam as duas cidades.
Este percurso está totalmente pavimentado, com asfalto tão bom que até um superesportivo baixo aproveitaria ao máximo.
Diferentemente da maioria das fabricantes que atuam no Brasil, a Jetour não divulga a potência combinada do conjunto hÃbrido. Estes são os motores e suas respectivas potências:
Motor 1.5 turbo a combustão: 135 cv e 20,4 kgfm;
Primeiro motor elétrico dianteiro: 102 cv e 17,3 kgfm;
Segundo motor elétrico dianteiro: 122 cv e 22,4 kgfm;
Motor elétrico traseiro: 238 cv e 32,6 kgfm.
O número divulgado pela marca é chamado de "potência total instalada" e corresponde à soma da potência e do torque de todos os motores. Com isso, o T2 chega a 591 cv e 91,7 kgfm. Na prática, esses números o colocariam muito acima dos 394 cv do Tank 300 e até do Mercedes-AMG Classe G, equipado com 585 cv e 86,6 kgfm.
Porém, como os motores têm potências e torques diferentes, eles não podem trabalhar ao mesmo tempo com a potência máxima. Isso evita que as rodas recebam forças diferentes e cada uma em uma velocidade distinta.
A experiência na estrada, onde esse desempenho deveria aparecer, foi diferente. Com dois adultos no carro, sem bagagem no porta-malas, a bateria do sistema hÃbrido totalmente carregada e o modo de condução esportivo, a sensação ao acelerar nas arrancadas era mais próxima da de um conjunto com cerca de 400 cv.
Ainda assim, o desempenho impressiona para um carro de 2.362 kg, mas fica longe da sensação esperada para um veÃculo com quase 600 cv.
Outro ponto negativo está na suspensão. Ela faz a carroceria balançar mais do que o esperado. Basta acelerar, mesmo sem pisar fundo, para a dianteira do T2 levantar. Ao frear, ela mergulha. A sensação lembra a de um Volkswagen Santana dos anos 1990.
Jetour T2 4x4
divulgação/Jetour
Já no terreno longe do asfalto, em um teste conhecido como "caixa de ovo", formado por uma sequência de pequenas irregularidades, o T2 praticamente não balançou. A suspensão absorveu os movimentos das rodas com eficiência, deixando a cabine estável a ponto de os ocupantes poderem até estar dormindo, sem serem surpreendidos pelos impactos.
O sistema de tração nas quatro rodas se mostrou eficaz ao enfrentar trechos com lama de um lado e piso seco do outro, além de uma subida em barranco com um buraco em uma das laterais, criada de propósito para que uma roda perdesse tração enquanto as demais compensavam essa perda.
Porém, nem tudo são flores. O T2 se saiu muito bem fora de estrada, mas o H9 e o Tank 300 oferecem mais recursos e estão preparados para enfrentar um número maior de situações.
Embora o T2 ofereça oito modos de condução para diferentes tipos de terreno, ele não permite bloquear o diferencial dianteiro nem o traseiro, recurso disponÃvel no Tank 300 e no Haval H9.
Jetour T2 4x4
divulgação/Jetour
Até um modo que melhora o giro do carro, ao reduzir a tração da roda traseira interna, é melhor executado nestes carros da GWM - eles fazem o giro mais fechado que o T2.
Nesses aspectos, para quem já sabe como enfrentar diferentes obstáculos fora de estrada, os modelos da GWM oferecem mais possibilidades.
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Além disso, eles têm uma interface mais intuitiva na central multimÃdia para o off-road, que reúne em uma única tela informações que o T2 4x4 não exibe, como:
Ângulo de inclinação lateral e longitudinal;
Informações sobre o bloqueio dos diferenciais;
Pressão e temperatura dos pneus;
Direção indicada pela bússola digital, em graus;
Pressão atmosférica.
O principal diferencial do T2 4x4 na interface é mostrar a profundidade da água durante a travessia. Além da indicação na tela, o sistema emite um alerta sonoro para avisar quando o veÃculo está se aproximando do limite de 70 cm de profundidade informado pela fabricante.
A conclusão é que o T2 4x4 está bem preparado para o uso fora de estrada, mas Tank 300 e Haval H9 conseguem enfrentar uma variedade maior de situações.
Por outro lado, para quem busca um carro com visual de jipão, mas prioriza o conforto a bordo e um desempenho mais forte, o modelo da Jetour entrega um conjunto mais equilibrado por um preço muito próximo ao dos concorrentes.
Há ainda um ponto extra a favor do T2 4x4: a bateria oferece autonomia de 106 km no modo elétrico, bem acima dos 74 km do Tank 300. Com isso, é possÃvel percorrer os 94 km que separam São Paulo (SP) de Campinas (SP) sem consumir uma gota de combustÃvel.
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24/07 -
Volkswagen defende cortes mais profundos diante do avanço das montadoras chinesas na Europa
VeÃculo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China.
REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo
A Volkswagen precisa aprofundar a redução de custos para permanecer competitiva diante do avanço das montadoras chinesas no mercado europeu, afirmou nesta sexta-feira (24) o presidente-executivo da empresa, Oliver Blume, após a divulgação de um balanço trimestral com resultados mistos.
ðŸ—’ï¸ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A segunda maior montadora do mundo tenta equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores com a defesa de um amplo plano de reestruturação. Ao mesmo tempo, enfrenta os impactos das tarifas, a fraqueza do mercado chinês e avalia o possÃvel fechamento de algumas fábricas na Alemanha.
"Quando olhamos para o futuro, vemos que os riscos aumentam cada vez mais", disse Blume, citando a existência de mais de 150 fabricantes de automóveis na China. "E todos estão chegando ao mercado", acrescentou, em referência à Europa.
O executivo propôs dobrar o número de demissões já previstas, elevando o total de 50 mil para 100 mil postos de trabalho, e alertou que quatro fábricas na Alemanha correm o risco de ser fechadas após 2030. Segundo ele, todas as partes envolvidas estão cientes dos desafios enfrentados pela companhia.
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Apesar disso, Blume não conseguiu aprovar integralmente seu plano de reestruturação durante uma reunião do conselho de supervisão realizada no inÃcio deste mês. A decisão abre caminho para uma nova rodada de negociações com os sindicatos, após um acordo firmado no fim de 2024 que previa os primeiros 50 mil cortes de empregos.
Alguns analistas avaliam que os resultados do segundo trimestre indicam uma estabilização da empresa. A receita superou as expectativas do mercado e o grupo segue no caminho para elevar sua margem operacional neste ano para a faixa entre 4% e 5,5%.
"Os resultados da Volkswagen sugerem que a empresa começa a se estabilizar, apesar de um cenário desafiador", afirmou Rella Suskin, analista da Morningstar, destacando a forte geração de caixa.
Já analistas da Bernstein afirmaram que a diretoria da Volkswagen tenta "equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores enquanto alerta os funcionários de que a situação é grave", um desafio considerado quase impossÃvel.
Previsão de lucro é mantida
O lucro operacional da Volkswagen caiu 9,5% entre abril e junho, para 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões). A receita somou 82,4 bilhões de euros, permitindo que a empresa mantivesse a margem operacional em 4,2% no trimestre, dentro da meta anual de 4% a 5,5%.
A companhia manteve sua projeção de lucro para o ano, mas deixou de prever crescimento da receita. Agora, estima uma queda de até 3% nas vendas em 2026.
As ações da Volkswagen, dona das marcas VW, Skoda, Audi, Porsche, Bentley e Lamborghini, chegaram a cair 3,2% após a divulgação dos resultados, mas reduziram parte das perdas ao longo do pregão.
Concorrência chinesa avança na Europa
Em meio à prolongada desaceleração do mercado interno chinês, montadoras do paÃs têm ampliado sua presença na Europa com veÃculos elétricos de menor custo e alto conteúdo tecnológico, além de modelos hÃbridos plug-in. Esse movimento já reduziu a liderança histórica da Volkswagen no mercado chinês.
Além de exportar veÃculos, empresas como a BYD e a Geely também estão instalando fábricas na Europa, priorizando paÃses com custos menores de produção, como Hungria e Espanha.
Enquanto isso, a Volkswagen busca alternativas para aproveitar a capacidade ociosa de suas fábricas na Alemanha. Entre as possibilidades avaliadas estão produzir no paÃs modelos desenvolvidos para o mercado chinês e firmar parcerias com empresas do setor de defesa.
O conselho de trabalhadores da Volkswagen afirmou que apenas reduzir custos não será suficiente para recuperar a competitividade da empresa e defendeu mais investimentos em tecnologia e desenvolvimento de novos produtos.
Segundo um porta-voz do conselho, após o recesso de verão nas fábricas alemãs, os representantes dos trabalhadores retomarão as negociações com a diretoria para discutir as medidas necessárias para garantir a sustentabilidade da companhia no longo prazo.
Blume afirmou que espera concluir essas decisões antes do fim do ano.
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24/07 -
Volkswagen abandona previsão de crescimento de vendas para 2026
Fábrica da Volkswagen em Emden, na Alemanha
Lars Penning/dpa/picture alliance via DW
A Volkswagen deixou de projetar crescimento da receita neste ano. Nesta sexta-feira (24), a montadora alemã retirou a previsão anterior e passou a estimar uma queda nas vendas, em meio aos impactos das tarifas dos Estados Unidos e ao aumento da concorrência das fabricantes chinesas.
ðŸ—’ï¸ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O anúncio foi feito junto com os resultados do segundo trimestre, que mostraram uma queda de 9,5% no lucro.
Diante desse cenário, o presidente-executivo da companhia, Oliver Blume, voltou a defender uma ampla reestruturação da segunda maior montadora do mundo, incluindo a proposta de cortar 100 mil empregos para reduzir custos e aumentar a competitividade.
Agora, a Volkswagen prevê uma queda de até 3% na receita de vendas em 2026. Anteriormente, a expectativa era de crescimento de até 3%. A empresa manteve a projeção de margem operacional entre 4% e 5,5%, acima dos 2,8% registrados no ano passado.
Após o anúncio, as ações da montadora caÃram 3%.
Agora no g1
Lucro trimestral abaixo das expectativas
O grupo Volkswagen, que reúne marcas como Porsche e Audi, registrou lucro operacional de 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões) entre abril e junho.
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. Analistas consultados pela Visible Alpha esperavam uma leve alta em relação ao mesmo perÃodo do ano passado.
Já a receita do segundo trimestre somou 82,4 bilhões de euros, superando as previsões dos analistas. A margem operacional ficou em 4,2%.
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23/07 -
MPF quer suspender gasolina com 32% de etanol e cobra R$ 500 milhões em indenização; entenda
Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32%
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com um pedido liminar nesta quarta-feira (22) para suspender a decisão do governo que aumenta a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
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A ação civil pública tem como objetivo impedir a adoção do E32, nome dado à gasolina com 32% de etanol, até que estudos técnicos comprovem que a nova mistura é segura para os veÃculos. O MPF também pede que a União seja condenada a pagar R$ 500 milhões por danos coletivos. (entenda mais abaixo)
🔎 O E32 foi aprovado pelo CNPE em junho e faz parte da polÃtica do governo para ampliar o uso de biocombustÃveis e reduzir a dependência da gasolina importada.
Segundo o MPF, a alteração foi aprovada pelo Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) "sem a devida análise de impacto e sem demonstrar cientificamente a viabilidade da medida para a frota nacional".
O documento argumenta que a União utilizou estudos realizados com a mistura anterior, de 30% de etanol, para justificar o aumento, considerando a margem de tolerância de até dois pontos percentuais prevista nos testes.
Para o MPF, esses ensaios tinham como objetivo "avaliar o desempenho e a dirigibilidade dos veÃculos, considerando a margem de tolerância da especificação daquele combustÃvel" e, portanto, não foram realizados para validar a adoção permanente da mistura de 32% de etanol na gasolina.
A ação também sustenta que os ensaios utilizados pelo governo federal não apresentaram conclusões sobre:
Durabilidade;
Emissões;
Autonomia;
Compatibilidade com as diversas tecnologias na frota;
Comportamento da nova mistura em uso contÃnuo.
A especificação da gasolina E32 permite que o combustÃvel vendido nos postos contenha até 34% de etanol. Segundo o MPF, essa possibilidade não passou por validação técnica especÃfica.
O MPF ainda diz que "há evidências de que o aumento do etanol na gasolina pode provocar corrosão em peças metálicas, desgaste prematuro de bombas e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veÃculos antigos e modelos importados".
Indenização de R$ 500 milhões
O MPF também argumenta que a decisão não considerou adequadamente os possÃveis impactos ambientais da medida e pede uma indenização de R$ 500 milhões por danos coletivos. Segundo o órgão, faltam estudos que avaliem os efeitos do desgaste acelerado de componentes dos veÃculos.
O argumento é que, embora o etanol emita menos poluentes, a substituição mais frequente de peças poderia aumentar o descarte de borracha, metal e plástico.
Além da suspensão do aumento da mistura de etanol, o MPF pede que a Justiça determine a realização de uma perÃcia técnica independente para avaliar os riscos aos motores e ao meio ambiente. A ação também solicita a adoção de protocolos mais rigorosos para futuras alterações na composição dos combustÃveis.
"O Estado brasileiro não pode impor à coletividade a utilização de combustÃvel com composição diversa sem demonstrar, de forma clara, objetiva e tecnicamente consistente, que a medida foi precedida de estudos suficientemente abrangentes", diz o procurador da República Cleber Eustáquio Neves, autor da ação.
Entenda a decisão do governo
O Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) decidiu no dia 14 de julho aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.
A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual perÃodo.
A decisão, segundo o CNPE, considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustÃveis.
"Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no paÃs busca reduzir a dependência de combustÃveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustÃvel na matriz energética brasileira", justificou o conselho, em nota
Os preços do petróleo subiram e atingiram o maior nÃvel em cerca de quatro semanas, depois que a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar.
O mercado teme que o conflito prejudique o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo.
Por que o petróleo está subindo?
O principal motivo é o temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, passagem marÃtima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam por essa rota.
Nos últimos dias, a região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores.
Medida vinha sendo estudada
A medida de aumentar o volume de etanol na gasolina vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração especÃfica para essa mistura.
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A Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)
Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veÃculos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.
O CNPE refutou, ainda, que a mistura possa causar danos aos automóveis.
"No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustÃvel e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veÃculos, inclusive aqueles equipados com motores não flex", complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) também diz que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional e que a medida pode reduzir a importação de gasolina e ampliar o uso de combustÃvel renovável produzido no Brasil. (veja mais abaixo)
Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.
A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquÃmica.
Todos os componentes que entram em contato direto com o combustÃvel precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.
A lista engloba:
tanque;
boia;
bomba de combustÃvel;
linhas de combustÃvel metálicas ou plásticas;
bico injetor;
câmara de combustão;
pistões;
vedações.
Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.
"As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustÃveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor
Arte / g1
Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.
O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veÃculos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorÃfico do etanol em relação à gasolina.
🔎 O poder calorÃfico é a quantidade de energia que um combustÃvel consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustÃvel puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.
Estimar com precisão o impacto no consumo é difÃcil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veÃculo no dia a dia.
Embora seja possÃvel estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustÃvel, a variação pode ser imperceptÃvel para o motorista no uso cotidiano.
Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veÃculo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.
Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumento de etanol na gasolina
Divulgação
Revisões podem ficar caras
No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetÃveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.
"Além disso, a bomba de combustÃvel e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.
O motorista pode perceber que o veÃculo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.
O risco é maior nos veÃculos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.
A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.
Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro
Divulgação / Bosch
Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustÃvel a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.
Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.
Nos veÃculos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.
"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.
Além disso, esses veÃculos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.
Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto
Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center
A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustÃvel. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.
Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.
Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustÃvel.
Como o etanol tem caracterÃsticas de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustÃvel para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustÃvel na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.
Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.
Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatÃveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.
Bolso pode sentir
E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Benimports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustÃvel de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.
As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.
Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veÃculos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.
“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veÃculos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veÃculos importados de forma independenteâ€, explica.
Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:
Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustÃvel;
desgaste prematuro das bombas de combustÃvel (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;
ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;
oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustÃvel, agravada pela umidade ou contaminação;
travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustÃvel;
baixa vida útil de velas de ignição.
Bico Injetor Bosch para Bmw 320 (F30) feita entre 2012 e 2019
Reprodução
Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.
A bomba de combustÃvel de um Range Rover Evoque, feito entre 2011 e 2019, custa mais de R$ 1.900.
Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.
“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produçãoâ€, explica.
Anfavea pede cautela
A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustÃveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veÃculos leves.
Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilÃstica se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.
"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.
Igor Calvet, presidente da Anfavea
Divulgação | Anfavea
O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustÃvel e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.
A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para VeÃculos Automotores (Sindipeças).
A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.
Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veÃculos compatÃveis com biocombustÃveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas polÃticas para combustÃveis no paÃs.
Indústria do etanol defende medida
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em nota nesta terça-feira que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construÃda no âmbito do programa CombustÃvel do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.
Segundo a entidade, “a medida reforça a segurança energética do paÃs ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para reduzir a dependência de importações de gasolina e aumentar a previsibilidade no abastecimento, especialmente em um cenário internacional marcado por volatilidade.â€
A Unica diz que “o avanço para o E32 ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil, que já opera com misturas elevadas de etanol há anos, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em uma cadeia produtiva consolidada.â€
A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa CombustÃvel do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.
De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veÃculos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.
Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.
Sobre os veÃculos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluÃram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.
Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veÃculos.
A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veÃculos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustÃvel.
A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.
Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustÃvel renovável produzido no Brasil.
“Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustÃveis renováveis em larga escala", afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.
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22/07 -
Ações da Tesla caem após empresa ampliar investimentos em IA e robotáxis
Tesla Cybertruck 2026
Divulgação
As ações da Tesla caiam cerca de 3% nas negociações após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (22), depois que a empresa divulgou resultados financeiros que mostraram aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA), robotáxis, baterias e novas tecnologias de fabricação.
A fabricante de carros elétricos de Elon Musk registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, o primeiro resultado negativo nesse indicador em mais de dois anos. O movimento ocorre enquanto a companhia acelera os gastos para desenvolver novas áreas de negócio além da venda de veÃculos.
ðŸ”O fluxo de caixa livre negativo significa que a empresa gastou mais dinheiro do que gerou após despesas e investimentos. Isso não quer dizer necessariamente que teve prejuÃzo, mas indica que houve saÃda de recursos do caixa no perÃodo.
Apesar do resultado negativo, a Tesla teve um desempenho melhor do que o esperado pelos analistas, que projetavam uma saÃda de caixa ainda maior.
Receita cresce, mas lucro fica abaixo do esperado
A Tesla registrou receita de US$ 28,24 bilhões entre abril e junho, acima da previsão média dos analistas, que esperavam US$ 25,71 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.
Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil
O lucro ajustado, porém, ficou abaixo das expectativas. A empresa registrou ganho de 33 centavos de dólar por ação, enquanto o mercado esperava 51 centavos.
Tesla, de Musk, investirá US$ 2 bilhões na empresa de IA do bilionário em meio a polêmica
Vendas de carros superam expectativas
A companhia entregou 480.126 veÃculos no segundo trimestre, acima das previsões de Wall Street e dos 384.122 carros entregues no mesmo perÃodo do ano passado.
A produção ficou em 451.758 veÃculos, fazendo com que as entregas superassem a fabricação em mais de 28 mil unidades no perÃodo. O resultado ajudou a reduzir os estoques acumulados pela empresa no inÃcio do ano.
Mesmo com a recuperação nas vendas, analistas avaliam que a Tesla ainda enfrenta desafios para manter o ritmo de crescimento, principalmente diante do avanço da concorrência no mercado de carros elétricos, com modelos mais baratos lançados por outras fabricantes.
Aposta de Musk vai além dos carros elétricos
Os investidores têm acompanhado cada vez mais os planos de Elon Musk para transformar a Tesla em uma empresa de tecnologia, com foco em inteligência artificial, direção autônoma e robótica.
A empresa ampliou seu serviço de robotáxis sem motorista nos Estados Unidos e busca aprovação para expandir a tecnologia em outros mercados, incluindo Europa e China.
A expectativa de investidores é que esses negócios possam gerar margens maiores no futuro do que a venda tradicional de veÃculos.
Baterias ganham espaço no negócio da Tesla
Além dos carros, a área de armazenamento de energia se tornou um dos principais motores de crescimento da Tesla.
A empresa instalou 13,5 gigawatts-hora (GWh) em sistemas de armazenamento de energia no segundo trimestre, acima dos 9,6 GWh registrados um ano antes.
O segmento atende principalmente redes elétricas, projetos de energia renovável e data centers, que demandam cada vez mais capacidade de armazenamento.
Mesmo com queda superior a 15% das ações em 2026, a Tesla continua como a montadora mais valiosa do mundo, avaliada em cerca de US$ 1,4 trilhão. O valor da empresa ainda é sustentado pela expectativa de que inteligência artificial, robotáxis e robôs humanoides possam se tornar fontes importantes de crescimento no futuro.
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22/07 -
CEO italiano da Stellantis alfineta após microfone falhar em reunião com Lula: 'Deve ser de origem asiática a bateria'
CEO italiano da Stellantis brinca após microfone falhar em reunião com Lula
O CEO global da Stellantis, o executivo italiano Antonio Filosa, fez nesta quarta-feira (22) uma provocação após o microfone que utilizava falhar durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin, e ministros do governo no Palácio do Planalto.
Filosa apresentava ao presidente Lula e aos demais integrantes do governo os investimentos que a multinacional do setor automotivo tem feito no Brasil e os números de profissionais contratados diretamente pela empresa em território brasileiro quando o microfone falhou. Ele então, declarou:
"Deve ser de origem asiática a bateria [do microfone]", afirmou o italiano. A fala provocou risos do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas Lula não esboçou nenhuma reação diante do comentário de Filosa.
🔎A Stellantis é uma das maiores montadoras automotivas do mundo, criada em janeiro de 2021 a partir da fusão de 50% entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA (Peugeot-Citroën), reunindo marcas icônicas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, RAM, Alfa Romeo e Maserati. Juridicamente, a multinacional está sediada em Hoofddorp, nos PaÃses Baixos.
Apesar do comentário de Filosa, a Stellantis mantém, com uma montadora chinesa, parceria voltada ao desenvolvimento de carros elétricos e à cooperação tecnológica.
O presidente Lula durante reunião com representantes da Stellantis, no Palácio do Planalto
Reprodução/YouTube Lula
Neste terceiro mandato, Lula tem se aproximado de montadoras asiáticas que fabricam carros elétricos e hÃbridos, em uma estratégia de reindustrialização sustentável e transição energética.
O petista lançou o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e tem buscado atrair aportes para a produção de veÃculos movidos a eletricidade.
A chinesa BYD tem feito investimentos em Camaçari (BA) e a GWM, também da China, em Iracemápolis (SP). A Hyundai também anunciou planos para o Brasil.
Esses movimentos têm sido acompanhados de perto pelo presidente Lula, que busca geração de empregos no setor automotivo e transferência tecnológica.
Lula quer ampliar vendas para Ãfrica
Após ouvir os planos de investimento da Stellantis no Brasil, o presidente Lula destacou medidas adotadas pelo governo para estimular o setor automotivo e ampliar o consumo no paÃs, como a oferta de crédito para a renovação da frota de táxis e de motoristas de aplicativos.
Além de investimentos no mercado interno, Lula defendeu a ampliação das exportações de carros e sugeriu que o governo e a Stellantis atuem em conjunto para abrir novos mercados na América Latina e na Ãfrica.
"É uma cesta de oportunidade para a indústria crescer. E acho que essa parceria traz como resultado o crescimento do Brasil. Uma coisa que vamos ter q trabalhar agora é aumentar a capacidade de exportação para América Latina e Ãfrica, mercados promissores, importantes e temos condições de termos participação mais efetiva e numerosa" declarou o presidente.
Com a entrada em vigor de um novo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, Lula tem buscado diversificar os parceiros comerciais, para reduzir impactos das ações norte-americanas sobre a economia nacional.
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22/07 -
Primeira unidade da Ferrari Luce vai a leilão; esportivo elétrico deve passar dos R$ 3,3 milhões
Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA
Divulgação / RM Sotheby's
A primeira Ferrari Luce que saiu da linha de produção será leiloada na Califórnia, nos Estados Unidos.
O valor arrecadado no evento será repassado para uma fundação com foco em iniciativas de educação, que ainda será definida pela Fundação Ferrari.
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A casa de leilões RM Sotheby's não divulgou estimativa de preço do arremate. O leilão será no dia 15 de agosto de 2026.
A expectativa é que, pelo valor histórico e exclusividade, esta Luce ultrapasse o preço de lançamento de US$ 650 mil (R$ 3,3 milhões, em conversão direta).
O esportivo causou polêmica recentemente por ser o primeiro 100% elétrico da história da marca. A controvérsia envolve o seu design, resultado de uma parceria com Jony Ive, designer conhecido por criar diversas gerações do iPhone, do MacBook e de outros produtos da Apple.
Além de colecionar memes, a recepção do carro gerou forte impacto: as ações da Ferrari caÃram 8% no dia do anúncio e, poucas semanas depois, o gerente de marketing deixou a companhia e foi substituÃdo.
Agora no g1
Ferrari única
A Ferrari Luce "Chassis 0", primeira unidade de produção do modelo, traz uma configuração exclusiva desenvolvida pelo programa Ferrari Tailor Made em parceria com o Ferrari Design Studio, focada na utilização da cor branca e no trabalho com a luz.
Na parte externa, a carroceria recebe a pintura exclusiva Madreperla Semi-Gloss. A tinta utiliza um pigmento especial que gera reflexos, mudando de tom entre o verde e o violeta de acordo com a luz e o ângulo de visão.
Interior do primeiro Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, que vai a leilão nos EUA
O exterior também conta com rodas exclusivas, pinças de freio brancas sob medida e o logotipo da Ferrari aplicado sobre um fundo preto na porta na cor optical white, recurso criado especialmente para este exemplar.
No interior, o revestimento é em couro Le Mans na cor Perla, produzido a partir de couros suÃços selecionados para refletir a luz na cabine. Pela primeira vez em um projeto da marca, os elementos secundários da cabine abandonam o acabamento preto tradicional e adotam a cor Grigio Corvara.
O veÃculo conta com uma placa de identificação dedicada por ser o primeiro chassis produzido.
A Luce tem quatro motores elétricos e potência total de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o modelo alcança 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima chega a 310 km/h.
Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA
Divulgação / RM Sotheby's
Entenda a polêmica
A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares em junho, desencadeando uma onda de crÃticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina.
Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos.]
Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre.
A Ferrari precisou até vir a público explicar que não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo.
A afirmação na época foi de Enrico Galliera, até então diretor de marketing e comercial da Ferrari. Ele deixou a empresa nas semanas seguintes.
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22/07 -
WhatsApp anuncia novos recursos em versões para iPad e carros; veja o que mudou
Versão do WhatsApp para iPad
Divulgação/WhatsApp
O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (22) que atualizou as versões voltadas para iPad, bem como para carros com sistemas de multimÃdia CarPlay e Android Auto. Os usuários da plataforma nesses sistemas agora terão uma experiência mais parecida com a do celular.
No iPad, a novidade é a opção de criar uma conta do WhatsApp diretamente no aparelho. Até então, para usar o aplicativo de mensagens pelo tablet, era preciso criar a conta por meio de um celular e vincular os dois aparelhos.
🗒ï¸Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A versão do WhatsApp para iPad foi lançada em 2025, depois de muitos pedidos de usuários. Além de enviar mensagens, ela também suporta chamadas de voz e vÃdeo com até 32 pessoas, além do Stage Manager, que permite mostrar vários aplicativos ao mesmo tempo.
Já as versões do WhatsApp para as centrais multimÃdia CarPlay e Android Auto foram completamente atualizadas. Agora, quem acessa o aplicativo pelo carro pode ouvir e responder a mensagens, fazer ligações, ver o histórico de ligações e acessar os favoritos sem tirar as mãos do volante.
Agora no g1
O aplicativo atualizou ainda a seção de Status, que agora pode ser usada para compartilhar músicas. É possÃvel tanto adicionar uma faixa diretamente pela aba "Atualizações" quanto compartilhar a partir do Spotify ou do Apple Music.
Por fim, as versões Web e Desktop ganharam visualização de arquivos PDF sem precisar baixá-los. A mudança, que usa tecnologia Adobe Acrobat, permite destacar e incluir comentários a documentos diretamente na conversa.
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21/07 -
Volkswagen faz recall de 150 mil carros no Brasil por falha em freio de estacionamento
Volkswagen Tera
divulgação / Volkswagen
A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (20) o recall de 150.290 unidades dos modelos Polo, Tera, Nivus, T-Cross e Virtus. Os dados das unidades envolvidas foram apurados pelo g1 com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que integra o Ministério da Justiça.
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O possÃvel defeito está no freio de estacionamento. As unidades afetadas podem não ter o travamento correto.
Segundo comunicado da Volkswagen, "foi constatada possÃvel falha de produção da alavanca do freio de estacionamento, podendo afetar o seu funcionamento".
"A falha pode resultar em movimentação involuntária do veÃculo quando estacionado, podendo causar acidentes com riscos de danos fÃsicos, fatais e/ou materiais ao condutor, aos passageiros ou a terceiros.", diz a montadora no comunicado.
Agora no g1
A solução é a inspeção do componente numa concessionária da Volkswagen e, se necessária, a substituição da alavanca de freio do estacionamento.
Segundo a montadora, o serviço é gratuito e leva duas horas para ser concluÃdo.
T-Cross - 2026 — Chassis: T4016198 a T4060559.
Polo - 2026 — Chassis: TT612107 a TT643157.
Polo Track - 2025 e 2026 — Chassis: TP002478 a TP028076 e ST089057 a TT022003.
Tera - 2026 — Chassis: TT300291 a TT358902.
Virtus - 2026 — Chassis: P003385 a TP008761 e T4003262 a T4018379.
Nivus - 2026 — Chassis: TTP011605 a TP040040.
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21/07 -
GM, dona da Chevrolet, eleva previsão de lucro após alta nas vendas de picapes e SUVs nos EUA
Linha 2027 da Chevrolet Silverado
Divulgação / GM
A General Motors (GM), dona das marcas Chevrolet e Cadillac no Brasil, elevou nesta terça-feira (21), pela segunda vez neste ano, sua projeção de lucro para 2026. As informações são da agência Reuters.
A GM elevou sua expectativa de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões).
A GM cita, entre outros fatores, a manutenção de preços elevados nos Estados Unidos de picapes e SUVs de maior valor, os veÃculos mais lucrativos da empresa.
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O lucro operacional da companhia no segundo trimestre cresceu 30% em relação ao mesmo perÃodo do ano passado.
Os resultados da montadora de Detroit, EUA, superaram com folga as estimativas de lucro dos analistas, apesar de um ambiente econômico instável, enquanto consumidores enfrentaram preços mais altos dos combustÃveis, inflação persistente e desaceleração na geração de empregos durante o trimestre.
O forte lucro no mercado da América do Norte, o maior da companhia, foi impulsionado pelos preços elevados.
Agora no g1
O preço médio de venda de um veÃculo da GM nos EUA ficou em cerca de US$ 52 mil (R$ 264.160, em conversão direta) no trimestre, ligeiramente acima do registrado um ano antes.
"Conseguimos superar parte dessa incerteza", afirmou o diretor financeiro da GM, Paul Jacobson, à CNBC nesta terça-feira pela manhã, acrescentando que os clientes da empresa "têm demonstrado muita resiliência".
As ações da GM avançavam cerca de 4% nas negociações da manhã desta terça-feira.
Executivos da GM demonstraram confiança de que esse ritmo poderá continuar em 2027, com expectativa de crescimento da receita, do lucro operacional e da geração de caixa.
Um dos motores desse crescimento é o negócio de equipamentos de defesa, que deve gerar quase US$ 700 milhões (R$ 3,56 bilhões) em receita neste ano e crescer, em média, 30% ao longo dos próximos anos.
Em relatório a investidores divulgado nesta terça-feira, o analista Chris McNally, da Evercore ISI, afirmou que a GM tem apresentado uma execução consistente, mesmo enquanto algumas concorrentes globais enfrentam dificuldades.
Logo da GM na sede da General Motors em Detroit, nos EUA.
Rebecca Cook/ Reuters
Repatriação da produção
O lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia no trimestre subiu para US$ 3,9 bilhões (R$ 19,81 bilhões), ante cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,24 bilhões) um ano antes.
Em base ajustada, o lucro foi de US$ 3,57 por ação (R$ 18,14 por ação), acima da expectativa dos analistas, de US$ 3,20 por ação (R$ 16,26 por ação), segundo dados da LSEG.
A GM elevou sua projeção de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões), após já ter aumentado essa estimativa no mesmo valor anteriormente neste ano.
A demanda aquecida dos consumidores americanos ajudou a empresa a compensar as pressões provocadas pelo aumento dos custos de matérias-primas e das despesas relacionadas ao comércio exterior, incluindo os gastos adicionais com a transferência de parte da produção de veÃculos para os Estados Unidos para evitar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Chevrolet Equinox EV
Divulgação / GM
A GM começará a produzir o Chevrolet Equinox e o Chevrolet Blazer nos Estados Unidos a partir de 2027.
Atualmente, esses SUVs da Chevrolet são fabricados no México. A montadora também está transferindo parte da produção de picapes para uma fábrica no estado de Michigan.
Segundo a empresa, a transferência da produção do exterior para os Estados Unidos, somada ao aumento dos gastos com software, gerou custos adicionais entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões).
GMC Hummer EV
Divulgação / General Motors
Mais vendas de veÃculos a combustão impulsionam lucros
Ao mesmo tempo, a montadora foi beneficiada pelo aumento das vendas de veÃculos movidos a combustão e por uma forte queda nas vendas de veÃculos elétricos, segmento que historicamente gera prejuÃzo para a empresa.
A GM afirmou que as perdas com veÃculos elétricos deverão cair entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) neste ano.
Desde o segundo trimestre de 2025, a empresa registrou US$ 10,9 bilhões (R$ 55,37 bilhões) em despesas relacionadas aos veÃculos elétricos, incluindo US$ 2,3 bilhões (R$ 11,68 bilhões) neste trimestre.
Jacobson afirmou que a montadora concluiu as despesas em caixa relacionadas à redução de investimentos em veÃculos elétricos.
As medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump no ano passado para flexibilizar as regras de eficiência energética e emissões de veÃculos, permitindo que as empresas comercializem mais carros com motores a combustão, devem beneficiar o resultado financeiro da GM entre US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões) e US$ 750 milhões (R$ 3,81 bilhões) neste ano.
A maior montadora dos Estados Unidos em volume de vendas afirmou que seus resultados continuarão pressionados pelas tarifas e pelo aumento dos custos da cadeia de suprimentos.
A GM manteve a previsão anterior de que as tarifas terão um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões (R$ 12,70 bilhões) e US$ 3,5 bilhões (R$ 17,78 bilhões) em seus resultados.
A empresa também afirmou que a inflação dos custos de matérias-primas, semicondutores e logÃstica deverá reduzir seus lucros entre US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) e US$ 2 bilhões (R$ 10,16 bilhões) neste ano.
Na América do Norte, a margem de lucro aumentou para 8,6%, ante 6,1% no mesmo perÃodo do ano anterior, apesar da queda de 4% nas vendas trimestrais.
Na China, onde a GM passa por um processo de reestruturação, a empresa registrou ganho de equivalência patrimonial de US$ 83 milhões (R$ 421,64 milhões), acima dos US$ 71 milhões (R$ 360,68 milhões) registrados um ano antes.
Já os negócios internacionais, excluindo a China, registraram queda de 7% no lucro operacional, para US$ 190 milhões (R$ 965,20 milhões).
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21/07 -
Ford faz recall no Brasil, mas defeito em Mustang só será consertado em 2027
Ford Mustang GT
Divulgação / Ford
A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (21) um recall para o Mustang por falha nos limpadores do para-brisa. Os modelos envolvidos foram fabricados entre 2024 e 2026.
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Segundo a marca, existe o risco de o esguicho de água e os limpadores não funcionarem e, por isso, pode haver a diminuição ou perda de visibilidade.
De acordo com a Ford, esta condição acaba “aumentando o risco de acidente com possÃveis danos fÃsicos aos ocupantes do veÃculo e a terceirosâ€.
O motivo do possÃvel defeito é uma falha na programação que pode afetar o funcionamento do motor do limpador quando a temperatura atinge 0 grau Celsius ou menos.
“Nessa condição, os limpadores podem funcionar apenas na velocidade alta, e o esguicho de água do para-brisa pode não funcionar, sem aviso prévio ao condutorâ€, diz a Ford em nota.
Agora no g1
A Ford só vai começar a atender este recall no segundo trimestre de 2027. Segundo o comunicado, a solução para o problema só vai estar disponÃvel nesta data.
A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford para entender a razão da demora em arrumar os modelos. Também foi perguntado se os Mustang envolvidos no recall podem trafegar sem a solução do recall.
Assim que a Ford responder, esta reportagem será atualizada.
Unidades envolvidas no recall:
Mustang - Modelo 2024 - Chassis: de R5433555 até R5434492.
Mustang - Modelo 2025 - Chassis: de S5405308 até S5504022.
Mustang - Modelo 2026 - Chassis: de T5501127 até T5501731.
Ford Bronco Sport
Divulgação | Ford
Ford pediu para não conduzir Bronco Sport e Maverick
Em junho deste ano, a Ford já havia feito um outro recall e pediu para os proprietários não conduzirem os veÃculos envolvidos no recall.
Os modelos Bronco Sport, fabricados entre 2021 e 2025, e Maverick, produzidos entre 2022 e 2025, poderiam apresentar um problema na fixação do braço inferior da suspensão dianteira. Segundo a Ford, 237 unidades dos dois veÃculos fazem parte deste recall.
A montadora, na ocasião, recomendou que os proprietários dos veÃculos afetados evitassem conduzir os carros até que o atendimento seja realizado em uma concessionária.
O chamado ocorreu devido a uma falha detectada no processo de montagem. Segundo a Ford, o braço inferior da suspensão dianteira, em ambos os lados dos veÃculos, poderia não estar fixado de maneira correta no suporte da roda dianteira.
Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não seja
Caso ocorra a falha de fixação, a peça poderá se soltar do suporte da roda. O defeito acarreta o risco de o motorista perder o controle do veÃculo em movimento, o que eleva a possibilidade de acidentes com danos fÃsicos e riscos fatais aos ocupantes do automóvel e a terceiros.
O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de 20 minutos, embora o prazo possa variar segundo o fluxo da concessionária escolhida.
O atendimento aos proprietários do Bronco Sport e da Maverick já está aberto. Os clientes devem realizar o agendamento do serviço, disponÃvel de segunda a sexta-feira, das 8h à s 17h.
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19/07 -
GWM Haval H9 ameaça o reinado do Toyota SW4; veja os pontos fortes e fracos do SUV chinês
GWM Haval H9 Exclusive
Divulgação / GWM
É raro ver um Ãcone balançar no pedestal. O Toyota SW4 reinava sozinho numa categoria de clientes fiéis e com bolsos cheios.
A versão mais barata do SUV da marca japonesa custa mais de R$ 424 mil e vende bem mais do que o Chevrolet Trailblazer, que custa a partir de R$ 422 mil.
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Um desafiante improvável chegou quietinho, em setembro de 2025, e foi conquistando espaço.
O GWM Haval H9 não faz sentido dentro do portfólio da marca chinesa, pelo menos na teoria.
A GWM vem tentando construir no Brasil uma imagem de modernidade. Os carros hÃbridos do seu portfólio têm desenho requintado. Os elétricos apostam em carrocerias arredondadas e simpáticas.
Agora no g1
E, no meio dessa turma, um jipão sisudo com motor diesel e arquitetura de carroceria sobre chassi. DifÃcil imaginar que ele faria sucesso.
E é justamente o H9 que vem cutucando o lÃder SW4 em 2026. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades.
Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9.
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Abismo no preço
Ao analisar a tabela, é impossÃvel desconsiderar os R$ 89 mil de diferença entre H9 e SW4. E a prática da GWM de não dar descontos e ter apenas duas versões, bem próximas em preço, permite que o SUV não tenha distorções no mercado de seminovos.
O H9 Exclusive custa R$ 335 mil e a versão Selection sai por R$ 339 mil. Os R$ 4 mil extras são para um pacote visual com grade preta, rodas escurecidas e outros itens que não mudam o pacote de equipamentos do GWM.
O Toyota tem preço inicial de R$ 417.590 na versão SRX Platinum, porém, essa configuração vem com cinco lugares. Nesta reportagem foi considerada a SRX Platinum com sete assentos, que custa R$ 424.590.
Com isso, até a manutenção ligeiramente mais cara do GWM não faz nem cócegas. O detalhe é que o H9 tem revisões programadas a cada 12 mil km, enquanto o Toyota é revisado a cada 10 mil km.
Dessa maneira, o GWM até a 4ª revisão tem o custo total de R$ 9.126 e já está em 48 mil km, bem próximo dos 50 mil km que o SW4 marca na 5ª revisão. Detalhe que ambos oferecem garantias de 10 anos, desde que o cliente siga a manutenção, com disciplina, dentro da rede de concessionárias.
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Bem recheado
O argumento do preço fica ainda mais forte ao analisar as listas de equipamentos. O GWM não deve nada em relação ao Toyota. Pode-se dizer até que o H9 ganha o duelo.
No modelo chinês, a tela do multimÃdia é maior e a lógica do software é mais amigável. Bancos dianteiros do GWM têm aquecimento e massagem, os do Toyota só resfriamento. Na 2ª fileira de bancos, só o H9 tem resfriamento.
O SW4 tem abertura elétrica do porta-malas, item que traz conforto e praticidade.
Seguindo os itens de tecnologia e segurança, o GWM tem assistente de permanência em faixa, enquanto o Toyota apenas conta com alerta.
Ambos têm câmeras ao redor do veÃculo, mas o Haval consegue criar um efeito de “transparência†e entrega um visual melhor.
A função Auto-Hold e o Stop&Go, que estão no H9, ajudam no anda e para do trânsito. Junto com o controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, é possÃvel acompanhar o engarrafamento sem precisar ficar apertando o pedal de freio constantemente.
Porte de jipão
Um quesito importante quando se fala desses SUVs a diesel com chassi sobre carroceria é o porte. O cliente que está disposto a gastar esse valor busca um carro imponente, espaçoso e que também transmita essa sensação visualmente.
Pela ficha técnica, é possÃvel perceber que o H9 é maior do que o SW4 em largura, comprimento e, por isso, é mais pesado.
Na prática, quando os dois modelos estão lado a lado, a percepção (ainda que psicológica) é de que o comprador está levando “mais†ao optar pelo modelo da GWM.
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No design, um aspecto naturalmente subjetivo, a GWM também seguiu um caminho que tende a agradar esse público. O H9 não se parece com outros modelos da marca vendidos no Brasil, como os da linha Ora ou o H6.
A proposta dos designers foi criar um visual que remete a modelos como o Land Rover Defender e o Mercedes-Benz Classe G, combinando a carroceria de linhas quadradas com elementos levemente arredondados, além de faróis e grade dianteira de presença marcante.
O resultado é um visual com forte apelo para quem procura um utilitário com aparência de verdadeiro jipe, ainda que ele nunca saia do asfalto e seja usado apenas para ir ao shopping.
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Essa percepção também é influenciada pela evolução do SW4 ao longo dos últimos anos. Nas atualizações mais recentes, a Toyota foi deixando o SUV derivado da picape Hilux cada vez mais sofisticado e com menos aparência de um veÃculo voltado ao fora de estrada.
Isso não significa que o SW4 tenha perdido capacidade para enfrentar terrenos difÃceis. Ele continua capaz de fazer isso muito bem. Mas, do ponto de vista do design, o modelo seguiu uma linha mais próxima de um SUV de luxo, enquanto o H9 aposta na aparência robusta e bruta de um jipão, caracterÃstica que tem apelo junto aos consumidores.
Bom acerto ao volante
Os números da ficha técnica indicam vantagem para o Toyota em desempenho. Embora a marca japonesa não divulgue oficialmente dados de velocidade máxima e aceleração, ao volante fica claro que o SW4, por ser mais leve e ter maior potência, entrega respostas mais ágeis no trânsito.
Já quem entra no H9 pode imaginar que encontrará um carro desajeitado por causa do porte e do visual robusto. No entanto, durante os testes do g1 no trânsito intenso e apertado da capital paulista, o SUV da GWM não demonstrou esse comportamento em nenhum momento.
É verdade que conduzir um veÃculo desse tamanho entre faixas e motocicletas exige atenção, mas o H9 não passou a sensação de ser um carro difÃcil ou intimidador de manobrar nas avenidas movimentadas de São Paulo.
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A GWM também acertou no conjunto de suspensão e direção. Considerando o contexto de um SUV grande com chassi sobre carroceria, a dirigibilidade agrada e cumpre bem sua proposta.
Esse pode ser um dos motivos para o sucesso do H9: quem já está acostumado a dirigir veÃculos desse tipo encontrará uma receita bem executada, sem exageros, capaz de entregar a robustez esperada de um SUV preparado para enfrentar trilhas, mas também de se movimentar com facilidade pela selva de pedra.
Cabine com novidades
Ao entrar no SW4, quem já é consumidor do modelo há muitos anos provavelmente encontrará uma sensação de familiaridade, mas também poderá sentir falta de novidades. O interior mantém uma proposta conhecida e pouco ousada, algo que, até agora, parecia não fazer diferença para o público desse segmento.
Com a chegada do H9, porém, surge a possibilidade de levar um SUV que oferece uma central multimÃdia maior, painel de instrumentos totalmente digital e uma experiência a bordo com maior foco em tecnologia, sem renunciar à s caracterÃsticas esperadas de um utilitário desse porte, como motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 com reduzida.
GWM Haval H9 Exclusive
Divulgação / GWM
Além disso, os comandos e acionamentos do H9 são diferentes, mas não exigem um perÃodo de adaptação complicado nem prejudicam o uso no dia a dia.
Em alguns casos, marcas chinesas ou fabricantes que buscam se reinventar acabam apostando em soluções criativas até para funções básicas, tornando a experiência mais confusa para o usuário. No H9, esse não é o caso.
A vida a bordo do SW4 continua sendo satisfatória, mas o H9 entrega uma experiência diferente e mais atual, o que pode ser um dos fatores capazes de atrair consumidores que antes sequer consideravam um modelo da GWM.
A conclusão é que, quando existe uma diferença tão grande de preço dentro de um mesmo segmento e o desafiante consegue igualar o lÃder em diversos aspectos, além de superá-lo em outros, é natural que o domÃnio absoluto de um modelo como o Toyota SW4 passe a ser questionado.
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18/07 -
Move Aplicativos: motoristas de app agora podem financiar carros usados, mas aprovar crédito vira desafio
Tire dúvidas sobre o Programa Move Brasil
O governo federal ampliou nesta semana o programa Move Aplicativos, que oferece financiamento com juros baixos para motoristas de app e taxistas. Agora, a linha de financiamento com juros mais baixos também passa a permitir a compra de carros usados.
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As regras para seminovos seguem praticamente as mesmas já em vigor desde junho:
O veÃculo precisa custar até R$ 150 mil;
Modelo seminovo deve ser elétrico ou hÃbrido flex (modelos hÃbridos apenas a gasolina não entram no programa);
Precisa ter sido fabricado a partir de 2024;
A montadora deve estar habilitada no programa Mover.
Há poucos carros com sistema hÃbrido flex disponÃveis por menos de R$ 150 mil no mercado de seminovos, segundo o preço médio divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Nessa faixa, aparecem as versões hÃbridas de:
Fiat Pulse: R$ 107.493;
Fiat Fastback: R$ 117.746;
Peugeot 2008 GT: R$ 146.415;
Peugeot 208 GT: R$ 120.769.
Já os modelos elétricos são mais numerosos, e o preço médio apontado pela tabela Fipe é de:
BYD Dolphin Mini: R$ 98.136;
BYD Dolphin: R$ 118.540;
GWM Ora 03: R$ 120.391;
GAC Aion UT: R$ 128.790;
Chevrolet Spark EUV: R$ 139.020;
Geely EX2: R$ 113.882;
Renault Kwid E-Tech: R$ 81.412.
Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus, BYD Dolphin e Fiat Pulse podem entrar no programa Move
arte/g1
Programa enfrenta barreira na aprovação do crédito
Mesmo com a injeção de R$ 30 bilhões para financiar a venda de veÃculos com juros inferiores à metade dos praticados no mercado, poucos carros foram financiados para motoristas de aplicativo e taxistas.
Até 14 de julho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que R$ 1 bilhão foi empenhado no programa, o que representa apenas 3% do total reservado para garantir o financiamento dos veÃculos.
O g1 ouviu especialistas e representantes do setor para entender o que está travando o programa. Todos foram categóricos ao apontar a dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito.
“A maioria dos motoristas não tem condições, senão a gente estaria vendo esse valor explodir, como foi em programas anteriores. Então, é realmente a análise de crédito que está impedindo que o programa avance com mais velocidadeâ€, apontou a economista Tereza Fernandez.
Ela vai além e comenta que, mesmo com a redução dos juros, o preço do carro ainda é alto. “Um motorista de Uber pagar R$ 120 mil em tantos meses, fica uma prestação salgada mesmo com esses jurosâ€, aponta.
“O risco está todo com a instituição financeira. O risco de inadimplemento é alto. As instituições financeiras não estão liberando crédito, pois essa análise está com elasâ€, afirma o consultor automotivo Milad Kalume Neto.
Ele afirma que, das nove instituições financeiras que operam no programa, apenas duas são consideradas mais “acessÃveisâ€.
Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), destaca que as famÃlias chegam ao financiamento já endividadas, o que reduz o número de interessados na renovação do veÃculo.
“As famÃlias estão muito endividadas. Tanto a dÃvida, quanto o serviço da dÃvida, que é o que as famÃlias gastam por mês para pagar juros e amortização, estão no recorde históricoâ€, diz Castelar.
“Eu entendo que haja uma reticência tanto do motorista em se endividar, já que ele já está muito endividado como consumidor. Como as instituições vão dar um crédito para quem já está muito endividado? Pode oferecer a você uma dÃvida, mas, se você está muito endividado, vai pegar essa dÃvida só por te oferecerem?â€, complementa.
A dificuldade de acesso ao crédito para os motoristas foi confirmada por Leandro Cruz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes Terrestres Intermunicipais do Estado de São Paulo.
Embora aprove a iniciativa do governo, Cruz afirma que uma parcela considerável dos motoristas chega “negativada†para financiar o veÃculo, e a instituição financeira acaba não aprovando a operação.
“O maior problema é que o trabalhador que trabalha muito, que faz de R$ 10 mil a R$ 12 mil, já está negativado. Esse trabalhador é o que mais tem condições de financiar, mas vem sendo negado quando pede o financiamentoâ€, apontou Leandro.
Ele ainda lembra que a garantia oferecida por um modelo seminovo é menor que a do modelo zero km, aumentando os custos que o motorista poderá ter em um prazo menor.
“Tem que fazer uma cautelar muito minuciosa, pois tem cara que mexe na quilometragem, tem motorista que pegou carro de locadora com quatro meses de rodagem e fundiu o motor, ficando três ou quatro meses sem andarâ€, revela.
A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de VeÃculos Automotores (Fenauto) também aprova a expansão do programa do governo federal, mas não comemora.
"É importante ter uma expectativa realista quanto aos seus efeitos imediatos. Se os critérios de análise de risco permanecerem os mesmos, uma parcela significativa desses profissionais continuará encontrando barreiras para acessar o financiamento", disse Everton Fernandes, presidente da Fenauto.
A preocupação é a mesma da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).
"Chamamos a atenção para dois pontos: O crédito ficará sujeito a critérios de aprovação das instituições financeiras que efetivamente são as que tomam o risco. Portanto, é razoável se esperar recusas de propostas por absoluta falta de condições de honrar o crédito. E em alguns casos vão requerer entrada para mitigar o risco de inadimplência", disse Enilson Sales, presidente da Anef.
Segundo dados do Serasa, o Brasil enfrenta um alto nÃvel de endividamento. Em junho deste ano, foram contabilizados 83,7 milhões de endividados no paÃs — 17,2% a mais do que em 2023, quando eram 71,4 milhões. Este é o maior número da série histórica, que indica alta por 18 meses consecutivos.
Procurado pelo g1, o BNDES afirmou não haver problemas na instituição para o repasse dos valores. (veja a Ãntegra da nota abaixo)
O BNDES acompanha a execução do Programa BNDES Move Motoristas em todo o território nacional, por meio do monitoramento de seus resultados e da interlocução com os agentes financeiros credenciados. Esse acompanhamento subsidia o aperfeiçoamento contÃnuo da operacionalização do programa, quando necessário.
O Programa BNDES Move Motoristas segue em pleno funcionamento, com operações e repasse de recursos sendo realizados por meio da rede de instituições financeiras credenciadas, conforme o modelo previsto.
Como é caracterÃstico em programas dessa natureza, que envolvem etapas de habilitação, análise de crédito e contratação junto aos agentes financeiros, a aprovação das operações ocorre de forma gradual. A instituição financeira, a partir do encaminhamento do pedido da concessionária, fará a análise do perfil de crédito de cada motorista ou taxista e, se aprovado, concluirá a contratação com as condições do programa.
Os critérios de aprovação do financiamento seguem a polÃtica de crédito de cada instituição financeira credenciada, dentro dos parâmetros gerais do programa, como elegibilidade do veÃculo, do beneficiário e do uso (taxista, motorista de aplicativo ou cooperativa). O BNDES não define critérios individuais de aprovação de crédito, que são de responsabilidade de cada agente financeiro. O repasse de recursos para as instituições financeiras é realizado após a aprovação do crédito, com a apresentação da Nota Fiscal de compra do veÃculo ao BNDES.
As instituições que realizaram operações até agora foram Banco do Brasil, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Sicoob, Sicredi, Ailos, GM Financial, Volkswagen Financial Services, Banco Stellantis e Mobilize Financial Services. Além das diversas instituições financeiras já operando, outras ainda estão em processo de implementação do Programa em seus sistemas, com previsão de entrada em breve.
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18/07 -
Virada de chave: como carros elétricos e montadoras chinesas redesenham a indústria automotiva brasileira
Como carros elétricos e montadoras chinesas redesenham a indústria automotiva brasileira
O último Corolla produzido em Indaiatuba (SP) em junho e os primeiros veÃculos eletrificados que começam a sair da fábrica da GWM em Iracemápolis (SP), na região de Piracicaba (SP), contam uma mesma história: a transformação do mercado automotivo brasileiro.
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea) e um levantamento do g1 apontam que o Brasil não está perdendo fábricas de carros, mas trocando o perfil industrial.
Essa tendência, com maior impulso após a pandemia, tem como cenário fábricas deixadas por marcas tradicionais e, muitas vezes, ocupadas por montadoras focadas em eletrificação.
Isso ocorreu no interior de São Paulo com a Mercedes-Benz, em Iracemápolis, cuja fábrica foi ocupada pela chinesa GWM. Também ocorreu com a Ford, em Camaçari (BA) e em Horizonte (CE), que deram lugar a investimentos da chinesa BYD e da britânica MG Motor, respectivamente.
âš¡VeÃculos eletrificados incluem modelos hÃbridos e elétricos, que utilizam eletricidade para reduzir ou substituir o uso de combustÃveis fósseis.
Novas fabricantes também já anunciaram produção nacional de eletrificados. Veja no infográfico abaixo.
Segundo especialista ouvido pelo g1, a tendência é o desenvolvimento de veÃculos cada vez mais eficientes, tecnológicos e eletrificados, com forte presença da indústria chinesa nessa transformação.
Neste contexto, a Anfavea defende medidas para proteger a competitividade dos investimentos feitos pelas montadoras na indústria automotiva nacional para enfrentar o aumento das importações da Ãsia. Além disso, a entidade é contra o modelo de montagem de carros que tem sido adotado pelas chinesas (entenda abaixo).
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que retomou temporariamente cotas de importação por estarem alinhadas a ações de renovação da frota, inovação e descarbonização — clique aqui e leia a nota na Ãntegra.
É #FAKE que Toyota vai deixar o Brasil
MG4 Urban chega por R$ 129.990; elétrico será feito no Ceará
Nesta reportagem, você vai entender:
🚗 Crescimento do setor automotivo
ðŸ¦â€ðŸ”¥Transformação inédita
🚪Entrada gradual no mercado brasileiro
🚨Alerta na indústria nacional
✔ï¸Impacto no setor automotivo
â“ O que diz o governo federal?
Infográfico mostra onde montadoras encerraram operações e onde decidiram investir
Arte/g1
Crescimento do setor automotivo
Segundo a Anfavea, a produção nacional de veÃculos passou de 2,36 milhões de veÃculos em 2022 para 2,64 milhões em 2025.
📊Apenas no primeiro semestre de 2026, já foram produzidas 1,37 milhão de unidades. Ao mesmo tempo, os carros eletrificados deixaram de ser um nicho para se tornar um dos motores do mercado.
Em 2016, o Brasil vendeu pouco mais de mil veÃculos eletrificados. Dez anos depois, apenas no primeiro semestre de 2026, já foram mais de 215 mil unidades, de acordo com a Associação Brasileira do VeÃculo Elétrico (ABVE).
Infográfico mostra a transformação do mercado automotivo no Brasil
Arte/g1
O crescimento dos hÃbridos e elétricos também redesenhou a fatia do mercado brasileiro de eletrificados ocupada pelas montadoras tradicionais.
Em 2022, a japonesa Toyota liderava com folga e concentrava 55,3% das vendas do segmento de eletrificados. Na sequência apareciam montadoras tradicionais e marcas europeias de luxo, como Volvo, BMW, Land Rover e Mercedes-Benz.
Quatro anos depois, o cenário é outro. No primeiro semestre de 2026, as chinesas BYD e GWM lideram o mercado — a primeira com 46,08% de participação e 99 mil veÃculos vendidos. A Toyota caiu para o terceiro lugar, seguida de outras duas chinesas no ranking: Geely e Omoda Jaecoo.
Por que o Brasil é atraente para os chinesesâ“
É um dos maiores mercados automotivos do mundo.
A eletrificação ainda está em fase inicial, deixando espaço para modelar o mercado.
As barreiras à entrada foram historicamente menores do que em outros mercados desenvolvidos, que têm barreiras protecionistas.
Transformação inédita
Para o economista da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e especialista em ascensão geopolÃtica e tecnológica da China, José Eduardo Roselino, a indústria vive uma transformação sem precedentes.
"Por 100 anos a indústria automobilÃstica só tinha inovações incrementais, pequenos aperfeiçoamentos que não mudavam a estrutura do automóvel. Isso está mudando agora. Estamos passando por uma transformação ligada à descarbonização e à transição energética, com veÃculos hÃbridos, hÃbridos plug-in, elétricos e outras novas tecnologias surgindo", disse.
Segundo ele, o avanço das montadoras chinesas está ligado ao domÃnio de tecnologias como software, semicondutores e sistemas eletrônicos.
"O automóvel está se tornando cada vez mais um computador sobre rodas", resumiu.
Além disso, segundo ele, os chineses têm uma vantagem competitiva muito grande porque produzem em enorme escala e conseguem reduzir custos continuamente.
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Caoa Chery em JacareÃ, SP
Roosevelt Cássio/ Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos
Entrada gradual no Brasil
A história do ingresso das montadoras chinesas no mercado brasileiro pode ser dividida em fases. Inicialmente, a partir de 2009, elas eram importadoras de veÃculos a combustão. Na sequência, a partir de 2014, começaram a instalar fábricas locais.
Já na década seguinte que elas passaram a testar a aceitação de modelos eletrificados com os consumidores brasileiros. Para isso, decidiram investir em fábricas ociosas e desenvolver projetos de produção nacional.
A estreia de uma montadora chinesa, com fábrica no Brasil, foi a chinesa Chery, em Jacareà (SP), em 2014. A aposta na época era vender carro popular e de baixo custo.
Na época, impasses com o sindicato sobre piso salarial dos operários e as vendas que não decolaram frustraram os planos. A unidade acabou desativada em 2022 e a fábrica segue desocupada até hoje.
💰ðŸChery foi pioneira na industrialização dos automóveis chineses no Brasil e a BYD e GWM integram a fase mais recente de expansão.
Após a pandemia, gigantes como a BYD e a GWM (Great Wall Motor) entraram no paÃs trazendo um novo conceito por meio de uma combinação de alta tecnologia, design avançado e propulsão elétrica ou hÃbrida com preços agressivos. Isso fez com que as marcas chinesas ocupassem uma fatia cada vez maior do mercado nacional.
Alerta na indústria local
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) opera em SKD, com parte da montagem feita
BYD/Divulgação
Enquanto os números indicam crescimento do mercado, o avanço acelerado das marcas chinesas também tem gerado reações da indústria instalada no Brasil.
Durante apresentação dos resultados do setor referentes a junho, nesta terça-feira (7), a Anfavea manifestou preocupação especialmente com a velocidade de crescimento das importações chinesas, que passaram de 71 mil para 140 mil unidades em apenas um ano.
A Anfavea também critica a expansão dos modelos de montagem por kits semidesmontados, conhecidos como CKD e SKD. Segundo a associação, esse tipo de operação exige cerca de 70% menos mão de obra do que uma fábrica com produção integral.
🔩CKD: veÃculo chega totalmente desmontado para montagem local.
ðŸSKD: veÃculo chega semidesmontado, com parte da montagem já realizada na origem.
Por isso, a Anfavea defende que os novos investimentos sejam direcionados à fabricação completa dos veÃculos no paÃs — uma forma de proteger não apenas as montadoras, mas também a cadeia de produção.
A reivindicação ocorre no momento em que o governo decidiu, a partir de 1º de julho, renovar por 6 meses a alÃquota zero de kits de peças importados para veÃculos elétricos e hÃbridos - a decisão beneficia a BYD, por exemplo, que opera em SKD.
"A nossa preocupação é com o sistema produtivo. Não adianta a gente ter indicativo de que a gente tem que caminhar para uma produção sofisticada e completa, no caso de ter estamparia, montagem, pintura e soldagem no Brasil, e ao mesmo tempo ter incentivos para fazer outra coisa", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
Fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) encerrou as atividades e transferiu produção do Corolla para Sorocaba
Divulgação
Impacto no setor automotivo
Enquanto o setor se transforma, os trabalhadores acompanham o processo com sentimentos mistos.
➡ Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região e funcionário da Toyota desde a inauguração da unidade de Indaiatuba, em 1998, Derci Jorge Lima descreve a transferência da fábrica como o fim de uma trajetória de quase três décadas.
"É uma vida. Vinte e oito anos de trabalho é uma vida. Jamais passava pela nossa cabeça, enquanto trabalhador, enquanto sindicato, que essa empresa ia embora daqui", comentou.
Segundo ele, o sindicato tentou mobilizar lideranças polÃticas e a própria Toyota para reverter a decisão, mas não houve acordo. A negociação passou então a se concentrar nos programas de desligamento e compensações aos funcionários.
O dirigente afirma que mais de 4 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, foram impactados pela saÃda da montadora de Indaiatuba. Apesar disso, ele avalia que o mercado de trabalho automotivo segue aquecido.
Agora, a expectativa do sindicato é que uma nova empresa ocupe a área deixada pela Toyota.
"A gente espera que venha outra empresa, até mesmo uma montadora, que possa assumir esse espaço aqui, gerar emprego de novo", afirmou.
âž¡ Já o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Weller Pereira Gonçalves, destacou que o Vale do ParaÃba tem passado por desafios com as mudanças no setor desde antes da pandemia.
"A Ford fechou as portas em Taubaté e [a fábrica] ainda está desativada. A GM, em São José dos Campos, já teve 13 mil funcionários na década de 1990 e atualmente tem 3 mil", disse.
A GM anunciou investimentos para a fábrica em São José dos Campos, mas Gonçalves afirmou que isso não necessariamente implica a geração de empregos diretos.
"Investimento nem sempre significa emprego. Às vezes traz linha de montagem, mas é automatizada", ponderou.
Segundo ele, a defesa do sindicato é pela nacionalização da produção das montadoras no paÃs. Ele também criticou o fato de que as empresas que encerraram operações no paÃs seguem normalmente com importações.
"Não defendemos incentivos fiscais para ninguém, mas se tiver, tem que ser justo. Senão, quem sai prejudicado é o trabalhador", afirmou.
âž¡ Já para o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari e Região, a chegada da montadora chinesa BYD ao municÃpio baiano representou um alÃvio e uma guinada econômica após o fechamento da Ford, em 2021.
Para Júlio Bonfim, presidente do sindicato, o saldo do avanço das montadoras chinesas no Brasil é positivo: "Emprego, dinheiro no bolso, como é que você não fica feliz?", disse.
Segundo Bonfim, em cerca de dez meses a BYD contratou 5.500 funcionários — uma marca que a Ford havia levado 5 anos para atingir.
Sobre o estado de alerta da Anfavea e a insatisfação de marcas tradicionais, Bonfim disse que é preciso aceitar a nova realidade tecnológica e a forte concorrência que derrubou o preço dos carros.
"O mercado mudou. A realidade está acontecendo. Os carros chineses chegaram e chegaram mesmo pesado com tecnologia, qualidade", afirmou.
Dados divulgados pela Anfavea mostram que, em junho deste ano, as montadoras empregavam 114,5 mil pessoas. Em janeiro de 2020, antes da pandemia, eram 125,9 mil empregados.
O que diz o governo federal?
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que manteve o cronograma de recomposição das tarifas de importação para veÃculos eletrificados e retomou temporariamente as cotas de importação para promover a renovação da frota, inovação e descarbonização.
"A decisão tomada pelo Gecex – Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), composto por 10 ministérios – manteve o cronograma de recomposição tarifária para importação de carros eletrificados, que foi a 35% a partir de 1º de julho de 2026, para modelos CBU e SKD. No caso dos CKDs, a tarifa hoje está em 14% e será elevada a 35% a partir de 1º de janeiro de 2027, também obedecendo o cronograma original.
A retomada das cotas por um perÃodo limitado de seis meses converge com outras iniciativas do governo federal voltadas à renovação da frota e ao fortalecimento da inovação e da descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro, com veÃculos mais sustentáveis, que contribuem para a redução das emissões de CO2.
Há várias iniciativas para o fortalecimento e o desenvolvimento da indústria automotiva no paÃs, sendo a principal delas o programa Mover, que estimula investimentos em inovação e descarbonização, inclusive para fabricação de carros eletrificados. Os incentivos desse programa, da ordem de R$ 19,3 bilhões, já estimularam investimentos privados de R$ 190 bilhões, segundo dados da Anfavea e do Sindipeças."
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17/07 -
Sobe na guerra, não desce na trégua: por que os preços da gasolina e diesel demoram a cair nos postos
Motorista abastece em um posto de gasolina em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Damian Dovarganes/AP Photo
A imprevisibilidade do conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem, mais uma vez, se refletido nos preços do petróleo.
Com mais uma onda de ataques entre os dois paÃses e a retomada do bloqueio naval ao Irã por parte dos EUA no Estreito de Ormuz— rota por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo —, a commodity voltou a subir em julho: na véspera, o barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 84,23, uma alta de 15,5% no mês até agora.
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Mesmo com o avanço nos preços, o petróleo ainda se encontra bem abaixo do pico registrado em abril, quando o Brent atingiu a marca de US$ 118,03. Isso porque, apesar da alta recente, a commodity passou por um perÃodo de queda relevante das cotações, chegando a ficar próxima de US$ 70.
No Brasil, porém, essa desaceleração não chegou aos preços dos combustÃveis nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e BiocombustÃveis (ANP) mostram que diesel e gasolina ainda acumulam altas de cerca de 10% e 5%, respectivamente, desde o inÃcio da guerra, em fevereiro.
Agora no g1
Segundo especialistas consultados pelo g1, a demora é resultado de uma combinação de fatores, como as incertezas sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e o subsÃdio anunciado pelo governo, que ajudou a conter o encarecimento dos combustÃveis — e deve limitar, também, a queda dos preços por aqui.
“A imprevisibilidade ainda dita os preços do petróleo e, consequentemente, do diesel e da gasolina. Ainda existem muitos pontos sensÃveis a serem negociados entre os dois paÃsesâ€, afirma o analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
Veja abaixo como está a situação dos combustÃveis no Brasil.
Trégua ainda frágil mantém mercado em alerta
Apesar da assinatura de um acordo preliminar em meados de junho para encerrar o conflito no Oriente Médio, a trégua entre os EUA e o Irã foi rompida mais de uma vez.
Menos de duas semanas após a assinatura do documento, os dois paÃses voltaram a trocar ataques com mÃsseis e drones e passaram a se acusar mutuamente de violar o cessar-fogo provisório.
Após dias de confrontos, EUA e Irã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações. Catar e Paquistão mediaram uma nova rodada de negociações entre os dois paÃses e, segundo representantes, houve um "avanço positivo" nas conversas.
Nos últimos dias, no entanto, uma nova onda de ataques entre os dois paÃses voltou a colocar o frágil acordo em xeque.
Além dos bombardeios e retaliações de ambas as partes, Trump também retomou o bloqueio naval dos EUA ao Irã no Estreito de Ormuz e ameaçou cobrar um pedágio de 20% sobre a carga de todos os navios que passassem pelo canal — mas voltou atrás e disse que substituiria a taxa por "acordos comerciais e de investimentos com os paÃses do Golfo".
Ainda assim, o tráfego ainda limitado no Estreito de Ormuz aumenta as preocupações em relação à oferta de petróleo no mundo. Segundo especialistas, a demanda global continua elevada, impulsionada também pelo verão no Hemisfério Norte. O perÃodo é conhecido por registrar nÃveis mais altos no consumo de energia dos EUA e da Europa.
“Vivemos uma queda histórica nos estoques. Tanto a OCDE quanto os EUA apresentam nÃveis bastante baixosâ€, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.
“Ainda há muita incerteza sobre o que pode acontecer. Seria necessária uma sinalização concreta do fim definitivo do conflito para iniciar a retirada de minas da região, a reconstrução dos portos destruÃdos e a retomada das operações. Isso leva tempoâ€, completa.
Petróleo, inflação e bolsas: os estragos econômicos deixados pela guerra entre EUA e Irã
Por que gasolina e diesel continuam caros no Brasil
Segundo especialistas, o Brasil registrou uma alta mais moderada nos preços dos combustÃveis do que a observada nos EUA e em paÃses da Europa.
Para reduzir o impacto da alta dos combustÃveis sobre a inflação, o governo federal destinou mais de R$ 30 bilhões a medidas de contenção. A Petrobras também atuou para conter os preços nos momentos mais crÃticos, evitando repassar imediatamente os aumentos aos consumidores.
“O aumento não chegou com tanta intensidade ao consumidor final. E, como a alta foi mais moderada, não há espaço para quedas também muito intensasâ€, afirma Sérgio Vale, da MB Associados.
Recentemente, por exemplo, a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias em R$ 0,35 após o encerramento do subsÃdio bancado pelo governo. Como a queda apenas compensou o fim do benefÃcio, os preços praticados para as distribuidoras permaneceram inalterados.
Além disso, o governo também adiou a decisão sobre a retirada do subsÃdio à gasolina, após a nova escalada do conflito no Oriente Médio.
Os especialistas dizem, ainda, que mesmo o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, não deve ser suficiente para provocar uma redução relevante dos preços nos postos.
“Esse aumento é importante, mas, por si só, não deve se refletir em uma redução significativa da gasolina. O principal fator que vai determinar a alta ou a queda dos preços é a situação do mercado internacional e a forma como esse movimento se transmite aos produtos importados que chegam aos portos brasileirosâ€, completa Cordeiro.
O que precisa acontecer para a gasolina cair no Brasil
O que precisa acontecer para a gasolina cair no Brasil.
Arte/g1
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16/07 -
MG4 Urban chega por R$ 129.990; carro elétrico será feito no Ceará
MG4 Urban chega ao Brasil
Divulgação / MG
A MG lançou oficialmente no Brasil o MG4 Urban. O hatch elétrico será vendido em duas versões, Comfort e Luxury. A empresa hoje tem 28 concessionárias e planeja fechar o ano com um total de 70 pontos de venda no Brasil.
O carro chega ao mercado para disputar espaço com modelos como BYD Dolphin, Geely EX2 e GAC Aion UT. Ele está posicionado abaixo do MG4 já comercializado no Brasil e já tem fabricação confirmada no Ceará. Segundo a marca, já existem 2.400 pedidos pelo MG4 Urban.
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A estratégia coloca o novo elétrico no segmento dos hatches compactos eletrificados de maior volume, faixa dominada atualmente pelo BYD Dolphin e pelo Geely EX2.
O MG4 Urban utiliza uma plataforma elétrica, com bateria integrada à estrutura do carro (tecnologia CTP, ou célula-para-carroceria).
Segundo a fabricante, a solução ajuda a melhorar a rigidez estrutural, reduzir o centro de gravidade e otimizar o espaço interno.
Agora no g1
Com 4,39 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,55 m de altura e 2,75 m de entre-eixos, o modelo é maior que BYD Dolphin e Geely EX2.
Isso se reflete no espaço para passageiros e no porta-malas de 477 litros, que pode chegar a 577 litros considerando o compartimento sob o piso.
As duas versões utilizam motor elétrico dianteiro, com diferenças de potência de acordo com a bateria escolhida. A garantia para o carro é de 7 anos ou 150 mil km. As baterias têm garantia de 8 anos ou 160 mil km.
A empresa já tem parceria com armazém de logÃstica e com mais de 3.000 itens em Cajamar (SP).
As revisões são a cada 24 mil km e, segundo a MG, a estimativa é que o proprietário gaste R$ 600 por ano nos primeiros 3 anos com o MG4 Urban.
MG4 Urban Comfort / R$ 129.990
Potência: 150 cv
Torque: 25,5 kgfm
Bateria: 43 kWh (LFP)
Autonomia Inmetro: 299 km
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,6 segundos
MG4 Urban Luxury / R$ 139.990
Potência: 150 cv
Torque: 25,5 kgfm
Bateria: 43 kWh (LFP)
Autonomia Inmetro: 299 km
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,6 segundos
MG4 Urban Luxury / R$ 149.990
Potência: 160 cv
Torque: 25,5 kgfm
Bateria: 54 kWh (LFP)
Autonomia Inmetro: 358 km
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,5 segundos
Segundo a MG, as baterias utilizam quÃmica de fosfato de ferro-lÃtio (LFP), tecnologia escolhida por maior durabilidade e estabilidade térmica.
MG4 Urban chega ao Brasil
Divulgação / MG
Carregamento
As duas versões aceitam recarga rápida em corrente contÃnua (DC) de até 87 kW.
Segundo a MG, o tempo para carregar a bateria nesse tipo de carregador de 10% a 80% é de 28 minutos na versão Comfort e 30 minutos na versão Luxury. Num wallbox convencional, mais comum em pontos públicos, a mesma recarga demora.
O ponto de carregamento fica na parte dianteira do veÃculo.
MG4 Urban chega ao Brasil
Divulgação / MG
Entre os itens de série da versão de entrada Comfort estão:
Faróis de projetor em LED;
Luzes diurnas em LED;
Lanternas traseiras interligadas;
Rodas de liga leve de 17 polegadas
Rack de teto na cor prata;
Aerofólio traseiro integrado;
Central multimÃdia de 12,8 polegadas;
Painel de instrumentos digital de 7 polegadas;
Apple CarPlay e Android Auto sem fio;
Ar-condicionado automático de uma zona;
Botões fÃsicos para funções principais do ar-condicionado e do sistema de áudio;
Volante revestido em couro;
Sete airbags;
Sensor de estacionamento;
Controle de velocidade adaptativo (ACC);
Frenagem autônoma de emergência (FCA);
Assistente de permanência em faixa (LKA);
Assistente de mudança de faixa (LCA);
Assistente de emergência de faixa (ELK);
Assistente de congestionamento (TJA);
Alerta de tráfego cruzado traseiro;
Monitoramento de ponto cego;
Alerta de abertura de portas;
Monitoramento de atenção do motorista;
Reconhecimento inteligente de velocidade;
Controle automático de farol alto;
Sistema de monitoramento da pressão dos pneus.
As versões linha Luxury acrescentam:
Bateria de 54 kWh;
Potência de 160 cv;
Autonomia de 358 km;
Câmera de visão 360°;
Carregador de celular por indução;
Bancos dianteiros aquecidos;
Volante aquecido;
Banco do motorista com ajuste elétrico;
Iluminação ambiente com 64 cores.
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15/07 -
Por que o Brasil mistura etanol na gasolina? História começa em 1930 e cresce com a crise do petróleo
Em 1979, o Fiat 147 feito no Brasil surgiu como primeiro carro no mundo a rodar com 100% de etanol.
Divulgação / Stellantis
Nesta terça-feira (14), o Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) anunciou o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.
A medida tem 180 dias de duração e é uma manobra para controlar os preços após a retomada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã atrapalharem o fornecimento global de petróleo e subirem o preço.
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“Preço do barril do petróleo dispara e o governo brasileiro estuda alternativasâ€, parece até uma manchete deste cenário de 2026, não é? Na verdade, essa também era realidade na década de 1970, quando o preço do combustÃvel fóssil disparou e causou uma crise mundial.
A presença do etanol na gasolina data dos anos 1930, mas foi a partir dessa turbulência, 40 anos depois, que o Brasil passou a incentivar o etanol como alternativa, inclusive misturado com gasolina em maiores proporções.
Em 1973, a Organização dos PaÃses Exportadores de Petróleo (Opep) fechou as torneiras e forçou a escassez de barris. O preço foi US$ 1,90 em 1972 para US$ 11,20 por barril em 1974.
Em novembro de 1975, nasceu o Programa Nacional do Ãlcool (Proálcool). A iniciativa agregava governos, fabricantes e pesquisadores do mundo acadêmico. (saiba mais abaixo)
Com a disparada do petróleo, governo aprova aumento da mistura de etanol na gasolina
Ãlcool na gasolina importada
A trajetória do etanol como combustÃvel automotivo no Brasil vem de antes e é marcada por respostas a crises econômicas globais e iniciativas dos governantes.
A inserção regulamentada do etanol na gasolina teve inÃcio em fevereiro de 1931, com a assinatura do Decreto nº 19.717. A medida estabeleceu que toda a gasolina importada que entrasse no paÃs deveria receber a adição de 5% de álcool.
Essa implementação ocorreu de forma escalonada para que o mercado se adaptasse:
Julho de 1931: inÃcio com 2% de mistura.
Agosto de 1931: elevação para 3%.
Setembro de 1931: subida para 4%.
Outubro de 1931: consolidação do patamar de 5%.
Além do comércio geral, as frotas do próprio governo foram orientadas a priorizar o uso do biocombustÃvel. O intuito principal, já naquela época, era diminuir a dependência de produtos estrangeiros e dar suporte à agricultura nacional.
Ainda na década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas, o cenário ganhou um novo braço institucional: a fundação do Instituto do Açúcar e do Ãlcool (IAA) em 1933.
O IAA passou a coordenar e regular o setor sucroalcooleiro, utilizando a produção de álcool como uma válvula de escape para os momentos de superprodução de açúcar.
Quando o preço do açúcar caÃa ou sobrava matéria-prima, o excedente de cana era direcionado para as destilarias.
O IAA também promoveu campanhas de divulgação do chamado "álcool-motor", chegando a testar e autorizar formulações com proporções significativamente maiores do combustÃvel ecológico em perÃodos crÃticos.
Veja quais carros podem sentir os efeitos do aumento do etanol na gasolina
Em 1938, um decreto estabeleceu que até a gasolina nacional deveria ter a adição de etanol e que os volumes seriam determinados pelo IAA e pelo Conselho Nacional do Petróleo (CNP).
O modelo baseado em aditivações e regulação de excedentes funcionou por décadas, mas o cenário mudou drasticamente nos anos 1970.
Com a crise internacional do petróleo, os preços do barril dispararam, pressionando fortemente a balança comercial do Brasil.
Em 1979, anúncio da Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos (Anfavea) celebra o Proalcool.
Reprodução
O Proálcool
Em 14 de novembro de 1975, foi instituÃdo o Programa Nacional do Ãlcool (Proálcool) por meio do Decreto nº 76.539, que criou estÃmulos financeiros e promoveu a modernização e expansão de destilarias. A iniciativa buscava elevar rapidamente a fabricação do combustÃvel vegetal.
A criação do Proálcool marcou o inÃcio da maior polÃtica pública de substituição parcial de combustÃveis fósseis por um combustÃvel renovável já implementada no mundo.
O programa foi estruturado sobre três pilares principais:
A mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina;
A expansão da distribuição de etanol em postos de combustÃveis em todo o paÃs;
O desenvolvimento e a produção de veÃculos movidos exclusivamente a álcool hidratado.
A estratégia buscava reduzir a dependência brasileira do petróleo importado em um momento em que a segurança energética havia se tornado uma preocupação global.
O petróleo deixou de ser apenas uma commodity e passou a representar um fator de risco econômico e geopolÃtico, sujeito à s decisões dos paÃses produtores e à s crises internacionais.
O programa também impulsionou uma transformação da própria cana-de-açúcar. A cultura, antes voltada principalmente para a produção de açúcar, passou a assumir um novo papel como matéria-prima energética.
Nos primeiros anos, o sucesso do Proálcool esteve diretamente ligado ao preço internacional do petróleo. Enquanto o barril permaneceu caro, a polÃtica ganhou força.
As oscilações do preço do petróleo foram o principal parâmetro econômico da primeira fase do programa, influenciando seu ritmo de expansão e os investimentos realizados.
A iniciativa também ajudou a aproximar governo, universidades, centros de pesquisa, produtores de cana e a indústria automobilÃstica.
Essa colaboração permitiu que, anos depois, o Brasil desenvolvesse tecnologias próprias para motores movidos a álcool e, posteriormente, para os veÃculos flex.
Desafios técnicos
Antes mesmo de o governo federal oficializar o Proálcool, o ecossistema automotivo brasileiro já testava misturas e implementações em menor escala.
No começo da década de 1970, mecânicos de retÃficas e estabelecimentos de reparação (que já estavam autorizados a modificar motores) ganharam sinal verde para colocar o derivado da cana diretamente nos tanques dos automóveis.
As conversões eram feitas de modo improvisado, limitando-se a adiantar o ponto de ignição, instalar velas novas, modificar carburadores para injetar mais volume e usar baterias mais robustas.
A estratégia não tinha metodologia estabelecida e gerava dores de cabeça frequentes aos motoristas. E também impedia que as qualidades energéticas do etanol fossem totalmente exploradas.
De acordo com relatos da diretoria técnica da Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea), nem sequer as especificações quÃmicas do álcool eram controladas naquele perÃodo, abrindo margem até para testes paralelos com metanol.
Essa falta de padronização refletia diretamente nas bombas, em que o teor do componente misturado à gasolina oscilava sem previsibilidade.
A proporção flutuava ao sabor do mercado, registrando saltos de 10% para 17%, recuos para 12% e novas altas até os 20%. As oscilações repentinas ocorriam sem o suporte de estudos cientÃficos ou ensaios de longa duração.
Como consequência, os proprietários enfrentavam uma lista extensa de falhas operacionais:
Degradação interna de dutos;
Vazamentos constantes de combustÃvel;
Severa dificuldade para dar a partida nas manhãs mais frias;
e acúmulo de resÃduos espessos que entupiam o carburador.
O maior desafio técnico, no entanto, residia na reação quÃmica dos materiais. O biocombustÃvel reagia de forma agressiva com os componentes de alumÃnio e ligas dos sistemas de carburação.
A interação com tubulações de cobre criava um efeito semelhante ao de uma pilha eletroquÃmica, acelerando o desgaste das autopeças.
Nem mesmo os tanques de combustÃvel saÃam ilesos, já que as ligas metálicas utilizadas na fabricação dos reservatórios da época eram corroÃdas rapidamente pelo novo composto.
1979, linha de montagem do Fiat 147 movido a álcool em Betim (MG).
Divulgação / Stellantis
O primeiro carro a álcool
Foi só em 1979 que os engenheiros conseguiram entregar um veÃculo que podia rodar com 100% de etanol no tanque. O Fiat 147, apelidado de "Cachacinha", começou a ser desenvolvido em 1976 e já deu as caras como protótipo no Salão do Automóvel de São Paulo daquele ano.
A Fiat realizou vários testes em dezenas de milhares de quilômetros percorridos. O desafio era ajustar o carburador a trabalhar com etanol em diferentes cenários.
Foi justamente para provar que o “Cachacinha†estava pronto para tudo que a Fiat fez o teste final em 1978. O 147 percorreu 6,8 mil quilômetros em 12 dias e passou por variações de clima de mais de 30º graus centÃgrados.
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Aos mais jovens, vale um lembrete:
🔎 Um dos problemas mais comuns do etanol em motores é no momento da partida. O motor frio tem dificuldade em queimar o combustÃvel quando o motorista vira a chave. Isso é ainda pior quando a temperatura ambiente é baixa. As paredes frias da câmara de combustão condensam o etanol e ele não queima. O carro fica, na linguagem popular, engasgado.
A solução passa por ajustes na mistura e velas com centelha mais forte para o carro “pegarâ€. Depois, o próprio calor da queima do etanol deixa o motor em melhores condições.
É por isso que carros flex no começo tinham um tanquinho com gasolina. Ela era usada na partida do motor frio. Hoje os carros flex usam aquecedores na linha de combustÃvel para que o etanol entre quente na câmara e queime com mais facilidade.
O Proalcool enfrentou dificuldades na década de 1990, quando a queda do preço internacional do petróleo reduziu sua competitividade. O programa chegou perto de desaparecer.
A retomada ocorreu a partir de 2003, impulsionada pela parceria entre os produtores de etanol e a indústria automobilÃstica, que lançou os primeiros veÃculos bicombustÃveis em larga escala.
O Brasil se transformou no principal laboratório mundial de desenvolvimento dessa tecnologia. Segundo dados da Unica, hoje existem mais de 32 milhões de carros flex no Brasil, o que equivale a 85% da frota.
Nome mudou para etanol em 2010
Os postos de combustÃveis usavam o nome “álcoolâ€, e isso vinha acontecendo sem questionamentos por décadas. Em 2008, algumas entidades ligadas ao setor sucroenergético passaram a defender a troca do nome para etanol.
🔎 O argumento da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) era que o slogan “Ãlcool e direção não combinamâ€, usado na campanha da Lei Seca, confundia o público.
Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e BiocombustÃveis (ANP) queria padronizar a nomenclatura para alinhá-la ao mercado internacional.
“A palavra álcool é uma denominação generalizada [há vários tipos de álcool] e o etanol é um produto especÃfico, de maior valor comercialâ€, disse Haroldo Lima, presidente da ANP na época.
A padronização só veio em dezembro de 2009, por meio de uma resolução da ANP, e passou a valer em todo o Brasil em 2010.
Chevrolet Onix ECO usa exclusivamente etanol no tanque
Divulgação / GM
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14/07 -
Carro quitado pode ser alternativa para organizar as finanças
VeÃculo quitado pode ser aliado na realização de projetos.
Divulgação
Muita gente associa o carro apenas a mobilidade ou até mesmo a despesas. Mas, para quem já possui um veÃculo quitado, ele também pode representar uma ferramenta financeira capaz de ajudar em diferentes momentos da vida.
Seja para reformar a casa, investir em um pequeno negócio, organizar as contas ou mesmo realizar projetos pessoais, algumas modalidades de crédito permitem utilizar o veÃculo de forma estratégica, mantendo a rotina e o acesso ao veÃculo.
Como funciona o empréstimo
O Empréstimo com Garantia de VeÃculo BV tem ganhado espaço nos últimos anos por combinar acesso a crédito com condições mais competitivas e a possibilidade de continuar utilizando o automóvel normalmente, seja para trabalhar, viajar ou cumprir a rotina do dia a dia.
Na modalidade, o proprietário utiliza um veÃculo quitado como garantia da operação, o que lhe permite acessar ofertas especiais. Além disso, os prazos de pagamento são mais longos, com parcelas que podem se adequar melhor ao orçamento.
No BV, é possÃvel contratar o Empréstimo com Garantia de VeÃculo BV com prazo de até 72 meses, com prestações fixas do inÃcio ao fim do contrato. Dependendo da análise de crédito, é possÃvel conseguir até 120% do valor de avaliação do veÃculo. E clientes que abrem uma Conta BV também podem contar com condições e benefÃcios especiais.
Crédito para diferentes objetivos
Entre os objetivos mais comuns para a contratação do Empréstimo com Garantia de VeÃculo BV estão organização financeira, investimentos em projetos pessoais, ampliação de negócios e melhorias na própria residência.
Por isso, especialistas em planejamento financeiro costumam destacar a importância de avaliar as condições disponÃveis e escolher instituições com experiência em crédito.
Experiência e tradição no setor
Com mais de 37 anos de atuação e forte presença no mercado automotivo, o banco BV oferece o Empréstimo com Garantia de VeÃculo BV como uma alternativa para quem precisa de recursos extras sem precisar deixar de lado um patrimônio importante.
O BV também reúne soluções financeiras voltadas para diferentes momentos da vida dos clientes, combinando tradição, inovação e praticidade em uma experiência cada vez mais digital.
Para conhecer as condições do Empréstimo com Garantia de VeÃculo BV e consultar os regulamentos, acesse os canais oficiais do banco BV.
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14/07 -
Move Aplicativos: crédito para motoristas de app e taxistas supera R$ 1 bilhão em financiamentos
Tire dúvidas sobre o Programa Move Brasil
O Move Aplicativos, nova linha de crédito para financiar carros com juros mais baixos para motoristas de aplicativo e taxistas, alcançou R$ 1 bilhão em financiamentos aprovados, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O programa financiou veÃculos novos para pouco mais de 10 mil profissionais em todo o paÃs. O valor médio dos financiamentos contratados foi de R$ 102 mil por motorista.
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O programa foi anunciado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os recursos da linha de crédito, de cerca de R$ 30 bilhões, são do Tesouro Nacional e repassados ao BNDES para viabilizar os financiamentos.
A expectativa era de adesão de 100 bancos participantes e de venda de 200 mil a 300 mil carros.
Podem participar:
taxistas devidamente registrados e ativos;
motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse perÃodo, na mesma plataforma.
O carro também precisa atender aos seguintes critérios:
custar até R$ 150 mil;
ser flex, elétrico ou hÃbrido flex — modelos hÃbridos apenas a gasolina não entram no programa;
ser zero km, já que o programa não contempla veÃculos usados;
ser produzido por montadora habilitada no programa Mover.
As taxas de juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. O prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência.
Segundo o balanço do BNDES, 47 modelos de veÃculos, produzidos por 13 fabricantes, estão habilitados para financiamento pelo programa. (veja abaixo)
Lista de veÃculos financiáveis pelo BNDES Move Motoristas
Além do valor do veÃculo, o financiamento também pode incluir custos adicionais, desde que contratados junto com o bem principal.
São eles:
seguro do veÃculo;
seguro prestamista — modalidade que cobre o pagamento das parcelas em situações previstas no contrato, como morte ou invalidez;
itens de segurança destinados a atender às necessidades de mulheres que atuam no transporte de passageiros, limitados a até 10% do valor total financiado;
Encargo por Concessão de Garantia (ECG), quando a operação contar com garantia do Programa Emergencial de Acesso a Crédito na modalidade garantia (Peac-FGI);
custos relacionados à constituição, registro e averbação da alienação fiduciária, incluindo despesas cartorárias previstas na regulamentação do programa.
As instituições financeiras credenciadas pelo BNDES precisam contratar as operações de crédito com os motoristas até 15 de setembro de 2026.
Veja abaixo como aumentar suas chances de aprovação:
Impacto ainda tÃmido nas vendas
Apesar do avanço nas contratações, o programa ainda não teve impacto significativo nas vendas de veÃculos.
De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, o Move Aplicativos começou a operar em 19 de junho e ainda está em fase inicial.
Segundo Calvet, um dos fatores que explicam a ausência de impacto imediato nos emplacamentos é que a cobertura do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que garante até 80% das operações de financiamento, só passou a valer em 2 de julho.
Com a ampliação da participação dos bancos e o funcionamento pleno da garantia do FGI, a expectativa da indústria é que as operações cresçam nos próximos meses.
Por enquanto, são 10 instituições operando o programa, com nomes como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Sicredi. O banco Safra e o Santander manifestaram interesse junto com outros 12 participantes, como C6 Bank e Banco Pan.
Alguns gigantes do mercado ainda estão de fora, como Itaú Unibanco e Bradesco.
Instituições financeiras do BNDES Move Motoristas
A Anfavea espera que os efeitos do programa apareçam nas estatÃsticas de vendas de veÃculos dos próximos meses.
O chamado programa de financiamentos à exportação dos bens e serviços de engenharia brasileiros do BNDES consiste no aporte a empresas brasileiras para executarem serviços no exterior.
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Linha de crédito do Move Brasil para mototaxistas e entregadores de app é adiada para 27 de julho
Baterias são de longe o componente mais caro e continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos
John Walton/PA Wire/picture alliance
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14/07 -
Governo aumenta etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos
Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32%
O Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) decidiu nesta terça-feira (14) aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.
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A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual perÃodo.
A decisão, segundo o CNPE, considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustÃveis.
"Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no paÃs busca reduzir a dependência de combustÃveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustÃvel na matriz energética brasileira", justificou o conselho, em nota
Os preços do petróleo subiram e atingiram o maior nÃvel em cerca de quatro semanas, depois que a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar.
O mercado teme que o conflito prejudique o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo.
Por que o petróleo está subindo?
O principal motivo é o temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, passagem marÃtima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam por essa rota.
Nos últimos dias, a região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores.
Medida vinha sendo estudada
A medida de aumentar o volume de etanol na gasolina vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração especÃfica para essa mistura.
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A Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)
Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veÃculos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.
O CNPE refutou, ainda, que a mistura possa causar danos aos automóveis.
"No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustÃvel e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veÃculos, inclusive aqueles equipados com motores não flex", complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) também diz que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional e que a medida pode reduzir a importação de gasolina e ampliar o uso de combustÃvel renovável produzido no Brasil. (veja mais abaixo)
Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.
A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquÃmica.
Todos os componentes que entram em contato direto com o combustÃvel precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.
A lista engloba:
tanque;
boia;
bomba de combustÃvel;
linhas de combustÃvel metálicas ou plásticas;
bico injetor;
câmara de combustão;
pistões;
vedações.
Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.
"As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustÃveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor
Arte / g1
Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.
O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veÃculos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorÃfico do etanol em relação à gasolina.
🔎 O poder calorÃfico é a quantidade de energia que um combustÃvel consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustÃvel puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.
Estimar com precisão o impacto no consumo é difÃcil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veÃculo no dia a dia.
Embora seja possÃvel estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustÃvel, a variação pode ser imperceptÃvel para o motorista no uso cotidiano.
Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veÃculo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.
Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumento de etanol na gasolina
Divulgação
Revisões podem ficar caras
No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetÃveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.
"Além disso, a bomba de combustÃvel e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.
O motorista pode perceber que o veÃculo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.
O risco é maior nos veÃculos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.
A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.
Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro
Divulgação / Bosch
Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustÃvel a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.
Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.
Nos veÃculos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.
"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.
Além disso, esses veÃculos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.
Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto
Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center
A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustÃvel. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.
Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.
Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustÃvel.
Como o etanol tem caracterÃsticas de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustÃvel para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustÃvel na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.
Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.
Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatÃveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.
Bolso pode sentir
E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Benimports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustÃvel de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.
As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.
Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veÃculos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.
“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veÃculos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veÃculos importados de forma independenteâ€, explica.
Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:
Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustÃvel;
desgaste prematuro das bombas de combustÃvel (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;
ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;
oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustÃvel, agravada pela umidade ou contaminação;
travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustÃvel;
baixa vida útil de velas de ignição.
Bico Injetor Bosch para Bmw 320 (F30) feita entre 2012 e 2019
Reprodução
Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.
A bomba de combustÃvel de um Range Rover Evoque, feito entre 2011 e 2019, custa mais de R$ 1.900.
Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.
“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produçãoâ€, explica.
Anfavea pede cautela
A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustÃveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veÃculos leves.
Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilÃstica se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.
"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.
Igor Calvet, presidente da Anfavea
Divulgação | Anfavea
O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustÃvel e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.
A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para VeÃculos Automotores (Sindipeças).
A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.
Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veÃculos compatÃveis com biocombustÃveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas polÃticas para combustÃveis no paÃs.
Indústria do etanol defende medida
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em nota nesta terça-feira que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construÃda no âmbito do programa CombustÃvel do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.
Segundo a entidade, “a medida reforça a segurança energética do paÃs ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para reduzir a dependência de importações de gasolina e aumentar a previsibilidade no abastecimento, especialmente em um cenário internacional marcado por volatilidade.â€
A Unica diz que “o avanço para o E32 ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil, que já opera com misturas elevadas de etanol há anos, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em uma cadeia produtiva consolidada.â€
A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa CombustÃvel do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.
De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veÃculos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.
Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.
Sobre os veÃculos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluÃram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.
Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veÃculos.
A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veÃculos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustÃvel.
A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.
Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustÃvel renovável produzido no Brasil.
“Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustÃveis renováveis em larga escala", afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.
* com Mariana Assis
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13/07 -
Stellantis registra alta de 10% nas entregas globais de veÃculos no 2º trimestre
Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina
Divulgação / Stellantis
A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, anunciou nesta segunda-feira (13) que entregou quase 1,6 milhão de veÃculos no segundo trimestre, alta de 10% em relação ao mesmo perÃodo de 2025.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho na América do Norte, seu principal mercado.
ðŸ—’ï¸ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A recuperação das vendas é considerada peça-chave no plano de reestruturação liderado pelo presidente-executivo, Antonio Filosa.
Nos últimos anos, a montadora perdeu participação em mercados estratégicos diante da alta nos preços dos veÃculos, da aposta mais intensa em modelos elétricos, de problemas de qualidade e da concorrência crescente de fabricantes chineses.
Agora no g1
Em maio, Filosa apresentou um novo plano de negócios de 60 bilhões de euros até 2030, que prevê o lançamento de novos modelos, a reorganização do portfólio de marcas e a ampliação de parcerias nas áreas de tecnologia e manufatura.
Novos Modelos Impulsionam
Na América do Norte, as entregas cresceram 38% no segundo trimestre, alcançando 445 mil unidades. O resultado foi impulsionado pelo lançamento e renovação de modelos como a picape Ram 1500 com motor V8, sua versão de alto desempenho TRX SRT, além dos utilitários Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee e da minivan Chrysler Pacifica.
Segundo a empresa, o desempenho também refletiu os preparativos para a paralisação programada da produção durante o verão no hemisfério norte.
Na Europa ampliada, outro mercado estratégico para a Stellantis, as entregas aumentaram 5%, para 762 mil unidades, impulsionadas pelo crescimento do mercado na região. O volume inclui cerca de 33 mil veÃculos da fabricante chinesa Leapmotor, distribuÃdos e comercializados pela Stellantis.
A demanda na Europa foi puxada principalmente por modelos de entrada, como Citroën C3 e C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda.
O crescimento registrado na América do Norte e na Europa foi parcialmente compensado pela queda nas entregas no Oriente Médio e na Ãfrica, afetadas pelo conflito na região, e na América do Sul, onde a retração do mercado argentino pressionou os resultados.
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13/07 -
Volkswagen pode cortar mais 50 mil empregos e elevar total de demissões para 100 mil
Volkswagen Taos muda para encarar SUVs concorrentes
A Volkswagen poderá precisar cortar cerca de 50 mil empregos adicionais para alcançar um nÃvel de competitividade semelhante ao de seus concorrentes, afirmou o presidente-executivo da montadora, Oliver Blume, em um comunicado interno enviado aos funcionários.
A declaração confirma, pela primeira vez, que a empresa avalia eliminar até 100 mil postos de trabalho.
🗒ï¸Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Blume tenta reestruturar a maior fabricante de automóveis da Europa, cujos lucros vêm sendo pressionados pelos bilhões de euros em custos com tarifas, pela forte concorrência no mercado chinês e pela necessidade de tornar sua rede de fábricas na Alemanha mais eficiente.
Após já ter acertado o corte de 50 mil vagas em todo o grupo, incluindo as subsidiárias Porsche e Audi, a companhia avalia novas medidas para reduzir despesas.
Segundo o comunicado, a Volkswagen identificou que seus custos são cerca de 20% maiores do que os de empresas concorrentes.
Na prática, isso significaria, em uma estimativa teórica, a necessidade de eliminar outros 50 mil empregos em todo o mundo.
"Estamos avaliando, em todas as marcas, empresas e regiões, quantos ajustes são realmente necessários e viáveis", afirmou Blume no documento.
Até então, a Volkswagen vinha evitando comentar as notÃcias de que estudava eliminar até 100 mil postos de trabalho.
O comunicado foi divulgado depois que representantes dos trabalhadores cobraram explicações da diretoria sobre o plano de reestruturação apresentado por Blume ao conselho de supervisão da empresa na quinta-feira.
Fontes com conhecimento do assunto disseram que os representantes dos funcionários no conselho barraram as propostas, que incluÃam cortes de empregos e o possÃvel fechamento de quatro fábricas.
Segundo Blume, a empresa ainda não conseguiu definir um uso economicamente viável para as unidades de Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm na década de 2030.
O executivo afirmou, porém, que prefere buscar "soluções inteligentes" em vez de fechar fábricas.
Entre as alternativas já mencionadas estão o uso das instalações pela indústria de defesa ou a produção, na Europa, de modelos da Volkswagen desenvolvidos na China.
Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, produção do Golf
divulgação/Volkswagen
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13/07 -
Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil
Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil.
Google
O app de navegação Waze anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de novos recursos de inteligência artificial para o serviço no Brasil. Entre as novidades está uma ferramenta que permite conversar com o app em linguagem natural para enviar atualizações para o mapa.
A empresa também está lançando o "Modo moto", que exibe o tempo estimado do trajeto para quem viaja de motocicleta. O Google Maps já oferece essa função há mais tempo, e ela só agora chega ao Waze.
ðŸ—’ï¸ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Outro lançamento é o modo "Menos falante", que permite reduzir a quantidade de interações por voz do Waze durante a navegação.
As novidades chegam em um momento em que várias empresas tentam incorporar IA aos seus serviços para melhorar a experiência dos usuários.
Só neste ano, o Google Maps ganhou um modo de conversação, a Siri (assistente virtual da Apple) ficou mais inteligente com a integração do Gemini, e a Alexa+, assistente da Amazon reformulada com IA generativa, também chegou ao Brasil.
Converse com o Waze
Waze Map Mate
Reprodução/YouTube Waze
Anunciado para alguns usuários em fase de testes em 2025, o "Waze Map Mate" enfim foi lançado para todos no Brasil. O recurso permite que motoristas relatem ocorrências, como acidentes, buracos, obras e congestionamentos, usando comandos de voz.
Será possÃvel dizer frases como "O número desta casa mudou para [número]", "Tem uma lixeira no meio da rua Y" ou "Parece que tem carros parados à frente!".
Para usar a ferramenta, basta tocar no botão de alertas e descrever a situação naturalmente. O aplicativo usa o Gemini para interpretar o que foi dito e gerar a sugestão de atualização do mapa.
Segundo o Google, que é dono do Waze, as sugestões serão enviadas aos editores de mapas, que vão verificar as informações antes de atualizar o aplicativo. O recurso funciona em celulares Android e iPhone (iOS).
Modo menos falante
Recurso de "instruções por voz" do Waze.
Divulgação/Google
Em coletiva com a imprensa, executivos do Google disseram que os brasileiros gostam de personalizar o Waze com vozes temáticas, mas alguns usuários podem considerar que o aplicativo possa estar falando demais.
A partir de agora, o menu "Instruções por voz" passa a oferecer as opções "Normal", "Menos falante", "Apenas alertas" e "Desativado".
Segundo o Google, o modo "Menos falante" reduz a quantidade de instruções por voz e prioriza mensagens mais curtas. Ainda assim, o usuário continuará recebendo alertas considerados crÃticos, como avisos sobre perigos, conversões e mudanças de faixa.
Modo moto
Modo modo no Waze.
Divulgação/Google
Outra novidade é o Modo Moto, que passa a informar ao motociclista o tempo estimado de uma viagem feita de motocicleta. Segundo a empresa, o sistema usa IA para considerar restrições especÃficas para motos e informar sobre buracos, lombadas, fins de acostamento e pontes estreitas.
O Waze afirma que conta com uma equipe de editores que pilotam motocicletas para ajudar a manter as informações do recurso atualizadas. A função, que já estava disponÃvel no Google Maps, chega agora ao Waze e pode ser usada em celulares Android e iPhone (iOS).
Mais recursos de IA no Waze
O Waze está ampliando o uso de inteligência artificial e, para isso, tem aproveitado a tecnologia do próprio Google para tentar melhorar a experiência no aplicativo. A empresa está levando mais uma vez o Gemini, rival do ChatGPT, ao Waze para ajudar os usuários a encontrar destinos.
Será possÃvel fazer perguntas como "Encontre um estacionamento perto do meu destino", "Encontre um posto de gasolina próximo com os preços mais baixos" ou "Encontre uma cafeteria aberta agora". O aplicativo exibirá uma lista de recomendações e dará a opção de iniciar a navegação.
Outra novidade é a navegação personalizada, recurso que busca entender melhor as preferências do motorista. Segundo o Waze, se o usuário costuma preferir rodovias a ruas locais com mais semáforos, por exemplo, o aplicativo poderá destacar essa rota após o destino ser informado.
"Ele sugere rotas com base nas suas viagens anteriores e na análise dos padrões de trânsito locais", explicou a empresa. A função pode ser desativada a qualquer momento nas configurações.
WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
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13/07 -
Vai comprar o Chevrolet Sonic? Veja 8 pontos que você precisa saber antes de fechar negócio
Chevrolet Sonic: vai ter problema na correia? É melhor que os rivais? Veja respostas
A Chevrolet já vendeu mais de 5 mil unidades do Sonic e, por isso, o g1 criou uma lista com detalhes importantes para quem considera comprar o SUV.
É preciso saber como cuidar da nova correia banhada a óleo, conhecer os preços dos acessórios, entender a polÃtica de preços promocionais da GM e como o Sonic se comporta ao volante.
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Cara de SUV, alma de hatch
O g1 foi o primeiro veÃculo de comunicação a testar o Chevrolet Sonic. Na ocasião foi possÃvel perceber em primeira mão que o Sonic tem vários argumentos que fazem dele um SUV, mas que na prática as sensações são de um hatch maior.
O acerto da suspensão é justo e não tem a flutuação comum de carros com suspensão elevada. As imperfeições do solo podem ser percebidas pelo acerto firme, mas sem incomodar. A direção comunica bem e a frente do Sonic é ágil.
Repórter do g1 faz teste do Chevrolet Sonic em concessionária de São Paulo
Carlos Cereijo / g1
A posição de dirigir lembra a do Onix mais do que a do Tracker. O que pode ser um ponto positivo para quem quer comprar o primeiro SUV, mas não gosta da posição alta de dirigir nem do acerto desajeitado de um utilitário esportivo popular.
Por outro lado, o cliente que busca um carro com alma de SUV talvez fique decepcionado. Neste caso, é melhor já pular para alguma configuração do Tracker.
Peças compartilhadas
Uma estratégia adotada por quase todas as montadoras é compartilhar componentes que o consumidor não vê, como câmbio, motor, parte eletrônica e itens de segurança. Em geral, são peças que ficam escondidas sob a carroceria ou atrás dos revestimentos de plástico do automóvel.
Alguns fabricantes também compartilham partes da carroceria para ganhar escala e acelerar o processo de desenvolvimento de novos modelos. Com o Sonic, não é diferente. Portas e vidros, por exemplo, são os mesmos utilizados no Onix.
Chevrolet Sonic RS 2027 tem portas e vidros laterais do Onix.
Divulgação / GM
Essa prática também é adotada por outras montadoras. A Fiat Strada utiliza as portas e para-brisa do Mobi, enquanto o Volkswagen Nivus compartilha as portas com o Polo.
O desafio ao desenvolver um novo carro utilizando peças já existentes é fazer com que esses componentes sejam integrados de forma harmoniosa, sem transmitir a impressão de um projeto remendado.
No caso do Sonic, o resultado parece ter sido positivo, já que, à primeira vista, não é possÃvel perceber rapidamente que essas peças são as mesmas usadas em um modelo bastante comum nas ruas brasileiras.
Medida de porta-malas
Quando o Sonic foi apresentado, a Chevrolet sempre o comparou ao Nivus, embora o posicionamento de preço tenha ficado mais próximo do Tera. O g1 já fez comparativo entre Chevrolet Sonic, Fiat Pulse e Volkswagen Tera.
Com 392 litros de capacidade, ele consegue oferecer um bom uso no dia a dia, mesmo custando menos que o Volkswagen Nivus.
Também é importante observar como as montadoras medem a capacidade do porta-malas. Algumas divulgam o volume em litros, considerando o compartimento totalmente preenchido com lÃquido. Aproveitando cada frestinha, por menor que seja. Método que não reflete o uso na vida real.
Metodologia VDA para medição de volume de porta-malas reflete melhor o uso real.
Divulgação / Skoda
🔎 Na prática, o método VDA é o mais representativo. Nesse sistema, pequenos blocos de espuma com volume de um litro são acomodados no porta-malas, o que permite medir de forma mais fiel a capacidade de uso do compartimento.
Por isso, ao comparar o volume do porta-malas entre diferentes modelos, vale prestar atenção ao método de medição utilizado. E, claro, nada substitui ver o carro pessoalmente para avaliar o espaço disponÃvel no uso real.
Correia banhada a óleo
O g1 já abordou esse tema no ano passado, quando o Onix recebeu uma atualização para tentar conter as reclamações de clientes que relatavam problemas com o componente. O curioso é que a Chevrolet nunca admitiu oficialmente a existência de um defeito, mas apresentou uma solução.
Antes de explicar as mudanças, é preciso entender o problema:
Segundo a Chevrolet, com o passar do tempo, ou em casos de manutenção inadequada (como falta de troca de óleo, uso de lubrificante fora da especificação, óleo falsificado), a parte traseira da correia, oposta à parte dos dentes, começava a se esfarelar.
Isso acontecia porque o óleo criava um ambiente ácido e reagia com a correia, esfarelando-a.
Esse material podia entupir dutos do motor, provocando falhas, acendimento da luz de injeção e outros problemas que levavam a reparos mais caros.
Correia dentada banhada a óleo da Chevrolet
André Fogaça/g1
De acordo com a GM, esse desgaste era provocado pelo uso de óleo inadequado ou fora das especificações recomendadas. Para resolver a situação, a Chevrolet adotou algumas medidas.
A primeira foi trocar o fornecedor da correia. Segundo a montadora, o novo componente é mais resistente caso o óleo utilizado esteja fora da especificação.
A segunda medida foi reforçar a orientação de que o motor deve utilizar exclusivamente óleo 0W20 com certificação Dexos.
A terceira foi ampliar a garantia da correia para 15 anos. A Chevrolet também reforça que a correia banhada a óleo exige menos manutenção e, desde que todas as revisões sejam feitas corretamente, a substituição do componente só é necessária aos 240 mil quilômetros.
O Chevrolet Sonic utiliza a mesma tecnologia. Segundo a GM, o modelo já sai de fábrica equipado com essa nova correia e deve seguir as mesmas recomendações. Resta saber se essas mudanças serão suficientes para reduzir as reclamações dos clientes.
Preço promocional
Quando o Chevrolet Sonic foi anunciado, o preço inicial era de pouco menos de R$ 129.990 para a versão Premier e de quase R$ 135.990 para a versão RS, a mesma testada pelo g1.
Logo depois, esse valor passou a aparecer com um asterisco no site da montadora. Ao montar o Chevrolet Sonic no configurador, os preços são diferentes: a versão Premier custa R$ 134.990, enquanto a RS chega a R$ 140.990.
Nos termos e condições do preço promocional, é possÃvel verificar que o financiamento precisa ser feito por um banco especÃfico, além da exigência de condições de entrada, parcelas ou da entrega de um veÃculo na troca.
Portanto, o preço efetivo do Chevrolet Sonic é o que aparece no configurador do site. A condição promocional está em vigor até o dia 31 de julho de 2026.
Chevrolet Sonic 2027
Divulgação / GM
Pedido é diferente de venda
Outro ponto importante envolve a divulgação de "recordes de vendas". E essa não é uma prática exclusiva da Chevrolet, mas também de outras montadoras.
A GM divulgou que o Sonic alcançou 14 mil pedidos. Isso pode dar a impressão de que a marca vendeu 14 mil unidades do modelo no mês de maio.
No entanto, os números oficiais de vendas divulgados nos relatórios da Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores (Fenabrave) consideram os emplacamentos, ou seja, os veÃculos efetivamente licenciados.
Ao observar esses dados, não há 14 mil unidades do Sonic emplacadas em maio de 2026. Foram vendidos naquele mês 2.778 Sonic.
O número divulgado pela empresa corresponde à s reservas ou intenções de compra feitas pelos consumidores, que podem até ter realizado um pagamento para garantir o veÃculo ou demonstrar interesse na aquisição.
Pela legislação, porém, a pré-venda tem regras diferentes. Mesmo nessa etapa, ainda existe a possibilidade de desistência por parte do cliente, com devolução do valor pago, conforme as condições previstas em contrato.
A reportagem do g1 entrou em contato com o Procon de São Paulo para entender a prática das campanhas de pré-vendas das montadoras. Segundo a entidade, a pré-venda pode ser equiparada a um pré-contrato entre as partes: fornecedor e consumidor.
Ali são estabelecidas todas as regras e condições daquela contratação, como valores e formas de pagamento, datas e prazos, caracterÃsticas do objeto da transação, condições para desistência, entre outras especificidades.
Especificamente quanto à s compras de carro feitas fora da concessionária fÃsica (como internet ou plataformas digitais), o Código de Defesa do Consumidor prevê a possibilidade de desistência da compra em até sete dias, a contar da data da aquisição ou do recebimento do produto. Nesses casos, os valores pagos pelo consumidor deverão ser devolvidos.
Por isso, quando montadoras divulgam recordes, o que está sendo informado são recordes de pedidos ou de intenções de compra, e não de veÃculos efetivamente emplacados naquele momento.
Preço dos acessórios
A Chevrolet estreou no Sonic o desenho da sua nova “gravatinhaâ€. E o SUV também trouxe a novidade do logo iluminado na grade dianteira.
O item chama a atenção, mas não vem de série em nenhuma das versões. É preciso desembolsar R$ 800. Os adesivos em preto e vermelho nos para-lamas são mais R$ 698.
Para seguir essa identidade nas rodas o preço é de R$ 390. No para-choque dianteiro, os filetes custam R$ 850.
Galerias Relacionadas
Quem gostou da iluminação customizável em LED para cabine vai precisar desembolsar R$ 1.163. Soleiras de porta com o logo Sonic custam mais R$ 447.
O departamento de cores, assim como outras marcas, também tem valores diferentes. Na versão Premier, a cor de série é o azul. Já o branco custa R$ 950 e prata, cinza, preto e vermelho custam R$ 1.800.
No Sonic RS, a cor que vem sem custo é a preta. Por R$ 950 dá para levar a carroceria em branco. Pelas cores vermelho e cinza, a GM pede R$ 1.800.
Promoção na conectividade
O Sonic tem uma nova configuração dos serviços conectados da Chevrolet. Os modelos equipados com o sistema OnStar passam a sair de fábrica com o plano Basics incluÃdo por oito anos.
Entre as funções disponÃveis estão o acesso ao aplicativo myChevrolet, diagnósticos remotos, localização do veÃculo e comandos à distância, como travar e destravar as portas ou ligar o motor antes da viagem para climatizar a cabine.
Quem quiser ampliar os recursos pode contratar o plano OnStar Protect, que acrescenta atendimento de segurança e emergência 24 horas. A promoção de gratuidade vale por 1 mês e tem mais dois meses após registro de cartão de crédito.
O sistema OnStar Protect reúne outras funcionalidades. Em caso de acidente, por exemplo, os sensores do carro podem acionar automaticamente a central OnStar. A equipe tenta contato com os ocupantes e, quando necessário, encaminha o chamado aos serviços públicos de emergência.
Outro recurso disponÃvel é o assistente de recuperação veicular, que auxilia na localização do automóvel em casos de roubo ou furto. Todas essas funções atuam em conjunto com os demais sistemas eletrônicos do veÃculo.
Em julho de 2026, os preços mensais do OnStar são R$ 104,90 pelo pacote Connect e R$ 124,90 pelo pacote Protect. O combo com os dois planos, chamado de Protect&Connect sai por R$ 149,90.
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11/07 -
Incêndios, mineração e poluição: as crÃticas à s baterias dos carros elétricos fazem sentido?
Baterias são de longe o componente mais caro e continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos
John Walton/PA Wire/picture alliance
Os carros elétricos passam por uma onda de popularidade sem precedentes desde a crise global do petróleo desencadeada pela guerra no Irã.
Na Austrália, as vendas saltaram mais de 150% em abril, na comparação com o mesmo perÃodo do ano anterior, enquanto na região Ãsia-PacÃfico cresceram 80% nos três primeiros meses de 2026 – excluindo a China, onde o crescimento expressivo das vendas já se estabilizou.
ðŸ—’ï¸ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Na América Latina foram vendidos cerca de 75% mais veÃculos elétricos, e na Europa, quase um terço a mais, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou em maio que as vendas recordes de veÃculos elétricos estão "proporcionando algum alÃvio em meio ao maior choque de oferta de petróleo da história" e que a queda nos preços das baterias deverá impulsionar ainda mais o setor.
Agora no g1
Mesmo assim, as baterias – de longe o componente mais caro – continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos.
CrÃticos dos veÃculos elétricos argumentam há muito tempo que as baterias, geralmente feitas com Ãons de lÃtio, podem pegar fogo e que incêndios nesses veÃculos são mais difÃceis de extinguir do que em carros movidos a gasolina. Contudo, essa alegação ignora o fato de que veÃculos com motor a combustão têm uma propensão muito maior a incêndios.
As grandes e pesadas baterias dos veÃculos elétricos também têm sido apontadas como uma possÃvel causa de danos nas estradas. Especialistas, porém, contestam essa tese e afirmam que os principais responsáveis pelo desgaste das rodovias são os caminhões de grande porte.
Dedo apontado para o cobalto
Por conterem minerais como cobalto e nÃquel, as baterias dos veÃculos elétricos sempre despertaram preocupações relacionadas à s cadeias de suprimento, especialmente nas minas de cobalto da República Democrática do Congo (RDC).
Na Austrália, o programa jornalÃstico de horário nobre Spotlight, exibido em março, investigou minas de cobalto pertencentes a empresas chinesas no Congo. A reportagem revelou locais onde milhares de pessoas, incluindo muitas crianças, trabalham em condições precárias e em meio a um ambiente de forte poluição.
Ao apresentar o cobalto como "o elemento-chave presente em praticamente todas as baterias de armazenamento do planeta, desde os veÃculos elétricos até as residências", o programa afirmou que a busca por um futuro "limpo e verde", baseado em energias renováveis e carros elétricos, tem um "custo mortal e devastador".
No entanto, crÃticos da reportagem argumentaram que ela deixou de mencionar um ponto importante: a composição quÃmica das baterias de veÃculos elétricos passou amplamente para a tecnologia de fosfato de ferro-lÃtio (LFP), que não exige o uso de cobalto.
David McElrea, diretor-executivo do Smart Energy Council, um grupo ligado ao setor energético da Austrália e que defende as energias renováveis, questiona por que a reportagem focou especificamente nas baterias de veÃculos elétricos e em outras tecnologias renováveis se celulares, tablets e laptops também contêm cobalto.
Ele diz que os temores de exploração nas extensas cadeias de suprimento de minerais crÃticos usados em tecnologias renováveis são legÃtimos, mas afirma que a indústria de veÃculos elétricos reagiu à s preocupações sobre a origem dos materiais e incentivou inovações que eliminaram o cobalto da maioria das baterias automotivas modernas.
O professor de quÃmica Neeraj Sharma, da Universidade de Nova Gales do Sul, acrescenta que composições quÃmicas mais baratas, como as baterias de Ãons de sódio, também estão chegando ao mercado. "Os fabricantes de veÃculos elétricos vêm se afastando do cobalto porque ele é caro, tóxico e apresenta dilemas éticos", afirma.
A disputa pela narrativa dos minerais crÃticos
Especialistas falam numa "guerra de narrativas" em torno dos minerais crÃticos. O instituto canadense Fraser Institute, de orientação conservadora e favorável aos combustÃveis fósseis, afirmou em 2023 que seriam necessárias cerca de 400 novas minas de minerais crÃticos para atender à futura demanda por veÃculos elétricos.
O autor do estudo, Kenneth P. Green, que há anos defende investimentos em combustÃveis fósseis "baratos" em vez de energias renováveis, afirmou que "o risco de que a produção mineral e a mineração não consigam acompanhar à demanda projetada por veÃculos elétricos é significativo".
Entretanto, em seu relatório Global EV Outlook 2026, a Agência Internacional de Energia afirma que as reservas geológicas conhecidas de minerais crÃticos são suficientes para atender à demanda de longo prazo por veÃculos elétricos, mesmo num cenário de eliminação gradual da maior parte dos carros movidos a combustÃveis fósseis. Porém, a forte concentração da produção de baterias na China representa riscos para as cadeias globais de suprimento.
A AIE também observa que o avanço das baterias de Ãons de sódio, que dispensam o uso de lÃtio, deverá reduzir ainda mais a demanda por minerais crÃticos. Além disso, a agência defende uma rápida expansão da reciclagem de minerais utilizados em baterias como forma de aumentar a transparência e a resiliência das cadeias de suprimento.
Ataque direcionado ou crÃtica legÃtima?
Mas como diferenciar preocupações legÃtimas sobre os impactos da mineração da desinformação sobre as cadeias de suprimento dos veÃculos elétricos?
Enquanto McElrea diz haver um "ataque direcionado" contra os veÃculos elétricos, promovido por mÃdias simpáticas aos combustÃveis fósseis, o especialista em minerais crÃticos e segurança energética Vlado Vivoda, da Universidade de Queensland, afirma que nem toda crÃtica é necessariamente coordenada ou feita de má-fé.
"Muitas preocupações relacionadas à extração mineral, ao processamento, à s condições de trabalho, aos impactos sobre o solo, aos resÃduos e à concentração das cadeias de suprimento são reais", diz. É por isso, segundo ele, que é tão fácil contestar narrativas pró-transição energética que apresentam a energia limpa como algo "imaculado".
O copresidente de comunicação da coalizão global Climate Action Against Disinformation, Philip Newell, afirma que preocupações reais com a injustiça na extração de recursos devem começar pelo fortalecimento das comunidades afetadas pela mineração.
Isso pode ocorrer por meio da participação dessas comunidades nos lucros da atividade ou pelo fortalecimento e pela aplicação mais rigorosa das leis ambientais e trabalhistas.
Crise energética alimenta desinformação
Para Vivoda, "os esforços para deslegitimar as tecnologias limpas" tem que ver com a atual crise energética global. Ele argumenta que sugerir que as tecnologias limpas são "tão ruins quanto, ou até piores do que, o sistema baseado em combustÃveis fósseis" acaba gerando inércia e atrasando a transição energética.
Ainda assim, o especialista afirma que a transição para uma economia de baixo carbono precisa oferecer o nÃvel de transparência nas cadeias de suprimento que muitas vezes esteve ausente no setor de combustÃveis fósseis.
"A resposta adequada não é romantizar a tecnologia limpa, mas comparar os sistemas de forma honesta e administrar as novas cadeias de suprimento muito melhor do que as antigas", diz.
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10/07 -
Trabalhadores barram plano de reestruturação da Volkswagen, diz agência
Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos quatro modelos da marca.
Celso Tavares/g1
Representantes dos trabalhadores da Volkswagen bloquearam um amplo plano de reestruturação da empresa na Alemanha, disseram duas fontes à Reuters nesta sexta-feira. O episódio evidencia as dificuldades enfrentadas pelo presidente-executivo Oliver Blume para reformular a maior montadora da Europa.
Blume tenta tornar o grupo mais eficiente em um momento em que a Volkswagen enfrenta o avanço da concorrência chinesa, bilhões de euros em custos associados às tarifas impostas pelos Estados Unidos e dúvidas sobre a competitividade de suas fábricas na Alemanha.
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A estrutura de governança da Volkswagen, porém, torna a tomada de decisões mais complexa. Isso porque representantes dos trabalhadores e o Estado da Baixa Saxônia controlam a maioria dos assentos no conselho de supervisão da empresa.
Em reunião realizada na quinta-feira (9), o conselho de supervisão rejeitou por 12 votos a 7 a proposta de reestruturação apresentada pela diretoria, após a oposição dos representantes dos trabalhadores, segundo as fontes.
Agora no g1
Fontes familiarizadas com as discussões haviam informado anteriormente à Reuters que a proposta de Blume incluÃa o corte de até 100 mil postos de trabalho e o possÃvel fechamento de quatro fábricas na Alemanha.
Em meio à pressão sobre a empresa, a Volkswagen informou nesta sexta-feira uma queda de 8,6% nas entregas do segundo trimestre, a maior retração em quatro anos.
Analistas veem falta de medidas concretas no plano
Após a reunião, a Volkswagen divulgou um comunicado. Analistas, porém, afirmaram que o chamado "plano para o futuro" traz poucas medidas concretas e evidencia a dificuldade da diretoria em avançar com mudanças mais profundas.
No comunicado divulgado na noite de quinta-feira, a Volkswagen não mencionou cortes de empregos nem fechamento de fábricas. Em vez disso, reiterou metas já conhecidas para simplificar suas operações, medidas que nem sequer dependiam da aprovação do conselho de supervisão.
Analistas do Jefferies afirmaram que "não há indicação de progresso rumo a um acordo". Já analistas da Bernstein disseram que o plano está "repleto de ideais, mas muito pobre em medidas concretas".
Alguns analistas, no entanto, avaliaram positivamente as propostas de simplificação, que incluem reduzir a capacidade global de produção de 10 milhões para 9 milhões de veÃculos por ano e cortar em até 50% o número de modelos oferecidos.
A reestruturação remodelaria gradualmente o portfólio do grupo, que reúne marcas de grande volume, como Volkswagen e Skoda, além da fabricante de carros esportivos Porsche e da marca de luxo Lamborghini.
Sindicatos cobram detalhes do plano após protestos
O IG Metall, maior sindicato industrial da Alemanha, realizou manifestações em unidades da Volkswagen em todo o paÃs nesta quinta-feira e cobrou da empresa uma estratégia clara para garantir a produção no futuro.
O conselho de trabalhadores exigiu que a empresa esclarecesse, até o fim desta sexta-feira, seus planos de redução de custos.
O atual acordo trabalhista da Volkswagen limita a realização de greves, mas os sindicatos ameaçaram ampliar os protestos caso a empresa tente rever os compromissos assumidos em relação à segurança no emprego.
Apesar das tensões, ambos os lados concordam quanto à dimensão dos desafios enfrentados pela Volkswagen, cujas margens de lucro caÃram pela metade nos últimos cinco anos devido à fraqueza do mercado chinês, aos custos da eletrificação e à s tarifas comerciais.
O chanceler alemão Friedrich Merz prometeu implementar reformas para aumentar a competitividade do paÃs em meio à s dificuldades enfrentadas por setores-chave da indústria.
"Todos os envolvidos têm consciência de que a Volkswagen e a indústria automobilÃstica enfrentam um momento crÃtico em um ambiente de competição internacional cada vez mais desafiador", afirmou Olaf Lies, primeiro-ministro do Estado da Baixa Saxônia.
Fontes familiarizadas com o assunto disseram que a Baixa Saxônia, onde fica a sede da Volkswagen em Wolfsburg, tentou intermediar um compromisso durante as discussões do conselho de supervisão.
Segundo uma das fontes, o governo estadual chegou a planejar apresentar sua própria proposta, mas a ideia acabou sendo abandonada. A fonte não forneceu mais detalhes. O governo da Baixa Saxônia se recusou a comentar o assunto.
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09/07 -
Volkswagen negocia demissão em massa e fechamento de fábricas
Agora no g1
O plano da Volkswagen de cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha enfrenta um teste decisivo nesta quinta-feira (9). Os grupos que controlam a maior montadora da Europa se reúnem para discutir as propostas, enquanto trabalhadores protestam contra a reestruturação.
Pressionada por custos elevados, excesso de capacidade produtiva no mercado doméstico, concorrência crescente de fabricantes chineses e tarifas de importação dos Estados Unidos, a Volkswagen enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente.
A empresa busca reformular um modelo de negócios que sustentou seu crescimento por décadas.
Sede da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha.
Axel Schmidt/ Reuters
A possibilidade de fechamento de fábricas e de cortes expressivos de pessoal em uma das companhias mais tradicionais da Alemanha, fundada há 89 anos, também evidencia os desafios enfrentados pela maior economia da Europa, marcada por crescimento lento e custos elevados de energia e mão de obra.
Durante reunião do conselho fiscal na sede da Volkswagen, em Wolfsburg, prevista para esta tarde no horário local, o presidente-executivo Oliver Blume precisará convencer os influentes representantes sindicais do colegiado a aceitarem um programa de cortes mais profundo em todo o grupo, que inclui marcas como Audi e Porsche.
Blume também enfrenta pressão das famÃlias Porsche e Piëch, controladoras da companhia, cujos principais investimentos perderam dezenas de bilhões de euros em valor de mercado nos últimos anos.
Em Wolfsburg, trabalhadores protestavam com apitos, bandeiras vermelhas do sindicato e faixas. Em uma delas, lia-se a mensagem "Gemeinsam stark", expressão em alemão que significa "fortes juntos". Ao fundo, buzinas reforçavam o clima de mobilização.
O sindicato IG Metall informou que cerca de 400 pessoas participavam do protesto apenas em Wolfsburg.
Em nota enviada por e-mail, um porta-voz da Volkswagen afirmou que a empresa compartilha das preocupações dos trabalhadores sobre o futuro, mas considera necessária uma reestruturação para preservar a competitividade.
"Estamos ajustando nosso portfólio de investimentos e simplificando nossas estruturas corporativas", afirmou o porta-voz. "E sim, também teremos que reduzir o excesso de capacidade."
Demissões em massa
No que pode se tornar a maior reestruturação da história da Volkswagen, fontes afirmam que Blume estuda fechar quatro fábricas na Alemanha, localizadas em Hanover, Emden, Zwickau e Neckarsulm, onde funciona uma unidade da Audi.
O plano poderia resultar em até 100 mil demissões, aproximadamente o dobro do número previsto atualmente.
Segundo a revista Spiegel, a produção nas unidades de Zwickau e Emden seria encerrada gradualmente ao longo dos próximos cinco anos. A fábrica de veÃculos comerciais de Hanover seguiria o mesmo caminho em 2032, enquanto a unidade da Audi, em Neckarsulm, teria as atividades encerradas em 2034.
O conselho fiscal da Volkswagen reúne representantes das famÃlias controladoras, dos sindicatos e do governo do estado da Baixa Saxônia. Esse modelo de governança compartilhada frequentemente torna as decisões mais complexas.
Antes da reunião, a revista WirtschaftsWoche informou que o governo da Baixa Saxônia estaria disposto a aceitar o fechamento de fábricas. A informação, porém, foi negada por uma fonte do governo estadual, que classificou a reportagem como "um completo absurdo".
No acordo de reestruturação firmado no fim de 2024, os sindicatos conseguiram da direção da empresa o compromisso de evitar o fechamento de fábricas na Alemanha. Desde então, a Volkswagen vem buscando alternativas para dar nova destinação a unidades com baixa utilização.
Entre as iniciativas analisadas estão a busca por um parceiro da indústria de defesa para a fábrica de Osnabrück e a possibilidade de produzir na Alemanha modelos desenvolvidos originalmente para o mercado chinês.
Dados da Mobility Global analisados pela Reuters indicam que as fábricas do grupo Volkswagen na Alemanha deverão operar com 81% da capacidade considerada padrão em 2026. A previsão é que esse Ãndice caia para 73% até o fim da década, mesmo considerando a retirada planejada da unidade de Osnabrück da rede produtiva.
Entre as quatro fábricas ameaçadas de fechamento, Zwickau aparece como a de maior utilização prevista para 2026, com 88% da capacidade ocupada. Ainda assim, a estimativa é de que esse percentual recue para apenas 42% até 2030, segundo os mesmos dados.
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08/07 -
Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina de 30% para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos
Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) se reuniria nesta quarta-feira (8) para anunciar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%. No entanto, o Ministério de Minas e Energia adiou a reunião e ainda não informou uma nova data.
A medida vem sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração especÃfica para essa mistura.
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A Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)
Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veÃculos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.
Agora no g1
O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.
A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquÃmica.
Todos os componentes que entram em contato direto com o combustÃvel precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.
A lista engloba:
tanque;
boia;
bomba de combustÃvel;
linhas de combustÃvel metálicas ou plásticas;
bico injetor;
câmara de combustão;
pistões;
vedações.
Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.
"As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustÃveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor
Arte / g1
Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.
O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veÃculos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorÃfico do etanol em relação à gasolina.
🔎 O poder calorÃfico é a quantidade de energia que um combustÃvel consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustÃvel puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.
Estimar com precisão o impacto no consumo é difÃcil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veÃculo no dia a dia.
Embora seja possÃvel estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustÃvel, a variação pode ser imperceptÃvel para o motorista no uso cotidiano.
Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veÃculo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.
Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumentio de tanol na gasolina
Divulgação
Revisões podem ficar caras
No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetÃveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.
"Além disso, a bomba de combustÃvel e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.
O motorista pode perceber que o veÃculo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.
O risco é maior nos veÃculos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.
A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.
Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro
Divulgação / Bosch
Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustÃvel a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.
Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.
Nos veÃculos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.
"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.
Além disso, esses veÃculos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.
Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto
Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center
A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustÃvel. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.
Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.
Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustÃvel.
Como o etanol tem caracterÃsticas de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustÃvel para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustÃvel na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.
Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.
Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatÃveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.
Anfavea pede cautela
A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustÃveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veÃculos leves.
Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilÃstica se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.
"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.
Igor Calvet, presidente da Anfavea
Divulgação | Anfavea
O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustÃvel e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.
A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para VeÃculos Automotores (Sindipeças).
A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.
Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veÃculos compatÃveis com biocombustÃveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas polÃticas para combustÃveis no paÃs.
Indústria do etanol defende medida
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construÃda no âmbito do programa CombustÃvel do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.
Segundo a entidade, o setor produtor de etanol contribuiu com informações sobre capacidade produtiva, segurança energética e impactos da mudança.
A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa CombustÃvel do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.
De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veÃculos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.
Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.
Sobre os veÃculos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluÃram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.
Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veÃculos.
A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veÃculos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustÃvel.
A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.
Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustÃvel renovável produzido no Brasil.
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07/07 -
Anfavea volta a criticar imposto menor para carros chineses e fala em 'competição desigual'
Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador
Malu Vieira/ g1 BA
A decisão de ampliar a isenção de imposto para carros elétricos semidesmontados até janeiro de 2027 cria um cenário de "competição desigual". Essa é a avaliação de Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea).
Segundo o executivo, as montadoras com infraestrutura instalada há mais tempo no Brasil ficam em desvantagem, especialmente diante das marcas chinesas, que importam grandes volumes de veÃculos desmontados com carga tributária menor.
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“Se é para simplesmente importar, a empresa faz isso com custo chinês, com logÃstica e custo de capital mais baratos. Aà não há jeito de competirâ€, explica Calvet.
Uma das reclamações da Anfavea ao Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), responsável pela medida, é que não houve discussão sobre a prorrogação do incentivo. Segundo a entidade, a decisão foi tomada sem consulta à associação e às montadoras associadas.
Carregador ultrarrápido da BYD vai até 97% em 9 minutos
Em junho, o Gecex renovou a cota de importação sem impostos para veÃculos elétricos desmontados e semimontados. Com isso, os veÃculos montados no Brasil (CKD) e os semimontados no paÃs (SKD) continuarão isentos do imposto de importação pelos próximos seis meses.
A cota de importações isenta de imposto é de US$ 463 milhões para o perÃodo de seis meses iniciado em 1º de julho de 2026. A medida vale até janeiro de 2027.
O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) defendeu a medida em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", da EBC.
"O governo federal tomou a decisão não foi para causar danos à indústria nacional, mas foi para favorecer, sobretudo, o consumidor, o mercado. E não ignorando que temos de ter uma série de medidas para acomodar todos os interesses, que são legÃtimos", disse.
Como são montados os carros com partes importadas
Arte/g1
Critério ruim
Segundo Andrea Serra, diretora tributária e de comércio exterior da Anfavea, um dos critérios para acessar o benefÃcio é o volume de importações realizado pela empresa. Segundo ela, esse cálculo não reflete a configuração atual do mercado.
“Um dos nossos pedidos seria considerar somente os últimos seis meses para dividir essa cota com um retrato mais atual do mercado brasileiroâ€, explica a diretora.
Pelas regras atuais, cerca de 80% da cota de isenção ficará concentrada na BYD.
Já segundo Calvet, se toda a indústria automotiva brasileira migrasse para os regimes CKD e SKD, cerca de 70% dos empregos do setor seriam perdidos. Isso ocorreria porque esse modelo de montagem tem menos etapas e demanda menos mão de obra.
Um estudo da Anfavea estima que, para cada 10 trabalhadores necessários à produção de um carro no Brasil, apenas três seriam suficientes para montá-lo nesses regimes.
“Não adianta haver indicativo de que o Brasil precisa caminhar para uma produção sofisticada e completa de carros eletrificados e, ao mesmo tempo, haver incentivo para a importação de carros desmontadosâ€, diz Calvet.
Igor Calvet, presidente da Anfavea
Divulgação | Anfavea
O que dizem as montadoras chinesas
As montadoras chinesas afirmam que a importação de veÃculos semimontados é essencial para viabilizar a instalação gradual de suas operações industriais no Brasil.
“É impraticável qualquer indústria automobilÃstica vir para o Brasil investir bilhões de reais e não começar pelo regime de montagem. Não existe, não existiuâ€, afirmou o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, em entrevista recente ao g1.
Como esse tipo de montagem tem carga tributária menor do que a aplicada às demais montadoras instaladas no Brasil, houve atritos no setor. As associadas da Anfavea afirmam que esse modelo permite às fabricantes chinesas praticar preços mais baixos que os concorrentes.
Em defesa própria, as marcas chinesas afirmam que os kits chegarão ao Brasil cada vez menos completos, à medida que etapas como soldagem, moldagem de peças e pintura forem incorporadas à produção local.
Além da BYD, GWM, Geely e marcas do grupo Chery estão iniciando a produção em fábricas próprias no Brasil.
Novas projeções
A Anfavea revisou para cima a projeção para o mercado automotivo brasileiro em 2026 e passou a prever que o paÃs ultrapasse a marca de 3 milhões de veÃculos vendidos neste ano.
Se a estimativa se confirmar, será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava alta de apenas 2,7%.
Segundo a Anfavea, o desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano em queda de 6%.
Apesar do aquecimento das vendas no mercado interno, a entidade afirma que a indústria nacional não consegue acompanhar o mesmo ritmo de crescimento por causa do aumento das importações e da redução das exportações.
A projeção para a produção de veÃculos também foi revisada para cima, passando de crescimento de 3,7% para 5,8% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veÃculos em 2026, o maior volume desde 2019.
"O mercado nacional segue muito aquecido, e isso tem contribuÃdo para uma leve alta no nÃvel de empregos. Por outro lado, parte dessa recuperação vem sendo capturada pelas importações", afirmou Calvet.
Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP)
divulgação/Volkswagen
Melhor primeiro semestre desde antes da pandemia
Os números do primeiro semestre reforçam o bom momento do mercado automotivo brasileiro. Entre janeiro e junho, foram produzidos 1,372 milhão de veÃculos, alta de 8,8% em relação ao mesmo perÃodo de 2025.
Esse é o melhor resultado para o perÃodo desde 2019. As vendas de automóveis cresceram 23,7% no semestre, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no ano anterior.
De acordo com a Anfavea, cerca de 73 mil dessas vendas foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veÃculos de entrada. Outros 130 mil veÃculos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo aproximadamente 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados.
Em junho, os veÃculos eletrificados alcançaram participação recorde no mercado brasileiro, representando 20,9% das vendas de veÃculos leves.
Já o mercado de pesados continua mais fraco. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões caÃram 10,5%, enquanto as de ônibus recuaram 11,6%, apesar de junho ter registrado o melhor desempenho do ano para ambos os segmentos.
VeÃculos da Stellantis produzidos no Brasil para exportação
Divulgação / Stellantis
Exportações caem mais de 20%
Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. Em junho, os embarques de veÃculos ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veÃculos, queda de 21,2%.
Segundo a Anfavea, a principal razão é a redução da demanda da Argentina, tradicional destino das exportações brasileiras, além do avanço da concorrência de veÃculos produzidos na China e no México.
Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%.
O avanço das importações fez o setor automotivo brasileiro voltar a registrar déficit na balança comercial após vários anos.
Entre janeiro e junho, entraram no paÃs 280,6 mil veÃculos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades.
A China respondeu por metade dos veÃculos importados no perÃodo. Em apenas um ano, o número de automóveis chineses vendidos no Brasil dobrou, passando de cerca de 70 mil para 140 mil unidades, segundo a Anfavea.
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07/07 -
Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veÃculos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea
Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador
Malu Vieira/ g1 BA
A Associação Nacional dos Fabricantes de VeÃculos Automotores (Anfavea) revisou para cima a projeção para o mercado automotivo brasileiro em 2026 e passou a prever que o paÃs ultrapasse a marca de 3 milhões de veÃculos vendidos neste ano.
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Se a estimativa se confirmar, será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava alta de apenas 2,7%.
Segundo a Anfavea, o desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano em queda de 6%.
Apesar do aquecimento das vendas no mercado interno, a entidade afirma que a indústria nacional não consegue acompanhar o mesmo ritmo de crescimento por causa do aumento das importações e da redução das exportações.
Agora no g1
A projeção para a produção de veÃculos também foi revisada para cima, passando de crescimento de 3,7% para 5,8% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veÃculos em 2026, o maior volume desde 2019.
"O mercado nacional segue muito aquecido, e isso tem contribuÃdo para uma leve alta no nÃvel de empregos. Por outro lado, parte dessa recuperação vem sendo capturada pelas importações", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
Segundo ele, o aumento das compras de veÃculos do exterior é favorecido por alÃquotas de importação abaixo da média internacional e pela isenção do imposto para veÃculos eletrificados montados em sistema SKD (semidesmontados).
Melhor primeiro semestre desde antes da pandemia
Os números do primeiro semestre reforçam o bom momento do mercado automotivo brasileiro. Entre janeiro e junho, foram produzidos 1,372 milhão de veÃculos, alta de 8,8% em relação ao mesmo perÃodo de 2025.
Esse é o melhor resultado para o perÃodo desde 2019. As vendas de automóveis cresceram 23,7% no semestre, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no ano anterior.
De acordo com a Anfavea, cerca de 73 mil dessas vendas foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veÃculos de entrada. Outros 130 mil veÃculos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo aproximadamente 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados.
Em junho, os veÃculos eletrificados alcançaram participação recorde no mercado brasileiro, representando 20,9% das vendas de veÃculos leves.
Já o mercado de pesados continua mais fraco. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões caÃram 10,5%, enquanto as de ônibus recuaram 11,6%, apesar de junho ter registrado o melhor desempenho do ano para ambos os segmentos.
Exportações caem mais de 20%
Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. Em junho, os embarques de veÃculos ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veÃculos, queda de 21,2%.
Segundo a Anfavea, a principal razão é a redução da demanda da Argentina, tradicional destino das exportações brasileiras, além do avanço da concorrência de veÃculos produzidos na China e no México.
Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%.
O avanço das importações fez o setor automotivo brasileiro voltar a registrar déficit na balança comercial após vários anos.
Entre janeiro e junho, entraram no paÃs 280,6 mil veÃculos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades.
A China respondeu por metade dos veÃculos importados no perÃodo. Em apenas um ano, o número de automóveis chineses vendidos no Brasil dobrou, passando de cerca de 70 mil para 140 mil unidades, segundo a Anfavea.
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07/07 -
Trump diz que transferência de produção da Toyota para os EUA é efeito das tarifas
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião na cúpula da Otan
REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que a decisão da Toyota de investir US$ 3,6 bilhões na construção de uma nova fábrica no Texas e transferir parte da produção de caminhonetes do México para os Estados Unidos é um 'grande acontecimento'.
Em publicação na Truth Social, Trump escreveu: "A Toyota está se mudando do México para os Estados Unidos (Texas!). Grande negócio. Tarifas em ação!".
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Anunciado pela montadora japonesa na segunda-feira (6), o investimento prevê a construção de uma unidade de aproximadamente 232 mil metros quadrados no campus industrial da empresa em San Antonio. A fábrica deve entrar em operação até 2030 e criar cerca de 2 mil empregos.
Quando a nova unidade estiver concluÃda, a Toyota transferirá para o Texas parte da produção da picape média Tacoma atualmente realizada em Baja California, no México.
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A montadora continuará produzindo a Tacoma em sua fábrica de Guanajuato, também no México. Em San Antonio, onde a nova instalação será construÃda, a empresa já fabrica as picapes Tundra e os SUVs Sequoia. Além disso, uma nova fábrica de eixos traseiros, com aproximadamente 46,5 mil metros quadrados, deve ser inaugurada no local no outono do Hemisfério Norte.
O anúncio ocorre em meio à pressão de Trump para que montadoras ampliem a produção nos Estados Unidos. Desde o inÃcio de seu mandato, o governo norte-americano elevou tarifas sobre automóveis, aço, alumÃnio e autopeças.
A Toyota afirmou que permanece comprometida com suas operações no México, no Canadá e nos Estados Unidos e defendeu a prorrogação do acordo de livre comércio da América do Norte, considerado essencial pelas montadoras para a integração da cadeia produtiva na região.
Em 2020, a empresa havia transferido a produção da Tacoma de San Antonio para Guanajuato, que passou a dividir a fabricação do modelo com a unidade de Baja California, responsável pela picape desde 2004.
O governador do Texas, Greg Abbott, informou que o projeto poderá receber uma subvenção estadual de US$ 20 milhões, além de outros incentivos.
Segundo a Casa Branca, o anúncio da Toyota é "um entre muitos" investimentos impulsionados pela agenda do governo Trump, baseada em tarifas, desregulamentação e cortes de impostos.
No ano passado, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, apareceu usando uma camiseta "Trump-Vance 2024" e um boné vermelho com o slogan "Make America Great Again" ("Torne a América Grande Novamente"), gesto que recebeu elogios de Trump e crÃticas de ambientalistas.
A montadora também atuou junto ao Congresso e à Casa Branca para reverter regras de emissões da Califórnia e outras exigências relacionadas aos veÃculos elétricos. Ao mesmo tempo, a empresa afirma ter arcado com bilhões de dólares em custos adicionais em razão das tarifas impostas pelo governo Trump.
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06/07 -
Stellantis, dona da Fiat, inicia produção do Jeep Avenger no Brasil e prepara estreia neste semestre
Novo Jeep Avenger inicia produção no Polo Automotivo de Porto Real
Divulgação
A Stellantis, grupo responsável pelas marcas Fiat e Jeep, iniciou a produção em série do novo Jeep Avenger na fábrica de Porto Real, no sul do Rio de Janeiro. O SUV compacto será o primeiro modelo fabricado na unidade com sistema hÃbrido leve de 12 volts e também inaugura uma nova plataforma de produção de veÃculos eletrificados da companhia no Brasil.
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O inÃcio da fabricação foi anunciado durante a comemoração dos 25 anos do Polo Automotivo de Porto Real. Segundo a montadora, o Avenger é um dos principais projetos do ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões destinado à modernização e à ampliação da fábrica até 2030.
O valor integra um plano de R$ 32 bilhões previsto pela Stellantis para a América do Sul.
"Num momento em que a categoria de B-SUVs dá um salto e cresce quase 80% no nosso paÃs, nós assumimos novamente o protagonismo e iniciamos hoje um novo capÃtulo para a marca e para a Stellantis: o inÃcio de produção do Novo Jeep Avengerâ€, disse Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul.
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O modelo será equipado com motor 1.0 turbo flex e um sistema hÃbrido leve (MHEV 12V). Nesse tipo de tecnologia, uma pequena bateria auxilia o motor a combustão em situações como partidas e retomadas de velocidade, contribuindo para reduzir o consumo de combustÃvel e as emissões de poluentes.
Ao contrário de um hÃbrido convencional, porém, o veÃculo não consegue rodar apenas com energia elétrica.
De acordo com a empresa, o inÃcio da produção do Avenger também representa a adaptação da fábrica para uma nova geração de veÃculos eletrificados, em linha com a estratégia global da Stellantis de ampliar a oferta de modelos com menor emissão de carbono.
Fábrica terá dois perÃodos de trabalho por dia
Para atender ao aumento da produção do Jeep Avenger, a Stellantis informou que implantará um segundo turno na unidade de Porto Real.
Segundo a empresa, a medida deve gerar 800 empregos diretos na fábrica e outras 450 vagas entre as empresas fornecedoras.
A montadora também anunciou a instalação de oito novos fornecedores no complexo industrial. Com isso, o polo automotivo passará a reunir 13 empresas responsáveis pelo fornecimento de componentes para a fabricação dos veÃculos.
De acordo com a Stellantis, a ampliação da rede de fornecedores deve reduzir a necessidade de transportar peças de outras regiões, aumentar a participação de componentes produzidos no paÃs e reforçar a cadeia automotiva instalada no estado do Rio de Janeiro.
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04/07 -
Economia do paradoxo: Noruega ficou rica com o petróleo e hoje lidera a transição para a energia limpa
Bandeira da Noruega
Maarten Heerlien/@Maarten1979/Reprodução
O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026 também desperta interesse por um motivo que vai além do futebol. A Noruega é um dos paÃses mais avançados na adoção de energia limpa, mas continua tendo no petróleo e no gás uma importante fonte de riqueza.
À primeira vista, essas duas realidades parecem difÃceis de conciliar. Mas elas fazem parte da estratégia adotada pela Noruega para avançar rumo a uma economia de baixo carbono sem abrir mão, ao menos por enquanto, de um dos principais motores de sua economia.
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O caso norueguês alimenta um debate que vai além de suas fronteiras: como conciliar metas climáticas, segurança energética e crescimento econômico em um mundo que busca reduzir a dependência dos combustÃveis fósseis?
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Petróleo na estratégia norueguesa
Embora seja reconhecida internacionalmente pelos avanços em energia limpa, a Noruega continua sendo uma potência do setor.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o paÃs está entre os maiores produtores mundiais de petróleo e ocupa uma posição estratégica no mercado internacional de gás natural.
⛽ Dados da Comissão Europeia mostram que a Noruega é atualmente o maior fornecedor de gás natural da União Europeia, respondendo por cerca de 31% das importações do bloco em 2025.
🌱 Em 2023, Noruega e União Europeia também firmaram uma Aliança Verde para ampliar a cooperação em energia limpa, transição industrial e proteção ambiental.
É nesse contexto que o governo norueguês argumenta que a manutenção da produção de petróleo e gás não é incompatÃvel com seus objetivos climáticos.
Segundo o Ministério da Energia e a Diretoria Norueguesa de Offshore, o setor continua sendo o principal em valor de exportações e arrecadação pública, mas também pode contribuir para reduzir as emissões em outros paÃses.
Em comunicações oficiais, o governo afirma que substituir usinas movidas a carvão por usinas a gás pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa na geração de eletricidade, além de melhorar a qualidade do ar.
Também sustenta que o gás complementa fontes renováveis, como a solar e a eólica, cuja geração depende das condições climáticas.
"À medida que a Europa incorpora cada vez mais fontes renováveis intermitentes, aumenta a necessidade da flexibilidade que o gás pode oferecer para equilibrar as oscilações no fornecimento de energia e garantir um abastecimento confiável aos consumidores", afirma o governo norueguês.
Essa iniciativa, no entanto, também desperta questionamentos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que as receitas provenientes de recursos naturais representam uma "espada de dois gumes": podem impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também criar desafios para a gestão das contas públicas e para o crescimento de longo prazo.
No caso da Noruega, o organismo considera que o paÃs conseguiu construir um planejamento robusto para administrar essa riqueza ao longo das últimas décadas.
Ainda assim, ressalta que a abundância de recursos naturais pode levar paÃses a concentrar esforços na captura dessas receitas, reduzindo o foco em reformas estruturais e na produtividade, o que pode desacelerar o crescimento de atividades fora do setor de petróleo.
Adversário do Brasil: Noruega tem participação na fundação do 1º time de futebol de NY
Financiando a transição com a riqueza do petróleo
Uma das principais ferramentas criadas pela Noruega para administrar a riqueza gerada pelo petróleo e pelo gás foi o Government Pension Fund Global (GPFG), fundo soberano que transforma essa renda em ativos financeiros para as próximas gerações.
Segundo o próprio GPFG, o objetivo é proteger a economia das oscilações do mercado de petróleo e preservar essa riqueza no longo prazo.
No fim de 2025, o fundo administrava cerca de 21,3 trilhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 11,2 trilhões) — um patrimônio equivalente a cerca de 3,8 milhões de coroas (R$ 2 milhões) por habitante.
Além de investir em milhares de empresas ao redor do mundo, a instituição adota diretrizes ambientais e sociais para orientar suas aplicações e amplia gradualmente os investimentos em infraestrutura de energia renovável.
A transição também foi facilitada por uma caracterÃstica da matriz elétrica do paÃs. Segundo a IEA, cerca de 89% da eletricidade produzida na Noruega vem de hidrelétricas, o que favoreceu a eletrificação de residências, da indústria e, mais recentemente, dos transportes.
O resultado mais visÃvel dessa estratégia está no mercado de automóveis. Após décadas de incentivos, a Noruega passou a liderar a adoção de veÃculos elétricos.
🚗 O governo estabeleceu como meta que todas as vendas de carros novos sejam de modelos sem emissões, apoiando essa mudança por meio de benefÃcios tributários, expansão da infraestrutura de recarga e regras estáveis ao longo do tempo.
Com o avanço da frota elétrica, parte desses incentivos vem sendo reduzida gradualmente para preservar a arrecadação pública.
Segundo o relatório Global EV Outlook 2025, da IEA, essa transformação já produz efeitos no consumo de combustÃveis. Desde 2021, o uso de petróleo no transporte rodoviário caiu cerca de 12%, reflexo da substituição dos veÃculos movidos a combustÃveis fósseis por modelos elétricos.
Além da eletrificação dos automóveis, a legislação norueguesa estabelece metas obrigatórias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os municÃpios também receberam instrumentos para criar zonas de emissão zero, exigir critérios ambientais em obras públicas e ampliar polÃticas de gestão de resÃduos.
E a própria indústria petrolÃfera passou a incorporar iniciativas para reduzir suas emissões: projetos como o Hywind Tampen — considerado o maior parque eólico flutuante do mundo — foram desenvolvidos para fornecer eletricidade renovável à s plataformas de petróleo e gás no Mar do Norte, reduzindo as emissões da própria produção.
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03/07 -
'Parecemos crianças e palhaços': Verstappen detona desfile da Fórmula 1 com carros de Lego
Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026
Divulgação / Lego
Max Verstappen, piloto holandês da Red Bull, criticou a decisão da Fórmula 1 de colocar os competidores em carros feitos com peças de Lego durante o desfile antes do Grande Prêmio da Inglaterra, neste domingo. Para o tetracampeão mundial, a iniciativa pode fazer com que os pilotos pareçam "crianças e palhaços".
O holandês disse à emissora Viaplay que prefere o formato tradicional, em que os pilotos dão uma volta pelo circuito em um caminhão aberto, acenam para o público e concedem entrevistas à TV.
"Prefiro brincar de Lego em casa, com as crianças. Não aqui, para ser sincero", afirmou. "Prefiro ficar em cima de um caminhão, com todo mundo junto. Acho que é mais divertido e também passa uma imagem mais profissional."
Na quinta-feira (2), a Fórmula 1 e a Lego anunciaram que os 22 pilotos vão percorrer o circuito de Silverstone antes da corrida em pequenos carros montados com milhares de peças da marca.
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Leia mais: Pilotos de F1 vão usar karts de Lego em volta de apresentação; veja como carrinhos foram feitos
Uma ação semelhante foi realizada no Grande Prêmio de Miami no ano passado. Na ocasião, os pilotos dividiram carros de dois lugares, houve pequenas colisões entre eles e várias peças ficaram espalhadas pela pista.
"No fim das contas, somos pilotos de Fórmula 1. Acho que não devemos parecer crianças e palhaços tentando bater uns nos outros", disse Verstappen. "Não acho que seja disso que a Fórmula 1 precisa, mas fazer o quê."
Emily Prazer, diretora comercial da Fórmula 1, afirmou que a ação vai mostrar um lado diferente da categoria e "criar um espetáculo incrÃvel para os fãs".
Max Verstappen na quinta feira (2) antes do GP de Silverstone de 2026
REUTERS/Andrew Boyers
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03/07 -
É #FAKE que Michelin vai embora do Brasil após fechar fábrica em Guarulhos
Fechamento de fábrica em Guarulhos não significou fim da produção da Michelin no Brasil
g1
Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que fabricante de pneus Michelin vai deixar o Brasil após fechar uma unidade em Guarulhos, na Grande São Paulo. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como são os posts?
Publicações que viralizaram neste mês em redes como Instagram, Facebook e X exibem uma montagem em que aparecem a fachada de uma fábrica e o mascote da Michelin, além de duas caixas de texto dizendo:"Mais uma que vai embora: Michelin fecha fábrica com mais de 70 anos e demite centenas de trabalhadores" ; e "Mais uma empresa que vai embora do Brasil do desgoverno Lula" .
Veja um exemplo de legendas que acompanharam as postagens: "A Michelin anunciou o fechamento gradual de sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, encerrando as atividades de uma unidade que operava há mais de 70 anos no Brasil. A decisão afeta cerca de 350 trabalhadores, que deverão ser desligados ao longo do processo de desativação da planta".
Mas isso não é verdade. Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da empresa enviou uma nota dizendo: "A informação não procede. A Michelin anunciou, em junho do ano passado, a decisão de encerrar as atividades na fábrica de Guarulhos (SP) de forma gradual até o fim de 2025. Mesmo com esse fechamento, a marca mantém seu comprometimento com o Brasil, onde possui o ciclo completo da produção, e segue com as suas operações no Amazonas, na Bahia, no EspÃrito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo".
A companhia informou que demissões ocorreram até o fim de 2025, e não recentemente: "Na época [final do ano passado], um pacote social foi aprovado com o sindicato e incluia apoio financeiro e serviço de orientação profissional para os afetados".
Nas últimas semanas, o Fato ou Fake desmentiu conteúdos semelhantes, envolvendo outras empresas. Veja dois exemplos:
É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai
É #FAKE que Toyota vai deixar o Brasil e demitiu 1,5 mil funcionários de fábrica no interior de São Paulo
âš ï¸ Por que É #FAKE?
Leia outro trecho do comunicado enviado ao Fato ou Fake pela assessoria da Michelin:
"A unidade [de Guarulhos] produzia, principalmente, câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas, pneus industriais e produtos semiacabados. A decisão foi resultado de uma supercapacidade de produção gerada a partir da entrada expressiva de produtos importados da Ãsia, que muitas vezes chegam abaixo do custo de produção local, impactando fortemente o segmento de câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas".
Em nota publicada em junho de 2026 com o tÃtulo "Fabricantes de pneus vão ao MDIC pedir medidas contra importados", a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) relatou ter procurado o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para "pedir medidas contra a concorrência desleal de pneus importados no mercado brasileiro".
A Anip diz que as empresas que produzem pneus nacionalmente terminaram o primeiro quadrimestre deste ano com 31% de participação nas vendas totais. Segundo a entidade, esse foi o menor patamar da série histórica. Já os importados abarcaram 69% do mercado. Em 2019, essa relação era inversa: 69% dos nacionais, contra 31% dos estrangeiros.
Fechamento de fábrica em Guarulhos não significou fim da produção da Michelin no Brasil
g1
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É #FAKE vÃdeo de Haaland tomando susto ao se ver de boca cheia em espelho de restaurante'
É #FAKE vÃdeo de Haaland tomando susto ao se ver de boca cheia
VÃDEOS: Os mais vistos agora no g1
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VÃDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
GloboPop: clique para ver vÃdeos do palco de Fato ou Fake
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02/07 -
Fiat Strada é o veÃculo mais vendido no Brasil no primeiro semestre de 2026; veja a lista
Fiat Strada e Volkswagen Polo lideram o ranking dos carros mais vendidos
g1
O primeiro semestre de 2026 fechou com a Fiat Strada como veÃculo mais vendido do Brasil. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores (Fenabrave).
A picape alcançou a marca de 83.032 emplacamentos e ficou bem à frente do vice-lÃder Volkswagen Polo. O hatch, nos seis primeiros meses do ano, chegou a 54.091 unidades vendidas, e foi seguido pelo ‘irmão’ T-Cross, que teve 48.048 emplacamentos.
Veja a lista de mais vendidos entre janeiro e junho de 2026:
Fiat Strada: 83.032 unidades;
Volkswagen Polo: 54.091 unidades;
Volkswagen T-Cross: 48.048 unidades;
Fiat Argo: 46.029 unidades;
Chevrolet Onix: 45.109 unidades;
Volkswagen Tera: 41.420 unidades;
Hyundai HB20: 38.930 unidades;
Hyundai Creta: 35.925 unidades;
BYD Dolphin Mini: 35.669 unidades;
Fiat Mobi: 33.492 unidades.
Agora no g1
Vendas em junho
A ordem do pódio de mais vendidos em junho é a mesma do semestre. As diferenças são que o Volkswagen Tera aparece à frente do Chevrolet Onix no mês passado, mas está atrás no acumulado.
E, nos primeiros seis meses de 2026, só o BYD Dolphin Mini aparece como eletrificado na lista dos 10 mais vendidos. Já em junho ele aparece atrás do BYD Song.
Fiat Strada: 14.303 unidades;
Volkswagen T-Cross: 11.753 unidades;
Volkswagen Polo: 10.939 unidades;
Fiat Argo: 9.831 unidades;
Volkswagen Tera: 9.289 unidades;
Chevrolet Onix: 7.972 unidades;
Hyundai HB20: 6.914 unidades;
BYD Song: 6.632 unidades;
BYD Dolphin Mini: 6.457 unidades;
Hyundai Creta: 5.533 unidades.
BYD Song Plus
divulgação/BYD
Carros elétricos e hÃbridos ganham espaço
No primeiro semestre, a BYD lidera como a queridinha nos segmentos de hÃbridos e de elétricos. Nas vendas de hÃbridos, ela é seguida por Toyota e GWM. Já entre os elétricos, aparecem Geely e GM entre os principais concorrentes.
No acumulado do ano, a BYD mantém liderança expressiva no segmento de elétricos, com 64,45% de participação no mercado.
Entre janeiro e junho de 2026, foram emplacados no Brasil 90.470 carros elétricos. Um aumento de 196% em relação ao mesmo perÃodo de 2025, quando foram vendidos 30.534 elétricos no paÃs.
Comparado ao mês anterior, junho de 2026 mostrou um aumento de 0,84% nos emplacamentos de veÃculos 100% elétricos. Comparado ao mesmo mês de 2025, o aumento este ano foi de 258%.
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02/07 -
Venda de carros elétricos no Brasil é três vezes maior em 2026 quando comparada a 2025
100% elétrico, BYD Dolphin Mini
Divulgação/BYD
Entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores (Fenabrave), foram emplacados no Brasil 90.470 carros elétricos. Um aumento de 196% em relação ao mesmo perÃodo de 2025, quando foram vendidos 30.534 elétricos no paÃs.
Comparado ao mês anterior, junho de 2026 mostrou um aumento de 0,84% nos emplacamentos de veÃculos 100% elétricos. Comparado ao mesmo mês de 2025, o aumento este ano foi de 258%.
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Embora os volumes ainda não sejam tão grandes quanto os demais, os elétricos vêm ampliando sua participação no mercado interno, de forma consistenteâ€, analisa Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.
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Os veÃculos hÃbridos também mostram crescimento. Nos primeiros seis meses de 2026 foram vendidos no Brasil 154.472 veÃculos hÃbridos, um salto de 85% ante os 83.468 hÃbridos vendidos no primeiro semestre de 2025.
Em relação a maio, o mês de junho deste ano mostrou aumento de 8,9% nas vendas de hÃbridos. Em relação a junho de 2025, os emplacamentos aumentaram 116%.
“Os carros hÃbridos têm tido uma aceitação expressiva no mercado nacional e representam o maior volume entre os eletrificadosâ€, disse Arcelio Junior.
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02/07 -
Pilotos de F1 vão usar karts de Lego em volta de apresentação; veja como carrinhos foram feitos
Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026
Divulgação / Lego
A Lego montou 22 karts para que os pilotos de Fórmula 1 façam uma animada volta de apresentação no GP de Silverstone no próximo domingo (5). Cada um dos carrinhos usa 28 mil peças e tem motor elétrico para chegar até 25 km/h.
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"Sempre ouvimos nossos fãs, e ficou claro, durante o desfile dos pilotos no Grande Prêmio de Miami de 2025, que tanto os fãs quanto os pilotos queriam mais", afirmou Julia Goldin, diretora de Produto e Marketing do Grupo Lego.
Se carros de corrida são conhecidos pela leveza, o mesmo não dá para dizer sobre os karts feitos de Lego. Cada carrinho pesa 280 kg, sendo que 65 kg são só de peças do brinquedo de montar.
Os karts foram criados por 20 especialistas em design e precisaram de 6.400 horas de mão de obra para serem concluÃdos. Cada kart usa as cores e desenhos inspirados nas carrocerias dos modelos de F1.
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A inspiração para aumentar o grid de carros de Lego veio depois do sucesso do GP de Miami de 2025. Na ocasião, cada dupla de pilotos compartilhou uma réplica em tamanho real de um carro de F1 feito com 400 mil blocos cada.
Os F1 feitos com blocos de montar pesavam 1 tonelada e chegavam até 20 km/h. Os pneus Pirelli eram os mesmos usados pelos carros de corrida.
O que era para ser só uma exibição acabou virando uma disputa por posições. Em Miami, os carros de F1 colidiram e deixaram peças pelo caminho.
Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026
Divulgação / Lego
“No ano passado, o desfile dos pilotos da F1 em Miami com os carros gigantes da LEGO foi um dos momentos mais memoráveis e comentados da temporada, capturando a imaginação dos fãs em todo o mundo e mostrando um lado diferente do esporte", diz Emily Prazer, diretora comercial da F1.
Neste ano, segundo a executiva, a organização está ampliando essa experiência para criar um espetáculo incrÃvel para os fãs que estarão presentes no Grande Prêmio da Grã-Bretanha e para aqueles que acompanharão a corrida em todo o mundo.
"Há algo realmente especial em reunir os universos da Fórmula 1 e das brincadeiras com LEGO, combinando inovação, criatividade e entretenimento de uma forma capaz de inspirar e empolgar fãs de todas as idades", diz.
No GP de Miami de 2025, cada dupla de pilotos de F1 compartilhou um carro
Divulgação / Lego
Carro de Lego a 111 km/h
Recentemente, outro carro de Lego mais complexo chamou a atenção. Uma réplica em tamanho real do Koenigsegg Sadair's Spear, com carroceria construÃda inteiramente com peças de Lego, atingiu a velocidade de 111 km/h. O veÃculo pesa 1.800 kg e registrou na pista de Goodwood, Inglaterra, o recorde de modelo montável mais rápido já feito pela empresa de brinquedos dinamarquesa.
A marca anterior, de 2018, era de 50 km/h e pertencia a um Bugatti Chiron também na escala 1:1.
O projeto foi executado pela equipe de modelistas da Lego em Kladno, na República Tcheca, e precisou de mais de 9,4 mil horas de mão de obra para ser concluÃdo.
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O veÃculo foi feito com cerca de 327 mil peças da linha Technic, que correspondem a 400 kg do veÃculo, e montado sobre um chassi de metal customizado com gaiola de proteção nos padrões de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA).
A construção utiliza rodas de fibra de carbono originais da Koenigsegg, pneus da Pirelli, suspensão real e freios a disco de competição.
Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade
Divulgação / Lego
Para alcançar a velocidade recorde e superar os modelos anteriores da marca, o veÃculo foi equipado com um motor elétrico que traciona as rodas traseiras, substituindo o motor V8 biturbo original de 1.603 cavalos do modelo real.
A Lego e a montadora sueca não revelaram dados técnicos desse propulsor elétrico.
A réplica também inclui o sistema automatizado da montadora sueca, que permite abrir simultaneamente as portas, o capô e a tampa do motor. Essa forma de acessar o carro é algo caracterÃstico da Koenigsegg.
Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1
Divulgação / Lego
Diversas partes do veÃculo foram adaptadas com peças incomuns da marca, como componentes de naves de Star Wars nos faróis dianteiros, janelas de trens de brinquedo nas lanternas traseiras e aros de rodas da linha Ninjago para simular os amortecedores do carro real.
O lançamento do megacarro em tamanho real ocorreu em conjunto com o anúncio de uma versão comercial menor do Koenigsegg Sadair's Spear em escala 1:8.
O kit voltado para o público adulto possui 4.104 peças e reproduz as funções mecânicas do veÃculo original, incluindo o motor de pistões V8 funcionais e a transmissão de nove marchas.
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